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O mundo assistiu pela TV
a uma audácia sem precedentes até então: terroristas,
liderados por grupos radicais, atacam os símbolos dos poderes
econômico e militar dos Estados Unidos. As cenas, captadas
por redes de televisão, pareciam promover o lançamento
de algum filme hollywoodiano e as pessoas demoravam a acreditar
que tudo aquilo fosse possível e, já temiam pelas
conseqüências de tal ato para o resto do mundo. Às
8:45 hs da manhã, quando do primeiro impacto numa das torres
do World Trade Center, com um avião da American Airlines
levando 92 pessoas a bordo, mais os tripulantes, as autoridades
estimavam que já haviam umas vinte mil pessoas nos dois prédios.
Dezoito minutos depois, outro avião, da United Airlines,
levando 45 pessoas a bordo, foi de encontro à outra torre
do conjunto. Cerca de uma hora depois, um terceiro avião,
da American Airlines, com 156 pessoas a bordo, foi lançado
contra o prédio do Pentágono e, em seguida, um quarto
avião, com 110 pessoas a bordo, caiu em Pittsburgh, depois
que as autoridades ordenaram o bloqueio de todo o tráfego
aéreo no país.
O objetivo dos terroristas era atingir em cheio o orgulho de toda
a nação americana e chamar a atenção
do mundo para a fragilidade dos serviços de segurança
da maior potência militar de todos os tempos. Por isso, os
alvos foram escolhidos por suas dimensões e pelos valores
que representam. Desde o ataque japonês de 1941 à base
do Pacífico de Pearl Harbor, durante a Segunda Guerra Mundial,
os Estados Unidos não se viam desafiados assim.
Duas horas depois do primeiro impacto, as duas torres desabaram
matando milhares de pessoas. Muitos preferiram saltar dos prédios,
de 110 andares, e aqueles que conseguiram sair, perambulavam pelas
ruas, ensangüentados e, o pavor se espalhou rapidamente. Toda
a região ficou encoberta por uma nuvem cinza que fazia lembrar
uma cidade bombardeada. Em Nova York, em meio ao cenário
carbonizado e ao medo de novos ataques, foi decretado o
estado de alerta, pois os rumores sobre bombas em outros prédios
intensificaram ainda mais o pânico. O principal suspeito de
articular todo esse trama é o milionário saudita Osama
bin Laden e o seu grupo Al Qaeda, que afirma odiar os Estados Unidos
por manterem regimes pró-ocidentais no Oriente Médio.
Osama, no passado, era aliado dos americanos e havia sido treinado
pelos Serviços Secretos dos EUA. Com o intuito de prender
e julgar os responsáveis e, sabendo que os principais suspeitos
estavam sob a proteção dos lideres do Afeganistão,
país pobre da Ásia, as tropas americanas bombardearam
duramente aquele país durante os dias que se seguiram.
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