
BÉLICO...
Caminho desolador.
Nuvens negras taparam o céu.
Árvores tombadas, transpiram
poluição.
Cinzas...
Rios correm em sangue,
sacrificados.
Exércitos de Anjos
petrificados.
Horror em súplica.
Onde estive?
Por que deixei de lutar?
Vivi como eremita.
Mergulhada no betume de
tantos tormentos.
Tudo passou.
O bem rendeu-se.
Não! Mil vezes não!
Brado ao céu.
Em tardio arrependimento.
Busco a revelação.
Reacender minha chama trina.
Prossigo vendo um grande
abismo.
Se perdi a espada...
Lutarei com as próprias mãos.
Cruzarei o precipício.
Mãos transformadas em adaga.
Pés como garras,
caminhando sobre as trevas.
Atingirei a mais alta
montanha.
Sei que encontrarei minha
espada.
Meu grito a irradiar...
Perfurarei a escuridão.
Um mínimo ponto...
Será o bastante...
Anjos despertai!
Lutaremos unidos.
O exército reviverá.
Levantarão as espadas.
Exclamarão em força
sagrada.
Um sinal iluminado...
A cruz...
Céu e terra unidos
novamente.
Em imensos vitrais.
Vitoriosa Catedral de
Luz.



