| 
John
Winston Lennon |
John
Winston Lennon nasceu dia 9 de outubro de 1940 na Inglaterra.
Na escola, Lennon sempre foi um garoto rebelde. Devido às
suas notas baixas, ele não era um bom aluno. Ele era
mais preocupado com a música. Sua tia lhe deu uma guitarra
de presente. Ele formou uma banda chamada Quarry Man, e acabou
deixando a escola. Após a entrada de Paul na banda,
os dois começaram a compôr juntos. Mas ao contrário
de Paul, que era mais romântico, Lennon escrevia músicas
mais explosivas, mais energéticas.
Em 23 de Agosto de 1962 John se casou pela primeira vez, com
Cynthia Powell, com quem teve um filho, Julian Lennon. Os
Beatles estavam em pleno sucesso internacional, quando John
lançou seu primeiro livro, em 1964, chamado "In
His Own Write", que se tornou um best-seller.
Em 1965 os 4 Beatles receberam o título de MBE (Membro
do Império Britânico) da realeza inglêsa.
Mais tarde John criou a maior polêmica ao devolver seu
MBE por causa do auxílio da Inglaterra aos Estados
Unidos na guerra do Vietnã.
Mas em 1966 ocorreu o fato mais polêmico da vida de
Lennon. Ele teria declarado em uma entrevista a Maureen Cleave
que os Beatles eram mais populares que Jesus Cristo; o que
causou um sentimento anti-Beatles entre os fãs, que
queimaram discos dos Beatles em praças públicas.
John Lennon teve que se retratar pedindo desculpas publicamente.
Ainda em 1966 os Beatles fizeram seu último show ao
vivo, no Candlestick Park em San Francisco, EUA. Em novembro
desse ano John Lennon conheceu uma artista Japonesa, chamada
Yoko Ono, na "Indica Gallery" de Londres.
A relação de John com Yoko crescia fortemente.
Após os Beatles voltarem da Índia, onde foram
aprender meditação transcendental, John e Cynthia
se divorciaram, e ele começou a viver com Yoko One.
Se casaram em 20 de Março de 1969, o que desagradou
profundamente Paul, George e Ringo. Segundo os 3 ela atrapalhava
as gravações e ensaios da banda. Yoko foi considerada
um dos motivos do fim dos Beatles.
Em se tratando de música, suas composições
junto com Paul, concederam aos dois o título de melhores
compositores do mundo. Durante os anos de Beatles, Lennon
foi mudando completamente sua personalidade. Em 1967 começou
a compor músicas pouco convencionais, como "Strawberry
Fields Forever", "I am the Walrus", "Happiness
is a Warm Gun" que criticavam o comportamento das pessoas.
Além de usar barba, óculos, cabelos cumpridos,
influenciando a toda uma geração. Tornou-se
o Beatle mais polêmico. A imprensa o considerava o líder
do grupo.
Após a separação dos Beatles, Lennon
começou sua carreira solo, e foi cantando sozinho que
Lennon fez sua mais bonita e famosa música: Imagine.
Outros grandes sucessos foram Jealous Guy, Woman, Happy Xmas,
Mother e Give Peace a Chance.
Chegou a ter uma grande concorrência com Paul McCartney.
Quando entrevistado a respeito do que achava do primeiro disco
solo de McCartney, John deu a seguinte declaração:
"Achei uma porcaria, achei que esse primeiro não
passa de um monte de merda".
Lennon morreu assassinado em 1980, mas o mundo nunca se esquecerá
dele, nem de Help!, Ticket To Ride, Strawberry Fields Forever,
Revolution, Come Together, entre outras músicas. Ele,
Paul, Ringo e George formaram a maior banda de todos os tempos,
e disso ninguém irá se esquecer.
Artigo de Cássio Tomaim
O
sangue escorria pela escadaria ao som de gritos dolorosos
que sucumbiam o silêncio daquela noite de oito de dezembro
de 1980. Quem viu a cena não esquece jamais: às
22h48 um homem de quarenta anos estava caído no chão
após ter sido baleado em frente ao edifício
Dakota em Nova York. Sangrava muito e sua mulher que acompanhara
toda a cena gritava apavorada: Foi baleado! Atiraram nele!
Foi baleado! O assassino, Mark David Chapman, um jovem de
25 anos de idade, foi preso sem nenhuma resistência
minutos após o assassinato poucos quarteirões
dali. Calmamente em pé lia O Apanhador no Campo de
Centeios, de J. D. Salinger. O homem baleado foi levado rapidamente
para o Hospital Roosevelt, mas pouco depois da meia-noite
o anúncio de sua morte veio através das palavras
do diretor do serviço de emergência, Stephan
Lynn: "Foram feitos vários esforços para
tentar ressuscitá-lo, mas mesmo com transfusões
e outras providências emergenciais não foi possível
salvá-lo. Ele sofreu múltiplos ferimentos à
bala no peito, braço esquerdo e nas costas. Ao todo,
havia sete ferimentos no corpo, não sei exatamente
ainda quantas balas. O ferimento mais grave atingiu os principais
vasos do peito, que provocaram uma perda significativa de
sangue. Essa hemorragia foi a responsável pela sua
morte. Tenho certeza de que ele morreu segundos depois que
os primeiros tiros o atingiram". Os tiros foram certeiros
e o jovem assassino sabia o que estava fazendo, ele selava
de vez, mesmo que de forma trágica, o homem que dava
lugar ao mito: John Lennon.
Vários ídolos da música, do esporte,
do cinema ou até da política necessitam de morrer
- e alguns até tragicamente - para que eles se eternizem
definitivamente como mitos diante do coro popular. Mas com
Lennon fora diferente, apesar de toda a comoção
que envolveu a sua morte ele nunca precisaria esperar algo
semelhante ao daquele dia oito de dezembro para ser lembrado
não somente como o líder de uma das maiores
bandas de rock do mundo, The Beatles – como se isso
fosse tão pouco – ao contrário, Lennon
antes de sua morte já traçara o seu caminho
para a eternidade sem nenhuma pretensão, era mais que
o vocalista dos Beatles, era um pacifista, um revolucionário
e um questionador. Os seus atos e ações falariam
por ele, entre os seus menores gestos e as suas músicas
não teríamos o que escolher para representá-lo,
tudo daria significado um dia para a existência de um
homem como John Winston Lennon. Paul McCartney afirmaria dois
dias após a sua morte: “John era um grande homem,
que será lembrado por suas originais contribuições
na arte, na música e na paz mundial.
A dor da morte do ídolo do rock dos anos 70 se mistura
com ironias que a vida nos prega. Nunca se esperaria que um
dia aquele que lutou pela paz durante toda a sua vida, abdicara
da medalha de "Membro do Império Britânico"
devido o envolvimento da Inglaterra na situação
da Nigéria-Biafra e o apoio do país aos americanos
no Vietnã seria morto por tiros assim que chegasse
na porta de sua residência após um longo dia
de trabalho no estúdio. A ironia é ainda maior:
o jovem Mark David Chapman era fã dos Beatles e horas
antes do acontecido ele conseguira um autógrafo de
Lennon em um de seus discos.
Os disparos do revólver de Chapman calaram de vez a
voz do ex-Beatles mas não as suas músicas. Para
muitos o silêncio de Lennon era mais que lágrimas
nos olhos de seus fãs, era o fim de um homem de frases
e ações polêmicas e de vários incômodos
em alguns setores da sociedade. Em 4 de março de 1966
John Lennon dá a polêmica declaração
à repórter Maureen Cleave em uma entrevista
para o jornal Evening Standard, de Londres: "O Cristianismo
acabará. Ele vai desaparecer ou encolher. Não
preciso nem argumentar sobre isso. Estou seguro e o tempo
vai provar que estou certo. Nós somos mais populares
que Jesus, agora.
Não
sei o que irá primeiro, o rock’n’roll ou
o cristianismo. Jesus era muito legal, mas seus discípulos
eram estúpidos e ordinários. Isso arruinou tudo
para mim". A sua declaração causou a maior
confusão e revolta por parte dos religiosos que movimentavam
campanhas para que não se comprassem mais os discos
dos Beatles e milhares de LPs foram quebrados e queimados
em praça pública. A Santa Inquisição
voltara e mais uma vez os discos de rock’n’roll
eram sacrificados em nome do pecado e do demônio. Alguns
meses depois da polêmica John tentou explicar, em outra
entrevista, os motivos que o levaram a dizer aquilo, afirmando
que ele fora mal interpretado.
Na
verdade, não estava querendo dizer que os The Beatles
eram melhores ou maiores que Cristo, mas tentando fazer uma
relação entre a popularidade da religião
católica e a influência que o grupo exercia sobre
a juventude naquele momento. “Não consegui me
expressar muito bem, esse foi meu grande erro. Eu apenas quis
dizer, no meu iletrado modo de falar, que a mensagem original
de Cristo foi sendo deturpada pelos discípulos, mudada
por vários motivos e interesses pessoais por aqueles
que o seguiam, até o ponto de se perder a validade
para muitos nos dias de hoje.
Estou
envergonhado de não ter pensado melhor sobre o que
as pessoas estão dizendo sobre isso a milhas de distância
daqui. Acredito em Deus, mas não como uma coisa, não
como um bom velhinho que está no céu. Acredito
que o que as pessoas chamam de Deus é algo que todos
têm. Acredito que Jesus, Buddha e Mohammed e todos os
outros tenham falado seja certo. Apenas as interpretações
do que eles disseram é que estão erradas”.
As suas últimas declarações não
tiveram o mesmo impacto do que a anterior, mas mesmo com todas
estas revoltas a banda de Liverpool não saiu abalada
no cenário mundial, os devotos da boa música
estavam além das exarcebadas crenças religiosas.
Podem ter a certeza de que em nenhum momento a morte do ídolo
foi o seu único trampolim para a eternidade. John Winston
Lennon foi mais do que John Lennon, foi um homem que apesar
de suas irreverências lutou, cantou e soube usufruir
de sua popularidade em nome da paz. Diante deste Homem, deste
Mito só me basta pedir "(...) give peace a chance".

|