Pré-História
- A Origem do Homem
Evolucionismo
Segundo o evolucionismo, o homem é o resultado
final de uma longa evolução, que começou há
cerca de 5 milhões de anos com o mais antigo dos hominídeos:
o Australopithecus.
O Australopithecus
adulto tinha um modo de andar e uma arcada dentária semelhante
ao dos seres humanos atuais. O volume de seu crânio, no entanto,
quase três vezes menor do que o nosso.
Há cerca de
2 milhões de anos, ele desapareceu da Terra, por causas ainda
desconhecidas pelos cientistas.
Nesse mesmo período,
segundo pesquisas, começou a surgir o Homo habilis, que possuía
um crânio maior, com cerca de 800 centímetros cúbicos:
um claro sinal do desenvolvimento do cérebro.
O Homo habilis conseguia
fazer utensílios de pedra, inclusive armas, com as quais
podia caçar animais, o que lhe permitiu incluir a carne na
sua dieta.
Há cerca de
1,5 milhão de anos surgiu o Homo erectus, um descendente
direto do Homo habilis. Seu corpo e crânio eram maiores (cerca
de 900 centímetros cúbicos). Sabia usar, também,
o fogo, vivia em cavernas e conseguia construir elaborados instrumentos
de pedra.
Finalmente, há
cerca de 200 mil anos, surgiu o Homo sapiens sapiens, cujo crânio
media 1.500 centímetros cúbicos. Ele é o nosso
antepassado mais próximo, e foi o que melhor soube transformar
a natureza em seu benefício.
Criacionismo - Surgimento do
homem
No princípio criou Deus os céus e a terra. (Gêneses
1:1)
Este versículo
é o mais importante e fundamental de todos. Quando cremos
de fato neste versículo, temos pouca dificuldade em crer
em todo o restante da palavra de Deus.
A teoria do Criacionismo
tem sido baseada no livro de Gênesis capítulo primeiro.
Teoria defendida por católicos, evangélicos (protestantes)
entre outros...
Segundo a bíblia o ser humano foi criado por Deus o que rebate
diretamente todas as demais teorias inventadas pelos homens acerca
de sua origem.
A teoria do criacionismo
vêm adquirindo a cada vez mais adeptos, embora ainda existem
vários cientistas que tentam provar que a teoria do evolucionismo
é realmente a teoria correta a cerca do Surgimento do homem.
O surgimento do homem
"A maior proeza
recente da Ciência foi a descoberta de que os primeiros homens
possivelmente surgiram na África e eram negros. Isso porque,
segundo os especialistas, os mais antigos genes existentes se encontram
no organismo dos pigmeus.
Essa reportagem pode
nos ajudar a responder esta pergunta.
Não há
comprovação científica comprovando que os primeiros
homens surgiram na África e sim uma teoria, pois os genes
mais antigos existentes foram descobertos no organismo dos pigmeus.
Período Paleolítico
- Idade da Pedra Lascada
A chamada Antiga Idade da Pedra ou
Idade da Pedra Lascada marca o primeiro e mais longo período
da História, pois abrange os tempos desde o aparecimento
do homem até aproximadamente 12 a 10 mil anos atrás.
Sua denominação provém do uso da pedra lascada
como instrumento de trabalho predominante nesse período.
Estes instrumentos, embora rudimentares, representavam naquele momento
histórico um avanço tecnológico, pois o homem,
através do seu trabalho, utilizando sua capacidade racional,
fabricava suas primeiras ferramentas.
O Paleolítico
é marcado também pelo fenômeno da glaciação
(ação exercida sobre a superfície da Terra
pelas geleiras). O predomínio do clima frio fez com que o
homem vivesse em cavernas e conquistasse o controle sobre o fogo,
fator decisivo para sua sobrevivência. O domínio do
fogo possibilitou ao homem do Paleolítico uma melhoria significativa
em sua qualidade de vida, na medida em que lhe permitiu afugentar
animais selvagens, assar sua carne e aquecer-se do frio rigoroso.
O homem torna-se
um "criador" e começa a se distinguir dos outros
animais através do uso da razão e da ação
sobre a natureza.
Nesse momento, o
homem ainda vivia em bandos, sua vida era nômade, baseada
em uma economia coletora que consistia na caça, na pesca
e na coleta. O homem aproveita os recursos que a natureza lhe oferece
para garantir seu sustento através da cooperação,
da ação em conjunto e, principalmente, do aprendizado
social. Nenhum homem nasce sabendo caçar, proteger-se do
frio e dos outros animais, ou ainda, construir abrigos, ferramentas
e utensílios. Somente através da observação
e da aprendizagem o homem foi capaz de elaborar seus conhecimentos
e fazer a sua própria história. Portanto, a união
e o trabalho coletivo tornavam-se necessários para a sobrevivência
do grupo. Desta forma, podemos observar, na organização
das comunidades primitivas, a divisão sexual das tarefas:
as mulheres dedicavam-se à coleta e à educação
das crianças, enquanto os homens saíam à caça.
No período Paleolítico, as mulheres e as crianças
encontravam-se em pé de igualdade com os homens, não
havendo qualquer distinção, de forma que as tarefas
eram divididas apenas com a finalidade de garantir a organização
do trabalho comunitário. Sua religião, portanto, foi
caracterizada pela ausência de deuses. Possuía um caráter
animista (acreditavam em forças da natureza), já que
a crença em um deus significaria a existência de um
ser superior, contrariando a idéia de igualdade social.
Período Neolítico
- Pedra Polida
No período Neolítico, o homem aprendeu a polir a pedra.
A partir de então, conseguiu produzir instrumentos (lâminas
de corte, machados, serras com dentes de pedra) mais eficientes
e mais bem acabados.
Empurrado pela necessidade,
já que a caça e coleta tornaram-se escassas, o homem
descobriu uma forma nova de obter alimentos: a agricultura.
Com a prática
da agricultura, o homem passou a necessitar de recipientes em que
pudesse armazenar, conservar e cozinhar os cereais.
Em resposta a essa
necessidade, inventou a cerâmica: o barro modelado e cozido,
usado para produzir jarros, potes, vasos e panelas.
Semeando a terra,
criando gado, produzindo o próprio alimento, o homem não
tinha mais porque mudar constantemente de lugar. Tornou-se então
sedentário. Ao mesmo tempo, passou a usar fibras vegetais
e pêlos de animais para fazer tecidos de algodão ou
lã.Devido ao aumento da produção de alimentos
surgiram as primeiras aldeias e desenvolveu-se a vida comunitária.
As moradias começaram a ser feitas de barro, madeira e pedra.
Idade dos Metais
No final do Período Neolítico, o homem aperfeiçoa
os seus instrumentos através do uso da metalurgia. Os artefatos
de pedra polida serão substituídos por ferramentas
de metal, por volta do ano 5000 a.C., inaugurando a chamada Idade
dos Metais. O domínio da técnica de fundição
dos metais representa um grande avanço científico
alcançado pelos homens naquele período. O primeiro
metal utilizado pelo homem foi o cobre; posteriormente, através
da fusão do cobre com o estanho, o homem obteve o bronze.
O processo de desenvolvimento
da metalurgia culminou finalmente com a utilização
do ferro. Porém, sendo o ferro um metal escasso e mais difícil
de ser fundido, só foi obtido por volta de 1500 a.C. e dominado
somente por alguns povos. Eles aproveitaram o ferro para a utilização
de seus armamentos afirmando sua superioridade militar.
Vale lembrar que
nem todos os homens dominavam plenamente as técnicas de fundição;
por este motivo, os instrumentos fabricados de pedra continuaram
predominando em várias comunidades. Além disso, a
prática da metalurgia não deveria ser realizada por
todos os homens da comunidade. A complexidade desta atividade exigia
a divisão do trabalho entre agricultores e artesãos,
por isso somente as comunidades que produzissem o excedente de alimentos
é que poderiam organizar tal divisão de tarefas.
O Feudalismo
Formação
A formação do feudalismo, desenvolveu-se num longo
período, que engloba a crise do Império Romano a
partir do século III, a formação dos Reinos
Bárbaros e a desagregação do Império
Carolíngeo no século IX.
Introdução
A formação do feudalismo,
na Europa Ocidental, envolveu uma série de elementos estruturais,
de origem romana e germânica, associados aos fatores conjunturais,
num longo período, que engloba a crise do Império
Romano a partir do século III, a formação
dos Reinos Bárbaros e a desagregação do Império
Carolíngeo no século IX.
A Crise Romana
A partir do século III a crise do Império romano
tornou-se intensa e manifestou-se principalmente nas cidades,
através das lutas sociais, da retração do
comércio e das invasões bárbaras. Esses elementos
estimularam um processo de ruralização, envolvendo
tanto as elites como a massa plebéia, determinando o desenvolvimento
de uma nova estrutura sócio econômica, baseada nas
Vilae e no colonato.
As transformações da estrutura produtiva desenvolveram-se
principalmente nos séculos IV e V e ocorreram também
mesmo nas regiões onde se fixaram os povos bárbaros,
que, de uma forma geral, tenderam a se organizar seguindo a nova
tendência do Império, com uma economia rural, aprofundando
o processo de fragmentação.
Em meio a crise, as Vilae tenderam a se transformar no núcleo
básico da economia. A grande propriedade rural passou a
diversificar a produção de gêneros agrícolas,
além da criação de animais e da produção
artesanal, deixando de produzir para o mercado, atendendo suas
próprias necessidades.
Foi dentro deste contexto que desenvolveu-se o colonato, novo
sistema de trabalho, que atendia aos interesses dos grandes proprietários
rurais ao substituir o trabalho escravo, aos interesses do Estado,
que preservava uma fonte de arrecadação tributária
e mesmo aos interesses da plebe, que migrando para as áreas
rurais, encontrava trabalho.
O Colono
O colono é o trabalhador
rural, colocado agora em uma nova situação. Nas
regiões próximas à Roma a origem do colono
é o antigo plebeu ou ainda o ex-escravo, enquanto nas áreas
mais afastadas é normalmente o homem de origem bárbara,
que, ao abandonar o nomadismo e a guerra é fixado à
terra
O colono é um homem livre por não ser escravo, porém
está preso à terra.
A grande propriedade passou a dividir-se em duas grandes partes,
ambas trabalhadas pelo colono; uma utilizada exclusivamente pelo
proprietário, a outra dividida entre os colonos. Cada colono
tinha a posse de seu lote de terra, não podendo abandona-lo
e nem ser expulso dele, devendo trabalhar na terra do senhor e
entregar parte da produção de seu lote.
Dessa maneira percebe-se que a estrutura fundiária desenvolve-se
de uma maneira que pode ser considerada como embrionária
da economia feudal
É importante notar que durante todo o período de
gestação do feudalismo ainda serão encontrados
escravos na Europa, porém em pequena quantidade e com importância
cada vez mais reduzida.

gravura que retrata o trabalho do camponês no
feudo
As Invasões Bárbaras
Os povos “bárbaros”, ao
ocuparem parte das terras do Império Romano, contribuíram
com o processo de ruralização e com a fragmentação
do poder, no entanto assimilaram aspectos da organização
sócio econômica romana, fazendo com que os membros
da tribo se tornassem pequenos proprietários ou rendeiros
e, com o passar do tempo, cada vez mais dependentes dos grandes
proprietários rurais, antigos líderes tribais.
O colapso do “Mundo Romano” possibilitou o desenvolvimento de
diversos reinos de origem bárbara na Europa, destacando-se
o Reino dos Francos, formado no final do século V, a partir
da união de diversas tribos francas sob a autoridade de
Clóvis, iniciador da Dinastia Merovíngea.
A aliança das tribos, assim como a aliança de Clóvis
com a Igreja Católica impulsionou o processo de conquistas
territoriais, que estendeu-se até o século IX e
foi responsável pela consolidação do “beneficium”,
que transformaria a elite militar em elite agrária.
O “Beneficium” era uma instituição bárbara,
a partir da qual o chefe tribal concedia certos benefícios
a seus subordinados, em troca de serviços e principalmente
de fidelidade. Em um período de crise generalizada, marcada
pela retração do comércio, da economia monetária
e pela ruralização, a terra tornou-se o bem mais
valioso e passou a ser doada pelos reis a seus principais comandantes.

cavaleiro
medieval
O Império Carolíngeo
Durante o reinado de Carlos Magno
(768 - 814), a autoridade real havia se fortalecido, freando momentaneamente
as tendências descentralizadoras. Como explicar então
a formação do feudalismo, se o poder real é
fortalecido? Primeiro a centralização deve ser vista
dentro do quadro de conquistas da época, comandadas pelo
rei, reforçando sua autoridade, mas ao mesmo tempo, preservando
o beneficium. Com o Estado centralizado, a cobrança das
obrigações baseadas na fidelidade ainda são
eficientes e esse função é destinada aos
“Missi Dominici” ( enviados do rei). Segundo, a Igreja Católica
já era uma importante instituição, que, ao
apoiar as conquistas do rei, referenda sua autoridade e poder,
ao mesmo tempo que interfere nas relações sociais,
como demostra o “Juramento de Fidelidade” instituição
de origem bárbara que passou a ser realizada sob “os olhos
de Deus” legitimando-a como representativa de sua vontade.
No entanto é importante perceber as contradições
existentes nesse processo: a Igreja construiu sua própria
autoridade e como grande proprietária rural tendeu, em
vários momentos, a desvincular-se do poder central.
As Relações
de Suserania e Vassalagem
As relações de subordinação
desenvolveram-se desde o século V, no entanto foi durante
o reinado de Carlos Magno que tomaram sua forma mais desenvolvida.
O incentivo aos laços de vassalagem num primeiro momento
fortalecia o poder real, pois direta ou indiretamente estendia-se
a toda a sociedade, no entanto, com o passar do tempo o resultado
tornou-se oposto na medida em que as relações pessoais
foram reforçadas, diminuindo portanto a importância
do Estado.
Economia Feudal
A economia feudal possuía base agrária, ou seja,
a agricultura era a atividade responsável por gerar a riqueza
social naquele momento. Ao mesmo tempo, outras atividades se desenvolviam,
em menor escala, no sentido de complementar a primeira e suprir
necessidades básicas e imediatas de parcela da sociedade.
A pecuária, a mineração, a produção
artesanal e mesmo o comércio eram atividades que existiam,
de forma secundária.

Como a agricultura era a atividade mais importante, a terra era
o meio de produção fundamental. Ter terra significava
a possibilidade de possuir riquezas ( como na maioria das sociedades
antigas e medievais), por isso preservou-se a caráter estamental
da sociedade. Os proprietários rurais eram denominados
Senhores Feudais, enquanto que os trabalhadores camponeses eram
denominados servos.
O feudo era a unidade produtiva básica. Imaginar o feudo
é algo complexo, pois ele podia apresentar muitas variações,
desde vastas regiões onde encontramos vilas e cidades em
seu interior, como grandes “fazendas” ou mesmo pequenas porções
de terra. Para tentarmos perceber o desenvolvimento socioeconômico
do período, o melhor é imaginarmos o feudo como
uma grande propriedade rural. O território do feudo era
dividido normalmente em três partes: O Domínio, terra
comum e manso servil
O Domínio é a parte da terra reservada exclusivamente
ao senhor feudal e trabalhada pelo servo. A produção
deste território destina-se apenas ao senhor feudal. Normalmente
o servo trabalha para o senhor feudal, nessa porção
de terra ou mesmo no castelo, por um período de 3 dias,
sendo essa obrigação denominada corvéia.
Terra comum e a parte da terra de uso comum. Matas e pastos que
podem ser utilizadas tanto pelo senhor feudal como pelos servos.
É o local de onde retiram-se lenha ou madeira para as construções,
e onde pastam os animais.
Manso servil era a parte destinada aos servos. O manso é
dividido em lotes (glebas) e cada servo tem direito a um lote.
Em vários feudos o lote que cabe a um servo não
é contínuo, ou seja, a terra de vários servos
são subdivididas e umas intercaladas nas outras. De toda
a produção do servo em seu lote, metade da produção
destina-se ao senhor feudal, caracterizando uma obrigação
denominada talha.
Esse sistema se caracteriza pela exploração do trabalho
servil, responsável por toda a produção.
O servo não é considerado um escravo, porém
não é um trabalhados livre. O que determina a condição
servil é seu vínculo com a terra, ou seja, o servo
esta preso a terra. Ao receber um lote de terra para viver e trabalhar,
e ao receber (teoricamente) proteção, o servo esta
forçado a trabalhar sempre para o mesmo senhor feudal,
não podendo abandonar a terra. Essa relação,
definiu-se lentamente desde a crise do Império Romano com
a formação do colonato.
Além da corvéia e da talha, obrigações
mais importantes devidas pelo servo ao senhor, existiam outras
obrigações que eram responsáveis por retirar
dos servo praticamente tudo o que produzia.
Tradicionalmente a economia foi considerada natural, de subsistência
e desmonetarizada. Natural por que baseava-se em trocas diretas,
produtos por produto e diretamente entre os produtores, não
havendo portanto um grupo de intermediários (comerciantes);
de subsistência por que produzia em quantidade e variedade
pequena, além de não contar com a mentalidade de
lucro, que exigiria a produção de excedentes; desmonetarizada
por não se utilizar de qualquer tipo de moeda, sendo que
havia a troca de produto por produto.
Apesar de podermos enxergar essa situação básica,
cabem algumas considerações: o comércio sempre
existiu, apesar de irregular e de intensidade muito variável.
Algumas mercadorias eram necessárias em todos os feudos
mas encontradas apenas em algumas regiões, como o sal ou
mesmo o ferro. Além desse comércio de produtos considerados
fundamentais, havia o comércio com o oriente, de especiarias
ou mesmo de tecidos, consumidos por uma parcela da nobreza (senhores
feudais) e pelo alto clero. Apesar de bastante restrito, esse
comércio já era realizado pelos venezianos.
Mesmo o servo participava de um pequeno comércio, ao levar
produtos excedentes agrícolas para a feira da cidade, onde
obtinha artesanato urbano, promovendo uma tímida integração
entre campo e cidade. “ A pequena produtividade fazia com que
qualquer acidente natural (chuvas em excesso ou em falta, pragas)
ou humano ( guerras, trabalho inadequado ou insuficiente) provocasse
períodos de escassez” (1) Nesse sentido havia uma tendência
a auto suficiência, uma preocupação por parte
dos senhores feudais em possuir uma estrutura que pudesse prove-lo
nessas situações
A sociedade

A sociedade feudal era composta
por duas classes sociais básicas: senhores e servos. A
estrutura social praticamente não permitia mobilidade,
sendo portanto que a condição de um indivíduo
era determinada pelo nascimento, ou seja, quem nasce servo será
sempre servo. Utilizando os conceitos predominantes hoje, podemos
dizer que, o trabalho, o esforço, a competência e
etc, eram características que não podiam alterar
a condição social de um homem.
O senhor era o proprietário dos meios de produção,
enquanto os servos representavam a grande massa de camponeses
que produziam a riqueza social. Porém podiam existir outras
situações: a mais importante era o clérigo.
Afinal o clero é uma classe social ou não?
O clero possuía grande importância no mundo feudal,
cumprindo um papel específico em termos de religião,
de formação social, moral e ideológica. No
entanto esse papel do clero é definido pela hierarquia
da Igreja, quer dizer, pelo Alto Clero, que por sua vez é
formado por membros da nobreza feudal. Originariamente o clero
não é uma classe social, pois seus membros ou são
de origem senhorial (alto clero) ou servil (baixo clero).
A maioria dos livros de história retrata a divisão
desta sociedade segundo as palavras do Bispo Adalberon de Laon:
“na sociedade alguns rezam, outros guerreiam e outros trabalham,
onde todos formam um conjunto inseparável e o trabalho
de uns permite o trabalho dos outros dois e cada qual por sua
vez presta seu apoio aos outros” Para o bispo, o conjunto de servos
é “uma raça de infelizes que nada podem obter sem
sofrimento”. Percebe-se o discurso da Igreja como uma tentativa
de interpretar a situação social e ao mesmo tempo
justifica-la, preservando-a. Nesta sociedade, cada camada tem
sua função e portanto deve obedece-la como vontade
divina.
Na camada superior, “os guerreiros” pode-se perceber uma diferença
entre nobres e cavaleiros. Os primeiros descendem das principais
famílias do período carolíngeo, enquanto
que os demais se tornaram proprietários rurais a partir
da concessão de extensões de terras oferecidas pelos
nobres. Essa relação era bastante comum, fortalecia
os laços entre os membros da elite, mesmo por que os cavaleiros
se tornavam vassalos e ao mesmo tempo procuravam imitar o comportamento
da nobreza tradicional, adotando sua moral e seus valores. Com
o passar do tempo a diferenciação entre nobres e
cavaleiros foi desaparecendo; preservou-se no entanto a relação
de suserania e vassalagem.
A relação de suserania e vassalagem é bastante
complexa. Sua origem remonta ao Reino Franco, principalmente durante
o reinado de Carlos Magno e baseia-se na concessão do feudo
(beneficium).
Surgem os dois primeiros problemas: Quem esta envolvido nesta
relação? e, o que é feudo?
Esta relação é eventual, pode existir ou
não, dependendo da vontade ou da necessidade das partes,
que são sempre dois senhores feudais; ou seja, é
uma relação social que envolve membros da mesma
camada social, a elite medieval. O termo feudo originariamente
significava “benefício”, algo concedido a outro, e que
normalmente era terra, daí sua utilização
como sinônimo da “propriedade senhorial”. Suserano é
o senhor que concede o benefício, enquanto que vassalo
é o senhor que recebe o benefício. Esta relação,
na verdade bastante complexa, tornou-se fundamental durante a
Idade Média e serviu para preservar os privilégios
da elite e materializava-se a partir de três atos: a homenagem
, a investidura e o juramento de fidelidade. Normalmente o suserano
era um grande proprietário rural e que pretende aumentar
seu exército e capacidade guerreira, enquanto o vassalo,
é um homem que necessita de terras e camponeses.
O poder

No mundo feudal não existiu uma estrutura de poder centralizada.
Não existe a noção de Estado ou mesmo de
nação. Portanto consideramos o poder como localizado,
ou seja, existente em cada feudo. Apesar da autonomia na administração
da justiça em cada feudo, existiam dois elementos limitadores
do poder senhorial. O primeiro é a própria ordem
vassálica, onde o vassalo deve fidelidade a seu suserano;
o segundo é a influência da Igreja Católica,
única instituição centralizada, que ditava
as normas de comportamento social na época, fazendo com
que as leis obedecessem aos costumes e à “ vontade de Deus”.
Dessa forma a vida quase não possuía variação
de um feudo para outro.
É importante visualizar a figura do rei durante o feudalismo,
como suserano-mor, no entanto sem poder efetivo devido a própria
relação de suserania e a tendência á
auto-suficiência econômica.