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LIGAÇÕES PERIGOSAS
(Dangerous Liaisons)

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GÊNERO:   DRAMA
Diretor: Stephen Frears
Ano/Local: 1988 / EUA
Elenco: Glenn Close, John Malkovich, Michelle Pfeiffer, Keanu Reeves, Uma Thurman e Swoosie Kurtz. 
Duração: 120 min
Sinopse:  
       Amor, ódio e sensualidade, essa é a trágica e perigosa combinação do aclamado longa de Stephen Frears, Ligações Perigosas, baseado na peça de Christopher Hampton, o qual fez uma releitura do famoso romance de Chordelos de Laclos. Muitas foram as versões cinematográficas do romance de Laclos, tal como o dispensável Segundas Intenções, porém a de Frears se mostra sempre superior, seja em relação à profundidade dramática, seja na fidelidade da adaptação para as telas.
       Da narrativa teatral à soberba direção de arte (vencedora do Oscar), Frears buscou um viés barroco-romântico para contar a história de traições promovidas por dois nobres desprezíveis, cujo maior prazer sexual é urdir contra seus amantes. Movidos pela inveja ou por ressentimentos, os personagens de Glenn Close e John Malkovich invadem a intimidade, satisfazem os desejos e descobrem os segredos de seus pretendentes, para conquistá-los, iludi-los e então os dispensar, magoando seus amantes profundamente e os fazendo sofrer por sua própria ingenuidade.
       Disso tudo, algumas indagações podem ser levantadas: o tratamento dispensado pelos protagonistas aos seus pares seria vilania pura e simples ou o reflexo de seu passado amoroso? Com um roteiro de tantos meandros e o academicismo de Frears, não se permite uma análise simplista, qual seja, maniqueísta da essência de todos os sentimentos implícitos e explícitos no filme, os quais mostram a fraqueza da personalidade humana. Basta observar cada gesto meticulosamente executado pelos espetaculares Glenn Close e John Malkovich, os olhares perscrutadores, diálogos e o ambiente fílmico (figurinos, fotografia, trilha sonora, cenário) para afirmar que sentimentos muito mais impenetráveis se escondem atrás  da vilania aparentemente sem razão dos protagonistas. 
        Embora se passe na França do século XVIII, a trama é atemporal. A sensualidade e a dificuldade de amar não são indefectíveis daquele período histórico, pois tais inquietações acompanharam o homem até a pós-modernidade. Parece que Chordelos de Laclos teve uma antevisão do homem pós-moderno e Stephen Frears soube explorá-la muito bem.
 
Conceito:
 

 

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