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Danças Tradicionais

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Danças Tradicionais

 

Maçanico

Pezinho

Cana-Verde

Maçanico

Essa dança, por suas características coreográficas, parece ser portuguesa (apesar da música adquirir, quando executada por violonistas autênticos do Rio Grande do Sul, um estilo sincopado muito próprio, alheio à música portuguesa). Com o nome de “Maçanico” surgiu no Estado de Santa Catarina e daí passou ao Nordeste e litoral-norte do Rio Grande do Sul. É uma de nossas danças mais animadas. De fácil aprendizagem, é aconselhável aos principiantes na interpretação de danças regionais gaúchas. – O nome “maçanico” constitui uma corruptela de “maçarico”, ave do sul do Brasil

 

Coreografia:

Postam-se os dançarinos em duas fileiras: homens de um lado, mulheres do outro. Enquanto o músico solista executa uma introdução, os pares aguardam a dança, frente-a-frente e de mãos soltas. Quando está terminando a introdução, o músico solista avisa – “agora!” – para que os cavalheiros estendam sua mão direita à mão esquerda das damas.

 

Letra:

Maçanico, maçanico

Maçanico do banhado!

 

Quem não dança o maçanico,

Não arruma namorado!

 

Maçanico, maçanico

Mas que bicho impertinente!

 

Maçanico vai te embora,

Na tua casa chegou gente!

 

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Pezinho

O Pezinho constitui uma das mais simples e ao mesmo tempo uma das mais belas danças gaúchas. A melodia do Pezinho, muito popular em Portugal e nos Açores, veio a gozar de intensa popularidade no litoral dos Estados brasileiros de Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

 

Coreografia:

O Pezinho pertence a uma geração coreográfica especial, que apresenta duas figuras características: na primeira figura, há uma marcação de pés, e na segunda os pares giram em redor de si próprios, tomados pelo braço. Desta forma, o Pezinho rio-grandense é irmão da Raspa mexicana, do Chilbelri francês, do Herr-Schmidt alemão, etc. Em relação a sua estouvada irmã mexicana e a seus robustos e desatinados irmãos europeus, porém, o Pezinho sobressai pela ingenuidade com que fala e com que age. Sua ingenuidade e sua ternura é o que fizeram a dança predileta dos tradicionalistas rio-grandenses.

É necessário frizar que o Pezinho é a única dança popular rio-grandense em que todos os dançarinos obrigatoriamente cantam, não se limitando, portanto, à simples execução da coreografia.

 

Letra:

Ai bota aqui, ai bota ali o teu pezinho

O teu pezinho bem juntinho com o meu

Ai bota aqui, ai bota ali o teu pezinho

O teu pezinho, o teu pezinho ao pé do meu

 

E depois, não vá dizer

Que você, já me esqueceu

 

Ai bota aqui, ai bota ali o teu pezinho

O teu pezinho bem juntinho com o meu

Ai bota aqui, ai bota ali o teu pezinho

O teu pezinho, o teu pezinho ao pé do meu

 

E no chegar, desse teu corpo,

Um abraço, quero eu

 

Ai bota aqui, ai bota ali o teu pezinho

O teu pezinho bem juntinho com o meu

Ai bota aqui, ai bota ali o teu pezinho

O teu pezinho, o teu pezinho ao pé do meu

 

Agora que, estamos juntinhos,

Dá cá uma abraço, e um beijinho

 

Ai bota aqui, ai bota ali o teu pezinho

O teu pezinho bem juntinho com o meu

Ai bota aqui, ai bota ali o teu pezinho

O teu pezinho, o teu pezinho ao pé do meu

 

Agora que, estamos juntinhos,

Dá cá uma abraço, e um beijinho

 

 

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Cana-Verde

A Cana-Verde chegou de Portugal, e tornou-se popular em vários estados brasileiros. Naturalmente foi adquirindo cores locais, em cada região e desta forma produzindo variantes da dança-origem. A coreografia que aqui apresentamos foi a mais difundida no nordeste e litoral do Rio Grande do Sul.

 

Coreografia:

Cada par, de braço dado, passeia no sentido dos ponteiros do relógio, um atrás do outro, enquanto o músico solista executa uma introdução. Uma vez fechado o círculo, as moças realizam uma giro-saudação, tomadas pela mão direita dos cavalheiros; soltam-se as mãos, e os pares se postam frente-a-frente, à espera da dança. Dois círculos foram, então, formados: o de homens por fora, e o de damas ao centro.

A voz de Agora – dada pelo músico solista – tem início o canto e a dança. Tal como no caranguejo, os dançarinos todos podem cantar enquanto dançam.

 

Letra:

Eu plantei a cana-verde

Sete palmos de fundura

Não levou nem sete dias

E a cana estava madura

 

Ai, ai meu bem

Não levou nem sete dias

E a cana estava madura

 

Cana-verde, cana-verde

Minha cana cristalina

Quem me dera ser um cravo

No cabelo da menina

 

Ai, ai meu bem

Quem me dera ser um cravo

No cabelo da menina

 

 

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Patronagem

 

Gestão: 2001/2003

Nova Relação em Setembro! Aguarde!

 

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Tradição, Folclore e Tradicionalismo

 

Folclore

É uma ciência, como a História, cujo objetivo é o estudo do homem. Apenas a História se ocupa dos grandes fatos da humanidade,e o Folclore estuda aqueles fatos menores, aparentemente sem importância, que se transmitem naturalmente entre as pessoas, sem que sejam ensinados nas escolas. O fato cultural estudado pelo Folclore é o fato folclórico, assim como o fato cultural estudado pela História é o fato histórico.

 

Tradição

É um culto, o culto das boas coisas do passado. Tomar chimarrão, andar a cavalo, amar o Rio Grande, respeitar a mulher, tudo isso é tradição do gaúcho. Não se trata nem de ciência, nem de corrente artística, mas de algo muito mais profundo, que o homem guarda no coração.

 

Tradicionalismo

É um movimento, é a tradição em marcha, cultuada por muita gente, de forma organizada. Folclore, Regionalismo e Tradição existem em todas as partes do mundo, mas Tradicionalismo só existe no Rio Grande do Sul, porque os Centros de Tradições Gaúchas organizaram o culto de Tradição em Associações Culturais, Congressos, Convenções, Simpósios, Cursos, etc…

 

 

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Última Atualização: 21/08/2001

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