Linkin
Park

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A
história da banda californiana Linkin Park começou
com Mike Shinoda e Brad Delson. Os dois estudaram juntos no
colegial e queriam ter uma banda. Um tempo depois, ainda na
escola, Delson conheceu Rob Bourbon, que tocava bateria. Mais
tarde, Shinoda conheceria o DJ Joseph Hahn. Os dois estudaram
Desenho juntos no Pasadena Art Center. O próximo a
fazer parte do grupo seria o baixista Phoenix, que conheceu
Delson na faculdade.
Pra
completar a banda veio Chester Bennington, um cara que começou
a cantar aos 16 anos e tinha se mudado do Arizona pra Califórnia
há pouco tempo.
Antes
de se chamar Linkin Park, a banda era conhecida como “Hybrid
Theory”. A troca do nome rolou por problemas legais
-- já existia uma banda registrada como “Hybrid”.
O
nome “Linkin Park” vem de “Lincoln Park”,
um lugar por onde a banda passou uma vez enquanto dirigia
na estrada. Os caras simplesmente gostaram do nome e acharam
que poderia ser um nome legal pra banda. O nome foi alterado
de Lincoln para Linkin porque o domínio www.linkinpark.com.br
estava disponível na internet.
Brad
Delson diz freqüentemente que o maior desejo da banda
é que a galera reconheça o Linkin Park quando
o som do grupo estiver tocando no rádio. Eles querem
ter um som único e querem ser conhecidos pela fusão
de estilos que fazem.
O
som da banda é uma mistura de estilos: heavy, rock,
hip hop e música eletrônica. Nunca chame os caras
de “rock”, se não quiser deixá-los
irados.
O
estilo “mix” dos caras chamou a atenção
logo no seu primeiro show, que rolou num bar chamado Whisky,
em Los Angeles. Eles assinaram contrato com uma pequena gravadora
e mais tarde foram contratados pela Warner.
O
primeiro e disco dos caras, que leva o nome original do grupo,
“Hybrid Theory”, foi produzido por Don Gilmore
(que já trabalhou com o Peal Jam, Eve 6 e Sugar Ray,
entre outros).
Em 2000 a banda estourou no EUA com seu o primeiro single
"One Step Closer" sucesso mundial que chegou a vender
com 4 milhões de cópias.
Os primeiros prêmios vieram em 2001: Melhor Artista
Novo e Melhor Banda Alternativa de Rock no American Music
Awards e o Grammy por Melhor Performace de Hard Rock com a
música "Craling".
Em
2002 a banda lançou "Reanimation", um CD
repleto de remixes dos principais sucessos da banda.
Em
24 de março de 2003 lançam o segundo CD "Meteora",
o primeiro single "Somewhere i Belong" já
esta rolando desde fevereiro para rádios e downloads.
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Los
Hermanos
Formado em 1997, Rio de Janeiro-RJIntegrantes:
Marcelo Camelo: guitarra, vocal
Rodrigo Amarante: guitarra, vocal
Bruno Medina: teclados
Rodrigo Barba: bateria
Uma das referências hoje no rock brasileiro, o Los
Hermanos percorreu um caminho tortuoso até chegar
ao reconhecimento merecido. Além de ser um raro exemplo
de banda que surge independente e conquista o seu espaço
em gravadora grande sem abrir mão das próprias
convicções, o Los Hermanos precisou passar
pela dura prova de superar a força de seu próprio
hit. Catapultados para os quatro cantos do país com
"Anna Júlia", o grupo teve de suar a camisa
para mostrar que não era apenas uma sensação
de verão.
A história do Los Hermanos começa pelos arredores
da faculdade PUC do Rio de Janeiro. Marcelo Camelo - aspirante
à jornalista e músico de fim de semana - cansou
de entoar as próprias canções para
si mesmo no quarto e começou a procurar mais pessoas
para montar uma banda. Depois de participar de vários
projetos - em sua maioria bandas instrumentais - Camelo
conseguiu fechar um círculo de amigos para montar
seu projeto e convidou o amigo do curso de Publicidade,
Bruno Medina para integrar o grupo.
A formação embrionária do Los Hermanos
então era formada por Marcelo Camelo, Rodrigo "Barba"
na bateria, Bruno Medina nos teclados e o baixista Felipe,
que largou a banda logo depois. Acompanhavam a banda ainda
o trompetista Márcio e o saxofonista Carlos que compraram
seus instrumentos com o intuito de tocar numa banda de jazz.
Depois de uma série de pequenos shows em bares e
festas a formação da banda foi variando; por
fim, foram adicionados à trupe o "curinga"
Rodrigo Amarante (que se destaca por se arriscar em vários
instrumentos diferentes) e o baixista Patrick. Após
mais algumas apresentações, eles gravaram
duas demos: Amor e Folia (de Janeiro de 98) e Chora (de
Setembro de 98).
Desde o início a banda chamava a atenção
pelo seu som característico, com arranjos não
convencionais combinando o peso do hardcore com arranjos de
metais carnavalescos e letras inspiradas em sambas de roda.
Em determinado momento, o som da banda foi descrito como "polka
hardcore". E provavelmente foi por esta sonoridade incomum
que o organizador do festival Abril Pro Rock, Paulo André,
resolveu chamar o Los Hermanos para integrar o cast de bandas
do ano de 1998, após ter sido contatado pelo empresário/amigo
do grupo (Alex) que deixou uma das fitas demos com ele.
Camelo e cia. logo perceberam que não podiam fazer
feio nessa oportunidade de ouro para a banda. Voaram para
o Recife, para participar do festival e dividir o palco com
Marcelo D2, Arnaldo Antunes, Sepultura, entre outros. Após
uma estranheza inicial provocada por aqueles cariocas de terno
e gravata, o público pernambucano se deixou levar pela
pegada enérgica de músicas como Descoberta",
"Azedume" e "Pierrot" e os arranjos esquisitos
da trupe. O show foi um sucesso; a banda foi a revelação
do Abril Pro Rock e assinou um contrato com a Abril Music
em 1999.
Ao gravar seu primeiro álbum, auto-intitulado (que
quase foi batizado de "Azedume"), a banda fez algumas
concessões as idéias da gravadora. Pelo fato
de nunca terem estado num estúdio de grande porte,
e talvez intimidado pelas possibilidades que poderiam explorar,
o Los Hermanos gravou o disco sem utilizar equipamento próprio.
O comando das sessões de estúdio ficou a cargo
do então iniciante produtor Rafael Ramos (da banda
Baba Cósmica e que na época apresentava o Quiz
MTV ao lado de Adriane Galisteu). A gravadora exigiu também
uma faixa radiofônica, e a banda gravou "Primavera"
com esta intenção. Mas a Abril Music se interessou
mais por uma composição nova de Marcelo Camelo,
que por pouco não entraria no álbum: "Anna
Júlia".
A preferência da gravadora pela canção
- que Marcelo Camelo escreveu sobre o amor não-correspondido
do amigo Alex pela tal Anna Júlia - se mostrou nacional.
Assim que foi lançada, a música foi arrebatando
posições cada vez mais altas nas rádios
cariocas, e depois pelo país inteiro. O circuito de
shows da banda foi aumentando consideravelmente, chegando
a fazer 23 shows em um mês e até dois shows por
dia.
O "fenômeno Anna Júlia" atrapalhou
a banda a repetir a dose com outra faixa de trabalho. Naquele
que pode ter sido o maior erro do plano (?) de divulgação
da Abril Music, "Primavera" é escolhida como
o segundo single do álbum "Los Hermanos".
A canção não fracassou comercialmente,
ainda que obviamente não tenha repetido o sucesso da
anterior. Mas o maior problema foi a exposição
demasiada do lado pop da banda (que já vinha da super-exposição
de "Anna Júlia), o que acabou afastando boa parte
do público que seguia o Los Hermanos desde o começo.
"Primavera" ganhou um videoclip caprichado. Após
gravar um vídeo medíocre para "Anna Júlia"
(a própria banda se envergonha dele), o Los Hermanos
decidiu segurar as rédeas da direção
de arte do vídeo de "Primavera". Misturando
vários conceitos falhos com a história do clip,
com um resultado bem diferente dos videoclipes nacionais de
então.
Percebendo que haviam se tornado "uma banda de uma música
só", o Los Hermanos ainda lançou "Quem
Sabe", juntamente com um vídeo mostrando cenas
de shows da banda, mas a repercussão foi mínima.
Terminada a exaustiva turnê de um disco que era subestimado
pelo "fator Anna Júlia", o grupo se isolou
em um sítio em Piraí, no Rio de Janeiro, para
começar a pré-produção de um novo
álbum para 2001. Com esse isolamento, os músicos
puderam se reaproximar como amigos, superando o estresse sofrido
durante a fatigante turnê. Mas logo no início
do processo de composição, a banda percebeu
que sua formação não estava de acordo
com seus planos futuros. Assim sendo, o baixista Patrick Kaplan
foi demitido, sendo substituído informalmente pelo
amigo Kassin. Mais tarde, Patrick entrou para o Rodox, banda
do vocalista Rodolfo, ex-Raimundos.
Após um mês e meio e todas as músicas
arranjadas, a banda definiu que o produtor do novo disco seria
Chico Neves. Enquanto as gravações seguiam um
ritmo frenético de criação, a Abril Music
se mostrava descontente com a escolha do produtor. Os trabalhos
de gravação foram finalizados sem participação
do selo, e o material final foi recusado pela Abril. Após
uma demorada negociação com a gravadora que
durou meses, o Los Hermanos concordou em remixar o disco com
Marcelo Sussekind. Após esta medida conciliatória,
o disco chegou às lojas, não muito diferente
do trabalho original.
"Bloco do Eu Sozinho", o disco remoído por
meses de isolamento e discussões com a gravadora, foi
finalmente lançado em 2001, trazendo uma banda bem
diferente daquela conhecida pela "Anna Júlia".
Os arranjos peculiares pareciam acentuados com o uso expressivo
de instrumentos de sopro. A euforia dos instrumentos, contrastada
com a dor das letras de Camelo e Amarante deu lugar a temas
mais adultos e bem mais construídos. A obsessão
da banda pela temática do carnaval antigo, que se fazia
presente desde a primeira demo, dava o tom do primeiro single,
"Todo Carnaval Tem Seu Fim".
A primeira reação da mídia em geral foi
de estranheza a mudança no som da banda, que resolveu
seguir uma direção contrária e menos
apelativa ao sucesso comercial de "Anna Júlia".
A banda foi percebendo que o cerco ao seu redor fechava com
a má repercussão que o novo disco rendeu nas
primeiras semanas. Ainda que o álbum tenha recebido
alguns elogios da crítica, o espaço na mídia
era muito reduzido. A Abril pouco investiu em divulgação,
o disco não tocou no rádio e a agenda de shows
ficou mais escassa. Até porque a estrutura do novo
show, com um naipe de metais, era mais cara. Para piorar,
o público da banda na turnê anterior, que passava
de duas mil pessoas, foi reduzido a menos de quinhentas cabeças
- no máximo - por show.
Mas a banda perseverou e à medida que o grupo conseguia
marcar mais shows para mostrar seu novo álbum (a esta
altura, a gravadora estava realizando um trabalho praticamente
nulo de divulgação), a situação
foi se estabilizando. Aos poucos, o belo vídeo de "Todo
Carnaval Tem Seu Fim" foi chamando a atenção
de mais pessoas, até aquelas que antes renegavam o
"fenômeno Anna Júlia". Estava se fortalecendo
o novo conceito que o Los Hermanos abraçaria dali para
frente; o de ser uma banda fiel a si mesma.
O show no Rock In Rio 3 - em uma das tendas montadas para
apoiar os intervalos de atrações dos palcos
principais - teve uma ótima repercussão entre
os fãs, que se intensificavam a cada apresentação.
O "Bloco do Eu Sozinho" não tocava nas rádios,
mas o boca a boca entre os fãs e o site na internet
catequizaram cada vez mais curiosos pela nova face da banda,
mais ambiciosa, tanto liricamente quanto instrumentalmente.
A banda participou ainda do Luau MTV e figuraram no evento
Ford Models fazendo a trilha incidental, intercalando músicas
novas com improvisos. A partir dali, toda aparição
do Los Hermanos era comentada entre os fãs de música,
fossem admiradores da banda ou não. Foi o fenômeno
do boca a boca que virou o jogo.
Cerca de dois anos de shows e alguns clipes ("Sentimental"
e "Fingi Na Hora Rir") foram o bastante para firmar
a posição da banda como artistas autênticos
em seu trabalho. Com o final da turnê, o grupo iniciou
as preparações para um novo álbum para
2003. Buscando o mesmo retiro de antes em outro sítio
- desta vez em Petrópolis - o Los Hermanos deu início
à pré-produção do sucessor de
"Bloco do Eu Sozinho". Um programa para a MTV foi
gravado, mostrando a rotina de ensaios da banda no sítio,
em clima de total descontração.
Voltando do sítio, a banda sofre um baque: a tão
controversa Abril Music faliu. Mesmo sem ter uma nova gravadora
definida, o grupo resolveu dar seguimento à gravação
do disco. Um certo tempo depois, a BMG Ariola foi anunciada
como nova gravadora do Los Hermanos. Após três
meses o novo álbum (temporariamente intitulado como
Bonança) estava pronto e a ansiedade pelo novo trabalho
do grupo era tanta que uma demo contendo as novas faixas vazou
na Internet - coisa que aconteceu inicialmente com o álbum
Elephant do White Stripes e o Hail to Thief do Radiohead.
Era a primeira vez que acontecia algo do tipo com uma banda
brasileira. A banda não ficou muito contente com a
notícia, pois as gravações se tratavam
de um ensaio sem compromissos, com arranjos inacabados e instrumentos
desafinados. Mas de certa maneira, a repercussão destas
gravações ajudou a aumentar o interesse pelo
novo disco da banda.
Finalmente lançado no meio de 2003, Ventura superou
as expectativas da crítica e dos fãs. Diferente
de "Bloco do Eu Sozinho", desta vez o Los Hermanos
teve todo o espaço merecido para divulgar suas novas
composições a todo tipo de público, agregando
cada vez mais fãs pelo país e fora dele - fizeram
shows em Portugal e Espanha em Setembro daquele ano. O boca
a boca em torno da banda se intensifcava e cada vez que o
Los Hermanos retornava a alguma cidade encontrava um público
maior e mais entusiasmado, cantando todas as músicas.
Nas entrevistas, a banda adotou uma postura inteligente onde
se desvinculava da segmentação. O Los Hermanos
se declara uma banda aberta a quem quiser escutar, fugindo
da imagem "indie" que se formava em torno deles,
com todas as armadilhas que um rótulo costuma propor.
Essa postura serena se reflete no som de Ventura, um caminho
coerente traçado a partir do álbum anterior.
Mesmo soando mais reservado e com menos peso, as músicas
não perderam a intensidade e o poder de emocionar o
ouvinte.
Em 2004 a banda se dedicou aos shows, percorrendo vários
estados do país. No segundo semestre será lançado
um DVD ao vivo marcando definitivamente a turnê de Ventura
na história da banda, e já no fim do ano o foco
será a preparação do quarto álbum,
desde já muito esperado pelos fãs.
Álbums:
Discos Oficiais Ano
Los Hermanos 1999 (Abril Music)
Bloco Do Eu Sozinho 2001 (Abril Music)
Ventura 2003 (BMG)
Demos, DVDs Ano
Amor e Folia [demo] 1998 (Independente)
Chora [demo] 1998 (Independente)
Luau MTV 2002 [DVD] 2002 (Abril Music / MTV)

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