instrumentos de Cordas
 
 

Contrabaixo

 

 

 

 

Contrabaixo

Instrumento mais grave da família de cordas friccionadas, o contrabaixo completa o âmbito da mesma. Embora o seu aspecto formal o relacione com a família à qual pertence, as suas dimensões apresentam algumas diferenças. Obriga o intérprete a permanecer em pé ou a sentar-se num banco especial e apoia-se no solo,como o violoncelo, por meio de um pico de metal. 

 

Na prática, apresentam-se dois tamanhos diferentes de contrabaixos, um para formar parte da orquestra, outro para intervenções de solistas. Estes últimos são um pouco mais pequenos e apareceram no século XVII. COnforme os casos, pode ter quatro ou cinco cordas, afinadas em intervalos de quartas e não quintas como os outros instrumentos da família. Essa afinação corresponde às notas Mi, Lá, Ré Sol, às quais se junta o Dó superior, quando têm cinco cordas.

 

 


Viola

 

 

 

Viola

Segundo instrumento da família dos instrumentos de cordas fraccionadas, cujas características básicas são similares ás do violino, embora o seu tamanho seja, ligeiramente superior. Deriva da chamada viola de braço que a distinguia da viola de gamba, à qual corresponde o violoncelo atual. O termo foi utilizado durante muito tempo para designar toda uma família integrada por cinco instrumentos de diferente tamanho.

 

A sua função, como em todos os casos de famílias instrumentais, é cobrir outro âmbito sonoro a baixo do violino, para o grave, embora a sua sonoridade resulte mais tênue. As suas quatros cordas estão afinadas em Dó, Sol, Ré e Lá. A música para viola é escrita em clave de Dó na terceira linha.

 


Violino 

 

 

Violino

Embora a primeira referencia ao violino apareça num inventário de instrumentos da coroa francesa em 1529, a sua forma e tamanho atuais consolidam-se nos séculos XVII e XVIII, com os fabricados por várias famílias de especialistas italianos, as dos Amati, Stradivari e Guarneri, todas radicadas na cidade italiana de Cremona.

O violino é um instrumento complexo , com um total de 83 ou 85 peças, que exige um elevado grau de aperfeiçoamento na sua construção. No seu exterior destaca o consola de cravelas, onde vai fixo um extremo das cordas, cujas cravelhas servem para as tensar e conseguir a afinação. O diapasão, por onde se estendem as cordas. A ponte, pela qual passam antes de chegar ao outro extremo do instrumento. E os ouvidos, duas perfurações da tampa superior ou tabela de ressonância, que estabelecem comunicação entre o ar exterior para os efeitos das vibrações. O complemento indispensável é o arco, a vareta de madeira à qual se fixam as cerdas que hão de roçar as cordas.

As quatro cordas do violino estão afinadas em Sol, Ré, Lá e Mi. A música para o violino é escrita em clave de Sol ba segunda linha.

Como os restantes instrumentos deste grupo, o violino, além de produzir os sons de forma linear, isto é, uns atrás dos outros, pode utilizar-se para acordes, com. as chamadas cordas duplas ou triplas, ao passar o arco por duas ou mais cordas ao mesmo tempo.

 


Violoncelo  Violoncelo

Terceiro membro da família de cordas friccionadas, com grande diferença de tamanho com respeito aos dois anteriores, pelo que se deve apoiar no solo, por meio de um pica de metal. O intérprete está sentado e coloca o instrumento entre os joelhos. Com freqüência, alude-se ao mesmo com a abreviatura <<celo>>. A primeira referencia sobre este instrumento aparece em 1665, numa coleção de sonatas italianas anônimas, mas o seu antecedente a viola de gamba ou <<viola-de-perna>> é evidente.

 

As suas quatro cordas estão afinadas em Dó, Sol, Ré e Lá, como na viola, mas uma oitava mais grave. A música para violoncelo é escrita fundamentalmente em clave de Dó na quarta linha ( exemplo a escutar: Concerto para violoncelo em Ré maior de Franz Joseph  Haynd ).

 

 


 
 
Instrumentos de sopro
 
 
ClarineteClarinete

As características do clarinete dentro da família dos instrumentos de sopro-madeira transpositores concretizam-se em que em apenas lingüeta de cena e ema que a seção do tubo é cilíndrica, o que influi definitivamente na variedade do som. Constrói-se e madeira ou ebonite e está provido de uma série de chaves para encurtar ou alongar a seção da coluna de ar. ë considerado um instrumento moderno, embora as primeiras referências sejam anteriores à sua inclusão nas orquestras em 1749 pelo compositor francês Philippe Rameau. No seu aspecto de instrumento transpositor, as afinações mais comuns são em Si bemol e em Lá A primeira, com um som uma segunda mais baixa do que a notação em Dó, e a segunda, com uma terceira. Apesar da sua sonoridade ser muito diferente do violino, é equiparado  a ele dentro do seu grupo instrumental. Exemplo a ouvir: Concerto para clarinete e orquestra em Lá maior, de Mozart.

 

A ampla família do clarinete ficou praticamente reduzida, nas atuais orquestras sinfônicas, às duas variedades mencionadas: em Si bemol e em Lá, e ao dado chamar clarinete baixo, afinado em Si bemol, que tem um som uma nona mais grave do que sua notação normal.


 FlautaFlauta

Flauta Transversal:

 

A flauta transversal é a mais características do grupo das flautas. Está formada por um corpo cilíndrico, num de cujos extremos se encontra a boquilha, em forma de chanfra, na qual se aplicam os lábios para soprar o ar para dentro do tubo. Conta, além disso, com uma série de chaves servem para abrir ou fechar os buracos do cilindro. as chaves servem para alongar ou encurtar a coluna de ar do tubo, com o que se produzem as distintas alturas do som. 

 

A flauta é conhecida, através de diferentes documentos, desde o século III a.C., mas a sua configuração atual responde a um longo processo de aperfeiçoamento. Construída no passado em madeira, desde há muito tempo são construídas em metal, freqüentemente de prata. Toca-se na posição horizontal e a música é escrita na clave de Sol na segunda linha ( Exemplo a ouvir: Concerto para duas flautas, arcos e cêmbalo em Dó maior, de Antonio Vivaldi ).

 

 

Flauta Doce:

 

A flauta doce, com freqüência conhecida como flauta de bico por tradução direta do seu nome em francês, Flút a bèc, não forma parte da orquestra sinfônica atual, mas a recuperação da música do passado, em especial do período barroco, e as orquestras que utilizam os chamados instrumentos <<originais>>, mantém a sua vig6encia. Continuam a contruir-se em madeira, como no passado, com a sua parte mais estreita para o final. No extremo superior 

tem um corte chanfrado reto pelo qual o intérprete sopra através da boquilha, com o instrumento colocado na posição vertical, o contrário da horizontal da flauta transversal. O corpo sonoro tem uma série de buracos que o intérprete deve obturar ou deixar abertos para alongar ou encurtar o comprimento da coluna de ar.

 

As flautas "doces" estão formadas por uma ampla família, conforme o seu tamanho, isto é, conforme o comprimento do tubo sonoro, que vai desde o sopranino. na 'nuance"aguda, até à grave ou baixa, com que se cobre uma "nuance"muito ampla. A sua intervenção na orquestra, como instrumento concertante ou solista, é ocasional e limita-se às orquestras de câmara ( Exemplo a ouvir: Concertos para flauta de bico, de Tommaso Albinoni ).


FagoteFagote

Ainda que a sua tessitura seja mais grave do que a de outros instrumentos da orquestra sinfônica, dos quais nos ocuparemos mais tarde, situamo-lo junto ao oboé, posto que também pertence ao grupo dos de sopro-madeira com lingueta, não transpositores. O fagote consta de um tubo cônico e serve-se de uma lingueta dupla para provocar a vibração da coluna de ar. Dada a sua extensão, o tubo é dobrado com a forma aproximada da letra "S".

 

Pela sua rica e grave sonoridade, é associado ao violoncelo dentro do grupo de instrumentos de sopro-madeira. Mas essa sonoridade permite-lhe exprimir, tanto linhas melódicas, ágeis e ridículas como manifestações tristes e trágicas. A sua extensão atinge com a mesma agilidade, nas mãos de  um bom intérprete, três oitavas e meia. A música para fagote escreve-se em clave de Fá na quarta linha, para as oitavas graves, e em clave de Dó na quarta linha para as agudas. Esta utilização de duas claves é conseqüência obrigatória da sua grande extensão e da conveniência de evitar um numero excessivo de linhas adicionais no pentagrama. Exemplo a ouvir: Concerto para fagote e orquestra de Mozart.

 

Em tempos passados, a família dos fagotes era bastante ampla, sobretudo no renascimento, mas atualmente, apenas se conservam o fagote normal, ao qual nos referíamos, e o contrafagote, equivalente ao contrabaixo dos instrumentos de corda, afinado uma oitava mais baixa do que o corrente. Normalmente, a música para contrafagote escreve-se como a do fagote, mas tem o som uma oitava mais grave. 

 


OboéOboé

O oboé é um instrumento de lingüeta dupla de cana. São fabricados em madeira, em forma de tubo cônico. O seu antecedente imediato é o "caramillo" e nos séculos XVI e XVII utilizavam-se indistintamente ambos os termos para o denominar. Lá para 1660, os construtores reduziram o pavilhão do que seria o oboé, diminuindo a dureza do seu som. Com a passagem do tempo sofreu sucessivas melhorias, especialmente no que se refere ao número de chaves que abrem ou fecham o buracos para alongar ou tornar mais curto o comprimento do tubo, mas mantêm-se dois modelos um pouco diferentes, não tanto no resultado sonoro como nos elementos técnicos. Os fabricantes alemães permaneceram mais fiéis à tradição ao passo que os franceses, modelo mais amplamente impostos, estiveram sempre abertos a algumas melhorias técnicas .

 

Como no caso da flauta há algumas variedades que atingem fins algo mais amplo. O mais normal é o oboé soprano, que cobre uma extensão de duas oitavas e uma sexta ( Exemplos a ouvir, de Tommaso Albinoni ).

 

 


TromboneTrombone

O trombone é descendente direto do "sacabucho", do qual se tem notícias desde 1468. É composto por uma embocadura côncava e por um tubo cilíndrico que termina em forma de pavilhão e que contem uma vara ou corredoira, uma espécie de tubo móvel suplementar que desliza dentro do principal para tornar mais longo ou curto o seu cumprimento. 

 

Os trombones comuns afinam-se em Si bemol e, para o registo baixo, em Sol. Também se podem utilizar em Si bemol com um êmbolo que abre a passagem do ar ao ser manipulado com o dedo mínimo, com o que o instrumento baixa até Fá e pode produzir notas mais graves. O elemento fundamental é vara, razão pelo qual o intérprete deve dominar as posições exatas que produzem cada uma das notas, tal como sucede nos instrumentos de cordas friccionadas relativamente à posição da mão esquerda no comprimento da corda. A música para trombone escreve-se em clave de Fá na quarta linha.

 

Além do trombone de varas, perto de 1825 apresentou-se em Viena o chamado trombone de 6embolos, cujas ação serve para tornar mais curto ou mais longo o tubo. Construíram-se, em princípio, para variar tessituras e ocupam um posto nas bandas musicais, embora se prefura o de varas, devido à sua melhor sonoridade e à superior do timbre.

 

 


TrompaTrompa

A trompa é um instrumento de metal de tubo cônico de grande extensão que se enrola e que termina num pavilhão aberto. No outro extremo está a embocadura cônica sobre a qual atuam os lábios do intérprete, exercendo pressão sobre ela. Graças a um sistema de 6embolos, pode variar-se a longitude de coluna de ar dentro do tubo, um sistema equivalente ao das chaves nos instrumentos de sopro-madeira. São três as válvulas ou 6embolos que abrem ou fecham três tubos adicionais e permitem a emissão da escala cromática quase na sua totalidade. O seu som, especialmente no registo médio, tem um grande colorido na tessitura do barítono e engrena extraordinariamente bem com o resto da orquestra.

 

Um dos efeitos mais utilizados na trompa é o de surdina, que se consegue quando o intérprete mete a mão direita no pavilhão do instrumento. Obtem-se assim um apagamento do som. também é possível utilizar uma peça de madeira em forma de pera, que é introduzida no pavilhão, obtendo-se também o resultado do apagamento do som, o que contrasta com o efeito que se consegue com os lábios ao apertá-los com maior força contra a embocadura, tendo como resultado um duro e metálico.

 

A afinação mais freqüente da trompa é em Fá e a música escreve-se em clave de Fá na quarta linha. Exemplos a ouvir: Concertos para trompa, de Tommaso Albinoni e outros compositores.


TrompeteTrompete

O trompete é um instrumento de metal de prolongada história na música que, como todos os de sopro, foi melhorando as suas possibilidades ao longo do século XIX. ë constituído por uma embocadura em forma de copo de pé, por um tubo cilíndrico em dois terços do seu comprimento, que se vai alargando e acaba com um pavilhão. O trompete moderno tem três êmbolos para tornar mais longo ou mais curto o comprimento do tubo. Apresenta-se em três afinações, uma em Dó, na qual deixa de ser um instrumento transpositor, outra em Si bemol e outra em Lá, ou seja, uma segunda ou terceira mais baixa do que o som real, tal como sucede com o clarinete.O seu som é estridente e permite numerosas agilidades, limitadas apenas pela respiração. A sua extensão oscila entre as três e quatro oitavas. A música para trompete escreve-se em clave de Sol na segunda linha.


 

TubaTuba

A tuba é a representante dos sons mais graves dos instrumentos de metal. Consta de uma embocadura côncava, de um tubo cônico e de um mecanismo de válvulas ou êmbolos para tornas mais curto ou alongar o comprimento do tubo. Conforme o tamanho, tem quatro ou cinco êmbolos, o que permite a emissão completa da escala cromática. Na orquestra sinfônica costuma utilizar-se a tuba baixa ou contrabaixa, que apóia e sustem a sonoridade do grupo de instrumentos de metal. A música para tuba escreve-se em clave de Fá na quarta linha, com uso ocasional da de Sol na segunda linha para as notas mais agudas.

 

Em obras muito concretas, tais como a Tetralogia de Richard Wagner, aconselham se umas tubas "tenor", que são conhecidas como tubas wagnerianas.


 
 
Outros Instrumentos
 
 
   
CravoCravo

O clavicêmbalo, ou simplesmente cravo, também pertence a este epígrafe. Trata-se de um instrumento de teclas cujas cordas são premidas por puas mediante um mecanismo que é acionado no teclado pelo intérprete. Cada tecla está unida a uma peça de madeira, chamada martinete, na qual há fixa uma pua, que oprime a corda correspondente ao ser acionada pela tecla.

 

O clavicêmbalo italiano aparece nos finais do século XV e estende-se por toda a Europa, com ligeiras variantes. A sua presença habitual na música prolonga-se até depois de entrado o século XVIII, quando é pouco substituído pelo piano. Com a tendência  nascida há já alguns anos para recuperar os instrumentos originais, voltou a ocupar o seu posto de solista nos concertos com orquestra e, desde o princípio do século XX, mereceu a atenção dos compositores para concretas ( exemplo a escutar: Concerto para arcos e Cêmbalo em Dó maior, de Antonio Vivaldi ).

 


HarpaHarpa

A harpa é um dos instrumentos mais antigos que se conhece e que com maior constância formou parte da música de diversos tempos e estilos. Na sua versão externa moderna, conserva a forma triangular original, embora se tenham aperfeiçoado os seus  mecanismos e as suas possibilidades. Está formado pelo corpo sonoro, a tabela e caixa de ressonância, a consola, com o mecanismo e as cravelhas de afinação, a coluna, que une o corpo sonoro à consola, por cujo interior passam as hastes dos pedais do mecanismo, e o pedestal, ao qual se unem o corpo sonoro e a coluna.

 

As cordas entram em vibração ao serem premiadas com os dedos de ambas as mãos. Na harpa moderna, a afinação fundamenta-se na escala diatônica de Dó bemol maior, mas podem alterar-se cromaticamente todas as notas graças aos sete pedais que o intérprete aciona com os pés. Para os harmônicos, apóia-se a palma de uma mão no centro de uma e aperta-se ao mesmo tempo a parte superior da mesma com a outra mão.

 

A música para harpa é escrita em dois pentagramas, como o piano. no superior com a clave de Sol em segunda linha e no inferior com a clave de Fá em quarta linha.

 


PianoPiano

O piano é o único representante destas características atualmente presentes em intervenções de solo, em colaboração com outros instrumentos e formando parte da orquestra, ou como solista. É um instrumento de teclas, cujas cordas são percutidas por martelos forrados de feltro. As teclas, por meio de um complexo mecanismo, acionam os martelos que batem nas teclas.

 

O antecedente do piano é o clavicórdio - que não se deve confundir com o clavicêmbalo, já comentado-que aparece no século XV, mas a primeira referencia sobre o piano foi publicada em 1711 no Giornale dei Litterati d'Itália, por motivo da sua apresentação em Florença pelo seu inventor Signor Cristofali, cujo verdadeiro nome era Bartolomeo Critofori. A partir desse momento sucedem-se uma série de aperfeiçoamento até chegar ao piano atual. Mas a essência do invento residia no seu nome original, piano-forte, do qual piano é a abreviatura, que definia a possibilidade de <<matizes>> de intensidade, que acabam por orientar as preferências dos compositores face ao clavicêmbalo. Esses matrizes vem definidos pelos apagadores, peças de feltro que impedem a vibração das cordas ao deixarem de tocar a tecla, e pelos dois pedais, um pedal forte, que deixa todas as cordas em liberdade para vibrar, e o pedal <<piano>>, que atua sobre o mecanismo desviando os martelos das cordas, de modo que são percutidas parcialmente, com o que o som resulta mais apagado.

 

 A extensão dos pianos varia um pouco em relação ao seu tamanho ( grande cauda ou de concerto, de cauda meia cauda e vertical ), e nos maiores alcança quase oito oitavas. A música para piano é escrita em dois pentagramas, o superior em clave de de Sol na segunda linha, que corresponde basicamente à mão direita, e o inferior, em clave de Fá na quarta linha, destinado, de um modo geral à mão esquerda ( Exemplo a escutar: Noturno, Op. 9/2 de Frederico Chopin ).

 


PratosPratos

 

 

Os pratos são um par de discos circulares que se utilizam fazendo-os chocar um com o outro ou percutindo com os pauzinhos do timbal. Os discos são ligeiramente côncavos e estão perfurados no centro para poder assar uma correia de coiro com a qual se segura cada um com uma das mãos para os poder fazer chocar um com o outro. A música para pratos escreve-se em clave de Fá, mas um única nota que serve de notação rítmica, juntamente com indicações sobre o prolongamento da vibração ou sobre as pancadas secas, amortecendo o som.

 


 

triânguloTriângulo

O triangulo é composto por uma vereta dobrada de forma triangular, aberta por um dos vértices. Coloca-se suspenso por um cordão e toca-se batendo-lhe com outra vereta metálica. Produz um som claro e penetrante, mais ligeiro e agudo do que os pratos e produz excelentes efeitos na sua combinação com a orquestra . A música para triângulo, apesar de se tratar de um instrumento de afinação não definida, escreve-se em clave se Sol ou sobre uma única linha do pentagrama, com as indicações rítmicas assinaladas numa só nota.

 

 


TímpanoTímpano

O tímpano é formado por uma caixa semi-esférica, regra geral de cobre ou bronze, sobre a qual se estende uma membrana de pergaminho, que se fixa com um aro de metal. A tensão da membrana determina a afinação e o intérprete pode alterá-la ajustando os parafusos que a unem ao aro ou, nos tímpanos mais modernos, por meio de pedais. O intérprete bate no centro da membrana com as barguetes que têm u cabo de madeira com umas cabeças forradas de feltro.

 

Na orquestra sinfônica costuma haver u par de tímpanos, mas muitas obras exigem quatro, cinco ou, inclusivamente, dezesseis, tal como acontece no Requiem de Berlioz, que necessita esse elevado número tocado por dez timbaleiros no Tuba Mirum. O par de tímpanos atinge uma extensão de uma oitava e meia e a música para este instrumento escreve-se em clave de Fá na quarta linha.

 


 

XilofoneXilofone

Os antecedentes atuais do atual xilofone, utilizado com bastante freqüência pelos compositores de fins do século XIX e do século XX, encontram-se no Extremo oriente. Consiste numa série de Lâminas, de 32 a 42 nos instrumentos atuais, feitas de madeira, que são percutidas com baguetes de diversos tamanhos, cujo extremo pode ser coberto de feltro  ou pelo. A tessitura do xilofone abarca de 3 a 4 oitavas e a música escreve-se nas claves de Fá e de Sol como no caso do piano. Dentro destas características gerais, constroem-se tamanhos e medidas. 

 


ÓrgãoÓrgão

As características históricas do órgão definem a sua antiguidade, dada a sua variedade e posto que aparece entre os primeiros inventados pelo homem. no primeiro aspecto deve salientar-se que se trata de uma constante que continua a produzir-se, até ao ponto de, mesmo entre os mais recentemente construídos, não haver dois iguais.

 

Deve ser descrito como um instrumento sonoros que funcionam por meio de teclados nos quais o ar é introduzido, mecanicamente ou por meios elétricos, por foles. Atualmente, utilizando os mais avançados meios técnicos, controem-se procurando equivalências com os modelos mais apreciados ao longo da história, desde os criados para a música barroca até aos grandes órgãos românticos que se impuseram no século XIX, passando pelos que são adequados para qualquer tipo de música, numa tentativa de fazer uma síntese. Exemplo a ouvir: Fantasia e outras de Johan Sebastian Bach.

 

 

 


 
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