Radioamadorismo


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O que é o rádioamadorismo?

(ham-radio, como é conhecido na língua anglo-saxónica)

Muitos têm a ideia que tudo o que se faz com os velhos e pesados receptores e/ou emissores dos radioamadores são as conversas solitárias entre camionistas ou entre taxistas.

É certo que muitas das transmissões contêm sinais analógicos de voz mas esse sinal pode ser usado para transmitir diversos tipos de sinais tais como: som, fax, imagens, vídeo, dados quer em modos analógicos ou digitais. Isto sem esquecer o venerável código Morse! 

Mas o que é o rádioamadorismo? Genericamente pode-se considerar que é a actividade pela qual os radioamadores comunicam; amadores porquê? Porque, embora autorizados, comunicam entre si por satisfação pessoal e sem nenhum interesse monetário. 

 

Equipamento necessário

 O que preciso para ser um radioamador (ham)?

De modo a ser um verdadeiro (e legal) ham é necessária uma licença, emitida em Portugal pela ANACOM (Autoridade Nacional de Comunicações).

Ao obter a licença é atribuído um código ( composto por letras e números, CS1CRE por exemplo) pelo qual o ham passa a ser conhecido (call sign); isto, é claro, em troca duma pequena quantia monetária anual...

Depois, é necessário adquirir um receptor e, caso esteja interessado num pouco de interactividade, um emissor.

Há-os de vários tamanhos, potências, bandas e, claro, preços.

Pode-se começar por uma “gracinha” e ter um rádio portátil relativamente acessível, sem antena especial; pode ser o suficiente para se ligar a um repetidor e chegar mais longe.

Caso se esteja mais aliviado em termos de orçamento, pode comprar já um rádio de mesa, com mais funções que o Word, uma antena com alguns metros de altura e outro equipamento acessório de modo a poder falar e ouvir livremente sem repetidor em qualquer frequência (dependendo do rádio e da legalidade) e chegar muito longe, tão longe como Trás-os-Montes, o outro lado do oceano ou até mesmo à lua e a naves espaciais!

Outro mundo no universo do rádio são as antenas; objecto angustiante para muitos alunos de electrónica, são elas que se encarregam de "colocar no ar" os sinais produzidos pelo emissor - e captar para enviar ao receptor.

Para AM pode ser utilizado um "dipolo" (antena com 2 pólos). Há lugar a vários cálculos para as propriedades das antenas: os tamanhos tem de ser bem dimensionados, caso contrário podem estabelecer-se ondas estacionárias o que é mau para o emissor, especialmente se tratar de grandes potências.

Mas este é um tópico que sai fora do âmbito deste documento; de facto, há livros inteiros sobre antenas.

 E há ainda quem se dedique a retirar o magnetotrão de um micro-ondas de modo a fazer um poderoso – e igualmente perigoso – transmissor de ondas rádio!


Actividades do rádioamadorista

 São muitas as actividades possíveis que um rádioamadorista pode fazer. Já que está na moda, pode ser usado para ligar à “rede das redes”: a Internet. Existem gateways (espécie de retransmissor que faz a interface entre diferentes redes) IP-GATE. Ou para satélite: SAT-GATE.

É possível ver a posição de algum indivíduo perdido no Arizona ou fazer videoconferência.

Serve não só para os camionistas se notificarem da presença da polícia mas também para chamamentos de emergência. Por exemplo, quando grandes catástrofes deixam os meios de comunicações comerciais inutilizáveis, são frequentemente os radioamadores que asseguram as comunicações críticas.

São todas estas possibilidades que permitiram o rádioamadorismo chegar até ao séculos XXI.  

 


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 Setembro2005

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