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Um dos maiores e mais lembrados diretores
ingleses da história do cinema, o perspicaz David Lean iniciou sua carreira como editor
de filmes de propaganda durante a Segunda Guerra Mundial. Antes de co-dirigir com Noël
Coward o grande sucesso Nosso Barco, Nossa Alma (1942), Lean trabalhou como
montador nos filmes Pigmalião (1938) e Paralelo 49 (1942). Mas foi em
1945, com o clássico intimista Desencanto (1945), que Sir David Lean
mostrou todo o seu talento como o diretor dos grandes dramas humanos.
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Ao revelar-se um diretor austero e de sensibilidade incomum, Lean alcançou a fama e se
tornou conhecido internacionalmente. Contudo, após duas simpáticas adaptações de obras
de Charles Dickens, Grandes Esperanças (1946) e Oliver Twist (1948),
David Lean produziu alguns filmes menos expressivos, os quais não foram bem recebidos
pelo público e crítica. O cineasta inglês, abalado pelos contínuos fracassos, apenas
voltaria a obter êxito em 1957, com o épico de guerra A Ponte do Rio Kwai, com
Alec Guinness, seu ator predileto. O filme ganhou 7 Oscar (incluindo o de direção)
e gravou para sempre o nome de David Lean entre os grandes diretores de todos os tempos.
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anos depois, David Lean dirigiu mais um épico inesquecível: Lawrence da Arábia
(1962), filme que deu a ele o seu segundo Oscar de direção. A Academia rendeu-se à
história real de T.E.Lawrence, o oficial inglês que ajudou os árabes na luta pela
independência contra o Império Turco-Otomano, dando ao filme 7 Oscar, inclusive o de
melhor trilha sonora, composta pelo colaborador de Lean, Maurice Jarre.
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São esses dois sucessos consecutivos que transformaram Lean em um grande realizador de
épicos grandiloqüentes, que analisam temas inerentes à condição humana dentro do
cenário da História Mundial. E é esta a fórmula simples, mas bem-sucedida, que Lean
utilizou para compôr o lindo e poderoso épico Doutor Jivago (1965),
superprodução acerca da relação conflituosa de um casal que tem como pano de fundo a
Revolução Russa; A Filha de Ryan (1970), uma história de amor em plena
Primeira Guerra Mundial; e Passagem Para a Índia (1984), um épico que trata da
questão racial durante o colonialismo inglês na Índia.
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A despeito de sua carreira irregular e repleta de fracassos, David Lean sempre foi mestre
em relacionar pequenas histórias individuais a grandes acontecimentos que marcaram a
humanidade, em inserir os dramas humanos dentro do panorama da História Universal. Sua
visão universal dos sentimentos humanos, sua discreta sensibilidade, seu apuro técnico e
seu perfeccionismo o tornaram um diretor de aptidão ímpar para a realização de épicos
inigualáveis, que hoje são verdadeiros clássicos do cinema.
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Principais
Filmes:
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- Nosso Barco, Nossa Alma (In Which We Serve, co-dir. Noël
Coward, 1942)
- This Happy Breed (1944)
- Uma Mulher do Outro Mundo (Blithe Spirit, 1945)
- Desencanto (Brief Encounter, 1945)
- Grandes Esperanças (The Great Expectations, 1946)
- Oliver Twist (1948)
- A História de Uma Mulher (The Passionate Friends, 1949)
- As Cartas de Madeleine (Madeleine, 1950
- Sem Barreira no Céu (The Sound Barrier, 1952)
- Papai é do Contra (Hobson's Choice, 1954)
- Quando o Coração Floresce (Summertime, 1955)
- A Ponte do Rio Kwai(The Bridge on the River Kwai,
1957)
- Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia, 1962)
- Doutor Jivago (Doctor Zhivago, 1965)
- A Filha de Ryan (Ryan's Daughter, 1970)
- Passagem Para a Índia (Passage to India, 1984)
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