U
m mal-estar generalizado contamina a prática médica,
comprometendo tanto
profissionais quanto seus clientes, não somente aqui como pelo
mundo
afora.
Este não é um fenômeno novo, mas suas proporções e tentativas
frustradas
de
correção atingem hoje níveis preocupantes e merecem reflexão por
parte de
todos os interessados (profissionais e seus clientes).
A medicina sempre se praticou num clima de relativo desconforto,
no qual o
médico tenta compatibilizar três áreas de interesse que nunca se
superpõem
integralmente e que freqüentemente conflitam: os interesses do
paciente,
os
da ciência e os do próprio profissional.
Também fazem parte da prática alguns desafios naturais muito
freqüentes
que
servem para o médico como estímulo para se superar e procurar
novas
soluções, mas que nem sempre são compreendidos pelos pacientes: a
incerteza
científica biomédica, compensada pela arte da probabilidade, e os
inevitáveis insucessos e frustrações.
Cada vez mais a situação se complica, na medida em que as novas
conquistas
da ciência e a rapidez com que se sucedem superam a capacidade de
atualização de qualquer profissional que se refugia na
especialização como
única saída. E, na sua aplicação, os custos do diagnóstico e do
tratamento
tornam impossível sua utilização generalizada, em contraponto
com a
consciência da eqüidade e da necessidade de atender a todos
indiscriminadamente.
Alguns arranjos organizacionais, geralmente explorados sem
isenção por
terceiras partes - médicas ou não -, vêm deteriorar ainda mais
as relações
(uma vez unívocas e transparentes) entre paciente e médico. O
apelo
inicial
era sedutor: aumentar a eficiência, baixando custos,
incorporando métodos
e
técnicas com bons resultados nas empresas e na indústria.
Além das perdas de renda, vem perdendo o médico sua preciosa
autonomia e
poder de regular a qualidade do trabalho. É pressionado agora
para atender
também, e primordialmente, os interesses da organização que
arregimenta
sua
clientela e que arrecada a contribuição antecipadamente, dando
ao cliente
uma perversa sensação de que a cura foi comprada e o devedor
passa a ser o
médico, com obrigação de resolver seus problemas, sejam lá quais
forem.
Tende a desaparecer o acordo simples entre duas partes, pois as
organizações
intermediadoras de serviços de saúde, independentemente do
rótulo com o
qual
se apresentem, pressionam pelo limite inferior na elasticidade
de custos,
embolando os prestadores individuais de assistência, com
hospitais e
outras
empresas que sublocam geralmente serviços na área da investigação
diagnóstica, obviamente em detrimento da qualidade e dos
primeiros, com
menor poder de negociação.
Florescem também as assim chamadas práticas alternativas,
causando ainda
maior confusão para uma clientela desesperada.
Em recente artigo, com este mesmo título, uma das revistas
médicas
mundialmente mais conceituadas (New England Journal of Medicine)
conclui
que
médicos desapontados consigo mesmos terminam desapontando também
seus
pacientes.
Dr. Aloyzio Achutti
(Brasil)
E-mail: [email protected]
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OPINION DEL. DR. ALEJANDRO WAJNER:
Alguns arranjos organizacionais, geralmente explorados sem isenção por
terceiras partes - médicas ou não -, vêm deteriorar ainda mais as relações
(uma vez unívocas e transparentes) entre paciente e médico.
O apelo inicial
era sedutor: aumentar a eficiência, baixando custos, incorporando métodos e
técnicas com bons resultados nas empresas e na indústria.
Além das perdas de renda, vem perdendo o médico sua preciosa autonomia e
poder de regular a qualidade do trabalho.
É pressionado agora para atender
também, e primordialmente, os interesses da organização que arregimenta sua
clientela e que arrecada a contribuição antecipadamente, dando ao cliente
uma perversa sensação de que a cura foi comprada e o devedor passa a ser o
médico, com obrigação de resolver seus problemas, sejam lá quais forem.
Tende a desaparecer o acordo simples entre duas partes, pois as organizações
intermediadoras de serviços de saúde, independentemente do rótulo com o qual
se apresentem, pressionam pelo limite inferior na elasticidade de custos,
embolando os prestadores individuais de assistência, com hospitais e outras
empresas que sublocam geralmente serviços na área da investigação
diagnóstica, obviamente em detrimento da qualidade e dos primeiros, com
menor poder de negociação."
Pienso yo:
las empresas de medicina privada atienden a la mayoría de la clase media pudiente y a la clase alta.
Ganan en mi país, 2400 millones de pesos por año.
Dos de ellas concentran casi 1 millón de seres de 2.500.000 particulares.
Manejan el mercado de la salud.
Estar en sus cartillas es el requisito para existir como médico.
Se presenta una planilla y se cobra a los tres meses.
Hay que tener un contacto para ingresar en las mismas(conocidos o amigos o familiares que lo recomienden).
Yo creo que los médicos debemos aliarnos y formar cooperativas de trabajo y salir a trabajar con la población a bajos precios y buena calidad de atención.
Y que las sociedades científicas deberían representarnos sindicalmente.
Tener bastiones científicos cuando la mayoría debemos pelear magros puestos y ganar miserias.
Soportar el individualismo y la ley de la selva mercantil donde ganan los peces gordos.
El tema del costo- beneficio es el discurso de venta de los intermediarios en la Salud, reales beneficiarios de las ganancias que trabajamos la mayoría de los médicos.
Se compran y arman empresas que en unos años hacen negocios y quiebran dejando a los profesionales en la calle y endeudados.
Colegas: Organicemos empresas de trabajadores médicos de diagnóstico y tratamientos.
Dr.Alejandro Wajner
(Argentina).
Enero 26, 2004.
E-mail: [email protected]
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