- Por volta do século II, o general romano
Maximus é perseguido pelo Imperador Comodus, que o acusa de traição e da morte do seu
pai, o Imperador Marco Aurélio. Entretanto, o general é capturado como escravo e acaba
por tornar-se um destemido e adorado gladiador, provocando a ira de Comodus e tornando-se
o pivô de uma revolução que visa à moralização de Roma e à entrega do poder nas
mãos dos senadores, conforme desejo de Marco Aurélio.
Bom filme de Ridley Scott, que traz novamente às telas o gênero épico com
grandiosidade e muito requinte. É uma superprodução com excelentes fotografia,
figurinos, cenários, cenas de batalhas estupendas. Enfim, sua técnica é extremamente
apurada, mas o seu teor dramático deixa a desejar. A frieza e a falta de emoção do
roteiro, bem como a apatia passada por Crowe, cuja atuação não justifica o Oscar que
ganhou, prejudicam a performance do filme, que poderia ser muito melhor. Felizmente,
a ótima atuação de Phoenix, (indicado ao Oscar de Coadjuvante), que está magnífico e
se revelou um bom ator no papel do sanguinário Comodus, anima o espectador a dar uma
espiada na nova empreitada milionária de Ridley Scott.
Certamente, Scott conseguiu reproduzir competentemente o período de
decadência do Império Romano e as terríveis lutas entre os gladiadores que empolgavam a
multidão, porém esse blockbuster, embora tenha levado o Oscar de Melhor Filme,
não possui a grandiosidade de seus antecessores como Ben-Hur e Spartacus,
pois se restringiu à visão americanizada da História, que se revela bem mais complexa
do que o roteirista e o diretor imaginaram. Típico filme-entretenimento.
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