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O IMPRESSIONANTE CRESCIMENTO INICIAL DA IGREJA Em tudo o Senhor Jesus foi exemplo para nós nos 3,5 anos de seu ministério terreno. Ele mesmo liderou um pequeno grupo com mais 12 homens do povo, ensinando-os e passando com eles a maior parte do tempo de seu ministério terreno. Havia comunhão naquele pequeno grupo, os problemas que surgiam eram expostos e resolvidos pois havia transparência entre eles. Os doze não aprendiam na base da teoria, experimentavam na prática as lições do dia a dia. Esse pequeno grupo foi a primeira célula (célula protótipo). Além dos doze, muitas outras pessoas foram alcançadas, havendo cerca de 120 pessoas no Pentecostes; Cada discípulo foi multiplicado por 10. Os judeus já estavam preparados pois tinham ouvido os ensinamentos, visto os sinais e maravilhas operadas, estavam evangelizados. Deste modo vemos os 3.000 do Pentecostes como uma grande colheita operada por homens cheios do mesmo Espírito que habitou em Jesus. O prosseguimento dessa obra resulta em uma Igreja constituída essencialmente de pequenos grupos ou igrejas caseiras. Reuniam-se nas casas e no templo dos judeus, no templo apenas até a morte de Estêvão, somente em pequenos grupos até meados do III século DC. Em tempos de perseguição dos líderes judaicos a princípio e do império romano depois, foi praticamente impossível aos cristãos se reunirem em massa, em grandes ajuntamentos. Cremos que em certas ocasiões isso acontecia, quando das visitas de Paulo, dos apóstolos e outros líderes. No cotidiano se reuniam apenas em lares, quase sempre às escondidas, sendo perseguidos, servindo de espetáculo nos circos romanos, vivendo nas catacumbas, florestas e lugares ocultos. Mas a Igreja crescia em números impressionantes, tanto que o próprio império romano aparentemente foi obrigado a se curvar ao cristianismo. Aí satanás mudou sua estratégia contra a obra redentora de Jesus. O IMPÉRIO ROMANO CURVA-SE AO CRISTIANISMO, OU FOI O INVERSO? Só nos tempos de Constantino, imperador de Roma, no século III DC é que os templos vão ser construídos e, pouco a pouco, as festas, costumes e deuses pagãos "cristianizados" tornando-se o "cristianismo" religião oficial do império. A partir daí novas práticas de culto foram introduzidas e a igreja "romanizada", perdendo a cada dia suas características neo-testamentárias. São criados o clero e as liturgias. Surge aí a "Igreja Romana". Nos dias em que a Igreja chamada "cristã" perde sua verdadeira identidade se prostituindo com os ídolos e práticas greco-romanas (Idade Média), os pequenos grupos ainda são encontrados através da história (montanistas, valdenses, lolardos, anabatistas, e outros), permanecendo fiéis, embora marginalizados, e agora perseguidos não apenas pelo Império mas também pela religião oficial e seu clero. Reuniam-se em montanhas, florestas e cavernas onde muitos viviam perseguidos, massacrados e aniquilados, "homens dos quais o mundo não era digno". Não se curvaram a homens, preferindo antes obedecer a Deus. |