CURITIBA CINECLUBE
O seu guia de cinema na Internet
 
DAVID LEAN
(1908 - 1991)

lean.gif (12616 bytes)

                   Um dos maiores e mais lembrados diretores ingleses da história do cinema, o perspicaz David Lean iniciou sua carreira como editor de filmes de propaganda durante a Segunda Guerra Mundial. Antes de co-dirigir com Noël Coward o grande sucesso Nosso Barco, Nossa Alma  (1942), Lean trabalhou como montador nos filmes Pigmalião (1938) e Paralelo 49 (1942). Mas foi em 1945, com o clássico intimista Desencanto (1945), que Sir David Lean mostrou todo o seu talento como o diretor dos grandes dramas humanos.
                   Ao revelar-se um diretor austero e de sensibilidade incomum, Lean alcançou a fama e se tornou conhecido internacionalmente. Contudo, após duas simpáticas adaptações de obras de Charles Dickens, Grandes Esperanças (1946) e Oliver Twist (1948), David Lean produziu alguns filmes menos expressivos, os quais não foram bem recebidos pelo público e crítica. O cineasta inglês, abalado pelos contínuos fracassos, apenas voltaria a obter êxito em 1957, com o épico de guerra A Ponte do Rio Kwai, com Alec Guinness, seu ator predileto. O filme ganhou  7 Oscar (incluindo o de direção) e gravou para sempre o nome de David Lean entre os grandes diretores de todos os tempos.
                    5 anos depois, David Lean dirigiu mais um épico inesquecível: Lawrence da Arábia (1962), filme que deu a ele o seu segundo Oscar de direção. A Academia rendeu-se à história real de T.E.Lawrence, o oficial inglês que ajudou os árabes na luta pela independência contra o Império Turco-Otomano, dando ao filme 7 Oscar, inclusive o de melhor trilha sonora, composta pelo colaborador de Lean, Maurice Jarre. 
                    São esses dois sucessos consecutivos que transformaram Lean em um grande realizador de épicos grandiloqüentes, que analisam temas inerentes à condição humana dentro do cenário da História Mundial. E é esta a fórmula simples, mas bem-sucedida, que Lean utilizou para compôr o lindo e poderoso épico Doutor Jivago (1965), superprodução acerca da relação conflituosa de um casal que tem como pano de fundo a Revolução Russa; A Filha de Ryan (1970), uma história de amor em plena Primeira Guerra Mundial; e Passagem Para a Índia (1984), um épico que trata da questão racial durante o colonialismo inglês na Índia. 
                     A despeito de sua carreira irregular e repleta de fracassos, David Lean sempre foi mestre em relacionar pequenas histórias individuais a grandes acontecimentos que marcaram a humanidade, em inserir os dramas humanos dentro do panorama da História Universal. Sua visão universal dos sentimentos humanos, sua discreta sensibilidade, seu apuro técnico e seu perfeccionismo o tornaram um diretor de aptidão ímpar para a realização de épicos inigualáveis, que hoje são verdadeiros clássicos do cinema.                     
 
Principais Filmes:
 
 
 
 
Nosso Barco, Nossa Alma (In Which We Serve, co-dir. Noël Coward, 1942)
This Happy Breed (1944)
Uma Mulher do Outro Mundo (Blithe Spirit, 1945)
Desencanto (Brief Encounter, 1945)
Grandes Esperanças (The Great Expectations, 1946)
Oliver Twist (1948)
A História de Uma Mulher (The Passionate Friends, 1949)
As Cartas de Madeleine (Madeleine, 1950
Sem Barreira no Céu (The Sound Barrier, 1952)
Papai é do Contra (Hobson's Choice, 1954)
Quando o Coração Floresce (Summertime, 1955)
A Ponte do Rio Kwai(The Bridge on the River Kwai, 1957)
Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia, 1962)
Doutor Jivago (Doctor Zhivago, 1965)
A Filha de Ryan (Ryan's Daughter, 1970)
Passagem Para a Índia (Passage to India, 1984)

 

  riokwai.gif (8219 bytes)lawrence.gif (9663 bytes)ryan (9667 bytes)jivago (8766 bytes)passagetoindia.gif (10850 bytes)
Hosted by www.Geocities.ws

1