| CELEBRA��O 800 ANOS DO CARISMA FRANCISCANO
Estas origens do carisma franciscano que jorrou para o mundo e para n�s franciscanos, em particular, do eterno amor do Pai Celeste, desejam celebrar no quadri�nio 2005/2009, com o cora��o e a mente abertos para acolher o dom de salva��o e de gra�a que o Senhor quer derramar sobre n�s, atrav�s da releitura e da e da reflex�o da caminhada evang�lica de Francisco e seus primeiros irm�os. Comemorar estes 800 anos do carisma franciscano � comemorar a inspira��o divina que Francisco teve ao iniciar sua uma vida de convers�o, aceitando ser penitente, servo de Jav� e que recebeu de Deus a miss�o se ser luz das na��es para levando a salva��o e atingindo todos os povos. O jovem de Assis aceitou vivenciar o evangelho com determina��o e unir com Cristo seguindo a vida e exemplo como os ap�stolos. HIST�RICO: Filho de um rico comerciante de tecidos teve uma juventude imprudente e descuidada em companhia de outros jovens. Aos 24 anos de idade Francisco descobre sua voca��o recebendo uma revela��o na igreja de s�o Dami�o, abandona tudo e sai em busca de sua verdadeira paz ajudando os doentes, os leprosos importando com eles e amando todos como irm�os. Ele foi se doando a Deus e aos pobres e visto como louco por dar op��o aos mais doentes e marginalizados da sociedade, mas a cr�tica a ele � o que tornaria mas forte. O fascinante de Francisco � a sua capacidade de ter reinterpretado a mensagem do Evangelho para as pessoas humildes como uma mensagem libertadora. N�o o faz com explica��es complicadas e profundas sobre a ess�ncia deste Jesus de Nazar�, mas sim, simplesmente, � base das suas a��es. Pois n�o entra em discuss�es teol�gicas sobre o significado da encarna��o de Deus em Jesus. Se Jesus, o Filho do Homem, � totalmente homem com um carisma especial de uni�o divina, ou o Filho de Deus, que tamb�m na sua vida terrestre at� � Crucifica��o e at� � morte ficou sempre Deus. Esta foi � disputa teol�gica durante s�culos. E quanto mais Jesus foi divinificado, tanto mais se podia praticar na Igreja uma venera��o que pouco tinha que ver com as necessidades concretas das pessoas. Via-se s� o Jesus sublimado, muito longe dos baixos n�veis dos homens. Podia-se vener�-Lo, sem que isso tivesse conseq��ncias sociais. Francisco, no entanto, redescobriu em Jesus o Deus humilde que renuncia a tudo, o Jesus de Nazar�, que se dedicava a todas as mis�rias humanas. Concretamente encontra-O no rosto desfigurado do leproso. E, a partir da�, tenta simplesmente fazer o mesmo que este Jesus de Nazar� humilde e amante dedicando-se aos pobres e aos marginalizados. Imitar Jesus, seguir as Suas pegadas, assim pregou a mensagem libertadora do Evangelho. E quanto maior foi a semelhan�a com este Jesus, tanto mais brilhante ficou a mensagem. Um Deus que ama, que se faz homem como n�s, que prescinde de todo o dom�nio, que se dedica aos pobres e aos necessitados, que n�o quer impor pesos a eles, n�o faz dos homens objetos. Quer um seguimento volunt�rio, quer dizer, homens livres, que n�o queiram cultivar o seu �ego�, atrav�s do dom�nio de outros. Em todas as partes onde os homens convertem outros em objetos, os mesmos s�o escravos �da �nsia de querer possuir e dominar.� E esta � a raiz de todas as cat�strofes no mundo, o antagonismo entre pobres e ricos, entre os que sabem e os que n�o sabem, entre preservar e explorar a Cria��o. A situa��o da estrutura social do tempo de Francisco n�o era muito diferente dos tempos de hoje, existiam ricos e pobres, mas a verdadeira inova��o de Francisco foi enfrentar estas situa��es unindo-se aos pobres fazendo-se pobre. Francisco vive uma radicalidade as palavras sagradas vendo nelas um forte chamado. Ele n�o condena os ricos e tenta transform�-los atrav�s dos seus exemplos, isto �, coloca-se como modelo ao qual todos devem ver a pobreza como algo belo e acess�vel.. Ele aparece como criador de algo novo que supre as ansiedades dos seus contempor�neos, vive as duvidas e problem�ticas de seu tempo e assume em sua miss�o o papel de tentar respond�-las. Ele como homem medieval, coloca-se disposto ao evangelho como caminho para o seu apostolado, mostra que o reino de Deus e a beleza da vida evang�lica j� est�o presentes em nosso meio e que tamb�m aquele que arrisca ama, pois atrav�s do amor h� uma cria��o do novo, aquele que doa a vida ao Senhor e aos irm�os tem como um fundamento real � presen�a de Deus. A proposta do carisma franciscano neste 800 anos � que todos se tornem servos e lavam os p�s uns dos outros como Jesus fez com seus disc�pulos, tornando �menor� pequeno e submisso a todas as criaturas. Uma outra proposta do carisma � que viva segundo a forma do santo evangelho. A experi�ncia de S�o Francisco ensina que temos sempre que retornar ao nosso itiner�rio de penitencia evang�lica (a convers�o) usando de gestos concretos para encarar a vida pessoal de cada dia. Ao longo da historia ele ensina que temos que renascer como testemunha da exist�ncia de Deus e o seu amor por n�s sempre em comunh�o com Ele; mostra que atrav�s da gra�a devemos ser os herdeiros deste projeto e revitalizar a nossa espiritualidade t�o desejada pelos homens de nosso tempo. S�o Francisco experimenta e mostra a n�s que a paix�o por Deus nasce do chamado de um encontro vivo e vivificante com o Senhor que restaura a exist�ncia humana. Encontrar-se com Cristo significa colocar-se num caminho de convers�o Os 800 anos do carisma franciscano mostra que h� um desafio no seguimento do Senhor e na miss�o. A ousadia, a coragem, a disponibilidade, a coer�ncia sem medo deve ser o prop�sito de todos e nunca paralisar pelo caminho. Ser franciscano n�o � apenas conte�do, � esp�rito, maneira de ver as coisas, de vivenci�-las, de assumi os grandes conflitos da vida e da morte A MISS�O FRANCISCANA: � partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar as crostas do ego�smo que fecham o nosso �eu�. � preciso parar de dar voltas ao redor de n�s como se fossemos o centro do mundo e da vida. Viver a miss�o franciscana nesses 800 anos � sempre partir, sobretudo abrir-se aos outros como irm�os, descobri-los e encontrando-os � preciso am�-los. Nisso se resume � miss�o franciscana. Assim como Francisco seguiu Cristo em uma particular doa��o, fugindo dos seus ideais, a todos o v� como exemplo de crist�o. A Igreja mant�m um profundo respeito por Francisco, pois ele mesmo infundiu no cora��o dela o amor e o respeito pelos pobres e marginalizados da sociedade de sua �poca. Cada franciscano deve ter a mesma ousadia de usar da frase : �Senhor que queres que eu fa�a� e n�s como crist�os seguidores do ser�fico pai S�o Francisco temos que lutar para que todos se tornem uma comunidade verdadeiramente crist�. o compromisso n�o � s� hoje, � sempre pois o Senhor se faz presente em nossa vida. FRANCISCO DE ASSIS E A CRIA��O Francisco tinha um grande respeito e uma rela��o fraterna com todos os seres da cria��o e por tudo louvava a Deus. Para ele, todas as criaturas eram espelhos de Deus. O prop�sito dos 800 anos do carisma � dar continuidade ao amor que s�o Francisco pelas coisas e criaturas criadas por Deus. E hoje mas do que nunca, este prop�sito deixado nos � indicado como miss�o evangelizadora. Mas a polui��o que emba�a os horizontes, tamb�m emba�am nossos olhos, onde enfraquece a luz do sol, impedindo-nos de agir. A degrada��o do meio ambiente, a polui��o do planeta, o descaso pela natureza atinge a qualidades de vida existente. Vida que Francisco louvava sempre ao Senhor por existir. Devemos como Francisco proteger essas vidas existentes, pois elas refletem a beleza e o amor de Deus para todos os homens. COMEMORA��O DOS 800 ANOS DA ORDEM FRANCISCANA. O itiner�rio celebrativo proposto ao longo de 4 anos visa fundamentalmente lembrar com gratid�o esse passado, para que os franciscanos de hoje vivam com paix�o o presente e perspectivem com confian�a ao futuro. Neste sentido, o Ministro geral da Ordem dos Frades menores, Frei Jos� Rodr�guez Carballo, na sua carta �A gra�a das origens� (cf. www.ofm.org), convida a Ordem a p�r-se a caminho numa atitude de convers�o, de discernimento e de retorno ao cerne do carisma franciscano: �Chamados a re-propor com coragem a aud�cia, a criatividade e a santidade de Francisco e a cultivar uma fidelidade din�mica como resposta aos sinais dos tempos que surgem no mundo de hoje (cf. VC 37), propomos voltar ao essencial de nossa forma de vida, relendo-a e reencarnando-a na atual realidade cultural; desejamos ser fi�is ao nosso carisma e, ao mesmo tempo, ter presentes as exig�ncias do mundo atual, antecipando o futuro�. Esta celebra��o quer ser um kair�s (um tempo de gra�a) para toda a Fraternidade da Ordem e para a Fam�lia franciscana. Um verdadeiro e real momento de gra�a para fomentar a �re-funda��o� da pr�pria Ordem, em vista de uma renova��o da vitalidade franciscana. � uma ocasi�o prop�cia para voltar ao essencial da experi�ncia humana, crist� e vocacional franciscana, reacendendo a chama do carisma; � uma hora providencial �para nutrir, mediante a oferta libertadora do Evangelho, o nosso mundo dividido, desigual e faminto de sentido, como fez no seu tempo, Francisco e Clara de Assis� (Sdp 2), promovendo a reconcilia��o, a justi�a e a paz; Deve ser um �tempo forte� de caminhada e crescimento na vida evang�lica e no seguimento de Jesus Cristo (cf. FP 38) em fidelidade criativa (cf. VC 37). As celebra��es do VIII Centen�rio desenvolvem-se em tr�s etapas: 2006, centrada no discernimento; 2007, sobre o projeto de vida; 2008-2009, sobre a celebra��o do dom da voca��o. As diversas iniciativas procuram ajudar os Frades a dar uma resposta criativa e adequada aos desafios da Igreja e do mundo atual. O Cap�tulo Geral Extraordin�rio (15 de Setembro a 1 de Outubro de 2006) constitui um momento marcante desta caminhada. Ao n�vel de toda a Ordem, outras atividades, no �mbito destas celebra��es, merecem tamb�m refer�ncia: o Congresso Internacional sobre Justi�a, Paz e Integridade da Cria��o (2006); o Congresso Internacional para os Moderadores da Forma��o Permanente (2007); o Congresso Internacional Hist�rico: �A Ordem dos Frades Menores: ontem e hoje�; e tamb�m Congressos continentais sobre a evangeliza��o ad gentes. E ainda: uma nova publica��o dos Escritos de S�o Francisco (Ed. Esser); publica��o da Regra nas principais l�nguas faladas na Ordem; publica��o das Constitui��es da Ordem, do in�cio at� hoje (texto latino); publica��o do Enchiridion dos Documentos oficiais da Ordem (de 1966 at� hoje); e um n�mero extraordin�rio de Archivum Franciscanum Historicum; Divulga��o, atrav�s da Net e bibliografia editada, das grandes figuras e feitos que marcaram a hist�ria franciscana. Por seu lado, cada pa�s e entidade desenvolver�o tamb�m as suas iniciativas espec�ficas. Para os Franciscanos portugueses a abertura oficial do Centen�rio ser� nos dias 15 e 16 de Janeiro, em Leiria, por ter sido nesta cidade que se estabeleceu uma das primeiras presen�as franciscanas, presen�a essa que se conserva, embora em local diferente, at� aos dias de hoje. Tamb�m porque no dia 16 se celebram os primeiros M�rtires franciscanos (Cinco M�rtires de Marrocos), patronos da Prov�ncia Portuguesa da Ordem Franciscana, que estiveram na g�nese da voca��o franciscana e mission�ria de Santo Ant�nio de Lisboa e foram as sementes fecundas do franciscanismo em Portugal que continuou vivo at� aos nossos dias. OS 800 ANOS DO CARISMA FRANCISCANO PARA OS CONVENTUAIS Para a celebra��o dos 800 anos a fam�lia conventual constituiu um itiner�rio feito de mem�ria para que todos n�s reconhecemos em Francisco o nosso pai no carisma e se renove a fidelidade � forma de vida evang�lica e a vontade de testemunhar cristo em verdade e sinceridade e a miss�o de anunciar a todos os homens o evangelho do amor do pai celeste. AS QUATRO ETAPAS DA MEM�RIA PARA O CENTEN�RIO DAS ORIGENS DO CARISMA FRANCISCANO: I - �Senhor, que queres que eu te fa�a?� Tema de 2005-2006 Da inquietude e da busca existencial � convers�o: II - �O senhor deu a mim, frei Francisco, come�ar a fazer penit�ncia� Tema de 2006-2007 Francisco no seguimento de Cristo: III - �O Senhor me deu irm�os� Tema de 2007-2008 Os in�cios da vida em fraternidade e da miss�o apost�lica fundada sobre o evangelho: IV - �A regra e a vida dos frades menores � esta: observar o santo evangelho de nosso senhor Jesus cristo� Tema de 2008-2009 O dom da regra: *De 29 de novembro a 3 de dezembro de 2005 realizou a assembl�ia das confer�ncias europ�ias para refletirem sobre a renova��o da presen�a e do testemunho franciscano conventual no continente europeu. Em janeiro de 2006 aconteceu o congresso internacional para o estudo de uma renova��o missiologia e missionariedade da ordem dos frades menores conventuais. Algumas iniciativas para comemora��o do ano do carisma franciscano foram propostas, A peregrina��o dos frades a Rivotorto, Fazer um congresso ou capitulo local sobre a situa��o social ou religiosa em que vivemos e sobre eventuais op��es ou iniciativas a serem realizadas como franciscanos. Outra iniciativa � a valoriza��o a lectio divina um ato pessoal e comunit�rio como lugar em que podemos reencontrar hoje a fonte da nossa renova��o de vida. Como conclus�o do centen�rio, na proximidade da festa de S�o Francisco, cada circunscri��o celebre um cap�tulo espiritual sintetizando comunitariamente os compromissos de renova��o da vida, do testemunho e da miss�o, pr�prio de nosso carisma. Os frades de cada jurisdi��o, nesta ocasi�o renovem juntos a profiss�o dos votos. BIBLIOGRAFIA: CONTI, Martinho. Leitura b�blica da regra franciscana. Petr�polis, Vozes:1983. CONTI, Martinho, Estudos e pesquisas sobre o Franciscanismo das origens. Petr�polis, Vozes: 2004. ___________. Com Francisco no seguimento de Cristo, hoje .Roma, Villaggio Gr�fica: 2005. Dispon�vel em: http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=27220&seccaoid=3&tipoid=148. Acesso em: 14/12/2008. |
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| Convento S�o Boaventura apresenta: IV Semana Franciscana |
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