Ayrton Senna:

Herói brasileiro, ídolo internacional!!!




Em 1960, dia 21 de março, na cidade de São Paulo, capital, nasce o filho de Milton Guirado Theodoro da Silva e Neide da Silva, Ayrton Senna da Silva. Um garoto que, mais tarde, se transformaria em ídolo mundial e herói brasileiro.

Ayrton, desde pequeno, era fanático por karts, e "seu" Milton, pai de Ayrton, sempre gostou de automobilismo. Percebendo a paixão do filho por karts, resolveu construir um para ele. Um brinquedo que se transformaria no lado mais sério da vida dele. Com 4 anos de idade, Ayrton já pilotava seu kart no limite. Com 9 anos, ganhou um kart oficial da Mini de seu pai, e aos 13 já estava estreando em competições: participou do Torneio de Inverno, em Interlagos, ganhando as duas provas e o torneio de estréia.

Ayrton era fanático por tudo que tinha motor, e, por isso, seu pai montou uma oficina, onde ele passava dias e noites mexendo em seus karts. Ele também dirigia o jipe que a família tinha na fazenda em Goiás.

Senna se dedicava exclusivamente ao automobilismo. Chegava da escola e ia para Interlagos treinar, e não dedicava-se muito a outros esportes. Apesar de ótimo piloto, ele não tinha um físico muito favorável, e ele, sempre determinado, passou a praticar, por recomendações (principalmente quando chegou a Fórmula 1), esportes e a fazer refeições controladas (nada de açúcar e frituras, e o mínimo de carnes vermelhas). Para relaxar, ouvia música. MPB era a preferida. Em busca da paz interior, Senna descobriu um forte lado religioso.

Senna era uma pessoa muito explosiva. Tinha vários inimigos. Amizades? Poucas, mas muito valiosas, dizia ele. Entre elas estavam os pilotos Gerhard Berger, Thierry Boutsen, os brasileiros Emerson Fittipaldi e Chico Serra, e, fora das pistas, Galvão Bueno e o mecânico Tchê.

O primeiro inimigo declarado de Senna foi o finlandês Keke Rosberg, que, em 85, no GP da Austrália, freou na frente de Senna, arrancando os spoilers dianteiros de sua Lotus. Teve sérios atritos com Nigel Mansell, mas apenas por alguns anos. Chegou a trocar socos com Michael Schumacher e com o irlandês Eddie Irvine. Trocou várias acusações com Michele Alboreto e o brasileiro Nélson Piquet. Ainda no mundo da F-1, em 88, deu uma bofetada no jornalista Giorgio Piola, irritado com críticas feitas pelo italiano. O tri-campeão Jackie Stewart, até então comentarista de TV, após dizer que Senna batia muito para um campeão, recebeu uma violenta resposta do brasileiro.

A mais grave inimizade de Senna foi com o megacartola Jean-Marie Balestre, presidente da FIA. Balestre irritou-se com as críticas feitas por Senna, envolvendo mudanças de regulamento, segurança das pistas e a proteção velada ao conterrâneo Alain Prost. Senna pediu-lhe desculpas por escrito, pois ficou sob ameaça de ter sua inscrição para a temporada de 91 vetada.

Mas o maior duelo ficou por conta da "briga" entre Aytron Senna e Alain Prost. Tentativas de ultrapassagens e fechadas ocasionavam diversas "indiretas" entre eles através da imprensa. A disputa que mais marcou o duelo dos dois pilotos, e talvez a maior disputa do século, foi nas temporadas 89 e 90. No GP do Japão (último da temporada), em 89, Senna forçou a ultrapassagem sobre Prost, e o francês acabou o fechando. Senna acabou voltando, mas foi desclassificado por ter cortado caminho em seu retorno à pista. Prost acabou levando o tri-campeonato. Um ano depois, também no GP do Japão (também último da temporada), Senna se vingou: largou na pole, evitou a ultrapassagem de Allain Prost, resultando na batida e no abandono dos dois pilotos, ainda na primeira curva. Senna, que tinha vantagem de pontos sobre o francês, consagrou-se bi-campeão.

Nas pistas, Ayrton dava show. Para ele, qualquer coisa abaixo de campeão era pouco. Não se contentava com segundo lugar. Fora nos campeonatos mundiais de Kart, que infelizmente não conseguiu se consagrar campeão, Senna conseguiu títulos e mais títulos: campeão da F-Ford 1600, F-Ford 2000, Fórmula 3 e Fórmula 1. Na F-1, passou pela Toleman, Lotus, McLaren e Williams.

Mas o destino foi impiedoso, e no dia 1º de maio de 1994 a carreira vitoriosa de Ayrton Senna foi interrompida por um gravíssimo acidente no GP de San Marino, Imola. Um acidente que chocou o mundo, e tirou a alegria do brasileiro, que vibrava com suas espetaculares ultrapassagens e suas inesquecíveis vitórias.

A irmã de Ayrton, Viviane da Silva, juntamente com sua mãe, assumiu o desafio de criar o instituto Ayrton Senna e trabalhar em projetos ligados a crianças carentes (esse era o sonho do piloto, que não chegou a realizá-lo).

Ayrton se foi, mas a paixão ficou. Por mais defeitos que achassem nele, por mais que o criticassem, para nós, ele sempre era perfeito, sempre era idolatrado por nós, brasileiros, e recebia o carinho de fãs de todo o mundo. Ayrton, talvez o maior piloto da história da Fórmula 1, tantas vezes injustiçado, hoje é lembrado com carinho e guardado no coração....



AYRTON.... AYRTON..... AYRTON SENNA DO BRASIL!!!!




As marcas de um campeão

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