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- 2001: Uma Odisséia no Espaço?
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por Junior Portella
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- A humanidade
finalmente chegou ao "misterioso" e aguardado ano de 2001 e o que se vê não é
muito diferente do que havia à volta daqueles que viviam em 1968 e vaticinavam para o
futuro distante um "admirável mundo novo", no dizer de Huxley, que se
desvaneceria perante o caos provocado pelo avanço descontrolado da tecnologia.
- E justamente em 1968
fora lançada ao mundo, a partir da conjugação das lentes efusivas do diretor
inglês Stanley Kubrick e dos escritos fantásticos e futuristas do escritor Arthur C.
Clarke, a obra-prima da cinematografia e da ficção científica: 2001: Uma Odisséia
no Espaço.
- Sem prejuízo de parecer anacrônica,
a grande obra do indomável Kubrick, cujo roteiro conta com a colaboração do próprio
Clarke, também não escapa da tentativa de prever um futuro incerto, mas possível.
Clarke acreditou que, 33 anos após o lançamento de seu livro, a humanidade atingiria tal
ponto da evolução tecnológica que seres humanos viveriam em colônias espaciais, naves
transitariam facilmente pelo Sistema Solar, ao som de Danúbio Azul, e
supercomputadores seriam capazes de se imbuir de uma inteligência própria e de aniquilar
os seus criadores.
Kubrick também
acreditou nos prenúncios do seu colega e deu essencial contribuição para a
construção daquele que seria, por anos, o verdadeiro panorama do futuro da civilização
humana. 2001... é na verdade a representação da odisséia eterna do homem, que
viaja pelo insólito Universo em busca de algo que explique o sentido e o destino das
coisas. Dos trogloditas aos astronautas; do "Monólito Negro" às perguntas
cabais de Dostoievski a trajetória inquietante do homem no tempo e no espaço é
infindável.
- Como o profeta persa Zaratustra
(reverenciado no filme com a composição clássica "Assim Falou Zaratustra",
de Richard Strauss), Kubrick e Clarke profetizaram uma Era que por enquanto não chegou
fisicamente, mas que, metaforicamente entendida, já se faz presente desde que o homem é
homem.
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