| Caríssimo (a) Irmão (ã), Paz & Bem! Eu me chamo Fábio Soares da Silva. Sou natural da Cidade de Nilópolis, na Baixada Fluminense. Com 31 anos. Morando atualmente em Petrópolis, como postulante Franciscano Conventual cursando a graduação em Filosofia. Ao relatar agora, parte de meu itinerário vocacional, sinto a necessidade de agradecer, primeiramente a Deus que me proporcionou a experiência a grande vocação que é dada a cada um de nós que é o chamado a vida. E nesta vida Ele me chama a seguir uma forma particular, como religioso Franciscano Conventual, de ser feliz e de ser sinal de Seu Amor, Alegria e Misericórdia no mundo com o carisma de São Francisco de Assis os passos de Cristo pobre e crucificado. Agradeço também a minha família na pessoa da minha querida mãe Luiza Anete, de meu saudoso pai Francisco Carlos, e de meus amados irmãos Renata e Raphael Soares da Silva e à tantas pessoas (parentes e amigos) que caminharam e caminham comigo fortalecendo e incentivando a realização do "Sonho de Deus" na minha vida, sendo estas pessoas sinal da presença do Altíssimo. Não poderia deixar de agradecer a Virgem Imaculada Aparecida que desde criança me amparou não deixando cair nos braços da "irmã Morte" restaurando a minha saúde milagrosamente após uma grave doença (bronco-pneumonia) aos quatro meses de idade sem esperança médica de sobreviver (não suportaria passar mais uma noite), e no dia seguinte não havia nenhum resquício da doença! Por este, entre outros inúmeros motivos, a minha singular devoção a este título da Mãe de Deus! Minha experiência religiosa como católico, se deu de forma um pouco tardia, já que meus pais não eram católicos fervorosos, apesar de sempre ter sido educado nos preceitos cristãos; tendo como grande exemplo de fé e devoção católica do meu saudoso avô materno, muito devoto de São Francisco da Chagas (me ensinando a "oração pela paz" atribuída ao Seráfico Pai) e da Virgem Maria. Foi batizado ainda bebê, na Igreja de Nossa Senhora Aparecida em Nilópolis, paróquia administrada pelos Frades Franciscanos; no entanto só retornei para esta Igreja aos 13 anos de idade para iniciar os encontros de catequese, de maneira muito livre e espontânea já que minha mãe sempre incentivou, mas nunca obrigou a fazer contra a vontade esta caminhada religiosa; por que ela sabia o quanto deve ser levado a sério. Deste então nunca mais saí da Igreja! A cada missa dominical aprendia a entender os mistérios sagrados (graças a presença dos frades e de uma acolhedora equipe de liturgia) me adentrava cada vez mais no amor de Deus e na Sua comunidade de Fé, ou seja, no "Seu povo Eleito" e cada vez mais me sentia parte deste povo, e sendo Igreja, natural e espontaneamente vinha a necessidade de me doar cada mais por ela (Igreja)! |
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| Meu primeiro encontro com Jesus Eucarístico foi no dia 03/12/1990, com a missa presidida por Frei Vitalino Piaia OFM (a primeira dele nesta paróquia) sem dúvida foi um dia inesquecível, confesso agora que senti algo de muito maravilhoso neste encontro com o Senhor e que alguma coisa de diferente iria acontecer a partir deste momento na minha vida, mas o que seria? No domingo seguinte primeira já estava iniciando minha vida na paróquia quando entrei no grupo de Jovem Perseverança onde aprendi a amar a Liturgia e a vivência na comunidade de fé. E a amadurecer em idade e na fé; no fim de 1991 estava já fazendo curso para ser catequista; em agosto de 1992 foi Crismado por Dom Adriano Hipólito, OFM e em 29 de novembro deste mesmo ano (sendo motivado pela Vigília Pascal deste ano) foi apresentado à comunidade paroquial como Ministro Extraordinário da Palavra e posteriormente com os anos, catequista de Crisma, animador de Liturgia em nível de pastoral. Pela necessidade passei a participar na capela de Nossa Senhora de Fátima desta mesma paróquia de Nilópolis, onde trabalhei mais intensamente e ganhei amigos mais próximos. Sempre procurei me empenhar nas tarefas que Deus me proporcionava para Igreja e para o povo, e deste então percebi a importância de estar a serviço. No entanto Ele só estava me preparando para uma coisa muito maior, que apenas intuía, mas não assumia por receio ou por estar equivocado sobre este chamado, por isso não tinha parado ainda para pensar sobre ser religioso. Mas já sabia que as possibilidades que me apareciam não era o que satisfazia profundamente o meu coração. Confesso que no início da minha caminhada na Igreja não sabia a diferença entre Padre e Frade, mas sempre foi muito curioso e não perdia um encontro de formação que a paróquia ou a diocese oferecia; e este tema e muito outros, foram se esclarecendo e incentivando minha fé e sem perceber a minha vocação! A semente vocacional foi lançada num encontro em 1991 pelo promotor vocacional Frei Severino Clasen OFM (Hoje Bispo de Araçuaí /MG) numa semana vocacional com os jovens; seus esclarecimentos e questionamento que o Frade fazia em relação a qual vocação seguir encontraram eco no meu coração, mas ainda muito longe e sem expectativa imediata. Apesar da demora esta semente começou a brotar no ano de 1999 após a Vigília Pascal quando comecei a "deixar-me seduzir pelo Senhor". No entanto não procurei os frades da minha paróquia, como recebia a assinatura da revista "O Mensageiro de Santo Antônio"(dos Frades Conventuais) onde na última página sempre vinha um convite vocacional com os endereços e telefones. Interessei-me e telefonei para o Convento São Francisco de Assis no Rio Comprido/RJ e marquei uma entrevista com Frei Robson Malafaia OFM Conv. (hoje meu Formador) e após de uma conversa fraterna e acolhedora ao telefone. Num sábado estava lá no Convento para conhecer mais de perto o que seria ser um vocacional, ser frade, e o que poderia acontecer se fosse mesmo um chamado de Deus. Depois de muita explicação sobre a Ordem Franciscana Conventual e de ter sido muito bem acolhido, Frei Robson me aconselhou a procurar os frades da minha paróquia já que eles também eram Franciscanos (apesar de outra família) e por minha história vocacional ter se iniciado por lá, mas manteria contato para saber como estaria meu discernimento vocacional. No domingo seguinte procurei o pároco da Igreja de Nilópolis para pedir informação sobre o acompanhamento vocacional, ele me informou que era no terceiro domingo de cada mês à tarde com frei Ademir Sanquetti OFM (Vigário paroquial); e neste mesmo dia marquei minha presença para o próximo encontro. Foram dois anos de discernimento (um ano com o citado frade e o último com Frei Sandro Roberto da Costa já que o anterior tinha se tornado o novo pároco da igreja) e em 2002 foi para o aspirantado dos OFM's em Ituporanga/SC numa experiência riquíssima para a minha caminhada vocacional! No entanto em 2003 no Postulantado em Guaratinguetá/SP, passados dois meses, por não ter me adaptado, retornei para casa para refletir a minha vida vocacional. Este período de recomeço da minha vida foi de grande crescimento e reflexão. Tive o apoio de familiares e de verdadeiros amigos que não me abandonaram neste tempo de provação e angústia. Ainda no mesmo mês que tinha chegado em casa, uma amiga que tinha contato com os frades conventuais soube que tinha retornado e me convidou para entrar em contato de novo com a pastoral vocacional, ao menos para conversar; no entanto queria deixar o tempo passar um pouco mais. Retornei às atividades na igreja e após ficar um bom tempo desempregado, Frei Ademir me ofereceu um trabalho na igreja matriz como zelador (serviços gerais) que me ajudou bastante, não só financeiramente, mas também de estar diante de Deus, na casa dedicada a Virgem Aparecida, diariamente me confortando e incentivando a não abandonar o discipulado começado; procurava manter a assiduidade na oração e na eucaristia para que o Senhor me indicasse a resposta ao meu questionamento: "Senhor que queres que eu faça, o que queres de mim?" Senti-me novamente acolhido ao procurar os Frades Conventuais, e recomecei a fazer os encontros vocacionais que duraram quase dois anos, o que foi muito bom, pois não me sentia preparado para retornar a vida religiosa antes deste período. Minha vida se encheu de alegria quando no mês de novembro de 2004 foi convidado para fazer o "estágio" em Andrelândia/MG (seminário São Francisco de Assis/postulantado) conhecer a casa de formação onde poderia morar no ano seguinte como postulante, recomeço, ou melhor, o reencontro com a caminhada que tinha ficado para trás! Após alguns dias de intensa espiritualidade franciscana, neste último encontro vocacional do ano. Retornamos às nossas casas, com uma expectativa muito grande de ser ou não aprovado na Ordem. Era dia 02 de novembro; cheguei a Nilópolis em tempo de participar da Santa Missa e de conversar com meu pároco/patrão Frei Ângelo Cardoso OFM (Frei Ademir tinha sido transferido em janeiro) - que acompanhou e apoiou de perto este período da minha vida, tornando um grande amigo e incentivador me orientando nesta busca vocacional - para dizer sobre o entusiasmo que estava sentindo, uma sensação inexplicável! Os dias passaram tão devagar até o dia da aprovação e de ser comunicado da decisão do definitório. Porém este dia chegou foi no início da tarde do dia 14/12/2004, estava saindo para ir trabalhar quando toca o telefone e Frei Robson Malafaia solenemente, anuncia a minha aprovação na Ordem dos Frades Menores Conventuais e dando as devidas orientações e congratulações. Nossa! Como foi grande minha euforia! (não sabia se ria ou chorava) Quase tinha me esquecido que estava saindo para trabalhar. Chegando no trabalho procurei Frei Ângelo para contar sobre a minha aprovação e começar o meu processo de demissão do emprego que tinha na igreja (quanta alegria e quanta tristeza), mas a vida religiosa e feita de renúncias e realizações; estava ancioso para chegar em casa para contar a minha mãe sobre o telefonema de Frei Robson, já que ela estava trabalhando e não tinha como conta-la antes. Morei em Andrelândia por aproximadamente um ano, numa grande experiência com os frades e meus irmãos de postulantado onde vivenciei a alegria da vida comunitária numa cidade muito simples e acolhedora. E agora estou em Petrópolis seguindo nesta caminhada com esta fraternidade/comunidade Franciscana Conventual na busca incessante de Deus e realizar sua Santa Vontade com meus irmãos de caminhada, almejando ser um fiel discípulo. Adotei como lema da minha caminhada vocacional o Salmo 26 (27), pois quando num momento de grande dúvida, procurando um sentido para minha vida, no período de provação e desânimo, ao rezar a Liturgia das Horas (numa véspera da Quarta-feira da primeira semana) o Senhor me confortou com estas palavras: "Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor" Sl 26 (27), 14. Obrigado por fazer parte, você também, desta minha história que teria muito o quê contar ainda, no entanto muito mais a agradecer. Tenha a certeza que o Senhor age no momento certo e nos oferece o melhor, para aqueles que O buscam com sinceridade e queira servi-Lo nos irmãos e irmãs. |
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| Postulante Fábio Soares |