| ENTREVISTA COM RANDY HARRISON | ||||||
| �Queer as Folk� est� de volta na SBS (rede de tv australiana) este m�s. F�s est�o dizendo que esta � a melhor de todas as temporadas e os cr�ticos est�o elogiando o crescimento e a profundidade dos personagens. Nesta temporada, Justin Taylor, vivido pelo ator de 27 anos Randy Harrison, pega numa arma e se une a um grupo de vigilantes gays. Matthew Myers falou com Randy sobre Justin, e tamb�m sobre as cenas e sexo e da vida p�s-QAF. DNA: H� alguns grandes desenvolvimentos pessoais na nova temporada. Como se sente a respeito do Justin? RH: Eu acho que eles s�o dram�ticos, mas justificados. Quer dizer, faz sentido que ele n�o lidou totalmente com o fato de ter sido atacado. Ent�o, quando ele v� um amigo ser atacado e n�o se defender, ele vai ao extremo, e se volta para outra dire��o. Isso foi definitivamente divertido de fazer. Depois de 3 anos, eu certamente n�o esperava em estar lidando com armas e fazendo cenas de combate em Queer as Folk DNA: Como um vigilante, Justin tem um corte de cabelo em estilo militar. Perder seus cabelos loiros foi uma decis�o dif�cil? RH: Isso n�o foi uma decis�o que eu tive de tomar. Se os produtores escreveram isso, ent�o voc� meio que tem de fazer. Mas eu estava bem com isso. Eu n�o podia me importar menos com o meu cabelo e ele longo por um bom tempo, ent�o eu estava pronto para uma mudan�a. DNA: Um dos personagens que est�o desde o come�o morre nesta temporada. Essa hist�ria teve muito impacto no elenco? RH: Eu acho que teve. Especialmente por que n�s estamos perdendo um ator que esteve conosco por 3 anos. N�s filmamos em Toronto e a maioria de n�s n�o vive aqui. Eu moro em Nova Iorque e o ator que nos deixou tamb�m, e ele n�o participa mais das filmagens conosco, ent�o isso � triste. DNA: A nova temporada trata de c�ncer testicular, viol�ncia nas ruas, solid�o, morte e at� mesmo fantasmas. H� um sentimento entre o elenco de que os personagens est�o amadurecendo? RH: Absolutamente. Eu definitivamente penso que o alvo dos escritores e dos produtores � levar o show para a frente, certamente t�o longe quanto o tipo de situa��o que os personagens est�o sendo confrontados. Eles est�o crescendo e ficando mais velhos. Agora eles tem de come�ar a lidar com esse fato � n�o eu, particularmente, ainda! DNA: Voc� costuma sair com algum dos outros atores, fora do trabalho? RH: N�o realmente. Quero dizer, n�s nos damos bem e somos amigos, mas n�s n�o sa�mos juntos. DNA: As cenas de sexo s�o sempre muito excitantes. Como voc� e Gale Harold se preparam para elas? RH: N�s n�o nos preparamos para elas realmente. Na verdade, muito disto s�o truques de c�mera, a ilumina��o, e a m�sica que eles colocam. Geralmente n�s as fazemos o mais rapidamente poss�vel e isso depende do qu�o elaboradas elas precisam ser. Eles desenham o que eles precisam e n�s fazemos o que precisa ser feito fisicamente e depois eles coreografam o que precisa depois. DNA: Na DNA n�s recebemos muitas cartas de pessoas que confundem Justin, o personagem fict�cio com o Randy, o ator que o interpreta. O que voc� acha disso? RH: �, eu sei. Carta de f� � estranha mesmo. Eu acho que isso � normal para os atores da TV. As pessoas passam 4 anos me vendo interpretar esse personagem e podem nunca me ver fazendo algo diferente. As pessoas costumam me confundir com o personagem e, sim, eu recebo muita carta endere�ada para o Justin. DNA: O quanto que Randy Harrison � diferente de Justin Taylor? RH: Eu sou muito diferente. N�s temos muito pouco em comum, realmente. DNA: N�s ent�o n�o vamos te encontrar indo para um clube como a Babylon, ent�o? RH: N�o, eu n�o freq�ento danceterias. Eu n�o escuto esse tipo de m�sica ou vou para bares gays. Embora eu seja um tipo de artista, eu n�o sou das artes visuais. Eu sou um ator. E voc� sabe, meu cabelo � de uma cor diferente. DNA: O que? Voc� n�o � loiro? RH: [risos] N�o. Esse cabelo � falso! Eles o tingem para o show. Minha cor de cabelo natural � loiro escuro, ou castanho claro. DNA: Voc� fez uma sess�o de fotos para a Vanity Fair com as estrelas de �Will and Grace�, �Queer Eye� e �Boy Meets Boy�. Como foi isso? RH: Foi divertido. Aconteceu muito r�pido. Aconteceu antes de n�s come�armos a filmar no ano passado. E foi �timo encontrar todas aquelas pessoas e eles foram verdadeiramente legais.N�s ficamos todos amontoados em um est�dio em Los Angeles DNA: Queer as Folk ultrapassou v�rias barreiras na televis�o. Voc� se sente fazendo parte de uma hist�rica era gay na tv? RH: Eu definitivamente sinto que desde que o show come�ou a quantidade de temas relacionados aos gays na tv alcan�ou a estratosfera. Eu fico pensando se isso vai mudar completamente os paradigmas, ou se � apenas passageiro. Mas para mim, parece que a tv mudou com tudo isso. Eu n�o se necessariamente, Queer as Folk � o respons�vel, mas � bom saber que de alguma forma voc� faz parte disso. DNA: Na Austr�lia, n�s temos uma hist�rica l�sbica em uma s�rie no hor�rio diurno chamada �Neighbours�. � uma grande coisa por que � hor�rio das 18h30m e n�o � uma s�rie muito comum. RH: Sim. Em �All My Children�, que � uma grande novela por aqui, tamb�m tem uma hist�ria l�sbica acontecendo no momento, talvez antes mesmo de Queer as Folk ter come�ado. E a l�sbica � uma das personagens principais da novela. DNA: Voc� j� assistiu Sharon Gless em �Cagney and Lacey�? RH: [risos] N�o, eu n�o vi. Eu acho que eu vi meio episodio recentemente. Eu sabia quem ela era e sabia de �Cagney and Lacey�, mas eu n�o havia assistido o show. DNA: Voce esteve em um filme sobre armas nas escolas chamado �Bang, Bang, You're Dead� (Bang, Bang, voc� morreu). Voc� pode nos falar sobre o seu personagem? RH: Eu interpretei Sean. Ele foi baseado em uma combina��o de personagens reais: Kip Kingle, que matou seus pais e a si mesmo depois de ir para escola e assassinar um monte de pessoas, e tamb�m � uma mistura de dois dos assassinos de Columbine, Eric Harris e Dylan Klebold. Eu fiz muita pesquisa sobre essas pessoas e foi muito dif�cil dar os tiros no filme. Foi doloroso e frustrante. Quer dizer, eu fiquei satisfeito com ele, mas foi realmente muito dif�cil ter de viver ali durante a dura��o do filme. Ter de pensar e sentir daquela maneira e tentar examinar o mundo em que aquelas pessoas viviam. DNA: Voc� j� participou de uma montagem de Grease. RH: [risos] Eu estava no grupo de Grease quando eu tinha 17 anos. Eu consegui meu registro de ator em Grease. Em St. Louis havia um enorme outdoor do lado de fora do teatro, que eu acho que era o maior de todo o pa�s, e eu participei do elenco e consegui me tornei um ator oficial naquela pe�a. DNA: Quanto tempo dura a grava��o de um epis�dio de QaF? RH: N�s estamos filmando a 5 temporada e agora n�s estamos filmando um epis�dio a cada oito dias. Mas nos anos anteriores n�s faz�amos em sete dias. DNA: Essa temporada vai ser a �ltima? RH: N�s definitivamente n�o sabemos ainda. Temos de esperar para ver. DNA: Como � ser gay vivendo em uma cidade como Nova York? RH: Eu amo a cidade de Nova York ! Eu poderia ser parcial, bem, � claro que eu sou parcial. Eu adoro. Nos �ltimos cinco anos, eu estive em Toronto durante todo o inverno e ent�o durante a primavera, ver�o e outono eu moro em Nova York. Mas � ridiculamente caro viver em aqui. Eu talvez tenha de sair de Manhattan e ir para o Brooklyn! DNA: Sai na imprensa que as apari��es p�blicas e as sess�es de aut�grafos que o elenco de QaF faz s�o comparados � Beatlemania! Isso � verdade? RH: � sim! Isso � insano. Isso � geralmente feito uma vez por ano, quando n�s podemos ter contato com a nossa audi�ncia e com as pessoas. Eu n�o sei quanto na Austr�lia, mas aqui a nossa base de f�s � pequena por�m fiel. Eles amam o show e conhecem cada epis�dio e tudo o que n�s j� fizemos em nossas carreiras. Ent�o � bom conhecer essas pessoas que tem estado com o show desde o come�o. � como a Beatlemania e � muito desgastante. DNA: O australiano Russell Mulcahy dirigiu o episodio de estr�ia de QaF. O que voc� achou de trabalhar com ele? RH: Ah sim, Russell � incr�vel. Ele voltou na segunda temporada e dirigiu alguns epis�dios. Ele � um homem maravilhoso. Ele tem muita energia e � capaz de gravar mais cenas em um s� dia do que qualquer outro. Ele fica gravando como um fan�tico o dia todo e � muito engra�ado. DNA: Voc� j� viu a vers�o brit�nica? RH: Sim, eu vi o primeiro epis�dio da vers�o inglesa, mas n�o at� que n�s estiv�ssemos gravando a primeira temporada., e depois disso que j� tinha gravado aquela temporada eu tamb�m gostei de �Bob and Rose�, a s�rie que Russell T Davies, que escreveu QaF, fez depois disso. DNA: Como voc� v� o futuro dos atores que s�o abertamente gays fazendo papeis de heterossexuais? RH: Eu honestamente n�o sei, mas eu espero que isso v� bem. Eu n�o vejo isso como um problema. Eu n�o consigo imaginar o que um ator gay tenha de fazer para interpretar um papel principal heterossexual em um filme. Quer dizer, isso com certeza vai acontecer. Mas eu acho que ser ator � ter de lutar para provar o seu valor o tempo todo e em qualquer papel. E eu penso que ser gay e apenas algo que as pessoas que est�o disputando o papel com voc�, podem usar contra voc�. DNA: Depois de QaF que tipo de papel voc� preferiria fazer? RH: Imediatamente, eu realmente quero fazer algo cl�ssico ou de �poca, alguma coisa bem distante da Babylon. Eu adoraria fazer algo cl�ssico no palco tamb�m. DNA: H� algum epis�dio de QaF que � o seu favorito? RH: Sim. Meu favorito ainda � o ultimo epis�dio da primeira temporada. DNA: A formatura? RH: �. Ter a minha cabe�a atingida por bast�o de beisebol.Isso foi divertido de fazer, mas ainda me incomoda quando eu vejo as imagens da encharpe ensang�entada e tudo aquilo. DNA: Mas antes daquela cena, teve o Brian e o Justin dan�ando juntos. Isso foi o m�ximo. Foi uma imagem muito poderosa. RH: Sim, foi como uma n�mero de um musical no meio de todo aquele drama. Isso saiu da caracter�stica do show, mas ao mesmo tempo funcionou perfeitamente. |
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