Motivo

 

É definido como o elemento da escrita musical que tem um valor expressivo próprio e que inclui as suas características num tema ou em uma frase melódica. Os sue elementos, chamados células, são muito breves, mas devem constar, pelos menos, de duas notas com uma ordenação rítmica própria e reconhecíveis.Os elementos mencionados podem estar hierarquizados e dar o nome ao conjunto, em função da sua importância no mesmo. Assim, há motivos harmônicos, melódicos e rítmicos. Apesar da sua brevidade, a sua importância na estrutura da obra pode ser decisiva. Um caso típico é o motivo de quatro notas ( três delas iguais em altura e duração ) com que começa a Sinfonia nº 5 de Beethoven, que gera, em grande parte, o conteúdo melódico e rítmico da obra.

 


Frase

 

A definição tradicional diz que uma frase é um conjunto de sons limitado por duas pausas e que possui um sentimento completo. No entanto, estes condicionamentos nem sempre se cumprem. De fato, o motivo citado de quatro notas com o qual começa a Sinfonia nº 5 de Beethoven também pode ser considerado como uma frase. Em qualquer dos casos, a frase pode considerar-se como a primeira unidade musical ou, como dizia Riemann, como "o elemento formal da construção periódica". Essa periodicidade está relacionada com a respiração no canto e nos instrumentos de sopro, e o seu fim é marcado, regra geral, por uma cadência, que neste caso mais do que qualquer outro, adquire o sentido de elemento de pontuação.


Período

Tal como em muitos outros termos da estrutura musical, a primeira definição procede da retórica, na qual o período é a frase cujas partes estão encadeadas de modo a formarem uma unidade. Na aplicação à música, ampliou-se, em certas ocasiões, o seu sentido para o estender a um conjunto de frases. Outros investigadores da música, pelo contrário, consideram que o período, segundo diz Brenet, é apenas uma "porção melódica que forma um membro da frase". Esta dualidade se sentidos faz com que o termo se tenha ido adaptando a critérios diferentes. No entanto, em linhas gerais, entende-se hoje em dia por período uma extensão de oito compassos, que é muito freqüente em numerosas obras, embora tenha desaparecido totalmente como elemento mais ou menos fixo da música dos fins de século passado nas escolas que contribuíram com as novidades que deram forma ao nosso.

Estas primeiras formas passam a formar partes das que constituíram entidades próprias e deferentes ao longo do tempo. As expostas até agora confirmam a sua procedência da retórica como elementos simples de uma linguagem que, tal como a falada, se foi tornando mais complexa. A partir daqui, as fontes das novas formas que foram surgindo encontram-se

essencialmente nas possibilidades do meio instrumental utilizado para a sua realização sonora, entendendo a voz humana como um instrumento mais do conjunto de que dispõe a música. Assim, da voz e do órgão, vão surgir várias formas específicas, que se acomodaram posteriormente a outros instrumentos.

Tal como em muitos outros termos da estrutura musical, a primeira definição procede da retórica, na qual o período é a frase cujas partes estão encadeadas de modo a formarem uma unidade. Na aplicação à música, ampliou-se, em certas ocasiões, o seu sentido para o estender a um conjunto de frases. Outros investigadores da música, pelo contrário, consideram que o período, segundo diz Brenet, é apenas uma "porção melódica que forma um membro da frase". Esta dualidade se sentidos faz com que o termo se tenha ido adaptando a critérios diferentes. No entanto, em linhas gerais, entende-se hoje em dia por período uma extensão de oito compassos, que é muito freqüente em numerosas obras, embora tenha desaparecido totalmente como elemento mais ou menos fixo da música dos fins de século passado nas escolas que contribuíram com as novidades que deram forma ao nosso.

Estas primeiras formas passam a formar partes das que constituíram entidades próprias e deferentes ao longo do tempo. As expostas até agora confirmam a sua procedência da retórica como elementos simples de uma linguagem que, tal como a falada, se foi tornando mais complexa. A partir daqui, as fontes das novas formas que foram surgindo encontram-se

essencialmente nas possibilidades do meio instrumental utilizado para a sua realização sonora, entendendo a voz humana como um instrumento mais do conjunto de que dispõe a música. Assim, da voz e do órgão, vão surgir várias formas específicas, que se acomodaram posteriormente a outros instrumentos.


Improvisação

 

A improvisação surge na música vocal, que é fundamento de toda a instrumental, com diversos nomes. No seu nascimento vocal, tal como no instrumento, o essencial é o ato simultâneo e espontâneo da criação e execução. Nas primeiras etapas da música, ao não existir uma grafia concreta, tudo era improvisado e, inclusivamente, o que chegava a ser escrito, não passava de ser um ajuda nemotécnica e , claro está, essa fixação escrita dos sons não formava parte da tarefa da criação no abstrato.

Com estes antecedentes, a improvisação assenta, como forma conectada em cada um dos casos, no instrumento que permitia a sua criação, tal como sucedia com o órgão, com o alaúde e com outros. A identidade da música improvisada com o instrumento reflete-se na dupla finalidade dos livros que se escrevem desde fins do século XIV, que são, por sua vez, conjunto de obras que passaram da improvisação para a música escrita e que servem de "tratados" referidos ao uso e possibilidades do instrumento.

Com aparição da música impressa, a improvisação perde importância, reduz-se a uns poucos instrumentos, em especial ao órgão e, na música cantada, aos "adornos" do próprio compositor ou incluídos, em cada ocasião, pelo intérprete. Já no nosso tempo, as marcas importantes da antiga improvisação encontram-se na música de jazz e em algumas formas da música popular.



 
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