Geraldo Vandré

Geraldo Pedrosa de Araújo Dias nasceu em Pessoa PB em 12 de Setembro de 1935. Apresentou-se num programa de calouros na Rádio Tabajara de João Pessoa quando tinha 14 anos. Em Nazaré da Mata, onde cursava o ginásio em internato, participou de alguns shows organizados para as missões. Foi para o Rio de Janeiro RJ em 1951, e nesse mesmo ano se apresentou no programa de calouros de César de Alencar, no qual foi desclassificado. Aproximou-se então de Ed Lincoln, que nessa época tocava com Luís Eça, na boate do Hotel Plaza, tentando cantar nos intervalos das apresentações. Em 1955, com o pseudônimo de Carlos Dias, defendeu a canção Menina (Carlos Lyra) num concurso musical promovido pela TV-Rio. Mais tarde, o encontro com o folclorista Valdemar Henrique abriu-lhe a oportunidade de se apresentar no programa da Rádio Roquete Pinto, usando o nome Vandré, que resultou da abreviatura do nome do pai, José Vandregisilo. Cursou a Faculdade de Direito, do Rio de Janeiro, época em que participou do Centro Popular de Cultura, da extinta União Nacional dos Estudantes, onde conheceu seu primeiro parceiro, Carlos Lyra.

Passou então a interessar-se mais pela composição, abandonando a idéia de tornar-se cantor. Fez a letra da música de Carlos Lyra Quem quiser encontrar o amor, gravada por ele em abril de 1961 em 78 rpm, na RGE, e em 1962 por Carlos Lyra no LP O sambalanço de Carlos Lyra, pela Philips. Esta música seria incluída no episódio "Couro de gato" do filme Cinco vezes favela, trabalho produzido pelo Centro Popular de Cultura.

Em 1962 apresentou-se no Juão Sebastião Bar, em São Paulo SP, iniciando trabalhos com Luís Roberto, Baden Powell e Vera Brasil. Nesse mesmo ano gravou com Ana Lúcia o Samba em prelúdio (Baden Powell e Vinícius de Moraes), pela Áudio Fidelity, com grande sucesso, e compôs com Carlos Lyra o samba Aruanda.

Em dezembro de 1964, gravou na Áudio Fidelity seu primeiro LP, apresentando a toada Fica mal com Deus, além de Menino das laranjas (Téo de Barros). Em 1965 defendeu Sonho de um Carnaval (Chico Buarque) no I FMPB, da TV Excelsior de São Paulo. No mesmo festival, inscrevera sua composição Hora de lutar, que não se classificou. Essa música foi gravada, no mesmo ano, num LP homônimo. Nesse período, musicou o filme de Roberto Santos A hora e a vez de Augusto Matraga. No ano seguinte lançou pela Som Maior o LP Cinco anos de canção, que incluía Pequeno concerto que virou canção, Canção nordestina e Rosa flor (com Baden Powell). Venceu em São Paulo o FNMP, da TV Excelsior, com a música Porta-estandarte (com Fernando Lona), defendida por Tuca e Airto Moreira, assinando depois contrato com a Rhodia para excursionar pelo Nordeste com o Trio Novo, formado por Téo (violão), Airto Moreira (viola caipira) e Heraldo (percussão). Nesse mesmo ano de 1966 venceu ainda o II FMPB, da TV Record, de São Paulo, com Disparada (com Téo de Barros), na interpretação de Jair Rodrigues, do Trio Novo e do Trio Maraia, empatando com A banda (Chico Buarque). Obteve ainda o segundo lugar no I FIC, da TV-Rio, do Rio de Janeiro, com O cavaleiro, parceria com Tuca, que também foi interprete. Em 1967 a TV Record, de São Paulo, concedeu-lhe um programa próprio, Disparada, com direção de Roberto Santos.


Inscreveu Ventania (com Hilton Accioly) no III FMPB, que foi desclassificada, e De serra, de terra e de mar (com Téo de Barros e Hermeto Pascoal), no II FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, que também não obteve classificação. Nesse ano conseguiu sucesso com Arueira e com o frevo João e Maria (com Hilton Accioly). No mesmo período compôs, a convite dos padres dominicanos de São Paulo, a Paixão segundo Cristino, alegoria da crucificação de Cristo num contexto nordestino; participou do programa Canto Geral, depois Canto Permitido, da TV Bandeirantes, de São Paulo. Em 1968 gravou o LP Canto geral pela Odeon, com Maria Rita, O plantador (com Hilton Accioly) e músicas suas desclassificadas em festivais. Participou ainda do IV FMPB, com Bonita (com Hilton Accioly). A música foi apresentada duas vezes, pois se desentendera com o parceiro, rompendo com o Trio Maraia. Nas eliminatórias para o III FIC, em São Paulo, causou impacto com a apresentação de Pra não dizer que não falei de flores, ou Caminhando; defendeu-a no festival com o Quarteto Livre, integrado por Naná (tumbadora), Franklin (flauta), Nelson Ângelo (violão) e Geraldo Azevedo (violão e viola), tendo-se classificado em segundo lugar. A música teve grande êxito, tornando-se uma espécie de hino estudantil, mas teve seu curso interrompido pela censura. Esteve no exílio, inicialmente no Chile (1968), onde compôs a música Desacordonar, com que venceu um concurso, enquanto Caminhando se tornava sucesso.


Obrigado a deixar o pais, pois se apresentara em televisão como profissional sem a devida licença, seguiu para a Argélia, onde assistiu ao Festival Pan-Africano, viajando depois para a então Republica Federal da Alemanha, ocasião em que gravou alguns programas para a televisão da Baviera. Esteve na Grécia, Áustria, Bulgária, cantando em povoados do interior. Na Itália, Sérgio Endrigo regravou músicas suas. Em Paris, França, remontou com um grupo de artistas brasileiros a Paixão segundo Cristino, na igreja de Saint-Germain des Pres, na Páscoa de 1970. Trabalhou com um novo tipo de composição, montada apenas com assobios e sons de violão, com forte ritmo nordestino. Gravou o LP Das terras de Benvirá, lançado no Brasil pela Philips em 1973, com Na terra como no céu, Canção primeira e De América. Ainda em 1973 gravou apresentações para o programa de Flávio Cavalcanti e para o Fantástico, da TV Globo, mas foram censuradas. Em 1982, em Presidente Stroessner, Paraguai, apresentou-se em um show, rompendo silêncio de 14 anos. Em março de 1995 apresentou-se no Memorial da América Latina, em São Paulo, no concerto realizado pelo IV Comando Regional (CONAR), em comemoração a Semana da Asa. Na ocasião, um coral de cadetes lançou sua música Fabiana, uma homenagem a FAB.


Em 1997 o Quinteto Violado lançou o CD Quinteto Violado canta Vandré (selo Atração), incluindo antigos sucessos e apenas uma música inédita: Republica brasileira. Ainda em 1997, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho regravaram Disparada e Canção da despedida no CD Grande encontro 2.
Outro documento sobe Geraldo Vandré
PERFIL


Geraldo Pedrosa de Araújo Dias *12/set/1935 em João Pessoa - Paraíba
Geraldo Vandré foi o primogênito do médico José Vandregísilo e de D. Maria Eugenia. Seu gênio irriquieto fez com que seu pai o internasse no Colégio São José, em Nazaré da Mata, no interior do Pernambuco, ainda criança, preocupado com sua educação. Desde cedo, já manifestava seu desejo de ser cantor de rádio, participando dos festivais de canto do colégio. Em 1951, a família se muda para o Rio de Janeiro, o que, sem dúvida, fez crescer sua intenção de participar do mundo artístico. Chegou a representar a Paraíba no Programa César de Alencar, com o nome de Carlos Dias (Carlos de seu ídolo Carlos José e Dias, seu sobrenome). Em 1955, com o pseudônimo, defendeu a canção Menina (Carlos Lyra) num concurso musical promovido pela TV-Rio. Percorria as rádios do Rio, o disco, que com o patrocinio de sua mãe, havia gravado. Nessa procissão conheceu e tornou-se amigo de Valdemar Henrique, compositor e folclorista que comandava um programa na rádio Roquette Pinto e vários artistas como Ed Lincoln, Luís Eça e Baden Powell. Quando foi prestar o vestibular para o curso de Direito, na então Universidade do Distrito Federal, já havia surgido Geraldo Vandré. Aprovado, começou a participar do movimento estudantil da época, integrando rapidamente o Centro Popular de Cultura da UNE. Foi lá que conheceu Carlos Lyra.


Suas primeiras composições foram parcerias com Carlinhos Lyra: "Quem quiser encontrar o amor" e "Aruanda", que foram gravadas pelo parceiro. A primeira seria incluída no episódio "Couro de gato" do filme Cinco vezes favela, trabalho produzido pelo Centro Popular de Cultura. Após diplomar-se passou a dedicar-se de corpo e alma à música. Gravou "Samba em prelúdio" (Vinícius de Moraes/Baden Powell) com a cantora Ana Lúcia e quando parecia que sua ligação com a bossa-nova era definitiva, selada em "Pequeno Concerto que virou canção", Vandré decidiu que a música que abraçaria tinha muito mais a ver com suas raízes, e em 1963 compõe "Canção nordestina", uma toada como as que tanto ouviu na infância. A música "estreou", causando impacto num show de bossa-nova, no colégio Mackenzie.


Casa-se, pela primeira vez, em 1964, com Nilce Tranjan, que seria importante apoio no início de sua carreira. No início do ano, havia sido lançado o primeiro LP, Geraldo Vandré, que continha músicas como "Fica mal com Deus". O trabalho não tem o reconhecimento que Vandré esperava. É chamado pelo cineasta Roberto Santos, em 1965, para compor a trilha sonora de A Hora e a Vez de Augusto Matraga, e o faz com maestria. É nesse ano que interpreta a composição de Chico Buarque, "Sonho de um Carnaval", no I Festival de Música Popular Brasileira da extinta TV Excelsior, conseguindo o 6º lugar. Seu 2º LP, Hora de Lutar, é desse ano. Nesse trabalho, entre outras jóias, está a canção "Ladainha", uma antevisão da criação do MST e contém a participação especial de Baden Powell.
Em 1966, participa e vence o II Festival da TV Excelsior, com uma marcha-rancho composta em parceria com Fernando Lona: "Porta-Estandarte". Essa vitória propicia a realização de uma tournée pelo Nordeste do Brasil, onde é acompanhado pelo Trio Novo, formado por Theo de Barros, Heraldo do Monte e Airto Moreira, tres dos maiores instrumentistas brasileiros de todos os tempos, a quem se agregou, no fim da tournée, Hermeto Paschoal, transformando-se em Quarteto Novo. Com Theo de Barros compõe "Disparada", 1º lugar no Festival da TV Record de 1966, empatada com A Banda de Chico Buarque. Com Tuca, compõe "O Cavaleiro" que atinge o 2º lugar no I Festival Internacional da Canção, no Rio. Finalmente, esse desempenho fez com que algumas portas fossem abertas para Vandré. Comanda, em 1967, os programas: Disparada, na TV Record, Canto Geral (depois Canto Permitido), na TV Bandeirantes e Caminhando, na TV Globo. Não consegue repetir os sucessos nos festivais desse ano. Nem "Ventania" ou "De como um homem perdeu seu cavalo e continuou andando", na Record, nem "Da serra, da terra e do mar", no FIC, foram classificadas.


Em 1968, o casamento de Vandré chega ao fim. Compõe "Caminhando" ("Prá não dizer que não falei das flores"), que chega ao 2º lugar no Festival da TV Globo desse ano, perdendo para Sabiá (Chico Buarque/Tom Jobim), apesar de ser a preferida do público, que a canta em uníssono no Maracanãzinho, proporcionando um dos momentos mais emocionantes da MPB.O ambiente político carregado da época ( o AI-5 estava se aproximando), tornou a música proibida e seu autor "persona non grata" pelos donos do poder. Apesar de nunca ter sido preso ou torturado fisicamente, pela ditadura militar, as limitações e pressões impostas ao seu processo de criação o levaram para o exílio no Chile. Passaria ainda pela França, Argélia, Alemanha, Austria, Grécia e Bulgária, nos 4 anos que precisou ficar fora do país. No Chile (1978) compôs a música "Desacordonar", com que venceu um concurso.


Em 1970, na França, remontou com um grupo de artistas brasileiros a Paixão segundo Cristino, na igreja de Saint-Germain des Prés, na Páscoa de 1970. Trabalhou com um novo tipo de composição, montada apenas com assobios e sons de violão, com forte ritmo nordestino. Grava com o Quinteto Violado, o LP Terras do Benvirá, que só seria lançado no Brasil em fins de 1973. Casa-se em 1971, com a socióloga Ana Clara Fabrino Batista, com quem viveria até 1974. Em julho de 1973, havia voltado ao Brasil, apesar de continuar a ser "observado de perto" pelos militares e impedido de exercer sua atividade de cantor e compositor, ficando fora da mídia até a anistia.


Foi nessa época que conhecí Vandré pessoalmente. Eu estudava medicina na Unicamp e participava do movimento estudantil como membro da diretoria do Centro Acadêmico da Faculdade, que ficava no centro de Campinas. Um dia, de imprevisto, Vandré apareceu no Centro Acadêmico. Então, perguntou para mim se poderia usar o piano que havia na sede. A surpresa, afinal ele era um mito para qualquer um que participasse dos movimentos de resistência da época, só me fez dizer que sim. Ele sentou-se ao piano e ficou horas pesquisando sonoridades. Nesse primeiro dia, não conversamos nada. Vandré voltou muitas vezes ao CA e refeito do impacto, procurei o diálogo. E, apesar dele não estar acessível no início, com o tempo se abriu um pouco. Eu me lembro de suas opiniões sobre a cultura (ele dizia que ela se manteria viva em qualquer circunstância) e sobre o tempo (dizia que cada um tinha o seu tempo e que eu não poderia deixar o meu passar). Nunca tive coragem de perguntar sobre seu passado imediato, mas acho que ele não me reponderia nada. Assim como apareceu, sem nenhum aviso ou adeus, ele deixou de ir tocar o piano do Centro Acadêmico. Não sei se ele ainda se lembra disso, mas esses contatos ficaram marcados na minha memória.


Depois da anistia, Vandré se apresentou duas vezes, em 82 e 85, no Paraguai e em 94 lançou a música "Fabiana", em homenagem à FAB. Voltou a se tornar notícia, em entrevista concedida em 1991 ao Jornal Mural da Paraíba. Em março de 1995 apresentou-se no Memorial da América Latina, em São Paulo, no concerto realizado pelo IV Comando Regional (CONAR), em comemoração à Semana da Asa. Na ocasião, um coral de cadetes cantou sua música Fabiana. Em 1996, é lançado um CD duplo, com 21 faixas, dando um apanhado geral da obra de Geraldo Vandré.


Em 2000, fazendo parte da coleção Enciclopédia Musical Brasileira, o cd de Geraldo Vandré apresenta todas as faixas de Hora de Lutar (de 1965) acrescidas de duas faixas bonus: "Disparada" (em gravação ao vivo de 1968) e "Prá não dizer que não falei das flores" (em gravação de estúdio).
Em recente entrevista ao jornal virtual CliqueMusic, Vandré revelou que pretende gravar um disco em parceria com Zé Ramalho, no Uruguai, mas, sem pressa. Depois de 30 anos, é a chance de voltarmos a apreciar o seu trabalho.


Ideologia
"Vem, vamos embora que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer."
Prá não dizer que não falei das flores - Geraldo Vandré
"Mas o mundo foi rodando, nas patas do meu cavalo e os sonhos que fui sonhando, as visões se clareando, as visões se clareando até que um dia acordei. Então não pude seguir valente lugar-tenente de dono de gado e gente, porque gado a gente marca, tange, ferra, engorda e mata. Mas com gente é diferente."
Disparada - Geraldo Vandré/Theo de Barros
"Eu vou levando a minha vida , enfim, cantando, que canto sim. E não cantava se não fosse assim. Levando, prá quem me ouvir, certezas e esperanças prá trocar por dores e tristezas, que bem sei, um dia ainda vão findar."
Porta-estandarte - Geraldo Vandré/Fernando Lona
"A canção, que eu trago agora, fala de toda a nação. Andei pelo mundo afora, querendo tanto encontrar um lugar prá ser contente, onde eu pudesse mudar. Mas a vida não mudaria, mudando só de lugar."
Ventania - Geraldo Vandré/Hilton Accioly

Gigliola Cinquetti (Verona, 20/12/1947) é uma cantora italiana.

Com seu timbre inigualável, aos 16 anos já venceu o Festival de San Remo com a canção Non ho l'età (tradução literal: "Não tenho idade"), de Nicola Salerno e letra de Mário Panzeri. Essa vitória levou-a à sua participação no Festival eurovisão da canção interpretando a mesma canção, obtendo uma nova vitória. Em 1966 gravou a música Dio, Come Ti Amo! (de Domenico Modugno), que fez tanto sucesso que a levou para o cinema, para participar do filme homônimo.

Filmografia

* I Cavalieri che fecero l'impresa (2001)
* Dio, come ti amo! (1966) .... Gigliola Di Francesco
* Testa di rapa (1966) .... Angelina
* Questi pazzi, pazzi italiani (1965)
* Canzoni bulli e pupe (1964)
* Il Professor Matusa e i suoi hippies (1964)


Gilberto Gil
Nascido em Salvador, passou a infância em Ituaçu, no interior da Bahia, onde começou a se interessar pela música das bandas da cidade e pelo que ouvia no rádio, como Orlando Silva e Luiz Gonzaga. Aos 9 anos muda-se para Salvador com a irmã, para terminar o colégio, e começa a aprender acordeom. Durante a juventude intensifica os estudos musicais, formando aos 18 anos o conjunto Os Desafinados. No fim dos anos 50, João Gilberto se torna uma influência importante para Gil, que passa a tocar violão. Na faculdade, faz contato com a música erudita contemporânea por meio do vanguardista grupo de compositores da Bahia, que incluía Walter Smétak e Hans Joachim Koellreuter. Em 1962 grava o primeiro compacto solo ("Povo Petroleiro" e "Coça Coça, Lacerdinha"), e conhece Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gal Costa. No ano seguinte, com a entrada de Tom Zé no grupo, fazem o show "Nós, Por Exemplo", no Teatro Vila Velha, em Salvador, que inaugura a carreira dos quatro artistas. Logo em seguida Gilberto Gil se muda para São Paulo, onde trabalha na empresa Gessy-Lever durante o dia e freqüenta bares e casas de show durante a noite.

É nessa época que conhece Chico Buarque, Torquato Neto e Capinam. Começa a se tornar mais famoso no programa de televisão O Fino da Bossa, comandado por Elis Regina. Lá apresenta, entre outras, suas composições "Eu Vim da Bahia" e "Louvação". Com o sucesso, abandona o emprego na Gessy-Lever e assina contrato com a Philips, que lança seu primeiro LP, "Louvação", em 1967. Já radicado no Rio de Janeiro, Gil participa de festivais da Record e da TV Rio e chega a ter seu próprio programa na TV Excelsior, o Ensaio Geral. Separado da primeira mulher, passa a viver com a cantora Nana Caymmi, que defende "Bom Dia" (parceria dos dois) no 3º Festival da Record, em 1967. No mesmo festival Gil toca "Domingo no Parque" acompanhado pelos Mutantes, uma das músicas mais impactantes do festival, classificada em segundo lugar. "Alegria, Alegria", de Caetano Veloso, classificada em quarto no mesmo festival, formaria junto com "Domingo no Parque" o embrião do movimento tropicalista, em boa parte por causa da inserção de guitarras elétricas em uma música que não era rock. Em 1968 lançou o LP "Gilberto Gil", dando início ao Tropicalismo, e tendo ele e Caetano Veloso como principais figuras. Com uma proposta de antropofagia de valores culturais estrangeiros baseada em idéias de Oswald de Andrade, o tropicalismo se concretizou com "Tropicália ou Panis et Circensis", disco que contou, além de Caetano e Gil, com Os Mutantes, Torquato Neto, Capinam, Gal Costa, Tom Zé, Nara Leão e arranjos do maestro Rogério Duprat.

Em 1969 foi preso pela ditadura militar, e lançou a irônica "Aquele Abraço", uma de suas músicas mais famosas. Em seguida partiu com Caetano para o exílio na Inglaterra. Voltou em janeiro de 1972, para um show em que lançou músicas como "Oriente" e "Back In Bahia", do seu disco seguinte, "Expresso 2222". Desde o final dos anos 60 Gilberto Gil se consolidou como uma das mais criativas e influentes personalidades da música brasileira. Sempre em sintonia com o que ocorre de novo na música mundial, seus discos são lançados em diversos países e sua carreira internacional já lhe rendeu inclusive um Grammy na categoria Melhor Disco de World Music em 1998, pelo álbum "Quanta Ao Vivo". Em 72, revitalizou a cultura nordestina no LP "Expresso 2222", mais tarde, reviu a brejeirice sertaneja em "Refazenda". Em 79, o álbum "Realce" foi um divisor de águas em sua carreira, quando começou a flertar com o reggae e o pop. São desta fase ainda os LPs "Luar", "Um Banda Um", "Extra", "Raça Humana", "Dia Dorim, Noite Neon" e "O Eterno Deus Mu Dança". Sua atualidade pode ser percebida por meio de seus discos, caso do pioneiro CD "MTV/Unplugged" (1994), que lançou uma verdadeira mania de discos acústicos no Brasil, e de "Tropicalia 2" (ao lado de Caetano Veloso), em que flerta com o rap na faixa "Haiti". Entre os discos "Quanta" e sua versão ao vivo, "Quanta Gente Veio Ver", lançou, sem maior publicidade, "O Sol de Oslo", pelo selo Pau Brasil, ao lado dos músicos Marlui Miranda, Rodolfo Stroeter, Bugge Wesseltoft e Toninho Ferragutti. Em 2000 teve seu maior sucesso radiofônico em vários anos com o xote "Esperando na Janela", de Targino Gondim, da trilha sonora do filme "Eu, Tu, Eles", interpretada por Gil. No mesmo ano iniciou parceria com Milton Nascimento, cristalizada no disco "Gil e Milton". Dentre seus muitos sucessos em mais de 35 anos de carreira, os maiores foram "Preciso Aprender a Só Ser", "Refazenda", "Expresso 2222", "Eu Só Quero um Xodó" (Dominguinhos/ Anastácia), "Maracatu Atômico" (Jorge Mautner/ Nelson Jacobina), "Punk da Periferia", "Parabolicamará", "Bananeira" (com João Donato), "Divino Maravilhoso" (com Caetano), "Filhos de Gandhi", "Haiti" (com Caetano), "Sítio do Pica-pau Amarelo", "Soy Loco por Ti America" (com Capinam), "Realce", "Toda Menina Baiana", "Drão", "Se Eu Quiser Falar com Deus", "Estrela" e muitas outras. Nos anos 80 foi vereador em Salvador e milita por causas ecológicas no Partido Verde.

GORILAZ

Um quarteto curioso, uma guitarrista de dez anos, um vocalista de cabelos azuis, um baixista com nome de um dos integrantes do Esquadrão Classe A e um baterista duas vezes maior que seu instrumento. É com esta sucinta descrição que se pode apresentar o Gorillaz, banda virtual de trip hop que anda causando frisson na Europa e nos EUA.
Os integrantes são, respectivamente, Noodle, 2D, Murdoc e Russel.Personagens virtuais que encarnaram músicos com personalidades e habilidades diferentes.

A ‘banda’ se formou quando o vocalista do Blur, Damon Albarn, o produtor de hip hop Dan "The Automator" Nakamura, a guitarrista/vocalista Miho Hatori do grupo Cibo Matto, o mestre da velha escola do hip-hop Kid Koala e o rapper Del Tha Funkee Homosapien se encontraram e decidiram criar um novo formato de grupo para o showbiz. E aí foi só o cartunista cult Jamie Hewlett, o mesmo criador da HQ ‘Tank Girl’ se juntar à história pra criar uma banda alternativa com sua imagem manufaturada em desenho animado. Hewlett também é responsável pelo projeto gráfico dos videoclipes e site oficial do grupo.

As gravações do primeiro disco da banda rolaram na Jamaica e contaram com a participação do cantor cubano setentão Ibrahim Ferrer na faixa ‘Latin Simone’. O single ‘Clint Eastwood’, cujo clipe virou sensação na Europa, já está sendo exibido na programação da MTV Brasil e concorre ao prêmio de Videoclipe Revelação no Video Music Awards deste ano. Gorillaz já tem quatro shows marcados pelo Reino Unido, em Edimburgo (24.09), Birmingham (25.09), Manchester (26.09) e Londres (28.09). As apresentações da turnê serão feitas num palco com imagens em telões 3D.

Guns N' Roses

As sementes do sucesso do Guns N' Roses foram plantados em 1979, quando Slash e Steven Adler (ambos então com 14 anos) se encontraram para ouvir e tocar juntos com os discos do Kiss num subúrbio de Los Angeles. Na época, Steve tocava guitarra e Slash, baixo.
Batizado Saul Hudson (nome que ele odeia), Slash nasceu em Stoke, na Inglaterra, em 1965, mas seus pais, norte-americanos, logo voltaram a morar na Costa Oeste dos Estados Unidos. Sua mãe e seu pai estavam ligados à música, de modo que Slash sempre esteve exposto a diferentes influências desde pequeno. Mas ele encontrou sua maior inspiração num encontro com uma namorada, quando ela colocou o LP Aerosmith Rocks no toca-discos.


Steve Adler foi uma criança selvagem, nascida em Clevevand, Ohio, em 1965, porém criado em Hollywood. Sua carreira escolar terminou abruptamente quando ele caiu fora na 10 série-e. É surpreendente que ele tenha durado tanto quando se ouvem suas memórias da infância: "A primeira vez que fiquei chapado foi quando tinha oito anos", afirma Steve. "Eu estava no banheiro de minha avó e fumei um baseado". Ele saiu de casa pela primeira vez aos doze anos e foi viver com a avó. Apesar de não ter grana pra comprar uma bateria, pelos próximos seis anos ele imitou seus ídolos - Roger Taylor do Queen, Keith Moon do The Who e John Bonham do Led Zeppelin.
Axl Rose também teve uma infância tórrida. Nascido em 1962 na insignificante cidade norte-americana de Lafayette, Indiana (onde todo mundo conhece a vida dos outros), ele cresceu sem saber quem era seu pai verdadeiro, que abandonou sua mãe quando o bebê ainda ensaiava vocais no berço. Ao descobrir por acaso que ele não era filho de L.Stephen Bailey - homem que ele achava ser seu pai natural - adotou o nome W. Rose, ao invés de Bill Bailey, que ele havia usado por todos estes anos. O nome Axl veio de uma banda de Lafayette, onde ele cantava. Os problemas entretanto, pareciam segui-lo onde quer que fosse.


Até na igreja o coro pentecostal o expulsou. "Eu estava sempre encrencado por cantar as partes dos outros", lembra. Ele diz ter sido preso mais de vinte vezes em sua juventude por estar bêbado. Quando foi acusado injustamente por roubo de carro, ele deixou a cidade. Mas sua reputação continuou e em Los Angeles as coisas ficaram piores com suas eternas bebedeiras.


Assim como Axl, Izzy Stradlin também se revoltou contra os limites da pequena Lafayette, onde ele nasceu em 1962. "Eu ficava bêbado porque não tinha porra nenhuma para fazer", diz. Entretanto, Jeffrey Isabelle (seu nome real) foi esperto e primeiro terminou o colegial para depois cair fora. A bateria foi sua primeira fuga do tédio suburbano mas quando ele jogou seu instrumento na traseira de uma Chevy para tentar sua sorte em Los Angeles em 1979, Izzy não tinha idéia do quanto sua aventura iria durar. Ao chegar em Los Angeles em 1979, a vida de Izzy estava longe de ser glamourosa. Para sobreviver, ele batalhava no circuito de clubes noturnos, fazendo de tudo. "Vendi drogas, vendi garotas, fiz o que tinha para fazer.", relembra Izzy. "Fiquei cinco dias sem comer... só bebia água. Às vezes você não tem alternativas". Mas pior do que passar fome, é passar fome sozinho. As coisas melhoraram quando, na Páscoa de 1980, Axl bateu a porta de Izzy a procura de um companheiro de quem ele havia se perdido. Acabou ficando por lá mesmo e dois anos de luta depois, Izzy já vinha tocando guitarra bem e a dupla já compunha canções. Nascia um grupo Hollywood Rose, e, apesar das refeições vagabundas feitas em pocilgas infestadas de baratas, eles sentiram que aquilo teria futuro. Ocasionalmente, Chris Weber juntava-se a eles e acabou sendo um dos compositores de "Anything Goes". Hollywood Rose surgiu rápido e desapareceu mais rápido ainda, fundindo-se com uma outra banda chamada LA Guns, tornando-se Guns N'Roses. A guitarra de Tracii Guns e a bateria de Rob Gardner completavam o grupo.


O baixo ficou a cargo de Michael Mckagan, mais conhecido como Duff. Vindo de um subúrbio de Seattle, onde nasceu em 1964, sendo o caçula de uma família de oito irmãos, o quinto homem do Guns teve algumas origens musicais. "Meu irmão Bruce começou a me ensinar baixo na oitava série.", lembra Duff. Ele chegou a trocar o baixo pela bateria, mais voltou ao instrumento original depois de seu kit de bateria ter sido destruído por uma platéia nada amistosa. O maior ídolo de Duff era Sid Vicious, dos Sex Pistols, e essa adoração influenciou bastante a atitude do Guns N'Roses. Enquanto o irmão de Duff o ensinava a arte de tocar baixo, seu pai o educava em outros aspectos. "Meu velho me deu uísque quando eu era bem jovem. Lá pela quarta dose, eu estava tão bêbado que nem conseguia pronunciar a marca da bebida." Duff se considera um músico sério e tocou em pelo menos 30 bandas desde o início de sua carreira nos bares de Seattle. Ele foi para Los Angeles por causa de um anúncio à procura de um baixista que gostasse de Alice Cooper e Aerosmith. O anúncio era da autoria de... Steven Adler e Slash! Com a chegada de Duff, surgiu a banda Roadcrew. Mas Duff logo descobriu que a dupla agitava muito, mas ensaiava pouco. Depois de seis semanas frustradas, ele desistiu e juntou-se a Axl, Izzy e os outros integrantes de Guns N'Roses. Quando os outros membros da banda caíram fora por causa de sua pouca dedicação à banda, Duff teve a idéia de chamar seus antigos parceiros Adler e Slash (que dançou numa audição para o Poison porque era "muito feio").


A química da nova banda funcionou bem e fez fama. Como uma revista descreveu na época, "são cinco personalidades diferentes com um denominador comum: arrogância". Depois de muito ensaio, fizeram sua estréia no clube Troubadour e saíram na sua primeira (e atrapalhada) turnê, intitulada Hell Tour. De volta para LA, uma rodada pelos clubes Roxy, Whiskey e claro,Troubadour. Nesta época, o repertório do Guns era recheado de covers, como "Jumpin'Jack Flash" dos Rolling Stones, "Heartbreak Hotel" de Elvis Presley e "Whole Lotta Rosie" do AC/DC. As platéias deliravam com os shows do Guns N'Roses, mas as gravadoras não tinham peito para bancar o novo grupo. Cansados dessa covardia, o quinteto resolveu lançar seu próprio disco, sob o selo Uzi Suicide. O explosivo EP atingiu seu alvo: aumentar o burburinho ao redor da banda. Isso acabou atraindo a atenção de uma notória caça-talentos, Vicki Hamilton ("descobridora" de bandas como Poison e Mötley Crüe). Ao mesmo tempo assustada e fascinada com o perfil dos cinco gunners, Hamilton fez deles seus protegidos, ensinou as manhas do show business e os apresentou à gravadora Geffen Records. O contrato com a Geffen saiu em 26 de março de 1986, quando os rapazes puderam ter as primeiras refeições decentes em anos.


Saciado o apetite pela comida, o Guns N'Roses lançaram em julho de 1987, seu primeiro álbum, Appetite For Destruction, que chegou ao topo das paradas e vendeu mais de seis milhões de cópias só nos Estados Unidos. Pouca gente sabe, mas o dia 26 de março de 1986 ficará marcado na história do rock'n roll. Neste dia, Axl, Slash, Steven, Izzy e Duff disseram adeus à pobreza para sempre, quando finalmente assinaram um contrato com a gravadora Geffen. Cercado de luxo e pela primeira vez num estúdio profissional todo equipado, o Guns N'Roses foi apresentado ao produtor Mike Clink (Ozzy Osbourne, Survivor). Desse encontro, saiu Appetite For Destruction.


Lançado em julho de 1987, Appetite foi um álbum que combinou o poder do heavy metal com a ira e a energia do punk. Versos agressivos foram tão marcantes quanto o grupo que estourou tímpanos de São Francisco a Seattle. O sentimentalismo veio do próprio vocalista. Dada a postura controversa do Guns, ninguém poderia pôr palavras na boca de Axl Rose. E seus versos frequentemente de sua própria experiência amarga ."Out Ta Get Me", por exemplo, foi inspirada - admite o autor - no período em que viveu preso em Indiana."Rocket Queen" baseou-se numa antiga namorada "viva... mas que não deixou saudade". Um pouco mais alegre,"Sweet Child O'Mine","a primeira música de amor otimista que eu escrevi", inspira-se na modelo Erin Everly, que logo tornou-se a senhora Axl Rose. Como não poderia deixar de ser, também houve controvérsias: "Mr. Brownstone", defendida pelo autor como uma música veementemente contra a heroína, quase levou Axl à cadeia na Austrália, onde ela foi considerada como incitação ao uso de drogas. E a banda fugiu para a Nova Zelândia. Musicalmente, o Guns N'Roses era exatamente oposto aos padrões de som aceitos em Los Angeles, como Van Halen e Mötley Crüe. "Nós somos uma banda que saiu de Los Angeles e que já possuía alguns valores reais do rock". No entanto,"Paradise City", seu maior sucesso na Inglaterra, revelou o mesmo Slash soltando uma série de notas que envergonhariam Santana, enquanto sua guitarra, em "Sweet Child" era um modelo de precisão.


Essa era uma banda que claramente recusou ser engaiolada. Apontado como inovador, o grupo tem, na verdade, raízes que vão muito além do que se imagina - de Rod Stewart, no início dos anos 70, aos Stones, com a combinação das guitarras de Keith Richards e Mick Taylor que foram modelos para Izzy e Slash. Nazareth também foi outro de seus ídolos: seu guitarrista Manny Charlton foi originalmente apontado como produtor para seu primeiro álbum, mas isso acabou não acontecendo. E não apenas a música foi explosiva; a capa do disco - uma pintura de Robert Williams sobre uma cena futurista em que um robô estupra uma mulher - foi escolhida por Axl e teve o efeito desejado de causar horror em todo o mundo. O álbum acabou saindo com um desenho menos aterrorizante, mas a ilustração original sobreviveu no lado interno do álbum. O disco não foi sucesso do dia para a noite: eles precisaram percorrer muitas milhas antes de decolar. E isso acabou agradando Slash."Eu não tive um lugar para morar desde que deixei a casa de minha mãe. Na rua foi ótimo porque tínhamos a segurança de um ônibus e um destino". Seguiu-se uma sucessão de turnês onde o Guns abriu para Mötley Crüe,The Cult, Iron Maiden, Aerosmith e até o "padrinho" Alice Cooper. Eles andaram tão ocupados que não puderam parar nem para o casamento de Duff - , HAGGIS (o baixista do Cult), ficou no seu lugar na época. Mas nunca houve dúvidas sobre a mudança permanente."Nossa química foi construída entre os cinco", explica Slash."Quando um de nós falta, ela não funciona". Isso foi provado quando Steven Adler quebrou a mão e foi substituído por Fred Coury do Cinderella. "Com Steve, o andamento muda conforme o humor da música", diz Slash. "Com Fred é melhor eu ficar dois compassos à frente".


As constantes viagens finalmente renderam um prêmio e quando Appetite For Destruction alcançou o auge das paradas de sucesso dos Estados Unidos, no verão de 1988, 50 semanas já haviam passado. Enquanto isso, o terceiro single deles,"Sweet Child O'Mine", causou o mesmo impacto e fez do Guns N'Roses a quinta banda de hard-rock da história a alcançar o 1º lugar nos EUA, depois de Bon Jovi (1986), Survivor (1982) e dois outros. Appetite foi o segundo álbum de estréia, no heavy metal, que chegou ao topo da parada norte-americana - Metal Health, do Quiet Riot, foi o primeiro, em janeiro de 1983. Tal sucesso certamente mexeu com os cinco companheiros."Jamais pensei em chegar lá integrando uma banda comercial",disse Duff."E de fato Appetite não é um disco comercial. Seu sucesso me surpreendeu". De repente, todo mundo queria conhecê-los, e quando o "Welcome To The Jungle" foi escolhida para trlha sonora de um filme de Clint Eastwood, pareceu que eles estavam a caminho de Hollywood.


Mas eles concentraram seus esforços naquilo que sabem fazer melhor: rock'n'roll. Mesmo seus clips, dirigidos por Nigel Dick, eram diretos e dotados de uma certa insanidade. Em 1988, a MTV premiou "Sweet Child O'Mine" como o melhor vídeo de heavy metal. A Inglaterra demorou um pouco para reconhecer o fenômeno Guns N' Roses. "It's So Easy" não chegou exatamente a marcar muitos pontos.Três noites no clube Marquee, em Londres, em outubro de 1987, foram gravadas e lançadas em lado B de singles.


Dez meses mais tarde, em agosto de 1988, o convite para dar o show no festival Donington's Monsters of Rock foi o reconhecimento de que eles poderiam dominar o mundo e que isso era apenas uma questão de tempo. Mas a morte de dois fãs durante a apresentação do Guns, filmada em vídeo, foi um desastre para o grupo. Embora no início a banda tenha tocado sem perceber o incidente, a verdade é que os dois jovens foram esmagados até a morte enquanto nos autofalantes se ouvia "It's So Easy". O mesmo aconteceu com os Rolling Stones na fatídica apresentação em Altamont, em 1969, quando uma pessoa da platéia morreu pisoteada frente às câmeras. Antes disso, quando interrogados sobre suas atitudes e responsabilidades, os Guns haviam dito que o perigo era inerente a suas músicas e fazia parte do show."Eu imagino que estamos brincando com fogo", admitiu Duff."Eu detestaria que acontecesse qualquer coisa, mas nós não somos do tipo de pessoas que realmente mudariam sua forma de ser",concordou Slash."Não que eu justifique abusos e violências da platéia, mas faz parte da energia que nós fazemos brotar nas pessoas".Depois de Donington, Axl lamentou o episódio mas não necessariamente se arrependeu do que havia dito."Eu não sei realmente o que pensar sobre isso. Nós não dissemos para as pessoas socarem umas às outras. Nós não dissemos para as pessoas beberem até não poder mais parar em pé, eu não me sinto responsável dessa forma". Um ano e meio depois de Appetite, a banda havia percorrido cada milha de estrada de Nova York a Los Angeles, passando pela Europa e Japão. Entretanto, era cedo demais para um álbum ao vivo - e a saída foi engenhosa.


GN'R Lies foi literalmente um disco meio a meio - quatro faixas tiradas do EP LIVE LIKE A SUICIDE (o EP independente que o grupo produziu antes de conseguir um contrato) ao lado de quatro músicas novas para agradar os fãs. Quatro músicas novas? Talvez só três e meia."You're Crazy", uma das primeiras músicas que eles escreveram depois do contrato com Geffen, já havia sido tocado no Appetite, mas voltou à sua forma original, mais lenta."Patience" e "Used To Love Her", não haviam aparecido antes, com outra forma qualquer, mas sim a letra de "One In a Million" que gerou muita controvérsia por causa das referências a "foggots" (viados) e "niggers" (negros, pejorativamente). GN'R Lies juntou-se as seis milhões de cópias vendidas pelo Appetite For Destruction em novembro de 1988, tornando os Guns a primeira banda dos anos 80 ao ter dois álbuns ao mesmo tempo, entre os cinco primeiros mais vendidos. Apenas os Beatles e poucos outros conseguiram isso. E, quando o single "Patience" foi lançado em junho de 1989, Lies já havia vendido mais de dois milhões de cópias. Se Donington marcou o início de domínio, outubro de 1989 foi o fim de um ano de problemas e quase o fim da própria banda.


Os Gunners foram contratados para tocar quatro noites como convidados especiais dos Rolling Stones no Los Angeles Memorial Coliseum. Eles esperavam ansiosamente por esse momento, para varrer Jagger e CIA do palco, mais Axl estava atrasado. E quando ele finalmente chegou, a situação no camarim o deixou extremamente relutante a entrar no palco. Depois de muita insistência do empresário, ele entrou, com quinze minutos de atraso, para cantar como se estivesse possesso, e atordoou a multidão acusando certos membros da banda de "dançar com Mr. Browsnstone", referindo-se claramente a canção anti-heroína, do primeiro disco ("Mr. Browsnstone"). Esta seria, insistiu Axl, sua última apresentação com os Guns. Na noite seguinte, Slash prometeu publicamente solucionar suas questões pessoais. Não foi a primeira vez que Axl teve problemas com o grupo. Dezoito meses antes ele deixou de se apresentar em Phoenix, foi cortado e depois reintegrado à banda. Inevitavelmente, a imprensa teve o que falar, mais o destino da banda era estar mesmo nas manchetes.


Em Atlanta, Axl foi preso entre um grupo de pessoas que atacou seguranças. A banda continuou o espetáculo com solos de Slash e Steve. Axl confessou sua culpa para escapar de um julgamento. Na Filadélfia, uma briga no estacionamento acabou levando Axl preso de novo. Dessa vez, o empresário de turnê, Doug Goldstein, conseguiu soltá-lo sem pagar fiança. Em Chicago, um empresário que acusou Axl de imitar Bon Jovi, começou uma briga que acabou quebrando dezenas de copos e fez com que Axl e Steve renovassem sua relação com a pancadaria. Izzy também teve seus momentos. Em Hamburgo, ele e Duff amarraram o baterista do Faster Pussycat (grupo que abria para o Guns) e o puseram no elevador. Durante a entrega do prêmio da MTV de 1989, ele brigou com Vince Neil, cantor do Mötley Crüe, porque a esposa de Vince acusou Izzy de ter dito algumas coisas "fortes". Pouco depois ele se viu novamente encrencado por urinar na passagem de ar de um avião. Axl, enquanto isso, envolveu-se numa briga com os ingleses Dogs D'Amour num clube Los Angeles, enquanto Duff enfrentava um leão-de-chácara de uma boate em New Orleans. Se no circuito dos clubes a entrada era problemática para eles, a vida doméstica de Axl não era muito melhor. Ele ja havia reclamado de maus tratos por partes de dois policiais que investigavam as reclamações recebidas sobre músicas muito altas em seu apartamento. Em outubro de 1990, ele foi preso porque uma vizinha o acusou de ter quebrado uma garrafa em sua cabeça. O caso foi resolvido, mas Axl e Erin Everly, com quem havia se casado em abril, se separaram poucos meses depois. Axl teve muitas performances impressionantes, mas nenhuma tão dramática quanto em Reno (Nevada), em fevereiro de 1991, quanto seu casamento foi anulado. Confessando ter cometido o maior erro de sua vida, ele acrescentou: "Nós estivemos juntos apenas por dois meses. Ela estava sempre com amigos. Eu achava que ela não tinha idéia do que significava ser esposa - ou não tinha o desejo de ser".


Nos momentos mais alegres, ele comparou sua relação com Erin, com a de Jim Morrison e Pamela Courson: "Sempre brigando mais eram almas gêmeas". Não é necessário ser jovem livre e solteiro para ser um Gunner - mais é claro que isso ajuda. Steve e Duff foram presos, mas até para a mais dedicada das esposas a banda era claramente uma rival difícil de lidar. Em abril de 1990, o Guns N'Roses participaram de um show de caridade em Indianápolis. Seus lançamentos neste ano ficaram praticamente no anonimato, resumindo-se em faixas em discos de vários artistas. Não que houvessem algo de errado com a música deles. Uma gravadora pegou o "Knockin'On Heaven's Door", uma das favoritas do público, e incluiu na trilha sonora do filme "Dias de Trovão", enquanto a "Civil War" era dada de presente a George Harrison - que montou um álbum chamado "Nobody's Child" para arrecadar fundos para os órfãos da Romênia. A imprensa não noticiou esse lado generoso do Guns. A grande notícia de 1990 foi a partida de Steven Adler, em julho, que causou a primeira mudança na equipe desde 1985. Amigo de Slash de longa data, seu envolvimento com drogas vinha afetando seu trabalho."Ele estava mentindo para nós (sobre deixar de usar drogas). Eu estava tentando fazer a cabeça dele mas isso nunca aconteceu..."disse Slash. A gravadora chiava por um novo álbum, portanto eles precisavam achar rapidamente um substituto.


Após uma seleção relâmpago, foi escalado Matt Sorum, do The Cult. Sorum se juntou ao tecladista Dizzy Reed como membros permanentes e os dois novos gunners estrearam na banda durante o Rock in Rio II, no Maracanã, Rio de Janeiro, em janeiro de 1991. Para aqueles que esperavam por uma apresentação choca e desencontrada, os shows do Rock in Rio foram uma belíssima surpresa. Quando Dizzy não estava nos teclados, Axl insistia para que ele contribuísse na percussão, mesmo nas mú-sicas que ele nunca havia tocado antes. Nas guitarras, Izzy e Slash detonaram seus riffs em total comunhão. Matt Sorum provocou um terremoto sonoro, sobre o qual Duff pôde deitar e rolar com seu baixo, enquanto Axl corria o palco como um leão. Eles até ousaram três canções novas,"Pretty Tied Up","Double Talkin' Jive" e "Bad Apples", enquanto "Estranged" ficou ensaiduichada entre "Sweet Child"e "Rocket Queen". Ao final da apresentação, um suado Axl Rose declarava "esse foi o melhor show que já fizemos". Apesar do sucesso, a crítica passou a cobrar um novo LP do grupo. O mundo inteiro esperava um álbum, mas por muitos meses só havia um nome, Use Your Illusion, inspirado numa pintura que Axl vira. Em 13 de janeiro de 1991, os gunners finalmente entraram no Rumbo Studios de Los Angeles, com Mike Clink novamente no controle. E logo veio a notícia de que tinham 36 músicas para um novo dis- co a ser lançado em abril. O problema agora era qual delas escolher. Mas o que na verdade acabou acontecendo foi o lançamento do single "Don't Cry" em junho, um sucesso nas paradas. Guns N'Roses estava de volta.
Os álbuns duplos "Use Your Illusion" surgiram afinal em julho, cheio de épicos como "November Rain" e a anti-drogas "Coma", ambas com mais de 10 minutos. O anúncio do novo disco, acompanhado de uma turnê, agitou o mundo do rock. Todos queriam ver o show. O primeiro marcado pela banda na Inglaterra, no Wembley Stadium (Londres), em agosto, vendeu 47 mil ingressos só no primeiro dia de vendas. Tiveram início especulações sobre o lançamento de um álbum ao vivo ao final da turnê, engordando as vendas das nove milhões de cópias de Appetite For Destruction e três milhões e 250 mil cópias de GN'R Lies. Tudo deu certo para Slash, que passou um ano fora tocado com grandes nomes como Bob Dylan, Michael Jackson, Iggy Pop e Lenny Kravitz. Mas longe de se tornar uma estrela menor do cenário, ele preferiu a química do Guns."se não fosse Axl eu poderia estar ainda procurando um cantor", resaltou. "Sair do nada e chegar a tal ponto foi uma grande virada na minha cabeça. Agora que aconteceu, e nós conseguimos nos manter juntos, eu não acredito que teremos esse tipo de problema de novo". Izzy também estava feliz por estar de volta à ativa."Existe vida depois do Guns N' Roses?", perguntou. "Nós morreremos muito cedo para ver isso. Quando a banda morrer, eu morro também". Deve ter sido um caso de reencarnação, pos agora todos sabem que, ao menos para Izzy, existe vida fora do Guns, sim. Em 7 de novembro de 1991, o guitarrista que "morreria" se a banda morresse decidiu deixar o Guns, porque não estava mais afim de excursionar. A saída foi pacífica (ao contrário do affair Steven Adler, que deu uma de inocente e processou a banda por tê-lo induzido ao vício).


Sem perder tempo, Axl e Slash elegeram o guitarrista Gilby Clarke (ex-Kill For Thrills) como novo gunner e substituto de Izzy. Quanto a Axl. o grande e difícil, não há como negar sua força como o frontman da mais perigosa banda de rock da atualidade. Controvérsia parece ser sua eterna companheira e ele não faz por menos: com o lançamento de Use Your Illusion, Axl arrumou atritos generalizados com a imprensa musical dos EUA e Inglaterra, chegando a citar os nomes de vários jornalistas e revistas alimentavam seu desafeto na canção "Get in the Ring", onde, entre outras ofensas, mandava todos "à merda". Mas agora a poeira baixou e, como sempre, a última palavra sobre o futuro da banda cabe a Axl Rose."Eu não vou dizer que nós estaremos aqui para sempre - mas eu espero escrever o tipo de música que permaneça por um longo tempo".


Os gunners sempre foram cercados de confusão. Fora as 2 mortes em Doningotn e a série de prisões, em 2 de julho de 1991, o Guns N' Roses foi tocar em St. Louis, uma mistura de motoqueiros, autoridades e "A Banda Mais Perigosa do Mundo" acabou num dos maiores incidentes da historia do Rock: - Os problemas começaram antes mesmo da banda começar a tocar, os caras que cuidavam do estacionamento do local do show não reconheceram Axl, que não o deixariam estacionar no lugar privativo onde a banda tinha direito, bom isso não deu nem pro cheiro comparando-se ao que viria depois. A banda SkidRow abriu o show para o GN'R como de costume, e depois de um tempo o GN'R finalmente entraram no palco, conhecendo Axl, ja dava pra saber como estava sua cabeça com os problemas para chegar até o show. A banda abriu seu show com "Perfect Crime" e "Mr. Browstone", a multidão que assistia o show consistia além dos regulares fãs de guns e membros de um grupo de motoqueiros locais. Um desses membros do grupo de motoqueiros conhecido pelo apelido de "Stump" era um problema. Ele não só provocou outros fãs do GN'R como o proprio Axl chamando a atenção do vocalista o tempo inteiro. Stump levou folhas onde escrevia coisas e queria que fosse passado para o proprio Axl ler. Depois da primeira parte do show, Axl pegou uma das anotações, e eu: "Então voce é o Stump do grupo de motoqueiros The Saddle Tramps.", valeu a pena interromper o show para isso indagou Axl. Então ele disse "Realmente uma graça de bosta". Axl prosseguiu o show, mas Stump continuava enchendo o saco de Axl, até que tirou uma máquina fotografica de seu bolso (O que é proibido em shows), Axl então parou de cantar "Rocket Queen" bem no meio da musica e disse "Hey peguem aquilo.... peguem aquilo agora!! .....peguem o cara e aquilo", falando para os seguranças se referindo da máquina fotográfica que Stump carregava. O problema é que os seguranças eram amigos do grupo de motoqueiros, e não fizeram nada em relaçao a Stump, deixando Axl puto da vida, então ele fez o que qualquer pessoa faria (ou quase todas), Axl disse"Eu pego então maldição!!", pulou na multidão, discutiu com o cara, tomou a máquina jogando-a no chão e deu alguns socos na cara do filho da puta!! Os seguranças tiraram Axl dali, voltando ao palco, Axl manda a banda parar de tocar, e diz "Bem, graças a segurança de merda eu estou indo pra casa!", atacando o microfone no chao e saindo do palco.

A multidão estava indignada, para piorar os membros do grupo de motoqueiros subiram no palco e comçaram a correr em cima dele, a polícia chegou e deu umas porradas nos caras tirando os do palco, então a multidão começou a jogar cadeiras nos policiais que estavam em cima do palco. Os policiais, por sua vez, jogavam de volta as cadeias no público, o que provocou a série de pancadaria entre o público e os policiais, resultando no fim das contas um total de 60 feridos, prejuizos de mais de 200.000 dólares e que fez a midia colocar Axl sendo o responsavel pelo incidente, quando a policia foi quem provocou a ira do publico. Axl foi levado á corte no mesmo ano e em Julho de 1992 foi preso em Nova York condenado pela justiça e solto mais tarde usando uma camisa "St Louis sux".


Em 2 de Julho de 1992, Axl e cia. estavam no melhor ano da banda, com o duplo lançamento dos albuns Use Your Illusion, a banda estava entre as 3 mais populares do rock naquela época, mas sempre cercada de brigas e boatos de confusão. Onde quer que Axl aparecia, a confusão ia atras. Naquele ano de 1992, a MTV premiava as melhores bandas e video clipes do ano. E foi nos bastidores da MTV que Axl quase enfia a porrada em Kurt e sua esposa Courtney Love; - O caso é dificil de ser relatado, afinal, Kurt dá sua versão da história e Axl Rose a sua. Mas ambos contam o mesmo final, os dois nunca mais se falaram novamente. O que se sabe de fato é que Courtney Love foi quem provocou a briga entre os dois, no camarim da MTV americana, não se sabe o que Courtney disse para axl ou fazia para ele se irritar com ela. Kurt disse uma vez que Courtney apenas brincou com Axl se ele queria ser o padrinho de Francis Cobain (filha de Kurt e Courtney), Axl teria se irritado e apontou o dedo em direçao ao Kurt dizendo "Faça essa maldita cadela calar a boca", segundo Kurt, ele apenas riu para Axl não entendendo o razão de ele ter ficado puto. A versão de Axl, é que Courtney estava o aborrecendo durante um bom tempo, e por isso ele mandou que Kurt a fizesse calar a boca, antes que ele mesmo o faria. A confusão não parou por aí, após o Nirvana apresentar uma de suas músicas no MTV Awards, ele provocou mais ainda Axl na frente de todos repetindo ao microfone "Oi Axl, onde esta voce Axl?....Oi Axl, onde esta você Axl". Se sabe que os dois nunca mais se olharam ou falaram, muito menos estiveram nos mesmos shows, Axl fez uma relação das 10 bandas mais influentes do rock dos anos 90 e não citou o Nirvana. Kurt por sua vez, parecia estar mesmo com Axl intalado na garganta, perguntado se o Pearl Jam era seu inimigo ele respondeu: "Pra que termos o Pearl Jam como inimigo, quando já temos um como o Guns N' Roses".
Em 93 é lançado o álbum "The Spaghetti Incident", disco repleto de covers de diversas bandas e incluindo ainda uma música escondida no fim do disco ,escrita pelo famoso assassino e serial killer Charles Manson intitulada "LOOK AT YOUR GAME GIRL", que acabou recebendo duras criticas da mídia.


Em 94 Axl é processado por agressão pela sua ex-esposa e pela sua ex-namorada Stephanie Seymour.
Em 95 Gilby Clarke se desliga da banda e entra com processo por uso indevido do seu nome, nesse mesmo ano em 21 de outubro morre Shannon Hoon (vocalista da banda Blind Melon, que havia participado da gravação de algumas músicas da banda) aos 28 anos vitima de overdose, ele é achado morto no ônibus da banda, em New Orleans.
Em 96, morre a mãe de Axl, e Steven Adler ganha o processo que movia contra a banda pedindo parte dos lucros da venda do disco "Apettite for Destruction", Axl compra os direitos do nome GUNS N' ROSES.
Em 97, morre West Arkeen grande letrista e amigo da banda por causa de uma overdose de "remédios" que ele estava tomando devido ao acidente doméstico que havia sofrido com sua churrasqueira, que o deixara com queimaduras de 2º e 3º pelo corpo.


Em 98, é prometido para o segundo semestre o lançamento do tão esperado novo álbum do Guns N' Roses (A banda ainda continua com a formação indefinida)...... Mas nada disso acontece, Axl ressurge na mí-dia com a notícia de seus problemas com a segurança do aeroporto de Phoenix, Arizona (USA).
Enquanto isso os ex-membros continuam na ativa Duff lança o àlbum 10 minute warning e Izzy o seu segundo àlbum 117 degrees. Steven Adler mais uma vez tem problemas com a lei.


E no fim deste mesmo ano a Geffen já começa a levantar a poeira, preparando o terreno para a volta da banda, com o lançamento nos Estados Unidos da coletânea "Use Your Illusion", uma mescla dos dois álbuns, e o video intitulado "Welcome to the videos" , com os 13 melhores videos da banda. E finalmente o Website oficial da banda !!!
Em 99 o ano foi forte em lançamentos, com a regravação da música "Sweet Child O' Mine" por Sheryl Crow e também da própria banda com sua nova formação. Axl resolve depois de anos, aparecer na mídia com boas notícias dando entrevistas para diversas fontes e revelando os planos da banda, que lançou em outubro a música "Oh my God" que está na trilha sonora do filme "End of Days" e finalmente o tão esperado àlbum ao vivo da banda, um àlbum duplo. Axl concede uma entrevista exclusiva a Mtv em que fala que o provavel nome do novo disco que só saíra em 2000, será "Chinese Democracy".


Mas ele não saiu. Em 2000 Axl retornou aos palcos. Ele aparece de surpresa em um show do Gilby Clarke. Ele foi levado ao palco e contou com Gilby "Dead Flowers" e "Wild Horses", ambas dos Stones.
Mas o mundo pirou mesmo foi com os dois shows do Guns com a nova banda. O primeiro, feito na virada do milênio em Las Vegas, na pequena House Of Blues e o segundo no Rock In Rio 3. O show do RiR foi sensacional. O cara mandou mundo bem e mostrou que a mova banda é capaz de tocar as músicas antigas. Claro, eles precisam de um pouco mais de ensaio, mas ta muito bom...


 

Hosted by www.Geocities.ws

1