Pearl
Jam
O Pearl Jam
teve origem em uma outra banda de Seatle. A banda Mother Love
Bone era formada por Andrew Wood (vocalista), Stone Gossard
(guitarra) e Jeff Ament (baixo). Com a morte de Wood em consequência
de uma overdose a banda virou Temple Of The Dog, completada
por Chris Cornell (do Soundgarden), Mike McCready (guitarrista)
e Dave Krusen (baerista). Para os vocais foi contratado Eddie
Vedder. O nome da banda logo mudaria para Pearl Jam.
Ao contrário de outras bandas de Seattle que explodiram
na mesma época o Pearl Jam seguia uma sonoridade mais
elaborada. Embora seja associada ao movimento grunge de bandas
como Nirvana, Soundgarden e Alice In Chains o rock do Pearl
Jam é mais clássico, se aproximando mais ao
rock inglês setentista que ao punk rock. As letras inspiradas
de Eddie Veder por sua vez são bastante emocionais
e poéticas ao contrário da temática rebelde
grunge.
Desde o primeiro álbum, Ten, de 1992, a banda tem sido
um grande sucesso comercial e de crítica. Dave Abbruzzese
assumiu a bateria em 1993, quando a banda participou da trilha
sonorda do filme Singles. Após uma longa turnê
acompanhados por Neil Young (lendário guitarrista das
bandas Bufallo Springfield e Crazy Horse) lançaram
o álbum Vs. repetindo e até mesmo superando
o sucesso do anterior (embora não mais ajudados pela
explosão da cena grunge de Seatle). O terceiro álbum,
Vitalogy, foi lançado em 1994.
Em 1995 gravaram em conjunto com Neil Young o disco Mirror
Ball. Em virtude de problemas de contrato com a gravadora
de Neil o disco não foi divulgado como sendo do Pearl
Jam. Problemas com a Ticket Master, distribuidora oficial
de ingressos para shows nos Estados Unidos, levaram a banda
a ficar longe dos palcos por longo período de tempo,
passando depois a se apresentar apenas para pequenas audiências.
Curiosidades
Uma das prováveis origens do nome Pearl Jam tem a ver
com uma geleia (jam em inglês) feita pela avó
de Eddie Veder (chamada Pearl) cuja composição
incluia um alucinógeno indígena. Outras versões
informam que Pearl Jam seria uma gíria de significado
semelhante a "colar de porra".
O nome de batismo de Eddie Veder é Edward Louis Severson
III. Após o divórcio de seus pais adotou o sobrenome
de sua mãe, Veder.
Na música Once Eddie murmura: "You think I've
got my eyes closed, but I'm looking at you the whole fucking
time."
Logo no início da música Release, se você
colocar o volume no máximo pode ouvir Eddie murmurar
"Oh father".
No filme Singles o Pearl Jam é a banda de apoio de
Matt Dillon. Aparecem Stone Gossard, Jeff Ament e Eddie Vedder
(como baterista).
EDDIE VEDDER
Nome Verdadeiro: Eddie Jerome Vedder
- Nasceu em 23/12/1964 em Chicago, Illinois
- Influências : The Who, Neil Young, Ramones e Rock
n' Roll
- Bandas : Surf And Destroy, Bad Radio
- Outros Projetos : alguns shows com o C Average nas férias
de 99, Temple of the Dog
- Tocou bateria em alguns shows do Hovercraft (banda de sua
esposa) em 95
- Historiador do Rock n' Roll
- É presidente do fã-clube do Ramones
- Viciado em vinil
- É bom em truques com cartas
- Adora Basquete, torce pelo Chicago Bulls
JEFF AMENT
- Nome Verdadeiro: Jeffery Allen Ament
- Nasceu em 10/03/1963 em Big Sandy, Montana
- Bandas : Diranged Diction, Green River, Mother Love Bone
- Outros Projetos : Three Fish, Temple of the Dog
- É proprietário, junto com seu irmão,
da Ames Bros., empresa responsável pelos posters do
PJ
- Fotógrafo
- Adora Basquete, torce pelo Seattle Supersonics
- Escreve a biografia da banda
STONE GOSSARD
- Nome Verdadeiro: Stone Carpender Gossard
- Nasceu em 20/07/1966 em Seattle, Washington
- Influências : Led Zeppelin, Kiss, Funk e Rap
- Bandas : Ducy Boys, Green Rive, Mother Love Bone
- Outros Projetos : Brad, Thermadore, Temple of the Dog
- Tem um estúdio em Seattle, o Studio Litho, onde o
PJ gravou seus últimos discos
- Pintor
- Pseudônimo : Carpenter Newton
MIKE McCREADY
- Nome Verdadeiro: Michael David McCready
- Nasceu em 05/04/1965 em Pensacola, Florida
- Influências Kiss, Hendrix, Stevie Ray Vaughan, Punk
e Blues
- Bandas : Shadow
- Outros Projetos : The Rockfords, Mad Season, Bumrush, Temple
of the Dog
- Também toca piano
- Já fez participação em mil e um discos
de outros artistas
MATT CAMERON
- Nome Verdadeiro: Matthew D. Cameron
- Nasceu em 28/11/1962 em San Diego, California
- Influências : Rock e Jazz
- Bandas : Skin Yard, Hater, Soundgarden
- Outros Projetos : The Wellwater Conspiracy, Temple of the
Dog
- Também toca guitarra e baixo
- Tocou na primeira demo de Stone Gossard com as músicas
que viriam a ser o Ten
- Pseudônimo : Ted Dameron
PRA QUEM CURTE A BANDA DE VERDADE VALE MUITO A PENA CONHECER
AS RAÍZES DO PEARL JAM !!!
O Pearl Jam foi formado a partir do fim de outras bandas em
Seattle, na época em que a cidade ainda não
era o centro das atenções em termos de Rock,
particularmente grunge.
O guitarrista
Stone Gossard e o baixista Jeff Ament faziam parte de uma
banda chamada GREEN RIVER ao lado do guitarrista Steve Turner
e o vocalista Mark Arm, mais ou menos na metade da décade
de 80. Em 1988, a banda se dissolve. Arm e Turner formariam
logo depois o MUDHONEY.
Jeff e Stone
continuam juntos, formando o MOTHER LOVE BONE, juntamente
com o baterista Jeff Turner e o vocalista Andrew Wood, que
em 16/03/90 morre por overdose de heroína. Esse fato
decretou o fim do Mother Love Bone.
Depois de algum
tempo afastados, Gossard e Ament se reúnem novamente,
desta vez acompanhados também do guitarrista Mike McCready.
Gravam uma a fita demo "The Gossman Project", com
3 músicas instrumentais. Matt Cameron foi o baterista
nessa fita.
Através
de Jack Irons, ex-baterista do Red Hot Chili Peppers, Essa
chega às mãos do vocalista da extinta banda
BAD RADIO: Eddie Vedder, em San Diego. Segundo o próprio
Vedder, as músicas ficaram retumbando em sua mente,
então ele colocou algumas de suas letras e seus vocais
nas 3 músicas (Alive, Once e Footsteps - "The
MAMASAN Trilogy") e as enviou de volta aos autores. Os
caras ficam impressionados e resolvem convidar Eddie para
ser o vocal da futura nova banda. Assim, ele vai para Seattle
e grava com a banda durante três semanas.
Nesse mesmo
tempo, Chris Cornell, vocalista do SOUNDGARDEN e ex-companheiro
de quarto do falecido vocalista do MOTHER LOVE BONE, resolve
homenager o antigo companheiro. Juntamente com Jeff Ament,
Stone Gossard, Mike McCready, Eddie Vedder e o baterista Matt
Cameron, também do Soundgarden, formam o TEMPLE OF
THE DOG e lançam o excelente disco homônimo,
em 1991.
Cumprida a
homenagem à qual se propunham, Jeff, Stone, Mike e
Eddie decidem formar uma banda em definitivo, convocando Dave
Krusen para as bateras.
ESTAVA
FORMADO O PEARL JAM
A princípio a banda se chamou "MOOKIE BLAYLOCK",
nome do então jogador do New Jersey Nets. Por problemas
legais (felizmente) mudam o nome para PEARL JAM. A origem
do nome é incerta, dizem que veio de uma geléia
alucinógena que a avó do Eddie fazia.
Em seguida
a banda assina contrato com a Epic Records e lança,
em setembro de 1991, o álbum TEN, considerado por muitos
o melhor disco do Pearl Jam até hoje. Na mesma época
o Nirvana lançava Nevermind, que alcançou mais
fama do que TEN. Este, porém, vendeu bem mais cópias,
com seu som grunge recheado de elementos de blues e rock alternativo,
impulsionado por apresentações estrondosas e
absolutamente agitadas. TEN (referente ao número da
camisa de Blaylock) possui canções belas e inesquecíveis
como "Alive" (o grande sucesso radiofônico
do disco, e que levou o Pearl Jam a ser conhecido nos quatro
cantos do mundo), "Oceans", "Black" e
"Release", outras pesadas e raivosas típicas
do grunge, como "Once" e "Why Go", além
de outras excelentes por si sós, como "Jeremy"
(outro grande sucesso radiofônico, e que possui uma
letra auto-biográfica de Vedder, narrando problemas
em sua juventude), "Porch" e "Even Flow".
Com a excessiva
execução desse disco nas rádios e MTVs,
a banda vai ficando bastante conhecida (logo Vedder começa
a sentir o peso desse sucesso) e o álbum chega assim
ao Top Ten americano, chegando ao quíntuplo-platina.
A banda ganha o prêmio de Video do Ano da MTV, com o
clipe de "Jeremy", além de vários
outros prêmios. O destaque final fica por conta das
emotivas letras escritas por Vedder, responsáveis em
parte pela sintonia imediata do público com a banda.
Assim, a banda parte para uma grande turnê de divulgação
ao redor do mundo, mas sem o baterista Dave Krusen, que saiu
no final das gravações desse primeiro disco
por problemas conjugais. Matt Chamberlain tocou com a banda
nessa turnê. O Pearl Jam também fica conhecido
por suas apresentações, cheias de energia e
com o carisma de Vedder transbordando em cada uma delas, com
seu comportamento no palco: - ele pula, escala torres de iluminação
e tetos de teatros - e os constantes stage-dives em meio ao
público. O rock é visceral. Soa como um trator
demolidor. 1992 A banda participa ainda de um mini-acústico
para a MTV, onde eles tocam algumas canções
do primeiro disco, além de uma música que saiu
na trilha sonora do filme "Singles", chamada "State
of Love and Trust" e uma música cover de Neil
Young, chamada "Rockin' in the Free World". Nessa
apresentação, Vedder protagoniza um show particular
ao final, quando ele sobe no banquinho em que estava sentado
e com uma caneta escreve vários slogans em seu corpo,
em particular, alguns a favor de um instituição
ambiental chamada Earth First (ele possui uma tatuagem em
sua perna com o logotipo dessa instituição,
da qual ele é sócio) e "Pró-Choice",
em favor da legalização do aborto.
O ano de 1992 também marcou a aproximação
entre o Nirvana e Pearl Jam, uma vez que, no passado, Kurt
Cobain havia hostilizado a banda de Eddie Vedder. Depois de
conhecer Vedder pessoalmente, Kurt pediu desculpas em público
pelo o que havia dito sobre eles. "I'm not going to do
that anymore. It hurts Eddie and he's a good guy", disse
Kurt em uma ocasião. A agenda do grupo em 1992 continua
intensa: Vedder ainda acha tempo de participar das gravações
do álbum "Recipe for Hate", do Bad Religion,
banda do seu amigo Greg Graffin. No quesito shows, a banda
abre para vários artistas conhecidos, como Red Hot
Chilli Peppers, U2 e Neil Young (com quem fariam uma parceria
anos mais tarde), além de serem o headliner da segunda
edição do festival alternativo Lollapalooza,
organizado anualmente por Perry Farrell (ex-Jane's Addiction
e Porno for Pyros).
Em outubro
de 1993 sai VS. A principio, ele iria se chamar "5 Against
1", mas na última hora a banda resolveu chamá-lo
simplesmente de "Vs" (aliás, esse título
não está escrito em nenhum lugar do CD, à
exemplo do que fez o Led Zeppelin em seu quarto disco). No
line-up da banda, nova troca de baterista: Matt Chamberlain
saiu para ir tocar no Saturday Night Live Band, e no seu lugar
entra Dave Abbruzzese, considerado por muitos o melhor batera
que já passou pela banda. O disco logo entra no Top
Ten americano, tendo atingido a incrível marca de 350.000
cópias vendidas apenas no primeiro dia de seu lançamento.
A música se torna mais madura e trabalhada. Segundo
Vedder, Vs. fala de comunicação, mídia,
diabo, repressão, silêncio, tiros, compromissos,
dificuldades... Ainda em 1993, Eddie participa de um show
no Rock and Roll Hall of Fame ao lado dos ex-membros do THE
DOORS, Ray Manzarek, John Densmore e Rob Krieger. Eles cantam
três músicas do inesquecível grupo de
Los Angeles: Roadhouse Blues, Break on Through e Light my
Fire. Para fechar o ano, a banda aparece em uma apresentação
para o MTV Music Video Awards, com Neil Young no palco para
a última música, "Rockin' in the Free World".
Nesse período,
a banda começa a se mostrar insatisfeita com a política
comercial da Ticketmaster, a empresa americana que controla
a venda e distribuição de ingresssos para os
shows feitos nos EUA. O principal motivo era o preço
desses ingressos, que a banda sempre lutou para manter baixo,
ao contrário do que efetivamente acontecia. Em maio,
eles acionam oficialmente a justiça americana para
uma investigação, acusando-os de monopólio,
uma vez que não haviam outras empresas para assim promover
uma competição e, consequentemente, abaixar
os preços e forçar a melhora dos serviços.
Assim, eles rompem com a empresa e passam a promover e organizar
os próprios shows, obtendo apoio de vários outros
artistas, como o REM, Aerosmith e Neil Young. Isso dificulta
bastante a vida da banda, pois a Ticketmaster facilitava bastante
esse processo (a despeito do grande lucro que obtinham no
final) e eles acabam entrando em um período de baixa,
que culmina com algumas brigas internas, ao mesmo tempo em
que o Departamente de Justiça Americano desiste de
investigar a Ticketmaster.
Decepcionados
com o mercado artístico e a indústria cultural
vigente nos EUA, a banda decide finalmente passar a usar uma
postura anti-comercial. Eles param de produzir clipes, (O
baixista Ament declara: "Daqui a dez anos queremos que
as pessoas lembrem de nós pelas musicas, não
pelos vídeos".) não tocam mais para grandes
audiências, não aparecem em programas de TV,
não dão entrevistas à revistas, não
usam mais as caixinhas de CDs normais (que aumentam o preço
final do produto) para comercializar seus trabalhos e, claro,
não usam mais a Ticketmaster para promover seus shows.
Aparentemente, a idéia da banda é não
se expor demais (virando apenas um "produto" para
a MTV e rádios) e fugir dos "fãs de momento",
aqueles que só os conhecem pela excessiva exposição
da banda pelos meios de comunicação comuns,
meios esses que apenas visam o mesmo objetivo da Ticketmaster:
lucro comercial.
Ainda em 1994,
ocorre um outro fato que não só afeta o Pearl
Jam, como também grande parte do cenário musical
mundial: Kurt Cobain se suicida no começo de abril.
A banda resolve cancelar alguns shows marcados para o verão
mostrando-se bastante abalada e consternada com o fato, e,
em uma aparição no programa Saturday Night Live,
Vedder usa uma camiseta com um K desenhado. Nessa apresentaçao,
ele canta um trecho de uma música de Neil Young, chamada
"Hey Hey My My (Out of the Blues)". Kurt havia usado
uma frase dessa música em sua carta de despedida ("It's
better to burn out than to fade away"). A banda entra
em estúdio novamente e, em dezembro de 1994, lança
VITALOGY. O álbum sai primeiramente em uma edição
especial de vinil, passando a ser comercializado também
em CD e K7 apenas duas semanas depois. Esse disco mostra um
Pearl Jam ainda criativo, reproduz um antigo manual de medicina,
(com capa dura e 32 paginas de receitas e ilustrações).
Apresenta também, excelentes melodias e os instrumentistas
bem afiados (além de uma boa dose de experimentalismos,
como na estranhíssima última faixa) A significativa
diminuição de cópias vendidas é
diretamente causada pelo boicote que a banda sofre por parte
da imprensa em geral, devido à postura anti-comercial
adotada por eles. No meio das gravações o antigo
baterista Dave Krusen retorna. (É que por motivos não
totalmente esclarecidos, Dave Abbruzzese sai da banda, demitido
por Stone Gossard, guitarrista). Quem entra no lugar dele
é Jack Irons, ex-batera do Red Hot Chilli Peppers.
Para fechar o ano, Vedder resolve então se desligar
rapidamente do Pearl Jam e excursiona com um projeto paralelo
seu e de sua mulher chamado Hovercraft.
Em 1995, a banda se reune novamente e lança um novo
trabalho. Neil Young convidou a banda para tocar em seu novo
disco, chamado "Mirror Ball", um dos mais pesados
do lendário cantor, e com bastante sonoridade grunge.
Vedder faz backing vocals em algumas músicas e, por
motivos burocráticos (devido ao fato das gravadoras
dos artistas serem diferentes), o nome Pearl Jam não
sai escrito no disco, sendo que apenas os nomes dos membros
da banda são citados no encarte. O Pearl Jam então
aproveita algumas gravações e composições
dessa experiência e lança um single chamado "Merkin
Ball", que contém duas ótimas músicas
("I got it" e "The Long Road") nas quais
é bastante nítida a influência que Neil
Young causou na banda nesse período. Na mesma época
da união com Neil Young, nasce o MAD SEASON, um projeto
paralelo levado a cabo por Mike McCready, Layne Stanley (Alice
in Chains), Barret Martin (Screaming Trees) e Baker Saunders
(Lamont Cranston). O primeiro disco da banda se chama "Above",
e foi lançado em março desse mesmo ano.
Na metade de
1995, a situação entre os membros da banda volta
a ficar delicada, após um show em San Francisco, no
qual Eddie Vedder deixa o palco após a sétima
música alegando estar debilitado fisicamente por causa
de algo que comera no hotel. Neil Young, que estava com a
banda se preparando para divulgar "Mirror Ball",
gentilmente termina o show no lugar de Eddie, mas sem evitar
que a banda fique incomodada com Vedder. Eles decidem se separar
por algum tempo, para descansarem e tentarem levar uma vida
normal, cancelando assim os próximos shows agendados.
Mas isso não ocorre. Os membros da banda aparentemente
não conseguiram ficar longe da música e do Pearl
Jam em si. Eles voltam a se reunir uma semana após
a separação, e depois de fazerem as pazes e
traçar novos objetivos, voltam a turnê que fora
brevemente interrompida.
Em 1996, voltam
ao estúdio e em agosto do mesmo ano, lançam
NO CODE, que pode ser considerado um marco na carreira da
banda. É o disco mais eclético e variado do
quinteto, no que diz respeito as influências, sonoridades
e estilos. A banda continua com sua política de não
divulgar o álbum comercialmente pelos meios normais,
como lançando vídeos pela MTV (a banda só
os fez para o disco "Ten"), dando entrevistas e
se apresentando em programas de TV. A imprensa em geral, naturalmente,
continua a boicotá-los, mas a banda não se comove
e continua a fazer aquilo que acredita e, principlamente,
para aqueles que acreditam. Enquanto a imprensa detona o quinteto
(e principalmente Eddie Vedder), vários artistas os
defendem, entre eles Michael Stipe, do REM, e Courtney Love,
do Hole, dando assim mais credibilidade à banda e fazendo
com que os fiéis e verdadeiros fãs do Pearl
Jam continuem os prestigiando. Obviamente, "No Code"
não foi um retumbante sucesso comercial, mas mesmo
assim vendeu bem e a banda parte para um nova turnê
de quase dois anos, sempre com bons públicos (a despeito
de não estar sendo bancada pela Ticketmaster).
Em 98, foi recebido com boas crítica e vendagem, o
álbum YIELD, no qual eles fazem um excelente vídeo
para a faixa "Do the Evolution", que é todo
feito em desenho animado, produzidos pelo criador do personagem
de revistas em quadrinhos e cinema Spawn e lançam um
Home Video com as sessões de gravação
do disco que se chama SINGLE VIDEO THEORY. Então Jack
Irons sai da banda (dizem eles ser uma saída temporária)
e Matt Cameron (que havia ficado sem banda depois do fim do
Soundgarden) assume as baquetas. Ainda no mesmo ano sai "Live
On Two Legs" (o título é uma referência
a um disco do Queen), 1º disco ao vivo da banda a ser
lançado oficialmente.
No início
de 1999 o Pearl Jam participa de um disco em benefício
das vítimas da guerra de Kosovo, chamado no Brasil,
"Sem Fronteiras". O grupo aparece com as músicas
"Last Kiss", uma balada comercial, que tocou exaustivamente
nas rádios do Brasil (e que virou um single da banda)
e "Soldier of Love", uma cover dos Beatles. Duas
faixas do novo disco BINAURAL (Nothing As It Seems e Thin
Air) foram antecipadas na última edição
do Bridge School Benefit (show beneficente organizado por
Neil Young). O evento aconteceu nos dias 30 e 31 de outubro
em Moutain View, na Califórnia.
| Pink
Floyd: Roger
Waters (Baixo/Vocais)
Richard
Wright (Teclados/Vocais)
Nick
Mason (Bateria)
David
Gilmour (Guitarra/Vocais) |

|
Numa nebulosa
Londres do começo dos anos 60, três rapazes fãs
de Jazz e vindos de famílias de classe média
decidiram formar um grupo para ganhar alguns trocados. Roger
Waters, Richard Wright e Nicholas Mason se conheciam do curso
de arquitetura, mas a paixão pela música falava
mais alto.Nas horas vagas se dedicavam a compor algumas canções
e estavam dispostos a encarar os pubs londrinos. O trio foi
batizado de Sigma 6 e passou a tocar covers de blues, moda
na época. Com o tempo, o trio decidiu acrescentar outros
integrantes ao Sigma 6. Waters apresentou dois amigos da universidade,
David Gilmour e Roger Keith (Syd Barrett), ambos guitarristas.
Syd Barrett convenceu os três a mudarem o nome do gupo
para ''The Screaming Abdabds. Ainda tiveram vários
nomes, como Abdabs e T-Set. David Gilmour não queria
ser um astro de rock e se mandou para a França. Aos
poucos, novas idéias surgiam e novos integrantes se
juntavam a banda. No final das contas, a formação
dos T-Set estava com: Nick Mason (Bateria), Rick Wright (Teclado),
Cliff Metoalf (Baixo) Roger Waters (Guitarra), Keith Noble
e Julliette Gale (Vocal) e Syd Barrett (Guitarra).O nome "Pink
Floyd" floresceu da cabeça lisérgica de
Syd, que há tempos andava dopado, ele disse que enxergou
o nome durante uma visão. Mas a explicação
mais plausível é de que "Pink Floyd foi
uma junção dos nomes ''Pink Anderon" e
''Floyd Council", dos bluesman das antigas, dos quais
Barrett era fã. Depois de algumas apresentações,
alguns integrantes e a primeira formação do
Floyd que viria a fazer história se estabilizou com
Roger Waters (Baixo/vocal), Rick Wright (Teclado/vocais),
Nick Mason (Bateria) e Syd Barrett (Guitarra/vocais). O Floyd
seguiu fazendo shows em redutos alternativos de Londres, como
o Spontaneous Underground, e já mostrava um som diferente
do que se ouvia na época, com letras futuristas, muito
microfonia e atmosfera deprê.
O quarteto estava cada vez mais entrosado em suas viagens
sonoras, que muitas vezes duravam mais de 10 minutos. Durante
um destes espetáculos, Joel e Tony Brown (Um casal
norte-americano do instituto de Milbrook, nos EUA, de onde
saiu Timothy Leary, pai do ácido) resolveram projetar
slides sobre os rapazes do Floyd. Foi um sucesso total, e,
com isso, o casal inaugurou um show cênico que faria
parte das apresentações do grupo durante toda
a sua trajetória e seria copiado por várias
bandas. Aos poucos, a banda chamou atenção e
conquistou uma pequena legião de fãs. Londres
caminhava para uma abertura cultural forte, com festivais,
como o International Poetry Festival, no Royal Albert Hall,
que trariam a tona a contracultura e o Flower Power. O Pink
Floyd tocou num desses eventos e detonou com sua música
assombrosa. Chegaram a ser comparados as visões causadas
pelo LSD. Começaram a ganhar fama e aproveitaram o
bom momento para, em Fevereiro de 1967, lançar o primeiro
compacto com "Arnold Layne" e "Currant and
a Currant bun". A primeira canção foi proibida
nas rádios, devido a sua letra sobre um travesti pervertido.
Mas ''Currant and a currant bun" foi sucesso entre os
"20 mais" da parada inglesa. Em Junho do mesmo ano
saiu o segundo compacto, "See Emily play". Para
saciar a fissura, entraram no mitológico estúdio
Abbey Road e gravaram o primeiro álbum.
The
Piper at the gates of Dawn (Título do capítulo
de um livro infantil que Barrett adorava que se chamava Wind
the Wilows). No estúdio ao lado, ninguém menos
que os Beatles piravam com as gravações do clássico
"Sgt Peppers lonely hearts club band". Reza a lenda
que Syd e Lennon trocaram idéias e um deu palpite no
álbum do outro. O disco foi lançado em 05 de
Agosto de 67 e o Floyd começou a despontar para o sucesso,
com o álbum ficando entre as "20 mais" por
7 semanas. De um lado havia a saída do anonimato mas,
de outro, o gênio atormentado de Syd Barrett estava
preocupando seus colegas. Syd se mantinha sob os efeitos do
ácido e estava cada vez mais pirado. Chegou até
a aprisionar sua namorada por uma semana a bolachas e água.
Além disso, atormentava técnicos do estúdio
com gravações intermináveis de uma mesma
nota. Nessas, o velho conhecido David Gilmour voltou da França
e se juntou ao Floyd, tentando ocultar a má fase de
Syd. Os dois chegaram a tocar juntos por 7 semanas, mas syd,
totalmente debilitado, abandonou o grupo. Waters assumiu a
liderança e impulsionou o Floyd para o reconhecimento
mundial. Buscando o sucesso nos EUA, fizeram o show de lançamento
do segundo disco, A Saucerful of secrets , no Hyde Park de
Nova York com o Jethro Tull. Repetiram o sucesso do trabalho
anterior e seguiram em turnê pela Holanda, Suécia,
Áustria, França e Inglaterra. Os show ficavam
cada vez mais elaborados, com amplificadores de efeitos sonoros,
instrumentos inusitados e jogos cênicos mais alucinados.
Em 69, lançam More , trilha sonora do filme homônimo
do diretor francês Barbet Shroeder, amigo de Gilmour
dos tempos da França.
Enquanto
o Pink Floyd chegava ao reconhecimento mundial, Syd voltou
a ativa e editou em 1970 o álbum The Madcap Laughs
(70), álbum com produção de David Gilmour
e Roger Waters, Madcap... é clássico, e também
é quase um disco amador, apesar de ter a produção
de seus ex-colegas de Floyd, a produção é
quase nenhuma, músicas clássicas como "Golden
Hair" e "I Love you" são exemplos de
boa qualidade do álbum. Syd tentava se recuperar com
a ajudar dos amigos Wright e Gilmour, que produziram o álbum
Barrett e tocaram em algumas apresentações ao
vivo. Syd chegou a formar um trio, chamado "The Stars",
mas sua cabeça permanecia muito confusa. Durante um
show com o MC-5, em Cambridge (Inglaterra), sua terra natal,
Syd não conseguiu tocar suas próprias composições
e uma boa parte do público deixou o local, sendo assim,
a carreira de Syd chega ao um triste fim, Syd se recolhe e
passa a viver apenas como pintor. Em 1988, é lançado
pela EMI o álbum Opel , que trazia sobras dos dois
álbuns anteriores de Syd. Em 2001, Syd ganha sua primeira
e única coletânea, Wouldn't miss me? - The Best
of compilação que reúne todos os hits
de Barrett tirados dos dois primeiros álbuns de Barrett
e também uma música inédita chamada "Bob
Dylan's blues".
Em
1969, saiu Ummagumma , álbum duplo com um lado em estúdio
e outro ao vivo. A banda estava no auge do experimentalismo
e chegava e encomendar suas parafernálias eletrônicas
diretamente dos fabricantes. Por intermédio de umas
dessas encomendas, conheceram o cineasta Michealangelo Antonioni,
que lhes pediu uma trilha sonora para o filme Zabriskie Point
. Mas, no disco acabaram entrando só três músicas
do Floyd e, no filme, apenas uma. Atom Heart Mother foi lançado
em 70 e era, inicialmente um projeto para balé. No
Brasil, o álbum ficou conhecido como "O disco
da vaca", devido a foto da capa. Roger Waters participou
também da trilha sonora do filme Music From the Body
sendo sua estréia solo. eM 71, lançaram mais
um disco, Meddle , e o próprio Floyd virou filme, o
longa Live at Pompeii , em que fazem um espetáculo
nas ruínas de Pompéia na Itália, num
show apenas para os deus (e para os técnicos de aparelhagem).
As trilhas não param e , para o filme "La Valeé",
fizeram o disco Obscured By Clouds . Durante um show de 2
horas no Cristal Palace, em Londres, os peixes do lago onde
o grupo havia colocado um polvo inflável de 15 metros
morreram, atormentados pela extravagância dos decibéis.
Em
73, se trancaram outra vez no Abbey Road com o engenheiro
de som Alan Parsons e realizaram uma obra-prima: The Dark
Side of the Moon o disco chegou ao primeiro lugar na parada
da Billboard e permaneceu entre os 50 mais vendidos na Inglaterra
por 2 anos, Nos EUA, foi além: Ficou entre os 100 mais
vendidos por quase 8 anos. Uma série de curiosidades
liga o álbum ao filme O mágico de Oz Ao terceiro
rugido do leão da metro, o disco entra em sintonia
com a a história, quando Dorothy se balança
entre as cercas ao som de "Breathe", cuja letra
tem um trecho que diz "Balançando na maior das
ondas". No final de "On the run" ouve-se o
som de um trovão e as câmeras focalizam o céu.
Estes são apenas alguns exemplos, dentre outros vários.
Resta saber mesmo se o Floyd pirou mesmo em cima do Mágico
de Oz, ou se tudo não passa de uma bizarra coincidência.
Em 75, lançaram Wish you where here, com as letras
de Waters fazendo fortes críticas á indústria
de entretenimento. A crítica não recebeu muito
bem esse trabalho, acusando-o de comercial. Durante as gravações,
Syd apareceu de cabeça raspada, maltrapilho e ficou
calado observando os colegas. Dizem que isto bateu forte nos
integrantes do grupo, a ponto de darem o nome do disco em
homenagem ao ex-colega ("Wish you were here" significa"
gostaria que você estivesse aqui").
Para
fotografar a capa do trabalho seguinte, Animals álbum
inspirado no livro "A Revolução dos bichos",
de George Orwell-, colocaram no céu de Londres um porco
inflável que se desprendeu da corda e atravessou a
cidade desvairadamente. Resultado: o porco começou
a fazer parte da turnê de divulgação de
"Animals", que passou pela Alemanha, Canadá,
Áustria e Suíça. A loucura do Floyd contagiava
o mundo. Na época, alguns cientistas experimentavam
tocar seus discos no curral de uma fazenda nos EUA: notaram
que as vacas aumentaram a produção de leite
e os cães redobraram a segurança, pois escutavam
animais que não se encontravam no recinto. Em 78, Mason
chegou a produzir a banda punk "The Damned". Enquanto
isso, David e Wright gravavam seus discos solo. Londres havia
se tornado a meca do punk rock e a principal rixa musical
de Joãozinho podre e a sua gangue era com o rock progressivo.Os
punks se diziam fartos de super-produções de
10 minutos e letras falando de espaço sideral. Para
eles, grupos como Genesis, Emerson, Lake & Palmer e Pink
Floyd deveriam sair de cena.Para ser ter uma idéia,
quando Johnny Rotten fez o teste para entrar no Sex Pistols,
causou boa impressão ao usar uma camiseta do Floyd
com os dizeres: "I Hate Pink Floyd" (Eu odeio Pink
Floyd) escrito a mão.Para acirrar a coisa, certa vez
um dos Pistols rasgou uma camiseta do Floyd num show, recebendo
aplausos de uma platéia impaciente com as músicas
complicadas dos progressivos. O Pink Floyd pareceu entender
o recado e a resposta foi corrosiva.
Nascia
mais uma obra-de-arte, o disco The wall, lançado em
79 trazendo duras críticas ao sistema educacional britânico
e considerado instigador da rebeldia contra a escola. O disco
foi sucesso absoluto e Waters considerado de vez um gênio
do Floyd. Os shows de "The wall" estavam repletos
de alusões as letras fortes do disco, como um avião
de cinco metros dando vôos rasantes no público,
um professor e uma mãe infláveis e um muro-gigante
de cartolina, que desaba no final. Diante de tanto potencial
visual, Waters se juntou ao cineasta Alan Parker (The commitments,
Fame e Evita) e fez um filme baseado no disco. Para o papel
principal escolheram o cantor Bob Geldof, da banda Boomtown
Rats. O filme é maravilhoso e segue o sucesso do álbum.
Em
83, lançaram um trabalho tenso The final cut e o clima
não estava bom. Trazendo críticas aos senhores
da guerra, "The final cut" mais parece um disco
individual de Roger Waters. Em 85, Waters deixou a banda e
Gilmour assumiu o comando, Roger não gostou nada da
idéia e entrou na justiça para ter exclusividade
sob o nome 'Pink Floyd', Waters perdeu a causa e o Pink Floyd
voltou com o álbum A Momentary lapse of Reason em 87
e marcou uma nova fase na carreira do Floyd. O álbum
é cheio de canções sem a crítica
ácida e a loucura de Waters e a constatação
é inevitável: Os remanescentes não comporiam
mais clássicos, como "Time" ou "Mother".
Para compensar a falta de criatividade, lançaram em
88 um disco duplo ao vivo intitulado Delicate Sound of Thunder,
vendendo mais de 11 milhões de cópias.
Enquanto
o Pink Floyd enchia estádios do mundo inteiro com suas
mega-produções, o ex-líder da banda,
Roger Waters, tentava se reerguer com sua carreira solo, e
logo após que deixou o PF, lançou os discos
The Pros and cons of Hich hiking (84), e Radio Kaos (87),
álbuns de pouco êxito, também participou
da trilha sonora do filme When the Wind blows (88) . . Em
1990, Roger Waters e convidados como: Bryan Addams, Cindy
Lauper, Joni Mitchel, Van Morrison, Scorpions juntaram-se
para uma nova versão do show The Wall, chamado The
Wall Live in Berlin. O show foi feito em comemoração
da queda do muro de Berlin e toda grana arrecada com o show
seria para o auxílio de futuros conflitos. Em 1992,
Roger lança o álbum Amused to death (92), um
ótimo disco, que infelizmente foi um fracasso de vendas.
Em
94 o Floyd lançou o até agora último
álbum com material inédito, The Division Bell.
cujo tema era falta de comunicação, um bom disco
que dividiu opiniões, os velhos fãs acharam
o álbum meio requentado, mais outros o elegeram como
um ótimo álbum. um ano depois, bateram o recorde
de vendas com outro disco ao vivo, o duplo P.U.L.S.E , que
trazia um cd recheado de músicas novas e antigas e
mais um cd com uma versão ao vivo de The Dark Side
of the moon na íntegra. A grande surpresa fica por
conta do lançamento, no ano 2000, do disco Is there
anybody out there?-The wall live, com as músicas do
célebre álbum em versões ao vivo, gravadas
durante a turnê em 80 e 81. Em 2000 começo vários
boatos de que o Pink Floyd entraria em estúdio para
editar um novo álbum, mais David Gilmour infelizmente
jogou um balde de água fria nos fãs dizendo
que não haveria nem um disco novo e muito menos uma
turnê, Gilmour declarou também que está
velho demais para seguir em turnê (completou 56 anos
recentemente) e que turnê é coisa de jovens (Roger
Waters então é um adolescente).
Entre
1999 e 2000, Roger Waters começa a fazer shows por
toda parte dos E.U.A, e o show ganha o nome de 'In the flesh',
um super espetáculo, que com quase três horas,
eram apresentadas músicas do Pink Floyd como: In the
flesh, Another brick in the Wall, Dogs... e músicas
da carreira solo de Roger como: Perfect sense, It's a miracle
e Amused to death. O show foi um sucesso total, e no final
de 2000, o show vira o disco ao vivo duplo In the Flesh -
Live , o repertório tinha as músicas citadas
acima e muitas outras, o show também já foi
lançado em DVD. Em 2002, Waters retorna com a 2º
parte da turnê In the flesh, e os brasileiros tiveram
a ótima notícia de que o Brasil também
estaria incluído na agenda de shows de Roger. E o sonho
se concretizou em Março de 2002, Rio de Janeiro (Praça
da Apoteose), Porto Alegre (Estádio Olímpico,
eu tava lá) e São Paulo (Estádio do Pacaembu),
viram e se emocionaram com o ótimo show de Roger Waters,
inesquecível, e matou um pouco da vontade daqueles
que assim como eu sonhavam com um show do Pink Floyd no Brasil.
Pouco tempo depois foi lançada a coletânea Flickering
Flame - The solo years vol.1 , que é nada mais nada
menos do que uma compilação dos maiores sucessos
da carreira solo de Waters. Atualmente, Roger está
ocupado compondo músicas para um futuro novo disco
de estúdio e também de uma ópera rock
chamada ça'ira.
Em
2001, David Gilmour entrou na onda dos acústicos, mais
não foi para a MTV, Gilmour fez um acústico
no festival Royal Albert Hall, Dave adorou a experiência
e que no momento é o que ele quer fazer (shows em lugares
pequenos). Dave se amarrou tanto na idéia dos shows
acústicos que decidiu repetir a dose em Janeiro deste
ano (2002), além de fazer shows novamente no Royal
festival Hall (Londres) , Gilmour levou seu show acústico
para Paris e os shows tiveram a agradável participação
do tecladista e companheiro de Floyd Rick Wright que participou
do show para tocar umas músicas do Floyd e uma música
de autoria própria do álbum Broken China. Se
você quiser ver as fotos desses shows acústicos
Clique aqui. E os boatos de uma reunião (incluindo
Roger Waters) por incrível que pareça voltaram,
e quem disse que o Pink Floyd poderia se reunir foi o próprio
Roger Waters, segundo Waters, disse que a banda poderia voltar
ativa e fazer uma turnê de reunião, vamos torcer
que isso realmente aconteça e que a coletânea
Echoes-The Best of Pink Floyd, não seja o fim definitivo
do PF. Apesar das diferentes fases que o Floyd atravessou
ao longo de sua carreira, continua sendo uma das maiores influências
no mundo do rock.

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