E-mail Dear friends, I think you may find these comments, excerpted from a review by Richard Horton of Science in the Private Interest: Has the Lure of Profits Corrupted Biomedical Research? by Sheldon Krimsky (Rowman and Littlefield, publishers) of interest. I sent it to my AMICOR list and, with a related text (Portuguese), to a local newspaper. Sincerely, Aloyzio Achutti T he entire review appeared in the March 11, 2004 issue of the New York Review of Books (http://www.nybooks.com/articles/16954). The Dawn of McScience by Richard Horton (Richard Horton is a physician. He edits The Lancet, a weekly medical journal based in London and New York. He is also a visiting professor at the London School of Hygiene and Tropical Medicine.) "In Science in the Private Interest, a strongly argued polemic against the commercial conditions in which scientific research currently operates, he shows how universities have become little more than instruments of wealth. This shift in the mission of academia, Krimsky claims, works against the public interest. Universities have sacrificed their larger social responsibilities to accommodate a new purpose-the privatization of know- ledge-by engaging in multimillion-dollar contracts with industries that demand the rights to negotiate licenses from any subsequent discovery (as Novartis did, Krimsky reports, in a $25 million deal with the University of California at Berkeley). Science has long been ripe for industrial colonization. The traditional norms of disinterested inquiry and free expression of opinion have been given up in order to harvest new and much-needed revenues. When the well-known physician David Healy raised concerns about the risks of suicide among those taking one type of antidepressant, his new appointment as clinical director of the University of Toronto's Centre for Addiction and Mental Health was immediately revoked. Universities have reinvented themselves as corporations. Scientists are coming to accept, and in many cases enjoy, their enhanced status as entrepreneurs. But these subtle yet insidious changes to the rules of engagement between science and commerce are causing, in Krimsky's view, incalculable injury to society, as well as to science." ... "For if expertise is found to be shaped by motives of personal gain (as it increasingly is) and if the reputations of institutions are stained by private advantage (as they increasingly are) then trust will be as vulnerable to commercial corrosion now as it was to ungentlemanly behavior in the salons of seventeenth-century English experimentalists. If these influences go unchecked, Thomas Hobbes's injunction "against the lucrative vices of men of trade" could well become the dismal epitaph for modern science." O Desafio redobrado da medicina (artigo enviado hoje para o jornal ZH) Aloyzio Achutti. Membro da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina Nunca foi fácil o exercício da medicina: lidar com o sofrimento humano, com a incerteza da ciência biológica, com a diversidade e instabilidade do comportamento das pessoas, com as desigualdades sócio-culturais dos clientes, com a impossibilidade de satisfazer todas as expectativas de quem nos procura, com a incurabilidade de muitas doenças, com a baixa prioridade ou falta de recursos para pagar pelos serviços prestados e pelo tratamento, e tantas outras que poderiam ser alinhadas. Há algum tempo a mudança no relacionamento médico-paciente conseqüente ao atravessamento de terceiras partes, com o pretexto de facilitar o pagamento dos encargos, despersonalizaram a negociação, introduzindo inúmeros e incontroláveis outros fatores, alheios ou externos à atividade médica. Também a extensão dos objetivos da prática, antecipando-se cada vez mais à doença, na tentativa de preveni-la e de tentar influir na qualidade e extensão da vida com boa saúde, ampliaram as atividades educativas exigindo mais tempo e habilidade. Por sua vez, o vertiginoso desenvolvimento da ciência e da tecnologia superou a capacidade de qualquer profissional de se manter atualizado, exigindo a restrição de domínio pela especialização. Ultimamente tem ficado mais ostensivo o desafio relacionado com a intromissão da indústria no terreno da ciência, não só no que tange à medicina. Há muito tempo discutem-se em nossos foros profissionais a influência da indústria sobre a "verdade" científica, enquanto financiando a pesquisa, as universidades, congressos médicos, conferencistas e presenteando profissionais. No último número do "NY Review of Books", Richard Horton, editor de uma das mais conceituadas revistas médicas "The Lancet" comenta um livro recente de Sheldon Krimsky, médico, filósofo e analista político sobre o tema "Ciência sob o Interesse Privado. Teria a sedução pelo lucro corrompido a pesquisa Biomédica?", expondo ao público mais este desafio da medicina, atingindo-a em sua própria base científica. O objetivo primário da ciência é a descoberta da verdade. O interesse privado na busca do enriquecimento ou na disputa pelo Mercado é uma ameaça real e perversa enquanto financiador da pesquisa científica e de sua divulgação. O sucesso financeiro das grandes companhias lhes deu mais recursos para re-inverter nesta linha, e veio junto com a adoção da assim chamada "medicina por evidência". Nada contra, enquanto caminho em busca da qualidade, mas ameaçadora enquanto o processo é financiado por quem tem alto interesse secundário em sua aplicação. Mais complicado ainda quando estes resultados alimentam a jurisprudência, deixando a mercê de ações judiciais por má prática quem não os seguir. Os recursos disponíveis e as técnicas de "marketing" levam também rapidamente ao público as conclusões dos "trials", fechando o ciclo ao estimular a demanda. Mais este desafio faz com que seja essencial o apoio de um médico não comprometido com interesses secundários, para que o paciente possa discutir e descobrir o caminho mais provável para alcançar seu interesse próprio na preservação ou recuperação da saúde. Os desafios atuais são: resistir ao assédio das companhias, separar o joio do trigo científico, e competir com a propaganda ao discutir a melhor orientação com o paciente. Aloyzio Achutti http://www.achutti.dynip.com Publicado en conferencias de ProCOR: [email protected]
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