Geraldo
Vandré |
Geraldo Pedrosa
de Araújo Dias nasceu em Pessoa PB em 12 de Setembro
de 1935. Apresentou-se num programa de calouros na Rádio
Tabajara de João Pessoa quando tinha 14 anos. Em
Nazaré da Mata, onde cursava o ginásio em
internato, participou de alguns shows organizados para as
missões. Foi para o Rio de Janeiro RJ em 1951, e
nesse mesmo ano se apresentou no programa de calouros de
César de Alencar, no qual foi desclassificado. Aproximou-se
então de Ed Lincoln, que nessa época tocava
com Luís Eça, na boate do Hotel Plaza, tentando
cantar nos intervalos das apresentações. Em
1955, com o pseudônimo de Carlos Dias, defendeu a
canção Menina (Carlos Lyra) num concurso musical
promovido pela TV-Rio. Mais tarde, o encontro com o folclorista
Valdemar Henrique abriu-lhe a oportunidade de se apresentar
no programa da Rádio Roquete Pinto, usando o nome
Vandré, que resultou da abreviatura do nome do pai,
José Vandregisilo. Cursou a Faculdade de Direito,
do Rio de Janeiro, época em que participou do Centro
Popular de Cultura, da extinta União Nacional dos
Estudantes, onde conheceu seu primeiro parceiro, Carlos
Lyra.
Passou então
a interessar-se mais pela composição, abandonando
a idéia de tornar-se cantor. Fez a letra da música
de Carlos Lyra Quem quiser encontrar o amor, gravada por
ele em abril de 1961 em 78 rpm, na RGE, e em 1962 por Carlos
Lyra no LP O sambalanço de Carlos Lyra, pela Philips.
Esta música seria incluída no episódio
"Couro de gato" do filme Cinco vezes favela, trabalho
produzido pelo Centro Popular de Cultura.
Em 1962 apresentou-se
no Juão Sebastião Bar, em São Paulo
SP, iniciando trabalhos com Luís Roberto, Baden Powell
e Vera Brasil. Nesse mesmo ano gravou com Ana Lúcia
o Samba em prelúdio (Baden Powell e Vinícius
de Moraes), pela Áudio Fidelity, com grande sucesso,
e compôs com Carlos Lyra o samba Aruanda.
Em
dezembro de 1964, gravou na Áudio Fidelity seu primeiro
LP, apresentando a toada Fica mal com Deus, além
de Menino das laranjas (Téo de Barros). Em 1965 defendeu
Sonho de um Carnaval (Chico Buarque) no I FMPB, da TV Excelsior
de São Paulo. No mesmo festival, inscrevera sua composição
Hora de lutar, que não se classificou. Essa música
foi gravada, no mesmo ano, num LP homônimo. Nesse
período, musicou o filme de Roberto Santos A hora
e a vez de Augusto Matraga. No ano seguinte lançou
pela Som Maior o LP Cinco anos de canção,
que incluía Pequeno concerto que virou canção,
Canção nordestina e Rosa flor (com Baden Powell).
Venceu em São Paulo o FNMP, da TV Excelsior, com
a música Porta-estandarte (com Fernando Lona), defendida
por Tuca e Airto Moreira, assinando depois contrato com
a Rhodia para excursionar pelo Nordeste com o Trio Novo,
formado por Téo (violão), Airto Moreira (viola
caipira) e Heraldo (percussão). Nesse mesmo ano de
1966 venceu ainda o II FMPB, da TV Record, de São
Paulo, com Disparada (com Téo de Barros), na interpretação
de Jair Rodrigues, do Trio Novo e do Trio Maraia, empatando
com A banda (Chico Buarque). Obteve ainda o segundo lugar
no I FIC, da TV-Rio, do Rio de Janeiro, com O cavaleiro,
parceria com Tuca, que também foi interprete. Em
1967 a TV Record, de São Paulo, concedeu-lhe um programa
próprio, Disparada, com direção de
Roberto Santos.
Inscreveu Ventania (com Hilton Accioly) no III FMPB, que
foi desclassificada, e De serra, de terra e de mar (com
Téo de Barros e Hermeto Pascoal), no II FIC, da TV
Globo, do Rio de Janeiro, que também não obteve
classificação. Nesse ano conseguiu sucesso
com Arueira e com o frevo João e Maria (com Hilton
Accioly). No mesmo período compôs, a convite
dos padres dominicanos de São Paulo, a Paixão
segundo Cristino, alegoria da crucificação
de Cristo num contexto nordestino; participou do programa
Canto Geral, depois Canto Permitido, da TV Bandeirantes,
de São Paulo. Em 1968 gravou o LP Canto geral pela
Odeon, com Maria Rita, O plantador (com Hilton Accioly)
e músicas suas desclassificadas em festivais. Participou
ainda do IV FMPB, com Bonita (com Hilton Accioly). A música
foi apresentada duas vezes, pois se desentendera com o parceiro,
rompendo com o Trio Maraia. Nas eliminatórias para
o III FIC, em São Paulo, causou impacto com a apresentação
de Pra não dizer que não falei de flores,
ou Caminhando; defendeu-a no festival com o Quarteto Livre,
integrado por Naná (tumbadora), Franklin (flauta),
Nelson Ângelo (violão) e Geraldo Azevedo (violão
e viola), tendo-se classificado em segundo lugar. A música
teve grande êxito, tornando-se uma espécie
de hino estudantil, mas teve seu curso interrompido pela
censura. Esteve no exílio, inicialmente no Chile
(1968), onde compôs a música Desacordonar,
com que venceu um concurso, enquanto Caminhando se tornava
sucesso.
Obrigado a deixar o pais, pois se apresentara em televisão
como profissional sem a devida licença, seguiu para
a Argélia, onde assistiu ao Festival Pan-Africano,
viajando depois para a então Republica Federal da
Alemanha, ocasião em que gravou alguns programas
para a televisão da Baviera. Esteve na Grécia,
Áustria, Bulgária, cantando em povoados do
interior. Na Itália, Sérgio Endrigo regravou
músicas suas. Em Paris, França, remontou com
um grupo de artistas brasileiros a Paixão segundo
Cristino, na igreja de Saint-Germain des Pres, na Páscoa
de 1970. Trabalhou com um novo tipo de composição,
montada apenas com assobios e sons de violão, com
forte ritmo nordestino. Gravou o LP Das terras de Benvirá,
lançado no Brasil pela Philips em 1973, com Na terra
como no céu, Canção primeira e De América.
Ainda em 1973 gravou apresentações para o
programa de Flávio Cavalcanti e para o Fantástico,
da TV Globo, mas foram censuradas. Em 1982, em Presidente
Stroessner, Paraguai, apresentou-se em um show, rompendo
silêncio de 14 anos. Em março de 1995 apresentou-se
no Memorial da América Latina, em São Paulo,
no concerto realizado pelo IV Comando Regional (CONAR),
em comemoração a Semana da Asa. Na ocasião,
um coral de cadetes lançou sua música Fabiana,
uma homenagem a FAB.
Em 1997 o Quinteto Violado lançou o CD Quinteto Violado
canta Vandré (selo Atração), incluindo
antigos sucessos e apenas uma música inédita:
Republica brasileira. Ainda em 1997, Elba Ramalho, Geraldo
Azevedo e Zé Ramalho regravaram Disparada e Canção
da despedida no CD Grande encontro 2.
Outro documento sobe Geraldo
Vandré
PERFIL
Geraldo Pedrosa de Araújo Dias *12/set/1935 em João
Pessoa - Paraíba
Geraldo Vandré foi o primogênito do médico
José Vandregísilo e de D. Maria Eugenia. Seu
gênio irriquieto fez com que seu pai o internasse
no Colégio São José, em Nazaré
da Mata, no interior do Pernambuco, ainda criança,
preocupado com sua educação. Desde cedo, já
manifestava seu desejo de ser cantor de rádio, participando
dos festivais de canto do colégio. Em 1951, a família
se muda para o Rio de Janeiro, o que, sem dúvida,
fez crescer sua intenção de participar do
mundo artístico. Chegou a representar a Paraíba
no Programa César de Alencar, com o nome de Carlos
Dias (Carlos de seu ídolo Carlos José e Dias,
seu sobrenome). Em 1955, com o pseudônimo, defendeu
a canção Menina (Carlos Lyra) num concurso
musical promovido pela TV-Rio. Percorria as rádios
do Rio, o disco, que com o patrocinio de sua mãe,
havia gravado. Nessa procissão conheceu e tornou-se
amigo de Valdemar Henrique, compositor e folclorista que
comandava um programa na rádio Roquette Pinto e vários
artistas como Ed Lincoln, Luís Eça e Baden
Powell. Quando foi prestar o vestibular para o curso de
Direito, na então Universidade do Distrito Federal,
já havia surgido Geraldo Vandré. Aprovado,
começou a participar do movimento estudantil da época,
integrando rapidamente o Centro Popular de Cultura da UNE.
Foi lá que conheceu Carlos Lyra.
Suas primeiras composições foram parcerias
com Carlinhos Lyra: "Quem quiser encontrar o amor"
e "Aruanda", que foram gravadas pelo parceiro.
A primeira seria incluída no episódio "Couro
de gato" do filme Cinco vezes favela, trabalho produzido
pelo Centro Popular de Cultura. Após diplomar-se
passou a dedicar-se de corpo e alma à música.
Gravou "Samba em prelúdio" (Vinícius
de Moraes/Baden Powell) com a cantora Ana Lúcia e
quando parecia que sua ligação com a bossa-nova
era definitiva, selada em "Pequeno Concerto que virou
canção", Vandré decidiu que a
música que abraçaria tinha muito mais a ver
com suas raízes, e em 1963 compõe "Canção
nordestina", uma toada como as que tanto ouviu na infância.
A música "estreou", causando impacto num
show de bossa-nova, no colégio Mackenzie.
Casa-se, pela primeira vez, em 1964, com Nilce Tranjan,
que seria importante apoio no início de sua carreira.
No início do ano, havia sido lançado o primeiro
LP, Geraldo Vandré, que continha músicas como
"Fica mal com Deus". O trabalho não tem
o reconhecimento que Vandré esperava. É chamado
pelo cineasta Roberto Santos, em 1965, para compor a trilha
sonora de A Hora e a Vez de Augusto Matraga, e o faz com
maestria. É nesse ano que interpreta a composição
de Chico Buarque, "Sonho de um Carnaval", no I
Festival de Música Popular Brasileira da extinta
TV Excelsior, conseguindo o 6º lugar. Seu 2º LP,
Hora de Lutar, é desse ano. Nesse trabalho, entre
outras jóias, está a canção
"Ladainha", uma antevisão da criação
do MST e contém a participação especial
de Baden Powell.
Em 1966, participa e vence o II Festival da TV Excelsior,
com uma marcha-rancho composta em parceria com Fernando
Lona: "Porta-Estandarte". Essa vitória
propicia a realização de uma tournée
pelo Nordeste do Brasil, onde é acompanhado pelo
Trio Novo, formado por Theo de Barros, Heraldo do Monte
e Airto Moreira, tres dos maiores instrumentistas brasileiros
de todos os tempos, a quem se agregou, no fim da tournée,
Hermeto Paschoal, transformando-se em Quarteto Novo. Com
Theo de Barros compõe "Disparada", 1º
lugar no Festival da TV Record de 1966, empatada com A Banda
de Chico Buarque. Com Tuca, compõe "O Cavaleiro"
que atinge o 2º lugar no I Festival Internacional da
Canção, no Rio. Finalmente, esse desempenho
fez com que algumas portas fossem abertas para Vandré.
Comanda, em 1967, os programas: Disparada, na TV Record,
Canto Geral (depois Canto Permitido), na TV Bandeirantes
e Caminhando, na TV Globo. Não consegue repetir os
sucessos nos festivais desse ano. Nem "Ventania"
ou "De como um homem perdeu seu cavalo e continuou
andando", na Record, nem "Da serra, da terra e
do mar", no FIC, foram classificadas.
Em 1968, o casamento de Vandré chega ao fim. Compõe
"Caminhando" ("Prá não dizer
que não falei das flores"), que chega ao 2º
lugar no Festival da TV Globo desse ano, perdendo para Sabiá
(Chico Buarque/Tom Jobim), apesar de ser a preferida do
público, que a canta em uníssono no Maracanãzinho,
proporcionando um dos momentos mais emocionantes da MPB.O
ambiente político carregado da época ( o AI-5
estava se aproximando), tornou a música proibida
e seu autor "persona non grata" pelos donos do
poder. Apesar de nunca ter sido preso ou torturado fisicamente,
pela ditadura militar, as limitações e pressões
impostas ao seu processo de criação o levaram
para o exílio no Chile. Passaria ainda pela França,
Argélia, Alemanha, Austria, Grécia e Bulgária,
nos 4 anos que precisou ficar fora do país. No Chile
(1978) compôs a música "Desacordonar",
com que venceu um concurso.
Em 1970, na França, remontou com um grupo de artistas
brasileiros a Paixão segundo Cristino, na igreja
de Saint-Germain des Prés, na Páscoa de 1970.
Trabalhou com um novo tipo de composição,
montada apenas com assobios e sons de violão, com
forte ritmo nordestino. Grava com o Quinteto Violado, o
LP Terras do Benvirá, que só seria lançado
no Brasil em fins de 1973. Casa-se em 1971, com a socióloga
Ana Clara Fabrino Batista, com quem viveria até 1974.
Em julho de 1973, havia voltado ao Brasil, apesar de continuar
a ser "observado de perto" pelos militares e impedido
de exercer sua atividade de cantor e compositor, ficando
fora da mídia até a anistia.
Foi nessa época que conhecí Vandré
pessoalmente. Eu estudava medicina na Unicamp e participava
do movimento estudantil como membro da diretoria do Centro
Acadêmico da Faculdade, que ficava no centro de Campinas.
Um dia, de imprevisto, Vandré apareceu no Centro
Acadêmico. Então, perguntou para mim se poderia
usar o piano que havia na sede. A surpresa, afinal ele era
um mito para qualquer um que participasse dos movimentos
de resistência da época, só me fez dizer
que sim. Ele sentou-se ao piano e ficou horas pesquisando
sonoridades. Nesse primeiro dia, não conversamos
nada. Vandré voltou muitas vezes ao CA e refeito
do impacto, procurei o diálogo. E, apesar dele não
estar acessível no início, com o tempo se
abriu um pouco. Eu me lembro de suas opiniões sobre
a cultura (ele dizia que ela se manteria viva em qualquer
circunstância) e sobre o tempo (dizia que cada um
tinha o seu tempo e que eu não poderia deixar o meu
passar). Nunca tive coragem de perguntar sobre seu passado
imediato, mas acho que ele não me reponderia nada.
Assim como apareceu, sem nenhum aviso ou adeus, ele deixou
de ir tocar o piano do Centro Acadêmico. Não
sei se ele ainda se lembra disso, mas esses contatos ficaram
marcados na minha memória.
Depois da anistia, Vandré se apresentou duas vezes,
em 82 e 85, no Paraguai e em 94 lançou a música
"Fabiana", em homenagem à FAB. Voltou a
se tornar notícia, em entrevista concedida em 1991
ao Jornal Mural da Paraíba. Em março de 1995
apresentou-se no Memorial da América Latina, em São
Paulo, no concerto realizado pelo IV Comando Regional (CONAR),
em comemoração à Semana da Asa. Na
ocasião, um coral de cadetes cantou sua música
Fabiana. Em 1996, é lançado um CD duplo, com
21 faixas, dando um apanhado geral da obra de Geraldo Vandré.
Em 2000, fazendo parte da coleção Enciclopédia
Musical Brasileira, o cd de Geraldo Vandré apresenta
todas as faixas de Hora de Lutar (de 1965) acrescidas de
duas faixas bonus: "Disparada" (em gravação
ao vivo de 1968) e "Prá não dizer que
não falei das flores" (em gravação
de estúdio).
Em recente entrevista ao jornal virtual CliqueMusic, Vandré
revelou que pretende gravar um disco em parceria com Zé
Ramalho, no Uruguai, mas, sem pressa. Depois de 30 anos,
é a chance de voltarmos a apreciar o seu trabalho.
Ideologia
"Vem, vamos embora que esperar não é
saber. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer."
Prá não dizer que não falei das flores
- Geraldo Vandré
"Mas o mundo foi rodando, nas patas do meu cavalo e
os sonhos que fui sonhando, as visões se clareando,
as visões se clareando até que um dia acordei.
Então não pude seguir valente lugar-tenente
de dono de gado e gente, porque gado a gente marca, tange,
ferra, engorda e mata. Mas com gente é diferente."
Disparada - Geraldo Vandré/Theo de Barros
"Eu vou levando a minha vida , enfim, cantando, que
canto sim. E não cantava se não fosse assim.
Levando, prá quem me ouvir, certezas e esperanças
prá trocar por dores e tristezas, que bem sei, um
dia ainda vão findar."
Porta-estandarte - Geraldo Vandré/Fernando Lona
"A canção, que eu trago agora, fala de
toda a nação. Andei pelo mundo afora, querendo
tanto encontrar um lugar prá ser contente, onde eu
pudesse mudar. Mas a vida não mudaria, mudando só
de lugar."
Ventania - Geraldo Vandré/Hilton Accioly
Gigliola
Cinquetti (Verona, 20/12/1947) é uma cantora italiana.
Com
seu timbre inigualável, aos 16 anos já venceu
o Festival de San Remo com a canção Non ho
l'età (tradução literal: "Não
tenho idade"), de Nicola Salerno e letra de Mário
Panzeri. Essa vitória levou-a à sua participação
no Festival eurovisão da canção interpretando
a mesma canção, obtendo uma nova vitória.
Em 1966 gravou a música Dio, Come Ti Amo! (de Domenico
Modugno), que fez tanto sucesso que a levou para o cinema,
para participar do filme homônimo.
Filmografia
* I Cavalieri che fecero l'impresa (2001)
* Dio, come ti amo! (1966) .... Gigliola Di Francesco
* Testa di rapa (1966) .... Angelina
* Questi pazzi, pazzi italiani (1965)
* Canzoni bulli e pupe (1964)
* Il Professor Matusa e i suoi hippies (1964)

Gilberto
Gil
Nascido em Salvador, passou a infância em Ituaçu,
no interior da Bahia, onde começou a se interessar
pela música das bandas da cidade e pelo que ouvia no
rádio, como Orlando Silva e Luiz Gonzaga. Aos 9 anos
muda-se para Salvador com a irmã, para terminar o colégio,
e começa a aprender acordeom. Durante a juventude intensifica
os estudos musicais, formando aos 18 anos o conjunto Os Desafinados.
No fim dos anos 50, João Gilberto se torna uma influência
importante para Gil, que passa a tocar violão. Na faculdade,
faz contato com a música erudita contemporânea
por meio do vanguardista grupo de compositores da Bahia, que
incluía Walter Smétak e Hans Joachim Koellreuter.
Em 1962 grava o primeiro compacto solo ("Povo Petroleiro"
e "Coça Coça, Lacerdinha"), e conhece
Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gal Costa. No ano seguinte,
com a entrada de Tom Zé no grupo, fazem o show "Nós,
Por Exemplo", no Teatro Vila Velha, em Salvador, que
inaugura a carreira dos quatro artistas. Logo em seguida Gilberto
Gil se muda para São Paulo, onde trabalha na empresa
Gessy-Lever durante o dia e freqüenta bares e casas de
show durante a noite.
É
nessa época que conhece Chico Buarque, Torquato Neto
e Capinam. Começa a se tornar mais famoso no programa
de televisão O Fino da Bossa, comandado por Elis Regina.
Lá apresenta, entre outras, suas composições
"Eu Vim da Bahia" e "Louvação".
Com o sucesso, abandona o emprego na Gessy-Lever e assina
contrato com a Philips, que lança seu primeiro LP,
"Louvação", em 1967. Já radicado
no Rio de Janeiro, Gil participa de festivais da Record e
da TV Rio e chega a ter seu próprio programa na TV
Excelsior, o Ensaio Geral. Separado da primeira mulher, passa
a viver com a cantora Nana Caymmi, que defende "Bom Dia"
(parceria dos dois) no 3º Festival da Record, em 1967.
No mesmo festival Gil toca "Domingo no Parque" acompanhado
pelos Mutantes, uma das músicas mais impactantes do
festival, classificada em segundo lugar. "Alegria, Alegria",
de Caetano Veloso, classificada em quarto no mesmo festival,
formaria junto com "Domingo no Parque" o embrião
do movimento tropicalista, em boa parte por causa da inserção
de guitarras elétricas em uma música que não
era rock. Em 1968 lançou o LP "Gilberto Gil",
dando início ao Tropicalismo, e tendo ele e Caetano
Veloso como principais figuras. Com uma proposta de antropofagia
de valores culturais estrangeiros baseada em idéias
de Oswald de Andrade, o tropicalismo se concretizou com "Tropicália
ou Panis et Circensis", disco que contou, além
de Caetano e Gil, com Os Mutantes, Torquato Neto, Capinam,
Gal Costa, Tom Zé, Nara Leão e arranjos do maestro
Rogério Duprat.
Em
1969 foi preso pela ditadura militar, e lançou a irônica
"Aquele Abraço", uma de suas músicas
mais famosas. Em seguida partiu com Caetano para o exílio
na Inglaterra. Voltou em janeiro de 1972, para um show em
que lançou músicas como "Oriente"
e "Back In Bahia", do seu disco seguinte, "Expresso
2222". Desde o final dos anos 60 Gilberto Gil se consolidou
como uma das mais criativas e influentes personalidades da
música brasileira. Sempre em sintonia com o que ocorre
de novo na música mundial, seus discos são lançados
em diversos países e sua carreira internacional já
lhe rendeu inclusive um Grammy na categoria Melhor Disco de
World Music em 1998, pelo álbum "Quanta Ao Vivo".
Em 72, revitalizou a cultura nordestina no LP "Expresso
2222", mais tarde, reviu a brejeirice sertaneja em "Refazenda".
Em 79, o álbum "Realce" foi um divisor de
águas em sua carreira, quando começou a flertar
com o reggae e o pop. São desta fase ainda os LPs "Luar",
"Um Banda Um", "Extra", "Raça
Humana", "Dia Dorim, Noite Neon" e "O
Eterno Deus Mu Dança". Sua atualidade pode ser
percebida por meio de seus discos, caso do pioneiro CD "MTV/Unplugged"
(1994), que lançou uma verdadeira mania de discos acústicos
no Brasil, e de "Tropicalia 2" (ao lado de Caetano
Veloso), em que flerta com o rap na faixa "Haiti".
Entre os discos "Quanta" e sua versão ao
vivo, "Quanta Gente Veio Ver", lançou, sem
maior publicidade, "O Sol de Oslo", pelo selo Pau
Brasil, ao lado dos músicos Marlui Miranda, Rodolfo
Stroeter, Bugge Wesseltoft e Toninho Ferragutti. Em 2000 teve
seu maior sucesso radiofônico em vários anos
com o xote "Esperando na Janela", de Targino Gondim,
da trilha sonora do filme "Eu, Tu, Eles", interpretada
por Gil. No mesmo ano iniciou parceria com Milton Nascimento,
cristalizada no disco "Gil e Milton". Dentre seus
muitos sucessos em mais de 35 anos de carreira, os maiores
foram "Preciso Aprender a Só Ser", "Refazenda",
"Expresso 2222", "Eu Só Quero um Xodó"
(Dominguinhos/ Anastácia), "Maracatu Atômico"
(Jorge Mautner/ Nelson Jacobina), "Punk da Periferia",
"Parabolicamará", "Bananeira" (com
João Donato), "Divino Maravilhoso" (com Caetano),
"Filhos de Gandhi", "Haiti" (com Caetano),
"Sítio do Pica-pau Amarelo", "Soy Loco
por Ti America" (com Capinam), "Realce", "Toda
Menina Baiana", "Drão", "Se Eu
Quiser Falar com Deus", "Estrela" e muitas
outras. Nos anos 80 foi vereador em Salvador e milita por
causas ecológicas no Partido Verde.
GORILAZ |
Um
quarteto curioso, uma guitarrista de dez anos, um vocalista
de cabelos azuis, um baixista com nome de um dos integrantes
do Esquadrão Classe A e um baterista duas vezes maior
que seu instrumento. É com esta sucinta descrição
que se pode apresentar o Gorillaz, banda virtual de trip hop
que anda causando frisson na Europa e nos EUA.
Os integrantes são, respectivamente, Noodle, 2D, Murdoc
e Russel.Personagens virtuais que encarnaram músicos
com personalidades e habilidades diferentes.
A
‘banda’ se formou quando o vocalista do Blur,
Damon Albarn, o produtor de hip hop Dan "The Automator"
Nakamura, a guitarrista/vocalista Miho Hatori do grupo Cibo
Matto, o mestre da velha escola do hip-hop Kid Koala e o rapper
Del Tha Funkee Homosapien se encontraram e decidiram criar
um novo formato de grupo para o showbiz. E aí foi só
o cartunista cult Jamie Hewlett, o mesmo criador da HQ ‘Tank
Girl’ se juntar à história pra criar uma
banda alternativa com sua imagem manufaturada em desenho animado.
Hewlett também é responsável pelo projeto
gráfico dos videoclipes e site oficial do grupo.
As
gravações do primeiro disco da banda rolaram
na Jamaica e contaram com a participação do
cantor cubano setentão Ibrahim Ferrer na faixa ‘Latin
Simone’. O single ‘Clint Eastwood’, cujo
clipe virou sensação na Europa, já está
sendo exibido na programação da MTV Brasil e
concorre ao prêmio de Videoclipe Revelação
no Video Music Awards deste ano. Gorillaz já tem quatro
shows marcados pelo Reino Unido, em Edimburgo (24.09), Birmingham
(25.09), Manchester (26.09) e Londres (28.09). As apresentações
da turnê serão feitas num palco com imagens em
telões 3D.
Guns
N' Roses
As
sementes do sucesso do Guns N' Roses foram plantados em 1979,
quando Slash e Steven Adler (ambos então com 14 anos)
se encontraram para ouvir e tocar juntos com os discos do
Kiss num subúrbio de Los Angeles. Na época,
Steve tocava guitarra e Slash, baixo.
Batizado Saul Hudson (nome que ele odeia), Slash nasceu em
Stoke, na Inglaterra, em 1965, mas seus pais, norte-americanos,
logo voltaram a morar na Costa Oeste dos Estados Unidos. Sua
mãe e seu pai estavam ligados à música,
de modo que Slash sempre esteve exposto a diferentes influências
desde pequeno. Mas ele encontrou sua maior inspiração
num encontro com uma namorada, quando ela colocou o LP Aerosmith
Rocks no toca-discos.
Steve Adler foi uma criança selvagem, nascida em Clevevand,
Ohio, em 1965, porém criado em Hollywood. Sua carreira
escolar terminou abruptamente quando ele caiu fora na 10 série-e.
É surpreendente que ele tenha durado tanto quando se
ouvem suas memórias da infância: "A primeira
vez que fiquei chapado foi quando tinha oito anos", afirma
Steve. "Eu estava no banheiro de minha avó e fumei
um baseado". Ele saiu de casa pela primeira vez aos doze
anos e foi viver com a avó. Apesar de não ter
grana pra comprar uma bateria, pelos próximos seis
anos ele imitou seus ídolos - Roger Taylor do Queen,
Keith Moon do The Who e John Bonham do Led Zeppelin.
Axl Rose também teve uma infância tórrida.
Nascido em 1962 na insignificante cidade norte-americana de
Lafayette, Indiana (onde todo mundo conhece a vida dos outros),
ele cresceu sem saber quem era seu pai verdadeiro, que abandonou
sua mãe quando o bebê ainda ensaiava vocais no
berço. Ao descobrir por acaso que ele não era
filho de L.Stephen Bailey - homem que ele achava ser seu pai
natural - adotou o nome W. Rose, ao invés de Bill Bailey,
que ele havia usado por todos estes anos. O nome Axl veio
de uma banda de Lafayette, onde ele cantava. Os problemas
entretanto, pareciam segui-lo onde quer que fosse.
Até na igreja o coro pentecostal o expulsou. "Eu
estava sempre encrencado por cantar as partes dos outros",
lembra. Ele diz ter sido preso mais de vinte vezes em sua
juventude por estar bêbado. Quando foi acusado injustamente
por roubo de carro, ele deixou a cidade. Mas sua reputação
continuou e em Los Angeles as coisas ficaram piores com suas
eternas bebedeiras.
Assim como Axl, Izzy Stradlin também se revoltou contra
os limites da pequena Lafayette, onde ele nasceu em 1962.
"Eu ficava bêbado porque não tinha porra
nenhuma para fazer", diz. Entretanto, Jeffrey Isabelle
(seu nome real) foi esperto e primeiro terminou o colegial
para depois cair fora. A bateria foi sua primeira fuga do
tédio suburbano mas quando ele jogou seu instrumento
na traseira de uma Chevy para tentar sua sorte em Los Angeles
em 1979, Izzy não tinha idéia do quanto sua
aventura iria durar. Ao chegar em Los Angeles em 1979, a vida
de Izzy estava longe de ser glamourosa. Para sobreviver, ele
batalhava no circuito de clubes noturnos, fazendo de tudo.
"Vendi drogas, vendi garotas, fiz o que tinha para fazer.",
relembra Izzy. "Fiquei cinco dias sem comer... só
bebia água. Às vezes você não tem
alternativas". Mas pior do que passar fome, é
passar fome sozinho. As coisas melhoraram quando, na Páscoa
de 1980, Axl bateu a porta de Izzy a procura de um companheiro
de quem ele havia se perdido. Acabou ficando por lá
mesmo e dois anos de luta depois, Izzy já vinha tocando
guitarra bem e a dupla já compunha canções.
Nascia um grupo Hollywood Rose, e, apesar das refeições
vagabundas feitas em pocilgas infestadas de baratas, eles
sentiram que aquilo teria futuro. Ocasionalmente, Chris Weber
juntava-se a eles e acabou sendo um dos compositores de "Anything
Goes". Hollywood Rose surgiu rápido e desapareceu
mais rápido ainda, fundindo-se com uma outra banda
chamada LA Guns, tornando-se Guns N'Roses. A guitarra de Tracii
Guns e a bateria de Rob Gardner completavam o grupo.
O baixo ficou a cargo de Michael Mckagan, mais conhecido como
Duff. Vindo de um subúrbio de Seattle, onde nasceu
em 1964, sendo o caçula de uma família de oito
irmãos, o quinto homem do Guns teve algumas origens
musicais. "Meu irmão Bruce começou a me
ensinar baixo na oitava série.", lembra Duff.
Ele chegou a trocar o baixo pela bateria, mais voltou ao instrumento
original depois de seu kit de bateria ter sido destruído
por uma platéia nada amistosa. O maior ídolo
de Duff era Sid Vicious, dos Sex Pistols, e essa adoração
influenciou bastante a atitude do Guns N'Roses. Enquanto o
irmão de Duff o ensinava a arte de tocar baixo, seu
pai o educava em outros aspectos. "Meu velho me deu uísque
quando eu era bem jovem. Lá pela quarta dose, eu estava
tão bêbado que nem conseguia pronunciar a marca
da bebida." Duff se considera um músico sério
e tocou em pelo menos 30 bandas desde o início de sua
carreira nos bares de Seattle. Ele foi para Los Angeles por
causa de um anúncio à procura de um baixista
que gostasse de Alice Cooper e Aerosmith. O anúncio
era da autoria de... Steven Adler e Slash! Com a chegada de
Duff, surgiu a banda Roadcrew. Mas Duff logo descobriu que
a dupla agitava muito, mas ensaiava pouco. Depois de seis
semanas frustradas, ele desistiu e juntou-se a Axl, Izzy e
os outros integrantes de Guns N'Roses. Quando os outros membros
da banda caíram fora por causa de sua pouca dedicação
à banda, Duff teve a idéia de chamar seus antigos
parceiros Adler e Slash (que dançou numa audição
para o Poison porque era "muito feio").
A química da nova banda funcionou bem e fez fama. Como
uma revista descreveu na época, "são cinco
personalidades diferentes com um denominador comum: arrogância".
Depois de muito ensaio, fizeram sua estréia no clube
Troubadour e saíram na sua primeira (e atrapalhada)
turnê, intitulada Hell Tour. De volta para LA, uma rodada
pelos clubes Roxy, Whiskey e claro,Troubadour. Nesta época,
o repertório do Guns era recheado de covers, como "Jumpin'Jack
Flash" dos Rolling Stones, "Heartbreak Hotel"
de Elvis Presley e "Whole Lotta Rosie" do AC/DC.
As platéias deliravam com os shows do Guns N'Roses,
mas as gravadoras não tinham peito para bancar o novo
grupo. Cansados dessa covardia, o quinteto resolveu lançar
seu próprio disco, sob o selo Uzi Suicide. O explosivo
EP atingiu seu alvo: aumentar o burburinho ao redor da banda.
Isso acabou atraindo a atenção de uma notória
caça-talentos, Vicki Hamilton ("descobridora"
de bandas como Poison e Mötley Crüe). Ao mesmo tempo
assustada e fascinada com o perfil dos cinco gunners, Hamilton
fez deles seus protegidos, ensinou as manhas do show business
e os apresentou à gravadora Geffen Records. O contrato
com a Geffen saiu em 26 de março de 1986, quando os
rapazes puderam ter as primeiras refeições decentes
em anos.
Saciado o apetite pela comida, o Guns N'Roses lançaram
em julho de 1987, seu primeiro álbum, Appetite For
Destruction, que chegou ao topo das paradas e vendeu mais
de seis milhões de cópias só nos Estados
Unidos. Pouca gente sabe, mas o dia 26 de março de
1986 ficará marcado na história do rock'n roll.
Neste dia, Axl, Slash, Steven, Izzy e Duff disseram adeus
à pobreza para sempre, quando finalmente assinaram
um contrato com a gravadora Geffen. Cercado de luxo e pela
primeira vez num estúdio profissional todo equipado,
o Guns N'Roses foi apresentado ao produtor Mike Clink (Ozzy
Osbourne, Survivor). Desse encontro, saiu Appetite For Destruction.
Lançado em julho de 1987, Appetite foi um álbum
que combinou o poder do heavy metal com a ira e a energia
do punk. Versos agressivos foram tão marcantes quanto
o grupo que estourou tímpanos de São Francisco
a Seattle. O sentimentalismo veio do próprio vocalista.
Dada a postura controversa do Guns, ninguém poderia
pôr palavras na boca de Axl Rose. E seus versos frequentemente
de sua própria experiência amarga ."Out
Ta Get Me", por exemplo, foi inspirada - admite o autor
- no período em que viveu preso em Indiana."Rocket
Queen" baseou-se numa antiga namorada "viva... mas
que não deixou saudade". Um pouco mais alegre,"Sweet
Child O'Mine","a primeira música de amor
otimista que eu escrevi", inspira-se na modelo Erin Everly,
que logo tornou-se a senhora Axl Rose. Como não poderia
deixar de ser, também houve controvérsias: "Mr.
Brownstone", defendida pelo autor como uma música
veementemente contra a heroína, quase levou Axl à
cadeia na Austrália, onde ela foi considerada como
incitação ao uso de drogas. E a banda fugiu
para a Nova Zelândia. Musicalmente, o Guns N'Roses era
exatamente oposto aos padrões de som aceitos em Los
Angeles, como Van Halen e Mötley Crüe. "Nós
somos uma banda que saiu de Los Angeles e que já possuía
alguns valores reais do rock". No entanto,"Paradise
City", seu maior sucesso na Inglaterra, revelou o mesmo
Slash soltando uma série de notas que envergonhariam
Santana, enquanto sua guitarra, em "Sweet Child"
era um modelo de precisão.
Essa era uma banda que claramente recusou ser engaiolada.
Apontado como inovador, o grupo tem, na verdade, raízes
que vão muito além do que se imagina - de Rod
Stewart, no início dos anos 70, aos Stones, com a combinação
das guitarras de Keith Richards e Mick Taylor que foram modelos
para Izzy e Slash. Nazareth também foi outro de seus
ídolos: seu guitarrista Manny Charlton foi originalmente
apontado como produtor para seu primeiro álbum, mas
isso acabou não acontecendo. E não apenas a
música foi explosiva; a capa do disco - uma pintura
de Robert Williams sobre uma cena futurista em que um robô
estupra uma mulher - foi escolhida por Axl e teve o efeito
desejado de causar horror em todo o mundo. O álbum
acabou saindo com um desenho menos aterrorizante, mas a ilustração
original sobreviveu no lado interno do álbum. O disco
não foi sucesso do dia para a noite: eles precisaram
percorrer muitas milhas antes de decolar. E isso acabou agradando
Slash."Eu não tive um lugar para morar desde que
deixei a casa de minha mãe. Na rua foi ótimo
porque tínhamos a segurança de um ônibus
e um destino". Seguiu-se uma sucessão de turnês
onde o Guns abriu para Mötley Crüe,The Cult, Iron
Maiden, Aerosmith e até o "padrinho" Alice
Cooper. Eles andaram tão ocupados que não puderam
parar nem para o casamento de Duff - , HAGGIS (o baixista
do Cult), ficou no seu lugar na época. Mas nunca houve
dúvidas sobre a mudança permanente."Nossa
química foi construída entre os cinco",
explica Slash."Quando um de nós falta, ela não
funciona". Isso foi provado quando Steven Adler quebrou
a mão e foi substituído por Fred Coury do Cinderella.
"Com Steve, o andamento muda conforme o humor da música",
diz Slash. "Com Fred é melhor eu ficar dois compassos
à frente".
As constantes viagens finalmente renderam um prêmio
e quando Appetite For Destruction alcançou o auge das
paradas de sucesso dos Estados Unidos, no verão de
1988, 50 semanas já haviam passado. Enquanto isso,
o terceiro single deles,"Sweet Child O'Mine", causou
o mesmo impacto e fez do Guns N'Roses a quinta banda de hard-rock
da história a alcançar o 1º lugar nos EUA,
depois de Bon Jovi (1986), Survivor (1982) e dois outros.
Appetite foi o segundo álbum de estréia, no
heavy metal, que chegou ao topo da parada norte-americana
- Metal Health, do Quiet Riot, foi o primeiro, em janeiro
de 1983. Tal sucesso certamente mexeu com os cinco companheiros."Jamais
pensei em chegar lá integrando uma banda comercial",disse
Duff."E de fato Appetite não é um disco
comercial. Seu sucesso me surpreendeu". De repente, todo
mundo queria conhecê-los, e quando o "Welcome To
The Jungle" foi escolhida para trlha sonora de um filme
de Clint Eastwood, pareceu que eles estavam a caminho de Hollywood.
Mas eles concentraram seus esforços naquilo que sabem
fazer melhor: rock'n'roll. Mesmo seus clips, dirigidos por
Nigel Dick, eram diretos e dotados de uma certa insanidade.
Em 1988, a MTV premiou "Sweet Child O'Mine" como
o melhor vídeo de heavy metal. A Inglaterra demorou
um pouco para reconhecer o fenômeno Guns N' Roses. "It's
So Easy" não chegou exatamente a marcar muitos
pontos.Três noites no clube Marquee, em Londres, em
outubro de 1987, foram gravadas e lançadas em lado
B de singles.
Dez meses mais tarde, em agosto de 1988, o convite para dar
o show no festival Donington's Monsters of Rock foi o reconhecimento
de que eles poderiam dominar o mundo e que isso era apenas
uma questão de tempo. Mas a morte de dois fãs
durante a apresentação do Guns, filmada em vídeo,
foi um desastre para o grupo. Embora no início a banda
tenha tocado sem perceber o incidente, a verdade é
que os dois jovens foram esmagados até a morte enquanto
nos autofalantes se ouvia "It's So Easy". O mesmo
aconteceu com os Rolling Stones na fatídica apresentação
em Altamont, em 1969, quando uma pessoa da platéia
morreu pisoteada frente às câmeras. Antes disso,
quando interrogados sobre suas atitudes e responsabilidades,
os Guns haviam dito que o perigo era inerente a suas músicas
e fazia parte do show."Eu imagino que estamos brincando
com fogo", admitiu Duff."Eu detestaria que acontecesse
qualquer coisa, mas nós não somos do tipo de
pessoas que realmente mudariam sua forma de ser",concordou
Slash."Não que eu justifique abusos e violências
da platéia, mas faz parte da energia que nós
fazemos brotar nas pessoas".Depois de Donington, Axl
lamentou o episódio mas não necessariamente
se arrependeu do que havia dito."Eu não sei realmente
o que pensar sobre isso. Nós não dissemos para
as pessoas socarem umas às outras. Nós não
dissemos para as pessoas beberem até não poder
mais parar em pé, eu não me sinto responsável
dessa forma". Um ano e meio depois de Appetite, a banda
havia percorrido cada milha de estrada de Nova York a Los
Angeles, passando pela Europa e Japão. Entretanto,
era cedo demais para um álbum ao vivo - e a saída
foi engenhosa.
GN'R Lies foi literalmente um disco meio a meio - quatro faixas
tiradas do EP LIVE LIKE A SUICIDE (o EP independente que o
grupo produziu antes de conseguir um contrato) ao lado de
quatro músicas novas para agradar os fãs. Quatro
músicas novas? Talvez só três e meia."You're
Crazy", uma das primeiras músicas que eles escreveram
depois do contrato com Geffen, já havia sido tocado
no Appetite, mas voltou à sua forma original, mais
lenta."Patience" e "Used To Love Her",
não haviam aparecido antes, com outra forma qualquer,
mas sim a letra de "One In a Million" que gerou
muita controvérsia por causa das referências
a "foggots" (viados) e "niggers" (negros,
pejorativamente). GN'R Lies juntou-se as seis milhões
de cópias vendidas pelo Appetite For Destruction em
novembro de 1988, tornando os Guns a primeira banda dos anos
80 ao ter dois álbuns ao mesmo tempo, entre os cinco
primeiros mais vendidos. Apenas os Beatles e poucos outros
conseguiram isso. E, quando o single "Patience"
foi lançado em junho de 1989, Lies já havia
vendido mais de dois milhões de cópias. Se Donington
marcou o início de domínio, outubro de 1989
foi o fim de um ano de problemas e quase o fim da própria
banda.
Os Gunners foram contratados para tocar quatro noites como
convidados especiais dos Rolling Stones no Los Angeles Memorial
Coliseum. Eles esperavam ansiosamente por esse momento, para
varrer Jagger e CIA do palco, mais Axl estava atrasado. E
quando ele finalmente chegou, a situação no
camarim o deixou extremamente relutante a entrar no palco.
Depois de muita insistência do empresário, ele
entrou, com quinze minutos de atraso, para cantar como se
estivesse possesso, e atordoou a multidão acusando
certos membros da banda de "dançar com Mr. Browsnstone",
referindo-se claramente a canção anti-heroína,
do primeiro disco ("Mr. Browsnstone"). Esta seria,
insistiu Axl, sua última apresentação
com os Guns. Na noite seguinte, Slash prometeu publicamente
solucionar suas questões pessoais. Não foi a
primeira vez que Axl teve problemas com o grupo. Dezoito meses
antes ele deixou de se apresentar em Phoenix, foi cortado
e depois reintegrado à banda. Inevitavelmente, a imprensa
teve o que falar, mais o destino da banda era estar mesmo
nas manchetes.
Em Atlanta, Axl foi preso entre um grupo de pessoas que atacou
seguranças. A banda continuou o espetáculo com
solos de Slash e Steve. Axl confessou sua culpa para escapar
de um julgamento. Na Filadélfia, uma briga no estacionamento
acabou levando Axl preso de novo. Dessa vez, o empresário
de turnê, Doug Goldstein, conseguiu soltá-lo
sem pagar fiança. Em Chicago, um empresário
que acusou Axl de imitar Bon Jovi, começou uma briga
que acabou quebrando dezenas de copos e fez com que Axl e
Steve renovassem sua relação com a pancadaria.
Izzy também teve seus momentos. Em Hamburgo, ele e
Duff amarraram o baterista do Faster Pussycat (grupo que abria
para o Guns) e o puseram no elevador. Durante a entrega do
prêmio da MTV de 1989, ele brigou com Vince Neil, cantor
do Mötley Crüe, porque a esposa de Vince acusou
Izzy de ter dito algumas coisas "fortes". Pouco
depois ele se viu novamente encrencado por urinar na passagem
de ar de um avião. Axl, enquanto isso, envolveu-se
numa briga com os ingleses Dogs D'Amour num clube Los Angeles,
enquanto Duff enfrentava um leão-de-chácara
de uma boate em New Orleans. Se no circuito dos clubes a entrada
era problemática para eles, a vida doméstica
de Axl não era muito melhor. Ele ja havia reclamado
de maus tratos por partes de dois policiais que investigavam
as reclamações recebidas sobre músicas
muito altas em seu apartamento. Em outubro de 1990, ele foi
preso porque uma vizinha o acusou de ter quebrado uma garrafa
em sua cabeça. O caso foi resolvido, mas Axl e Erin
Everly, com quem havia se casado em abril, se separaram poucos
meses depois. Axl teve muitas performances impressionantes,
mas nenhuma tão dramática quanto em Reno (Nevada),
em fevereiro de 1991, quanto seu casamento foi anulado. Confessando
ter cometido o maior erro de sua vida, ele acrescentou: "Nós
estivemos juntos apenas por dois meses. Ela estava sempre
com amigos. Eu achava que ela não tinha idéia
do que significava ser esposa - ou não tinha o desejo
de ser".
Nos momentos mais alegres, ele comparou sua relação
com Erin, com a de Jim Morrison e Pamela Courson: "Sempre
brigando mais eram almas gêmeas". Não é
necessário ser jovem livre e solteiro para ser um Gunner
- mais é claro que isso ajuda. Steve e Duff foram presos,
mas até para a mais dedicada das esposas a banda era
claramente uma rival difícil de lidar. Em abril de
1990, o Guns N'Roses participaram de um show de caridade em
Indianápolis. Seus lançamentos neste ano ficaram
praticamente no anonimato, resumindo-se em faixas em discos
de vários artistas. Não que houvessem algo de
errado com a música deles. Uma gravadora pegou o "Knockin'On
Heaven's Door", uma das favoritas do público,
e incluiu na trilha sonora do filme "Dias de Trovão",
enquanto a "Civil War" era dada de presente a George
Harrison - que montou um álbum chamado "Nobody's
Child" para arrecadar fundos para os órfãos
da Romênia. A imprensa não noticiou esse lado
generoso do Guns. A grande notícia de 1990 foi a partida
de Steven Adler, em julho, que causou a primeira mudança
na equipe desde 1985. Amigo de Slash de longa data, seu envolvimento
com drogas vinha afetando seu trabalho."Ele estava mentindo
para nós (sobre deixar de usar drogas). Eu estava tentando
fazer a cabeça dele mas isso nunca aconteceu..."disse
Slash. A gravadora chiava por um novo álbum, portanto
eles precisavam achar rapidamente um substituto.
Após uma seleção relâmpago, foi
escalado Matt Sorum, do The Cult. Sorum se juntou ao tecladista
Dizzy Reed como membros permanentes e os dois novos gunners
estrearam na banda durante o Rock in Rio II, no Maracanã,
Rio de Janeiro, em janeiro de 1991. Para aqueles que esperavam
por uma apresentação choca e desencontrada,
os shows do Rock in Rio foram uma belíssima surpresa.
Quando Dizzy não estava nos teclados, Axl insistia
para que ele contribuísse na percussão, mesmo
nas mú-sicas que ele nunca havia tocado antes. Nas
guitarras, Izzy e Slash detonaram seus riffs em total comunhão.
Matt Sorum provocou um terremoto sonoro, sobre o qual Duff
pôde deitar e rolar com seu baixo, enquanto Axl corria
o palco como um leão. Eles até ousaram três
canções novas,"Pretty Tied Up","Double
Talkin' Jive" e "Bad Apples", enquanto "Estranged"
ficou ensaiduichada entre "Sweet Child"e "Rocket
Queen". Ao final da apresentação, um suado
Axl Rose declarava "esse foi o melhor show que já
fizemos". Apesar do sucesso, a crítica passou
a cobrar um novo LP do grupo. O mundo inteiro esperava um
álbum, mas por muitos meses só havia um nome,
Use Your Illusion, inspirado numa pintura que Axl vira. Em
13 de janeiro de 1991, os gunners finalmente entraram no Rumbo
Studios de Los Angeles, com Mike Clink novamente no controle.
E logo veio a notícia de que tinham 36 músicas
para um novo dis- co a ser lançado em abril. O problema
agora era qual delas escolher. Mas o que na verdade acabou
acontecendo foi o lançamento do single "Don't
Cry" em junho, um sucesso nas paradas. Guns N'Roses estava
de volta.
Os álbuns duplos "Use Your Illusion" surgiram
afinal em julho, cheio de épicos como "November
Rain" e a anti-drogas "Coma", ambas com mais
de 10 minutos. O anúncio do novo disco, acompanhado
de uma turnê, agitou o mundo do rock. Todos queriam
ver o show. O primeiro marcado pela banda na Inglaterra, no
Wembley Stadium (Londres), em agosto, vendeu 47 mil ingressos
só no primeiro dia de vendas. Tiveram início
especulações sobre o lançamento de um
álbum ao vivo ao final da turnê, engordando as
vendas das nove milhões de cópias de Appetite
For Destruction e três milhões e 250 mil cópias
de GN'R Lies. Tudo deu certo para Slash, que passou um ano
fora tocado com grandes nomes como Bob Dylan, Michael Jackson,
Iggy Pop e Lenny Kravitz. Mas longe de se tornar uma estrela
menor do cenário, ele preferiu a química do
Guns."se não fosse Axl eu poderia estar ainda
procurando um cantor", resaltou. "Sair do nada e
chegar a tal ponto foi uma grande virada na minha cabeça.
Agora que aconteceu, e nós conseguimos nos manter juntos,
eu não acredito que teremos esse tipo de problema de
novo". Izzy também estava feliz por estar de volta
à ativa."Existe vida depois do Guns N' Roses?",
perguntou. "Nós morreremos muito cedo para ver
isso. Quando a banda morrer, eu morro também".
Deve ter sido um caso de reencarnação, pos agora
todos sabem que, ao menos para Izzy, existe vida fora do Guns,
sim. Em 7 de novembro de 1991, o guitarrista que "morreria"
se a banda morresse decidiu deixar o Guns, porque não
estava mais afim de excursionar. A saída foi pacífica
(ao contrário do affair Steven Adler, que deu uma de
inocente e processou a banda por tê-lo induzido ao vício).
Sem perder tempo, Axl e Slash elegeram o guitarrista Gilby
Clarke (ex-Kill For Thrills) como novo gunner e substituto
de Izzy. Quanto a Axl. o grande e difícil, não
há como negar sua força como o frontman da mais
perigosa banda de rock da atualidade. Controvérsia
parece ser sua eterna companheira e ele não faz por
menos: com o lançamento de Use Your Illusion, Axl arrumou
atritos generalizados com a imprensa musical dos EUA e Inglaterra,
chegando a citar os nomes de vários jornalistas e revistas
alimentavam seu desafeto na canção "Get
in the Ring", onde, entre outras ofensas, mandava todos
"à merda". Mas agora a poeira baixou e, como
sempre, a última palavra sobre o futuro da banda cabe
a Axl Rose."Eu não vou dizer que nós estaremos
aqui para sempre - mas eu espero escrever o tipo de música
que permaneça por um longo tempo".
Os gunners sempre foram cercados de confusão. Fora
as 2 mortes em Doningotn e a série de prisões,
em 2 de julho de 1991, o Guns N' Roses foi tocar em St. Louis,
uma mistura de motoqueiros, autoridades e "A Banda Mais
Perigosa do Mundo" acabou num dos maiores incidentes
da historia do Rock: - Os problemas começaram antes
mesmo da banda começar a tocar, os caras que cuidavam
do estacionamento do local do show não reconheceram
Axl, que não o deixariam estacionar no lugar privativo
onde a banda tinha direito, bom isso não deu nem pro
cheiro comparando-se ao que viria depois. A banda SkidRow
abriu o show para o GN'R como de costume, e depois de um tempo
o GN'R finalmente entraram no palco, conhecendo Axl, ja dava
pra saber como estava sua cabeça com os problemas para
chegar até o show. A banda abriu seu show com "Perfect
Crime" e "Mr. Browstone", a multidão
que assistia o show consistia além dos regulares fãs
de guns e membros de um grupo de motoqueiros locais. Um desses
membros do grupo de motoqueiros conhecido pelo apelido de
"Stump" era um problema. Ele não só
provocou outros fãs do GN'R como o proprio Axl chamando
a atenção do vocalista o tempo inteiro. Stump
levou folhas onde escrevia coisas e queria que fosse passado
para o proprio Axl ler. Depois da primeira parte do show,
Axl pegou uma das anotações, e eu: "Então
voce é o Stump do grupo de motoqueiros The Saddle Tramps.",
valeu a pena interromper o show para isso indagou Axl. Então
ele disse "Realmente uma graça de bosta".
Axl prosseguiu o show, mas Stump continuava enchendo o saco
de Axl, até que tirou uma máquina fotografica
de seu bolso (O que é proibido em shows), Axl então
parou de cantar "Rocket Queen" bem no meio da musica
e disse "Hey peguem aquilo.... peguem aquilo agora!!
.....peguem o cara e aquilo", falando para os seguranças
se referindo da máquina fotográfica que Stump
carregava. O problema é que os seguranças eram
amigos do grupo de motoqueiros, e não fizeram nada
em relaçao a Stump, deixando Axl puto da vida, então
ele fez o que qualquer pessoa faria (ou quase todas), Axl
disse"Eu pego então maldição!!",
pulou na multidão, discutiu com o cara, tomou a máquina
jogando-a no chão e deu alguns socos na cara do filho
da puta!! Os seguranças tiraram Axl dali, voltando
ao palco, Axl manda a banda parar de tocar, e diz "Bem,
graças a segurança de merda eu estou indo pra
casa!", atacando o microfone no chao e saindo do palco.
A
multidão estava indignada, para piorar os membros do
grupo de motoqueiros subiram no palco e comçaram a
correr em cima dele, a polícia chegou e deu umas porradas
nos caras tirando os do palco, então a multidão
começou a jogar cadeiras nos policiais que estavam
em cima do palco. Os policiais, por sua vez, jogavam de volta
as cadeias no público, o que provocou a série
de pancadaria entre o público e os policiais, resultando
no fim das contas um total de 60 feridos, prejuizos de mais
de 200.000 dólares e que fez a midia colocar Axl sendo
o responsavel pelo incidente, quando a policia foi quem provocou
a ira do publico. Axl foi levado á corte no mesmo ano
e em Julho de 1992 foi preso em Nova York condenado pela justiça
e solto mais tarde usando uma camisa "St Louis sux".
Em 2 de Julho de 1992, Axl e cia. estavam no melhor ano da
banda, com o duplo lançamento dos albuns Use Your Illusion,
a banda estava entre as 3 mais populares do rock naquela época,
mas sempre cercada de brigas e boatos de confusão.
Onde quer que Axl aparecia, a confusão ia atras. Naquele
ano de 1992, a MTV premiava as melhores bandas e video clipes
do ano. E foi nos bastidores da MTV que Axl quase enfia a
porrada em Kurt e sua esposa Courtney Love; - O caso é
dificil de ser relatado, afinal, Kurt dá sua versão
da história e Axl Rose a sua. Mas ambos contam o mesmo
final, os dois nunca mais se falaram novamente. O que se sabe
de fato é que Courtney Love foi quem provocou a briga
entre os dois, no camarim da MTV americana, não se
sabe o que Courtney disse para axl ou fazia para ele se irritar
com ela. Kurt disse uma vez que Courtney apenas brincou com
Axl se ele queria ser o padrinho de Francis Cobain (filha
de Kurt e Courtney), Axl teria se irritado e apontou o dedo
em direçao ao Kurt dizendo "Faça essa maldita
cadela calar a boca", segundo Kurt, ele apenas riu para
Axl não entendendo o razão de ele ter ficado
puto. A versão de Axl, é que Courtney estava
o aborrecendo durante um bom tempo, e por isso ele mandou
que Kurt a fizesse calar a boca, antes que ele mesmo o faria.
A confusão não parou por aí, após
o Nirvana apresentar uma de suas músicas no MTV Awards,
ele provocou mais ainda Axl na frente de todos repetindo ao
microfone "Oi Axl, onde esta voce Axl?....Oi Axl, onde
esta você Axl". Se sabe que os dois nunca mais
se olharam ou falaram, muito menos estiveram nos mesmos shows,
Axl fez uma relação das 10 bandas mais influentes
do rock dos anos 90 e não citou o Nirvana. Kurt por
sua vez, parecia estar mesmo com Axl intalado na garganta,
perguntado se o Pearl Jam era seu inimigo ele respondeu: "Pra
que termos o Pearl Jam como inimigo, quando já temos
um como o Guns N' Roses".
Em 93 é lançado o álbum "The Spaghetti
Incident", disco repleto de covers de diversas bandas
e incluindo ainda uma música escondida no fim do disco
,escrita pelo famoso assassino e serial killer Charles Manson
intitulada "LOOK AT YOUR GAME GIRL", que acabou
recebendo duras criticas da mídia.
Em 94 Axl é processado por agressão pela sua
ex-esposa e pela sua ex-namorada Stephanie Seymour.
Em 95 Gilby Clarke se desliga da banda e entra com processo
por uso indevido do seu nome, nesse mesmo ano em 21 de outubro
morre Shannon Hoon (vocalista da banda Blind Melon, que havia
participado da gravação de algumas músicas
da banda) aos 28 anos vitima de overdose, ele é achado
morto no ônibus da banda, em New Orleans.
Em 96, morre a mãe de Axl, e Steven Adler ganha o processo
que movia contra a banda pedindo parte dos lucros da venda
do disco "Apettite for Destruction", Axl compra
os direitos do nome GUNS N' ROSES.
Em 97, morre West Arkeen grande letrista e amigo da banda
por causa de uma overdose de "remédios" que
ele estava tomando devido ao acidente doméstico que
havia sofrido com sua churrasqueira, que o deixara com queimaduras
de 2º e 3º pelo corpo.
Em 98, é prometido para o segundo semestre o lançamento
do tão esperado novo álbum do Guns N' Roses
(A banda ainda continua com a formação indefinida)......
Mas nada disso acontece, Axl ressurge na mí-dia com
a notícia de seus problemas com a segurança
do aeroporto de Phoenix, Arizona (USA).
Enquanto isso os ex-membros continuam na ativa Duff lança
o àlbum 10 minute warning e Izzy o seu segundo àlbum
117 degrees. Steven Adler mais uma vez tem problemas com a
lei.
E no fim deste mesmo ano a Geffen já começa
a levantar a poeira, preparando o terreno para a volta da
banda, com o lançamento nos Estados Unidos da coletânea
"Use Your Illusion", uma mescla dos dois álbuns,
e o video intitulado "Welcome to the videos" , com
os 13 melhores videos da banda. E finalmente o Website oficial
da banda !!!
Em 99 o ano foi forte em lançamentos, com a regravação
da música "Sweet Child O' Mine" por Sheryl
Crow e também da própria banda com sua nova
formação. Axl resolve depois de anos, aparecer
na mídia com boas notícias dando entrevistas
para diversas fontes e revelando os planos da banda, que lançou
em outubro a música "Oh my God" que está
na trilha sonora do filme "End of Days" e finalmente
o tão esperado àlbum ao vivo da banda, um àlbum
duplo. Axl concede uma entrevista exclusiva a Mtv em que fala
que o provavel nome do novo disco que só saíra
em 2000, será "Chinese Democracy".
Mas ele não saiu. Em 2000 Axl retornou aos palcos.
Ele aparece de surpresa em um show do Gilby Clarke. Ele foi
levado ao palco e contou com Gilby "Dead Flowers"
e "Wild Horses", ambas dos Stones.
Mas o mundo pirou mesmo foi com os dois shows do Guns com
a nova banda. O primeiro, feito na virada do milênio
em Las Vegas, na pequena House Of Blues e o segundo no Rock
In Rio 3. O show do RiR foi sensacional. O cara mandou mundo
bem e mostrou que a mova banda é capaz de tocar as
músicas antigas. Claro, eles precisam de um pouco mais
de ensaio, mas ta muito bom...
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