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Catherine
Bush * 30/julho/1958 em Bexleyheath, Inglaterra
Kate Bush é a filha mais nova do médico Robert
John Bush e da enfermeira Hannan Bush. Enquanto ainda estava
na escola, Bush foi descoberta aos 15 anos de idade, por Dave
Gilmour, guitarrista do Pink Floyd que ficou tão impressionado
pela qualidade imaginativa de suas composições
que financiou algumas gravações demo. Kate tinha,
à essa época, mais de 100 composições.
Estas
foram levadas à EMI Records, que igualmente se impressionaram
com o produto, e num ato incomum decidiram não gravar
imediatamente. Ao contrário, encorajaram e subsidiaram
Kate para que ela desenvolvesse a poesia, a dança e
o canto, como preparação para uma carreira a
longo prazo. O aprendizado terminou em 1977, quando ela entrou
no estúdio de gravação.
E,
em janeiro de 1978 era lançada 'Wuthering Heights'.
Inspirada pelo romance de Emily Brontë, Bush tinha criado
uma obra original, completa com um vocal etéreo (4/8),
quase demente, que apreendia o amor obsessivo da heroína
do romance, e a sua homônima, Cathy. Não foi
nenhuma surpresa quando alcançou o top 1 rapidamente
no REINO UNIDO e mostrou Bush à Europa. O impacto da
canção foi ampliado por um videoclip, onde Kate
praticamente flutuava, com movimentos geridos pelo ritmo da
música. Um álbum concomitante, THE KICK INSIDE
(1978), gravado durante os três anos prévios,
era um exemplo adicional de sua diversidade e encanto como
compositora. Um single, 'The Man With The Child In His Eyes'
era típico do seu estilo romântico e sensual
de escrever, e lhe proporcionou outro sucesso Top 3, e vendeu
mais de 1 milhão de cópias na Inglaterra. Bush
consolidou sua posição com um álbum novo,
LIONHEART (1978), que alcançou o 6º lugar.
Os
temas de suas canções eram profundos e criativos,
e iam de crimes a incesto, feminismo à guerra nuclear,
surpreendente para alguém tão jovem. Durante
1979 empreendeu a primeira tournée. Os espetáculos
ao vivo eram notáveis pelo seu trabalho de mímica
extravagante e pelos cenários elaborados. Um EP do
espetáculo, KATE BUSH ON STAGE (1979) lhe deu outro
Top 10. Depois de participar no Games Without Frontiers com
Peter Gabriel, Bush voltou às paradas de sucessos com
'Breathing' e 'Babooshka' (Top 5).
O
álbum posterior foi o seu trabalho mais bem realizado
desde 'Wuthering Heights' com um roteiro inteligente e vocal
forte. O álbum, NEVER FOR EVER (1980) entrou nas paradas
de sucessos da Inglaterra como top 1 em setembro de 80, e
sucessos adicionais o seguiram como 'Army Dreamers' e 'December
Will Be Magic'. Neste momento, Bush ainda era vista como uma
artista pop cujo charme e popularidade eram provavelmente
efêmeros. O seu álbum de 1982, THE DREAMING sugeria
uma direção nova, embora sua condição
melódica inferior desagradasse alguns críticos.
Kate se referia a esse trabalho como 'meu álbum furioso'.
THE DREAMING alcançou o 3º posto, mas nenhum single
se sobressaiu.
Um hiato de dois anos se seguiu, durante os quais Bush buscou
criar fôlego para empreender um trabalho que a elevaria
para novas alturas no cenário pop. O single piloto,
'Running Up That Hill' (Top 3), foi o seu maior trabalho para
aquele momento, uma composição densa e intrigante
com um som singularmente próprio dela.
O
álbum HOUNDS OF LOVE (1985) logo se seguiu e foi saudado
com intensidade, chegando ao número 1 em setembro de
1985, e fez eclodir o seu crescimento, nas paradas dos EUA
também. Por qualquer visão, era um trabalho
excepcional e revelou Bush no zênite dos seus poderes.
Canções como a triste 'Mother Stands For Comfort'
e a dramática 'Cloudbusting' sublinharam suas forças,
não só como compositora e cantora, mas como
um produtora. O vídeo que acompanha o último,
apresentava Donald Sutherland. Um lado inteiro do álbum,
intitulado 'The Ninth Wave', fundia a lenda Arturiana e a
psicologia de Jung em uma armação musical, parte
orquestral e parte folk. Depois disto, Bush nunca poderia
ser considerada novamente uma artista pop estranha.
Foi então, que Kate, mostrando ser ela quem definia
seus próximos passos, se envolveu em outros projetos.
Voltou a trabalhar junto a Peter Gabriel em Don´t give
up, participou do álbum solo de David Gilmour. Lançou
uma coletânea de suas melhores peças: THE WHOLE
STORY (1986), escreveu algumas composições para
filmes (dentre elas, uma chamada 'Brazil', para o filme do
mesmo nome, mas que não foi utilizada). E, chegou a
participar de um programa cômico de televisão,
Les Dogs. Em 1987, ela recebeu o premio de melhor Artista
feminina da Inglaterra.
Afinal, isso contribuiu para renovar suas forças e
preparar seu próximo projeto. Em outubro de 1989 ela
voltou com THE SENSUAL WORLD, uma cornucópia musical
surpreendente onde ela experimentou várias formas musicais
e utilizou até mesmo uma companhia Búlgara de
artistas folk. Os arranjos eram tão evocativos e extraordinários
quanto a escolha de instrumentos que incluiu tubos de uiliean,
chicotes, valiha, harpa céltica, tupan e viola. Havia
até uma adaptação literária a
là 'Wuthering Heights', com Bush ajustando o monólogo
de Molly Bloom do ULYSSES de James Joyce para o encantador
'The Sensual World'. O álbum chamou a atenção
da imprensa de rock e foi grande sucesso (Top 2), então
Bush provou que era celebrada como uma das mais audazes e
originais artistas de sua era.
Uma variedade de artistas contribuiu em THE RED SHOES (1993)
que incluiu Eric Clapton, Prince, Jeff Beck, Trio Bulgarka
e Gary Brooker . Porém, problemas pessoais interferiram
no desenvolvimento do projeto. A morte de sua mãe e
o rompimento de uma longa relação com o baixista
Del Palmer causaram altos e baixos na sua produção
musical. Canções evidentemente carregadas de
dor, como 'You´re the one' e 'Moments of pleasure',
convivem com as exuberantes 'Rubberband girl' e 'Constellation
of the heart'. Apesar disso, THE RED SHOES foi o primeiro
trabalho de Kate a alcançar o Top 30 americano. Em
1998, foi lançado o box set THIS WOMAN´S WORKS,
com uma revisão em todo o sua produtiva obra.
O fim do século mostrou à KATE BUSH, que a semente
plantada por ela, já está frutificando, com
o aparecimento de novas artistas de grande qualidade como
BJÖRK, TORI AMOS, e mais recentemente ALANIS MORRISSETE,
mas agora a estrada não tem mistério, porque
já foi trilhada por esse talento, que ainda possui
muitas surpresas à oferecer.
Kate foi indicada e arrebatou o premio de melhor compositora
clássica no Qawards, em outubro último. Não
deixe de ver o clip com a escolha e os agradecimentos da cantora.
IDEOLOGIA
'A primeira vez que eu morri, estava nos braços de
bons amigos. Eles me beijaram em lágrimas. Eles não
tinham estado por perto durante anos. Diga por que fizeram
isso agora, quando eu não estava ali, eu tinha ido
embora? Sómente a tragédia permite a liberação
do amor e da tristeza, que não se vê normalmente.'
All the love - Kate Bush
'Agora, quando o crepúsculo se irradia no alto do céu,
recordando a excitação do nosso amor. De uma
coisa, estou certa. Retornar eu vou, ao velho Brasil.'
Brazil - Kate Bush (música não aproveitada na
TSO de 'Brazil' 'Leve embora o amor, a raiva e um pedacinho
da esperança que nos mantém juntos, procurando
por um instante que nunca acontece, vivendo numa brecha entre
o passado e o futuro. Leve embora a pedra, a madeira e um
pedacinho de corda que não conseguiu nos manter juntos.'
Love and anger - Kate
Bush
'Dirija sua vida por estas estrelas numa possibilidade ilimitada,
é aqui onde o céu e o inferno dançam.
Esta é a constelação do coração.'
Costellation of the heart - Kate Bush
Kim
carnes
A imagem de Kim Carnes está tão associada ao
seu sucesso "Bette Davis Eyes", de 1981, que é
surpreeendente descobrir o quanto ela já fez musicalmente
como atriz, cantora, pianista, produtora e compositora;
Kim
Carnes, filha de um procurador de justiça e de uma
administradora de hospital, nasceu em Los Angeles (CA), no
Hospital Hollywood, no dia 20 de julho de 1945, e cresceu
na cidade de Pasadena (CA) - onde estudou no Attend Pasadena
City College.
Aos 3 anos, ela já gravava em seu pequeno gravador
as canções que ela mesma inventava. Aos 5 ela
as tocava no piano. Kim Carnes já sabia que seria uma
cantora. Naquela época, um de seus programas favoritos
era "The Connie And Jack Reagan Show", a que assistia
a todas as tardes. Um dia, os pais dela foram a uma festa
na casa do produtor daquele programa. Quando eles voltaram
pra casa, a pequena loura queria saber se eles haviam contado
ao produtor que tinham uma garotinha que estava a fim de cantar
no programa dele. Então, diante da resposta negativa,
a pequena Kim começou a insistir aos seus pais para
que telefonassem ao produtor, pedindo para ela cantar no programa
dele. E aí foi a estréia da lourinha, e ela
cantou "Buttons And Bows".
Ainda criança, Kim aprendeu a tocar piano, e logo ela
começou a compor canções que ela mesma
inventava. Kim é um desses raros exemplos de pessoas
que, na infância, já sabia exatamente o que queria
ser.
"Eu nunca tive qualquer outra coisa em mente. Eu queria
escrever canções, eu queria ser uma estrela
e uma cantora e nunca pensei em fazer nada mais do que isso."
- confessou Kim numa entrevista à Steve Wosahla em
1981.
2. As Primeiras Lições de Vida
Aos 18 anos, Kim começou a trabalhar dia-e-noite.
Na adolescência, quando tinha 14 anos, formou uma dupla
com uma amiga (Kim & Jane), cantando em festas escolares,
em frente a lojas de discos e também no final da Rua
Sunset Boulevard. Em cada apresentação elas
tinham mais segurança, até que decidiram gravar.
Elas finalmente encontraram um produtor que disse que elas
poderiam gravar uma fita "Demo" por US$200. Então,
elas pegaram dinheiro emprestado com seus pais, prometendo
que iriam ressarci-los, lavando carros, vendendo jornais ou
até mesmo cuidando de crianças. Elas chegaram
a gravar 3 canções, e acabaram aprenderam sua
primeira lição no mundo da música. O
produtor do disco disse que partiria para a Austrália
e que elas terminariam o disco quando ele voltasse. Depois
de 3 semanas, Kim e Jane, desconfiadas, enviaram um amigo
ao local do estúdio para ver o que estava acontecendo.
Então, foi descoberto que o estúdio havia virado
uma agência de viagens e que o falso produtor havia
desaparecido. Suas fitas "demo" sumiram junto com
os US$200.
A lição foi vantajosa para Kim, que depois desse
dia pensa duas vezes antes de atribuir a sua confiança
a alguém, e ao tomar decisões referentes a sua
carreira. No entanto, ela teve que tomar uma decisão
contra sua vontade quando saiu da escola.
-"Meus pais queriam me ver entrar parra a universidade
e eu me inscrevi só para satisfazê-los. Mas em
menos de 6 meses eu me cansei dos cálculos e de todos
os estudos. Ao contrário dos estudantes, eu sempre
soube o que queria fazer, e por isso eu preferi voltar, imediatamente,
para a vida profissional". - expôs a lourinha,
certa vez, para uma repórter francesa em 1983.
"Eu nunca quis ter uma vida convencional", declarou
Kim à revista Rolling Stone. E ela completou: "Eu
não diria que eu era uma rebelde. Eu apenas sabia que
existia uma outra vida... por aí".
Aos 18 anos, Kim começou a trabalhar dia-e-noite. De
dia, em uma loja de publicidade, onde ela gravava "jingles"
para comerciais; à noite, ela fazia seus atos de bravura
nos clubes que lhe forneceram seu primeiro público.
"Foi duro, mas eu sabia que seria a solução,
porque eu encontrei autores, produtores e compositores. Foi
aí que eu cantei pra valer".
3. OS PRIMEIROS CONTATOS NO SHOWBUSINESS ;
3. Os Primeiros Contatos no Showbusiness
Em 1971 veio a primeira gravação oficial da
dupla Kim & Dave: "Nobody Knows", tema do filme
"Corrida Contra O Destino" ("Vanishing Point")
GUILHERME CORRÊA
Em 1965 Kim estreiou como atriz na TV. Ela participou do episódio
"Patty Meets the Great Outdoors" da série
de TV "The Patty Duke Show" fazendo a personagem
Joan.
Em 1966, Kim Carnes se juntou ao grupo The New Christy Minstrels,
apesar de ela não gostar de música Folk. Intermináveis
dias solitários na estrada fizeram-na voltar para casa.
Embora ela tenha largado e se juntado ao grupo três
vezes no primeiro ano, ela fez amizade com Kenny Rogers, que
era um dos vocalistas do grupo na época. E ela também
acabou se apaixonando por um outro Minstrel, nascido no Oregon,
Dave Ellingson, com quem ela se casaria mais tarde.
Em 1967 Kim atuou como atriz no filme "C'Mon, Let's Live
A Little" no papel de Melinda. Os cantores Bobby Vee
e Jackie De Shannon também participaram desse drama
musical de baixo orçamento.
. O casal Kim & Dave deixou o The New Christy Minstrels
e foi cantar no Santa Ynez Inn, no Pacific Palisades, durante
dois anos. Foi nessa época que o casal encontrou produtores
como Jimmy Bowen e compositores como Glen Frey, Don Henley
e John David Souther. Em 1971, Kim & Dave assinaram um
contrato de US$125 por semana com o produtor e editor Bowen
(autor de "Freedom Of Expression", tema de abertura
do programa Globo Repórter, da TV Globo).
Durante algum tempo, Kim gravou fitas "demos" para
outros compositores enquanto que colaborava com seu marido,
escrevendo canções. O casal pegou a estrada,
atravessou os EUA, fizeram shows em centenas de colégios,
e abriram os shows de diversos artistas como David Cassidy,
Neil Sekada e Eric Andersen.
"Eu fiz isso durante anos. Foi a única maneira
que eu encontrei para conseguir experiência num estúdio.
Mas eu acabei encontrando muitos produtores e outras pessoas
do mundo da música". - Afirmou Carnes certa vez.
Em 1971 veio a primeira gravação oficial da
dupla Kim & Dave: "Nobody Knows", tema do filme
"Corrida Contra O Destino" ("Vanishing Point").
Kim ainda compôs "Sing Out For Jesus" para
Big Mama Thorthon para a trilha do mesmo filme.
Em novembro de 1971 é lançado o álbum
"Presenting The Sugar Bears", produzido por Jimmy
Bowen para a campanha de promoção de produtos
alimentícios da linha infantil da General Foods. Kim
Carnes participa do disco emprestando a sua voz à ursinha
Honey Bear. O grupo chegou a figurar em 51o lugar nas paradas
da Billboard ("Pop Singles") em 1972 com a canção
"You Are The One".
Nesse mesmo ano, Kenny Rogers & The First Edition gravam
"Where Does Rosie Go", de autoria de Kim Carnes.
Tal canção, incluída originalmente no
álbum "Transition", vem aparecendo em diversas
coletâneas do cantor.
Dezembro de 1971. Chega o grande dia, o primeiro álbum
solo de Kim é lançado...
4. O PRIMEIRO ÁLBUM (1971) ;
5. A FASE A&M (1975-1977) ;
6. A FASE EMI-ODEON (1978-1986) ;
7. A FASE NASHVILLE (1988 EM DIANTE).

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