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�Comes e Bebes� |
Pretzels salvaram Viena de ataque turco
H� uma hist�ria que conta que, por volta de 1510 d.C., Viena sofreu seguidos ataques turcos. Os invasores, sem sucesso nas tetantivas de derrubarem os port�es da cidade, decidiram ardilosamente cavar um t�nel por baixo dos muros. Para se aproximarem sem chamar a aten��o dos citadinos, os orientais esperaram a cidade dormir, assim fariam um ataque surpresa na calada da noite. Eles n�o contavam, entretanto, que um grupo de confeiteiros houvesse ficado acordado durante a madrugada para fazer seus deliciosos pretzels e vend�-los fresquinhos na manh� seguinte. Os dedicados cozinheiros ouviram o barulho da aproxima��o dos turcos e logo acordaram toda a cidade, que prontamente colocou os atacantes para correr.
Como surgiram os biscoitos da sorte
Apesar de haver v�rias vers�es sobre a origem dos famosos quitutes, a mais antiga conta que eles surgiram na China, no s�culo XII, enquanto os ex�rcitos do pa�s enfrentavam os mong�is. Os soldados no campo de batalha recebiam mensagens enviadas secretamente dentro de biscoitos em forma de Lua, estrat�gia que lhes rendeu a vit�ria. A partir da�, o povo oriental passou a trocar os doces com mensagens de felicita��es para comemorar a data, nascendo a tradi��o dos biscoitos da sorte.
Voc� j� viu um kanikama vivo?
O kanikama, fruto do mar com sabor semelhante ao siri, n�o � uma esp�cie de animal marinho. Muito usado na culin�ria japonesa, o "kani" � na verdade carne de peixe processada, que vira um tipo de massa ap�s a industrializa��o. O Brasil consome cerca de duas mil toneladas de kanikama por ano em canap�s, saladas, sushis e outras del�cias ex�ticas.
Pretzels foram criados para recompensar crian�as comportadas
No dia 13 de janeiro de 2002, o presidente dos EUA, George W. Bush, desmaiou ao se engasgar com um Pretzel, petisco geralmente retorcido em forma de tr�s c�rculos interligados, enquanto assistia a um jogo de futebol americano, em sua resid�ncia da Casa Branca. Ao desmaiar, Bush bateu a bochecha esquerda, que lhe rendeu um pequeno hematoma e uma ferida no l�bio. Os biscoitos, feitos de massa doce ou salgada, foram criados por volta do ano de 610, em um monast�rio no sul da Fran�a ou norte da It�lia - a localiza��o nunca foi definida com exatid�o pelos historiadores. Apesar de agora poderem levar fama de assassinos, os biscoitos foram criados para recompensar as crian�as que memorizavam com exatid�o as ora��es e passagens b�blicas ensinadas pelos monges, motivo pelo qual foram chamados de Pretiola, que significa "pequena recompensa" em latim. O formato da del�cia representa dois bra�os unidos em posi��o de prece. H� quem diga tamb�m que os tr�s c�rculos s�o refer�ncia � Sant�ssima Trindade. Resta agora saber se os pretzels ser�o proibidos de embarcar nos v�os de companhias americanas por representarem um perigo potencial.
O chiclete foi inven��o copiada dos �ndios da Guatemala
A goma de mascar, ou chiclete, � tido como algo tipicamente norte-americano devido � populariza��o nos Estados Unidos. No entanto, foi copiado dos ind�os da Guatemala, que mascavam a resina extra�da de uma �rvore, o chicle, para estimular a produ��o de saliva e evitar que a boca ficasse seca durante longas caminhadas.
Como surgiu o chap�u de cozinheiro
Durante a Idade M�dia, na Fran�a, o trabalho de cozinheiro era visto com tanta import�ncia que eles recebiam um t�tulo militar, o de officiel de bouche (oficial da boca). Dentro da hierarquia da cozinha, os chap�us brancos de alturas vari�veis foram adotados para identificar o posto exercido por cada um. Enquanto o chef usava sempre o mais alto de todos, os auxiliares mais simples vestiam apenas um bon�.
Provadores de perfumes, queijos e vinhos vivem do nariz
H� profissionais que vivem do nariz. S�o os provadores de perfumes, queijos e vinhos. Um bom perito consegue examinar, por dia, cerca de 20 produtos diferentes. Devem evitar a inala��o de certas subst�ncias, como a benzina, por exemplo, por que ela embota o olfato. E fugir a qualquer pre�o dos resfriados, pela mesma raz�o.
A descoberta do caf�
O caf�, palavra que vem do �rabe qahhwah e significa "vinho", foi cultivado pela primeira vez pelo povo mu�ulmano, sendo por isso conhecido tamb�m como vinho da ar�bia. As sensa��es de vigor e �nimo que o fruto proporciona foram descobertas pelo pastor et�ope Caldi, que, ap�s perceber que suas cabras andavam agitadas, viu que elas alimentavam-se de folhas e gr�os de um arbusto espec�fico. Os monges que viviam na regi�o colheram os frutos e preparam um ch�. A partir da� passaram a consumir freq�entemente a bebida para ficar mais despertos nas noites de vig�lia e ora��o. Seu cultivo tournou-se t�o importante ao povo �rabe que era terminantemente proibido que seus gr�os deixassem a regi�o. Todo caf� negociado era previamente fervido para que n�o pudesse mais germinar. Apenas no s�culo XVIII a planta ganhou a Europa, sendo cultivada na Holanda.
A lenda da descoberta do queijo
O queijo existe h� pelo menos seis mil anos e sua origem � uma inc�gnita. Uma famosa lenda conta que o primeiro queijo foi feito acidentalmente por um mercador �rabe que, ao sair para cavalgar por uma regi�o montanhosa, abaixo do sol escaldante, levou uma bolsa cheia de leite de cabra para matar a sede. Ap�s um dia inteiro de galopes, o �rabe, morto de sede, pegou seu cantil e deparou-se com uma grande surpresa, o leite havia se separado em duas partes: um l�quido fino e esbranqui�ado, o soro, e uma por��o s�lida, o queijo. A transforma��o deu-se devido ao calor do sol, ao galope do cavalo e ao material do cantil, uma bolsa feita de est�mago de carneiro, que ainda continha o coalho, subst�ncia que coagula o leite. O processo de fabrica��o do queijo at� hoje segue o mesmo princ�pio, � feito atrav�s da coagula��o do leite pela a��o do composto enzim�tico extra�do de um dos est�mago dos bovinos.
Colecionador pagou 168 mil d�lares por garrafa de vinho
Em 1985, o colecionador norte-americano Christopher Forbes pagou a bagatela de 168 mil d�lares por uma garrafa de vinho, fabricado em 1787 para a adega do presidente Thomas Jefferson. Um ano depois, sofrendo a a��o do calor das luzes onde a garrafa estava exposta, a rolha ressecou e a bebida ficou inutilizada.
Melhor cozinheiro de todos os tempos cozinhou para Napole�o e Alexandre I
O franc�s Antonin Marie Car�me � considerado o melhor cozinheiro de todos os tempos. Cozinhou para v�rios soberanos, entre eles Napole�o Bonaparte e o tzar Alexandre I. Recusava receber remunera��o em dinheiro. O pagamento de seu sal�rio anual consistia em um diamante azul esbranqui�ado de 24 quilates.
Por que os queijos su��os t�m buracos?
Os buracos dos queijos su��os s�o formados pela expans�o de gases produzidos por bact�rias usadas no in�cio de sua produ��o. Essas bact�rias s�o as mesmas que conferem ao queijo seu caracter�stico odor.
Sorvete de arroz - o original
Foram os chineses que inventaram o sorvete, h� 4 mil anos. A deliciosa receita era composta por uma pasta feita de leite, arroz e neve. Por�m, para nossa sorte, Marco Polo levou a guloseima � It�lia, onde foi aperfei�oada, tornando-a mais semelhante ao sorvete que comemos hoje. J� a id�ia das sorveterias surgiu na Fran�a, em 1660.
O caf� n�o deve ser preparado com �gua fervente
Apesar do caf� ser geralmente passado com �gua fervente, estudos qu�micos indicam que a temperatura ideal para preparar a infus�o de caf� � de 95 a 98 graus cent�grados. Ou seja, alguns instantes antes da fervura. A �gua fria demais n�o extrai �leos essenciais e cafe�na suficiente dos gr�os, enquanto que a �gua fervente provoca um elevado aumento do �ndice de acidez da bebida, prejudicando seu sabor.
Cacau era moeda entre os maias
As sementes de cacau tinham grande valor para os maias, povo nativo da Am�rica Central. Al�m de us�-las para fazer o "tchocolath", bebida de rituais sagrados, cerim�nias e considerada medicinal, as sementes tinham fun��o de moedas. 400 delas formavam um zontli, enquanto o portador de oito mil sementes tinha na verdade um xiquipilli. Quanto isso representava? O pre�o de um coelho era oito sementes, j� um escravo podia ser adquirido por apenas 100 unidades (ou 0,25 xiquipillis).
O pai do panettone
A origem do panettone, bolo doce recheado com passas e frutas cristalizadas, tradicionalmente consumido na �poca natalina, � bastante nebulosa. Criado por volta do s�culo XVI no Norte da It�lia, mais especificamente na regi�o da Lombardia, muitas lendas contam sua origem. Grande parte delas concorda que o bolo foi criado por um padeiro milan�s chamado Toni. A del�cia logo virou um sucesso e acabou conhecida como o "p�o do Toni" (Pane Di Toni). Com o tempo, acabou virando o "panettone".
Chocolate, veneno letal aos cachorros
H� um composto qu�mico no cacau chamado teobromina, semelhante � cafe�na, que � extremamente t�xico aos c�es quando ingerido em certa quantidade (100 a 150 ml por quilo do cachorro). Cada tipo de chocolate det�m uma quantidade diferente de teobromina, ficando muito dif�cil aos criadores saber o quanto pode-se dar ao seu melhor amigo. N�o � t�o incomum um cachorro atacar uma cesta de P�scoa e comer meio quilo de guloseimas. Nesse caso, se o cachorro for pequeno, a travessura pode ser fatal. O melhor a fazer � manter o cachorro em dieta permanente, mesmo que ele fique quase louco ao escutar o barulho do papel alum�nio e sentir o cheiro do doce.
V�cio do jogo levou ingl�s a criar o sandu�che
O prosaico sandu�che dos nossos dias originou-se na impossibilidade de um ingl�s, John Montague, Conde de Sandwich, deixar a mesa de jogo. Era de tal forma viciado, que passava dias e noites jogando. Para se alimentar, mandava preparar fatias de p�o com presunto, que logo foram batizadas com seu nome.
Existem alimentos afrodis�acos ?
Muitas culturas consideram comidas como bananas, aspargos e cenouras estimulantes er�ticos, mas por vezes isso acontece devido apenas ao seu aspecto f�lico. O abacate, por exemplo, era chamado de ahuacatl pelos astecas, que significa "test�culo". Durante sua colheita, as virgens eram proibidas de sair de casa. Por�m algumas comidas realmente possuem car�ter afrodis�aco, mas o segredo delas est� em sua qu�mica e n�o na forma. Alguns dos conhecidos alimentos er�ticos possuem vitaminas e minerais que contribuem para um sistema reprodutor saud�vel, como as ostras, que s�o ricas em zinco, mineral usado na produ��o de testosterona; o aspargo, que possui um formato sugestivo, produz vitamina E, estimulante de horm�nios sexuais; e o chocolate, presente tradicional no Dia dos Namorados, possui feniletilamina, que d� sensa��o de bem-estar e excita��o.