BÉLICO...
 
Cristina Pilan Oliveira

 

 
Caminho desolador.
Nuvens negras taparam o céu.
Árvores tombadas, transpiram poluição.
Cinzas...
Rios correm em sangue, sacrificados.
Exércitos de Anjos petrificados.
Horror em súplica.
 
Onde estive?
Por que deixei de lutar?
Vivi como eremita.
Mergulhada no betume de tantos tormentos.
Tudo passou.
O bem rendeu-se.
 
Não! Mil vezes não!
Brado ao céu.
Em tardio arrependimento.
Busco a revelação.
Reacender minha chama trina.
Prossigo vendo um grande abismo.
Se perdi a espada...
Lutarei com as próprias mãos.
 
Cruzarei o precipício.
Mãos transformadas em adaga.
Pés como garras,
caminhando sobre as trevas.
 
Atingirei a mais alta montanha.
Sei que encontrarei minha espada.
Meu grito a irradiar...
Perfurarei a escuridão.
Um mínimo ponto...
Será o bastante...
 
Anjos despertai!
Lutaremos unidos.
O exército reviverá.
Levantarão as espadas.
Exclamarão em força sagrada.
Um sinal iluminado...
A cruz...
Céu e terra unidos novamente.
Em imensos vitrais.
Vitoriosa Catedral de Luz.

 



                 

 


 

                   

 

 

 

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