GP DO BRASIL (Interlagos)

 

Ferrari vence, mas Rubinho abandona

Prejudicado por problemas no carro, piloto brasileiro desaponta torcida

 

Cena rara: a Ferrari de Rubinho "fuma" momentos

antes do abandono em Interlagos (Foto: Reuters)

Carlo Vinícius de Melo Almeida

          O fim-de-semana em Interlagos lembrou os tempos de Ayrton Senna: ingressos esgotados, arquibancadas lotadas e aquela esperança de vitória. A única diferença era a cor predominantemente vermelha entre os novos fanáticos pela Ferrari. Os brasileiros viam em Rubens Barrichello, principalmente após o segundo lugar na Austrália, aquele ídolo que faltava já há seis anos na Fórmula 1. Barrichello procurou corresponder sempre obtendo bons resultados nos treinos livres, durante a preparação do carro para o treino de classificação para o grid.

         No sábado, porém, o treino teve outro protagonista: as placas de publicidade. Três delas caíram, em diferentes partes da pista, interrompendo o treino com bandeira vermelha. No intervalo entre uma queda e outra, Mika Hakkinen (1m14.111s) confirmou o excelente desempenho da McLaren no circuito paulista e garantiu a pole-position. David Coulthard (1m14.285s) obteve a segunda colocação, deixando a segunda fila para Michael Schumacher (1m14.508s) e Rubens Barrichello (1m14.636s). O brasileiro Ricardo Zonta, da B.A.R., ficou com o tempo de 1m15.484s em oitavo lugar. Com problemas estruturais nos carros Sauber durante os treinos, Peter Sauber resolveu, por segurança, retirá-los da prova, deixando Pedro Paulo Diniz desolado.

         Na largada a possibilidade de chuva rondava o autódromo. Mika Hakkinen manteve a ponta, seguido por Schumacher que roubou a segunda colocação de David Coulthard. As Ferrari, com menos combustível e mais leves, rendiam melhor que os McLaren e logo Schumacher assumiu a liderança da prova, ao mesmo tempo em que Barrichello ultrapassava Coulthard, pulando para terceiro.

         A estratégia da Ferrari era se distanciar ao máximo das McLaren para que pudessem fazer os dois pit-stops programados sem perder muitas posições. Schumacher conseguiu abrir ótima vantagem, porém, Barrichello só pôde ultrapassar Hakkinen após um erro do finlandês na curva Bico de Pato.

         Quando Schumacher parou nos boxes, voltou em terceiro e Barrichello assumiu a liderança da prova. Duas voltas depois, era a vez de Rubinho parar para retornar à pista em quarto. Estavam restabelecidas as posições do início da prova. Porém, na 27a. volta Rubens Barrichello foi obrigado a levar sua Ferrari aos boxes com uma pane generalizada no sistema hidráulico. Os mecânicos fizeram uma rápida checagem e decretaram fim de prova para o brasileiro, desapontando os mais de 70 mil torcedores que lotavam o autódromo. Algumas voltas depois, foi a vez de Mika Hakkinen também recolher seu carro na garagem da McLaren por problemas mecânicos. Restava a torcida torcer pela única Ferrari que ainda permanecia na prova.

         A partir daí a prova foi um “passeio” para Michael Schumacher. Muito distante do segundo colocado David Coulthard, só assustou quando o escocês conseguiu uma seqüência de voltas rápidas diminuindo a diferença. O alemão logo recuperou a vantagem e guiou tranqüilo para cruzar a linha de chegada em primeiro pela segunda vez no ano. David Coulthard e Giancarlo Fisichella completaram o pódio. Porém, o único McLaren a chegar no final da prova (David Coulthard) foi desclassificado devido à irregularidades encontradas na asa dianteira. Fisichella assumiu a segunda colocação e Jenson Button pulou para sexto, tornando-se o piloto mais jovem (20 anos) a conquistar pontos na categoria.



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