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| INTRODU��O
A origem da vida consagrada est�, pois, no seguimento de Jesus Cristo a partir da profiss�o p�blica dos conselhos evang�licos. A refer�ncia vital e apost�lica s�o os carismas de funda��o. Sua fun��o consiste em dar testemunho de santidade e do radicalismo das bem-aventuran�as. Exige-se do consagrado total disponibilidade e testemunho de vida, levando a todos o valor da voca��o crist� . S�o sinais vis�veis do absoluto de Deus atrav�s do sinal de Jesus Cristos pobres,castos e obedientes. A par da hierarquia da Igreja, concretizou-se, a partir do s�culo IV, um movimento religioso de natureza asc�tica iniciado por Santo Ant�o e outros eremitas eg�pcios. Era um movimento m�stico, de ren�ncia ao mundo, que se opunha � atitude social corrente na �poca de viver bem a vida numa sociedade supostamente decadente. Essa atitude de recusa de tudo o que � material a favor do espiritual levou a que proliferassem os eremitas e os anacoretas � religiosos solit�rios, que viviam por desertos e ermos, entre jejuns, penit�ncias e ora��es. Este mesmo esp�rito levou � cria��o na Europa de agrupamentos de pessoas muito religiosas que viviam em comunidades sob votos de pobreza, castidade e obedi�ncia. Eram os primeiros conventos de monjas e monges. ORIGEM Coube a S�o bento, no s�culo V, regulamentar o comportamento destas comunidades com leis e car�ter social e religioso � a Regra. Mediante esta regra, passou a ser poss�vel aos religiosos levar uma vida contemplativa e simultaneamente praticar trabalho manual �rduo e simples, essencial � manuten��o daqueles conventos. Muitas vezes esses trabalhos transcendiam o manual e tornavam-se intelectuais e at� art�sticos com qualidade. Esses mosteiros ou conventos foram por isso reposit�rios de conhecimentos, arquivos de livros e documentos raros, que, escapando � f�ria dos tempos conturbados que se viviam, foram depois fontes de ensino e um precioso meio de conserva��o da cultura da antiguidade. Embora cumprindo a sua miss�o merit�ria, os conventos e os mosteiros foram-se degradando com o tempo e a regra mon�stica teve de ser reestruturada por not�veis reformadores, S�o Bernardo (1090-1153) e S�o Bruno (1030-1101). Mesmo depois destas reformas, e embora os monges e freiras se mantivessem no estado de pobreza requerido pelos seus votos, os conventos e mosteiros enriqueceram, e aos poucos come�aram a esquecer-se do ideal de pobreza original. Contrariando esta tend�ncia e assumindo uma forma de pobreza, total, surge nos princ�pio do s�culo XIII, as ordens de frades mendicantes � os Franciscanos e os Dominicanos primeiros, e a seguir os Carmelitas. AS VIRGENS CONSAGRADAS Esta constitui a primeira forma de vida feminina especialmente consagrada. Sua Origem data dos tempos apost�licos, onde in�meras jovens ofertavam-se inteiramente ao Senhor na consagra��o volunt�ria e perp�tua de sua virgindade. Atrav�s das virgens consagradas o Esp�rito de Deus testemunha no interior da Igreja Primitiva, o in�cio de um novo tempo, do tempo do Reino dos C�us. Pelo testemunho daquelas mulheres que se consagravam incondicionalmente a Deus, percebia-se que nascia a partir de Cristo, uma nova mentalidade, a mentalidade do Reino de Deus, o voltar-se para as coisas do alto. Tal mentalidade era diferente daquela do juda�smo, fundada na terra e na posteridade. As virgens consagradas constituem uma imagem escatol�gica especial da Esposa celeste e da vida futura, quando finalmente, a Igreja viver� em plenitude o seu amor por Cristo Esposo. O EREMITISMO No S�c. III a vida consagrada tomou a forma erem�tica. Esta foi � primeira forma de vida consagrada masculina. Alguns historiadores encontram em data anterior a vida erem�tica, uma certa forma de vida organizadas, formadas pelos ascetas crist�os e denominadas "monacato urbano". A vida erem�tica teve express�es de grande generosidade: os eremitas retiravam-se para o deserto, viviam na solid�o e no sil�ncio, na ora��o e na penit�ncia, n�o deixando de lado o trabalho manual e a dire��o espiritual, muitas vezes feita atrav�s de cartas que s�o verdadeiros tratados. Santo Ant�o (251-356 d.C) � considerado o patriarca da vida erem�tica de teologia asc�tica e m�stica. Os homens e mulheres eremitas, testemunham atrav�s da separa��o interior e exterior do mundo o car�ter provis�rio do tempo presente, e pelo jejum e pela penit�ncia atestam que o homem n�o vive s� de p�o, mas da Palavra de Deus. Uma vida Assim "no deserto" � convite aos indiv�duos e � pr�pria comunidade eclesial para nunca perderem de vista as voca��es supremas, que � estar sempre com o Senhor. O CENOBITISMO OU MONAQUISMO ORGANIZADO Inicialmente devemos afirmar que a origem do monacato organizado permanece em discreta penumbra. Segundo a maioria dos historiados eclesiais, o cenobitismo tem como ber�o o eremitismo. Aos poucos a vida erem�tica foi cedendo lugar � vida cenobitica (comunit�ria). O cenobitismo ou monaquismo organizado apresentava suas vantagens: a vida comunit�ria, com ocasi�es freq�entes de se praticar a caridade; a presen�a de um superior (abade), que governava e controlava a comunidade, suas atitudes e comportamentos; a Regra, que regulamentava a vida dos monges na ora��o, no trabalho, no vestu�rio, na alimenta��o, no estudo. A vida e a espiritualidade cenobita era muito semelhante da eremita (ora��o, ascese, trabalho manual, dire��o espiritual), por�m, alguns fatores faziam a diferen�a: a vida comunit�ria, o abade, a regra e a dedica��o aos estudos. Vale destacar que a "comunidade" para os cenobitas n�o � simples meio de servi�o da perfei��o evang�lica, mas pertence ao projeto mesmo do "seguimento de Cristo".S�o Pac�mio (346 d.C) foi o primeiro organizador da vida cenob�tica (koinonia). O primeiro mosteiro data de 320 e foi fundado por S�o Pac�mio em Tabenisi, a 575 Km ao sul da moderna cidade do Cairo. O oriente foi o ber�o do monaquismo, que se difundiu pelos lugares retirados do Egito, da Palestina, da S�ria. S�o Bas�lio Magno, foi o grande legislador do monaquismo oriental, dando a este uma ampla motiva��o teol�gica. s�o Martinho de Tours (+397 d.C) � o primeiro monge documentado no Ocidente , S�o Bento � conhecido como "patriarca do monges ocidentais que escreveu sua regra, valendo-se da tradi��o mon�stica oriental e ocidental e adaptando-a �s condi��es de vida de �poca. A regra beneditina tornou-se famosa na Igreja por sua psicologia e linguagem jur�dica segura. O triunfo da regra beneditina se deu em 817 quando todos os mosteiros do Ocidente adotaram a Regra de S�o Bento como norma �nica. De fato, at� o s�culo XI os monges do ocidente identificavam-se com os monges beneditinos. O fundamento evang�lico da vida consagrada est� na rela��o que Jesus estabeleceu com alguns de seus disc�pulos, convidando-os a colocarem sua exist�ncia ao servi�o do Reino, deixando tudo e imitando mais de perto a sua forma de vida. DEFINI��O TEOL�GICA DA VIDA RELIGIOSA A vida religiosa � uma experi�ncia de f�. Por isso, s� pode ser entendida a partir da f�. Querer compreend�-la a partir de outros pressupostos � condenar-se irremediavelmente a n�o compreend�-la. A vida religiosa � uma pr�-representa��o sacramental na Igreja de Cristo. O adjunto sacramental deve ser compreendido como se referindo explicitamente ao sacramento, por isso mesmo indica a id�ia de visibilidade de realidade e de efic�cia. N�o se trata simplesmente de algo convencional ou meramente intencional, por�m sim de algo real e verdadeiro. A vida religiosa representa, isto �, apresenta de novo, perp�tua, renova e prolonga na igreja o g�nero da vida vivido por Cristo, ou, mais exatamente, a Cristo mesmo que segue vivendo, n�o obstante, suas tr�s dimens�es essenciais. Essa representa��o denomina-se sacramentalmente porque � vis�vel, verdadeira e real. A conota��o de visibilidade � pr�pria de todo o sinal e na vida religiosa e plenitude dessa visibilidade se consegue e se expressa na vida comunit�ria. Os conselhos evang�licos s�os os aspectos principais dessa representa��o sacramental. A miss�o insubstitu�vel da vida religiosa - sua identidade - � tornar de novo vis�vel e realmente presente entre os homens Cristo casto � obediente - pobre. O estado religioso atesta o Conc�lio Vaticano II: Imita mais de perto e representa na igreja o g�nero de vida que o Filho de Deus, abra�ou quando veio a este mundo para cumprir a vontade do Pai e que prop�s aos seus disc�pulos que o seguiam (LG 44) O religioso � um crist�o, convocado por especial e derradeira voca��o divina e consagrado por Deus mediante a profiss�o religiosa configurando-se realmente com Cristo, para deste modo faze-lo visivelmente presente na Igreja nas suas tr�s dimens�es essenciais de seu projeto de vida. Por isso, o religioso � a presen�a ou representa��o sacramental na igreja de Cristo. A virgem Maria, como afirmou o Papa Paulo VI no encerramento da III Sess�o do Conc�lio Vaticano II, realizou na sua vida terrena a perfeita figura do disc�pulo de Cristo encarnando as bem-aventuran�as evang�licas. Em vista disso, toda a igreja nela encontra a mais aut�ntica forma da perfeita imita��o de Cristo. A vida religiosa � tamb�m imita��o e seguimento de Maria. Os mesmos conselhos evang�licos realizam uma verdadeira configura��o com Maria no seu g�nero de vida casta, obediente e pobre e na sua consagra��o total � Pessoa e � obra do seu Filho. Ela � modelo e princ�pio ativo do seguimento evang�lico de Cristo e penhor de fidelidade a deus a aos homens, VOCA��O CRIST� O aceno de Deus � exist�ncia n�o pode ser definido simplesmente como voca��o, como tamb�m Deus n�o chama ningu�m para uma tarefa humana ou temporal. Somente num sentido mais amplo pode-se falar de voca��o a uma miss�o de ordem temporal. Deus chama � salva��o sobrenatural, chama a fim de trabalhar pela salva��o sobrenatural dos outros. Deus chama o homem � amizade e filia��o divina. Entretanto, Deus chama o homem numa comunidade de salva��o a partir duma comunidade de salva��o denominada igreja, Da� ser voca��o crist� a voca��o em Cristo e voca��o na Igreja. Essa �ndole social da salva��o � um dos pontos mais explicitamente afirmados pelo Conc�lio. Esta � a voca��o crist�, comum a todos os homens, que � a voca��o fundamental por excel�ncia. Somente assim tem sentido e s�o compreendidas as �voca��es de consagra��o� - mesmo que tal denomina��o n�o nos conven�a plenamente. Voca��o crist�, que � um convite gratuito do Pai - em Cristo � � amizade e filia��o, que se efetiva pessoalmente, por�m, nessa comunidade chamada Igreja. Esta voca��o � uma elei��o de Deus livre, gratuita, excluindo, por isso mesmo, toda id�ias de m�rito. O amor � sua �ltima raiz. A gra�a � dom, � convite, ao mesmo tempo. Convite eficaz, porque eficaz. E o convite � gra�a, puro dom desinteressado. Essa � a voca��o universal, o chamado espont�neo de Deus a todo homem. Um convite que, em Cristo torna-se voz humana e palavra encarnada. Por�m, assim como todos fomos de somos chamados em Cristo a ser o que ele � - filhos do Pai e da Virgem M�e � tamb�m fomos e somos chamados na Igreja a ser fam�lia, povo e Reino de Deus. A igreja � comunidade de convocados e comunidade convocada e invitada. Dentro dessa voca��o comum e universal - n�o � margem ou paralelamente a ela - registrem-se a voca��o religiosa e a voca��o sacerdotal que, al�m de serem voca��es estritamente pessoais, tem uma dimens�o marcadamente social e afazeres espec�ficos na Igreja. O MIST�RIO DA IGREJA A Igreja � uma sociedade de salva��o sobrenatural. � sinal, sacramento, da presen�a salv�fica de Cristo. Por isso, sua miss�o � intrinsecamente religiosa. A Igreja � a realiza��o hist�rica, temporal e atual do plano salvador do Pai. Por isso � um mist�rio da salva��o sobrenatural que se efetua em Cristo. Da� n�o ser ela mais do que o prolongamento da Pessoa e da miss�o salv�fica de Cristo. A Igreja pode ser definida como uma comunh�o de vida com Deus invis�vel e visivelmente com os homens na profiss�o de f�, na participa��o dos sacramentos e na obedi�ncia � mesma autoridade hier�rquica. A VIDA RELIGIOSA A vida religiosa n�o � um estado intermedi�rio entre o sacerd�cio e o laicato, j� que tanto os sacerdotes como leigos podem ser religiosos. N�o pertencem obviamente, � estrutura hier�rquica da Igreja, por�m, de maneira incontrovers�vel � sua vida a sua santidade, vale dizer, � estrutura interior, pneum�tica ou carism�tica. A vida religiosa � um carisma, um dom de gra�a outorgado � Igreja. � estado de vida provocado na Igreja pelo Esp�rito Santo para representar o teor de vida de Cristo. Pr�prio do carisma � ser uma manifesta��o do poder e da for�a do Esp�rito Santo, que vive e transita na Igreja e em cada um dos crist�os. A vida religiosa � manifesta��o vigorosa e permanente desse Esp�rito, que � o Esp�rito do Senhor ressuscitado que, desde dentro da Igreja e dentro de cada crist�o, agita eficazmente a seguir e imitar o modo de viver de Cristo. Os conselhos evang�licos, desenvolvidos de maneira constante e com car�ter est�vel e de sacralidade que recebem do voto, transformam-se em lei de vida para os religiosos. Esta consagra��o � feita na Igreja mediante seu minist�rio. Os conselhos evang�licos s�o patrim�nio da Igreja, s�o um bem comum a ela inteira outorgado, dela e nela, alguns dos seus filhos, para que vivam com a mesma express�o sens�vel que tiveram em Cristo. O Conc�lio ressalta expressamente que s�o um dom divino que a igreja recebeu do seu Senhor que com sua gra�a sempre o mant�m. Como todos os dons de gra�a ofertados por Deus � Igreja, � tamb�m irrevog�vel (Rm 11,28). O teor de vida alicer�ado nesses conselhos jamais poder� faltar � Igreja. A Igreja n�o responderia cabalmente aos desejos de Cristo, assinalava Pio XII aos Superiores Gerais, se n�o houvesse nela aqueles que vivessem os conselhos evang�licos (11/2/1958: AAS, 50 (1958), p. 154). Da� dizer-se que: A Igreja seria infiel ao seu Esposo e Senhor se dissonasse, n�o conservando esse dom. A vida da Igreja, sem a vida religiosa, permaneceria inacabada na ordem objetiva da santidade, sendo ela a consagra��o batismal levada at� �s �ltimas exig�ncias objetivas. Ainda que a vida religiosa seja um carisma e os Institutos religiosos, a evolu��o de um carisma, n�o s�o pura espontaneidade, mas recebem da Igreja formas est�veis que, de certo modo, convertem-nos em institui��o. Na verdade, a vida consagrada est� colocada mesmo no cora��o da Igreja, como elemento decisivo para sua miss�o, visto que exprime a �ntima natureza da voca��o crist� e a tens�o da Igreja-Esposa para a uni�o como o �nico Esposo. Sua fun��o de ajuda e apoio exercida pela vida consagrada � Igreja n�o se restringe aos tempos passados, mas continua a ser um dom precioso e necess�rio tamb�m no presente e para o futuro do Povo de Deus, porque pertence intimamente � sua vida, santidade e miss�o. CRISTO E A IGREJA O voc�bulo �testemunho� s� tem sentido e valor teol�gico em conex�o com Cristo e com a Igreja. Transforma-se, sem mais nem menos, numa palavra profana quando com ela n�o fazemos refer�ncia expl�cita � Igreja ou a Cristo. Na realidade, toda a teologia do testemunho exaure de Cristo, e somente se entende a partir dele. Cristo � o Am�m, o grande Sim do Pai, o Testemunho Fiel, como o denomina o Apocalipse. Assim fala o Am�m, o Testemunho Fiel e veraz (Ap 3,14). Cristo, assevera S�o Paulo, n�o foi sim e n�o, nele n�o houve sen�o sim, pois todas as promessas feitas por Deus foram um sim nele, por isso dizemos por ele o Am�m � gl�ria de Deus (II Cor 1,19-20). Cristo veio para ser testemunho da verdade. Foi para isto que nasci e para isto vim ao mundo: para dar testemunho da verdade (Jo 18,37). Cristo � testemunha do Pai, demonstra��o e testemunha de seu amor aos homens, de nossa voca��o sobrenatural de seus filhos e da realidade dos bens celestiais. O ap�stolo Paulo denomina Cristo �Pont�fice dos bens vindouros� (Hb 9,11), isto �, dos bens definitivos. A Igreja, como alongamento de Cristo e continuadora de sua miss�o, projeta-se diante do mundo como testemunhas e signo de salva��o. Salva��o, contudo, sobrenatural. Anuncia, se faz presente, ou melhor, representa Cristo, salva��o, n�o sendo sua tarefa promover uma salva��o temporal, mas eterna. TESTEMUNHAS DE CRISTO O esp�rito do Senhor ressuscitado transforma os ap�stolos em testemunhas de Cristo: de sua vida de sua palavra e, sobretudo, de sua ressurrei��o (At 1,8). Quando nos evangelhos sin�ticos nos deparamos com a palavra evangelho, em S�o Jo�o temos palavra testemunha e enquanto em S�o Jo�o temos a palavra vida, nos sin�tico reino. Por isso, do mesmo modo com reino, vida s�o sin�nimos, assim tamb�m evangelho e testemunha. Logo, dar testemunho corresponde a evangelizar, ou seja, a fazer apostolado. Para ser e denominar testemunha ou ap�stolo de Cristo, nesse sentido t�cnico, mesmo antes de o voc�bulo ter sofrido evolu��o, tendo simplesmente o significado de disc�pulo, crist�o ou anunciador da Boa Nova, n�o era suficiente ter conhecido Jesus, nem ter ouvido suas palavras desde seu batismo no Jord�o. Urgia-se, al�m do mais, ter testemunho e recebido o dom especial do Esp�rito Santo. A prega��o crist� e a vida inteira do crente devem proclamar Cristo, testificar sua vida ao mundo, a realidade de sua carne, sua condi��o de Filho de Deus, de Messias, de Salvador, etc. Proclamar que Cristo veio e que retornar� ao fim dos tempos, proclam�-lo comesse matiz de seguran�a e de alegria dos ap�stolos, partindo do Pentecostes, � evangelizar e fazer apostolado. VIDA RELIGIOSA E ADVENTO Maranatha! A palavra �advento� � a primeira e �ltima do ano lit�rgico, abrindo e fechando o ciclo das celebra��es dos mist�rios crist�os. Todo o Antigo Testamento foi um gigantesco advento: prepara��o, anelo e expecta��o do Messias. Viver era esperar. N�o somente aguardar passivamente o desenvolvimento dos eventos, mas desejar com viva �nsia o estabelecimento do Reino, a chegada do Enviado de Deus. Viver era esperar e ir, ao mesmo tempo, preparando os caminhos do Senhor. O Senhor j� veio! Aquilo que um dia foi objeto de esperan�a, � hoje uma realidade hist�rica e objeto j� realizado de nossa f�. A quilo que agora � todavia promessa, de imediato se converter� tamb�m em posse e contentamento. Assim como afirmamos e sabemos que o Senhor veio, sabemos e afirmamos que o Senhor retornar�. Em virtude da morte e da ressurrei��o gloriosa, Cristo, conseguiu um novo modo de ser e de atuar com vivo contrate com o estado de �aniquilamento� que caracterizou sua primeira vinda. E toda a igreja vive agora na seguran�a e certeza gozosa desta primeira vinda e num desejo incontido e na firme esperan�a da derradeira e definitiva vinda do Senhor no final dos tempos. Esta segunda vinda do Senhor j� se iniciou. N�o � s� um acontecimento futuro, nem uma realidade est�tica, mas essencialmente din�mica, que se vai realizando todos os dias como o estabelecimento do Reino. Maranatha, resume e encerra toda atitude de esperan�a, de f� e de ora��o da Igreja primitiva. � uma palavra polivalente. �, ao mesmo tempo, a solidifica��o de um fato j� realizado: O Senhor veio! O Senhor est� ai! � um ato de f� e de esperan�a na pr�xima vinda do Senhor. Um desejo que come�ou j� a se efetivar e que ser� realizado um dia plenamente: O Senhor vir�! O Senhor est� perto, est� vindo! � tamb�m uma ora��o, a ora��o do Esp�rito e da Esposa: �Vem!... Vem, Senhor Jesus!�. A VIDA CONSAGRADA COMO SINAL DE DEUS Pode-se analisar por primeiro a palavra sinal. E o seu significado S�o v�rios, vejamos: 1)Aquilo que serve de advert�ncia,ou que possibilita conhecer,reconhecer,ou prever alguma coisa. 2)Expediente convencionado para se transmitirem a distancia ,por meios vis�veis ou auditivos,ordens,noticias,avisos,etc. 3)Demonstra��o interior de um pensamento ou de uma inten��o. 4)Indicio,rastro. 5) Marca,tra�o,vest�gio. 6) Manifesta��o,prova,prenuncio. 7) S�mbolo de uma opera��o. Ao analisar essa palavra fica f�cil,falar da vida consagrada como sinal de Deus,pois se percebe que a consagra��o � a marca que Deus imprime nos homens, para preanunciarem a manifesta��o da vida que h� de vir. � o reconhecer de Deus na vida do homem ,da igreja e de toda a cria��o,Tamb�m � a prova do segmento de Cristo sendo expediente para transmitir por meios vis�veis as ordens,a noticia dada pelo Alt�ssimo Rei. Sendo uma grande demonstra��o interior do pensamento Crist�o e do pr�prio Deus, Portanto � um grande s�mbolo da opera��o salv�fica de Deus para homem Cristo ao anunciar a Boa Nova prop�s uma �nova forma� de vida ,na realidade o Senhor,n�o modificou a lei,mas mostrou como realmente o homem deveria viver. E a vida religiosa � um sinal d�Ele para testemunhar a uni�o da Sant�ssima trindade e a vida futura no c�u. Pois Ele mesmo disse: �Vos sois o sal da terra. Se sal perde o sabor ,com que ser lhe � as restitu�do o sabor?Pra nada mais serve sen�o para ser lan�ado fora e calcado pelos homens.�. A vida religiosa deve se sinal porque Cristo pediu para se sal da terra. Ela � um tipo de sal da sentido de vida a muitas almas. � Atrav�s da vida religiosa que Deus se manifesta,quando um religioso leva o nome de Deus aonde se precisa . O mundo precisa de sinais divinos para viver e encontrar Deus . E a vida religiosa faz bem o seu papel. O santo pai Francisco de Assis Passou por algumas dessas fases quando Deus lhe deu a marca (Sinal) do chamado a vivencia evang�lica. Come�ou a seguir a Cristo nas grutas como eremita buscando intimidade com Deus e dando sentido a sua vida ,partindo dessa intimidade vai at� os lepros�rios para confirmar esse amor por Deus,que o fez lan�ar-se para o outro ,comprometendo-se como um sinal de Deus, e enfim como religioso quando Deus lhe deu irm�os para vivencia fraterna. S�o Francisco Quis ser sinal de Deus quando pediu ao papa que aprovasse sua regra: �A regra e a vida dos Frades Menores � esta:observar o Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus cristo,vivendo em observ�ncia,sem nada de pr�prio e em castidade.� Ao indicar no caminho da castidade mostrou um modo pobre de ser e de segui o Cristo como testemunho dos anjos que contemplam a face de Deus. Fica claro quando se usa a palavra do documento a vida consagrada em comunidade.�A vida consagrada anuncia e de certo modo antecipa o tempo futuro,quando alcan�ada a plenitude daquele Reino dos c�us que agora est� presente apenas em g�rmen e no minist�rio,os filhos da ressurrei��o n�o tomar�o esposa nem marido,mas ser�o como anjos de Deus�.A entrega total dos bens que s�o Francisco prop�e � a prova que ele pode dar ao mundo.� poss�vel viver a liberdade interior,Proclamando que Deus � o Sumo Bem,e que para Ele deve converge as nossas vidas. A vida Franciscana � um belo sinal de Deus,porque a sua miss�o n�o se restringe,n�o se limita,mas � bem abrangente por causa da regra que � o pr�prio evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. O interessante � que o franciscanismo deve cantar a alegria da cria��o,louvar a irm� morte,em todos e em tudo reconhecer-se irm�o como obras do Criador e seguir o Cristo crucificado,pobre e sevo. Fazendo como o pr�prio Cristo Fez. Palavras de exorta��o �ouvi pobrezinhas� Ouvi, pobrezinhas, Chamadas pelo Senhor, que de muitas partes e prov�ncias sois congregadas: Vivei sempre na verdade, e que sempre na obedi�ncia morrais. N�o olheis a vida l� de fora,porque a do esp�rito � melhor. Eu vos pe�o com grande amor,que tenhais discri��o nas esmolas que vos d� o Senhor. As que est�o agravadas por enfermidade e as que por elas est�o fatigadas, umas e outras suportem tudo isso em paz, pois haveis de vender bem caro esta fadiga, porque cada uma ser� coroada rainha no c�u com a virgem Maria. Ser�fico pai s�o Francisco de Assis ANEXO A import�ncia da vida consagrada Quando a Igreja fala de Vida Consagrada, est� se falando de uma voca��o, que tem v�rias modalidades de vida dentro da Igreja. Seguem essa voca��o os Monges e Monjas, os Religiosos e Religiosas, das Ordens, Congrega��es e Institutos Religiosos. Vida Consagrada constitui um grande tesouro na Igreja e � uma excepcional for�a e servi�o em atividades da igreja e no mundo. O Conc�lio Vaticano 2�, ao tratar da Vida Consagrada, diz: �O estado de vida Consagrada � constitu�do pelos conselhos evang�licos, embora n�o perten�a � estrutura hier�rquica da Igreja, est� contudo firmemente relacionado com sua vida e santidade� (LG, 44). �Os conselhos evang�licos da castidade consagrada a Deus, da pobreza e da obedi�ncia se baseiam nas palavras e nos exemplos do Senhor. S�o recomendados pelos Ap�stolos, Santos e Padres e pelos mestres e pastores da Igreja. Constituem um dom divino que a Igreja recebeu do seu Senhor e por gra�a dele sempre conserva. A pr�pria autoridade da Igreja, guiada pelo Esp�rito Santo, cuidou de interpretar os conselhos evang�licos, regulamentar-lhes a pr�tica e estabelecer formas est�veis de vida� (LG 43).A Vida Consagrada � sobretudo um sinal. Diz o Conc�lio: �A profiss�o dos conselhos evang�licos se apresenta como um sinal que pode e deve atrair eficazmente todos os membros da Igreja para o cumprimento dedicado dos deveres impostos pela voca��o crist�. Como, por�m, o Povo de Deus n�o possui aqui (no mundo) morada permanente, mas busca a futura, o estado religioso (de Vida Consagrada), pelo fato de deixar seus membros mais desimpedidos dos cuidados terrenos, ora manifesta j� aqui neste mundo a todos os fi�is � presen�a dos bens celestes, ora d� testemunho da nova e eterna vida conquistada pela reden��o de Cristo, ora prenuncia a ressurrei��o futura e a gl�ria do Reino celeste� (LG 44). Assim, a Vida Consagrada � sinal das coisas de Deus, da nossa ressurrei��o futura e da gl�ria do Reino celeste, pois faz destas realidades sua vida j� aqui no mundo. Jo�o Paulo II diz: �A primeira tarefa da Vida Consagrada � tornar vis�veis �s maravilhas que Deus realiza na fr�gil humanidade das pessoas chamadas. Mas do que com as palavras, elas testemunham essas maravilhas com a linguagem eloq�ente de uma exist�ncia transfigurada, capaz de suscitar a admira��o do mundo�. Dom Cl�udio Cardeal Hummes Arcebispo de S�o Paulo CONCLUS�O O verdadeiro consagrado, em vez de dizer que nada possui, que sacrificou ou perdeu sua liberdade ou, ainda, que deve levar uma vida privada do amor humano, testemunhar�, com a pr�pria vida ser homem plenamente livre, rico e cheio de amor, porque quem nele vivi � Cristo � homem perfeito � que cada um de n�s amou e por cada um de n�s se entregou at� a morte e morte de Cruz. Por isso diz Jesus no Evangelho: Em verdade, vos digo, ningu�m h� que tenha deixado casa ou irm�os ou irm�s, ou pai ou m�e, ou filhos, ou terras por causa de mim e por causa do Evangelho que n�o receba, j� neste s�culo, cem vezes mais casas, irm�os, irm�s, m�es, filhos e terras -, com persegui��es, - e no s�culo vindouro a vida eterna. Por tudo isso pode dizer que a vida consagrada vale por si. Seu fazer, sua utilidade na Igreja e no mundo consiste justamente em ser ela manifesta��o particularmente rica dos valores evang�licos mais radicais e atua��o mais completa do objetivo da Igreja: a santifica��o da humanidade. Por isso, � a ela que, dentro da Igreja, mais compete anunciar, e de certo modo antecipar, o tempo futuro, quando na plenitude do Reino dos c�us os homens ser�o como anjos de Deus. REFER�NCIAS BIBLIOGR�FICAS ALONSO, Severino. A Vida Consagrada. S�o Paulo: Ave Maria, 1991. DOCUMENTO PONTIF�CIO. Lumen Gentium de Ecclesia. S�o Paulo: Paulinas, 1967. DOCUMENTO PONTIF�CIO. Vita Consecrata. S�o Paulo: Paulinas, 1998. FASSINI, Frei Dorvalino Francisco. Vida Consagrada e Forma��o. Porto Alegre: Evangraf, 2002. TAVARES, Jorge Campos. Dicion�rio de Santos. Porto: Lello & Irm�o, 1990. p.169. |
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