As Salamandras, ou  Esp�ritos do fogo, vivem no �ter atenuado e espiritual que � o invis�vel  elemento do fogo.  Sem elas, o fogo material n�o pode existir.

Elas reinam no fogo com o poder de transformar e desencadear tanto emo��es positivas quanto negativas. As Salamandras, segundo os especialistas, parecem bolas de fogo e que podem atingir at� seis metros de altura. Suas express�es, quando percebidas, s�o r�gidas e severas. Dentro de todas as formas energ�ticas (o fogo, a �gua e o mineral), estes seres adquirem formas capazes de desenvolver pensamentos e emo��es. Esta capacidade derivou do contacto directo com o homem e da presen�a deles em seu quotidiano. Por tal motivo, as Salamandras desenvolveram for�as positivas, capazes de bloquear vibra��es negativas ou n�o produtivas, permitindo um clima de bem estar ao homem.

O homem � incapaz de se comunicar adequadamente com as Salamandras, pois elas reduzem a cinzas tudo aquilo de que se aproximem. Muitos m�sticos antigos, preparavam incensos especiais de ervas e perfumes, para que quando queimados, pudessem provocar um vapor especial e assim formar em seus rolos a figura de uma Salamandra, podendo assim sentir a sua presen�a. Paracelso afirmava que muitas Salamandras s�o vistas na forma de bolas ou l�nguas de fogo correndo atrav�s dos campos ou irrompendo nas casas, costumando-se dar o nome a estes fen�menos de "fogo-de-santelmo". Mas a maioria dos m�sticos afirma que as Salamandras s�o seres gigantes, imponentes e flamejantes em roupas fluidas, com uma armadura de fogo. Elas s�o as mais poderosas dos Elementais e t�m como seu regente um magn�fico esp�rito flamejante chamado Djim, terr�vel e aterrorizante na sua apar�ncia. Os antigos s�bios sempre foram advertidos para se manterem � dist�ncia delas, pois os benef�cios derivados do seu estudo frequentemente n�o eram proporcionais ao pre�o que se pagava por eles. Elas possuem especial influ�ncia sobre as criaturas de temperamento �gneo e tempestuoso. Tanto nos animais como no homem, as Salamandras trabalham atrav�s da natureza emocional por meio do calor corp�reo, do f�gado e da corrente sangu�nea. Sem sua assist�ncia, n�o haveria calor.

 

 

 

 

Para invocar seu poder, acenda uma vela e olhe fixamente para a chama dela, durante alguns minutos, pedindo �s Salamandras que lhe d�em for�as para equilibrar as suas energias e o ajudem a resolver todos os seus problemas de sa�de. Para garantir o sucesso desse ritual, execute-o � noite usando de prefer�ncia roupas vermelhas.

 

INVOCA��O �S SALAMANDRAS

Eu vos sa�do, Salamandras,
Que constitu�s a representa��o do Elemento Fogo.
Pe�o, que com vosso trabalho,
Forne�ais a mim poder de resolver tudo,
De acordo com vossa vontade,
Alimentando meu fogo interno,
Aumentando minha chama trina do cora��o
E assim formar um novo universo.
Mestres do fogo, Eu vos sa�do fraternalmente.




ORA��O DAS SALAMANDRAS

No Templo de Delfos, uma Salamandra se punha em comunica��o com os Iniciados. Porf�rio, disc�pulo de Plotino, que conhecia bastante o Oculto, revelou aos homens a seguinte prece da Salamandras, que n�o � propriamente a elas dirigida, mas ao pr�prio Fogo Criador, mesmo porque os elementais ou Esp�ritos da Natureza n�o conhecem outra linguagem sen�o a que lhes � pr�pria:

"� Imortal, Eterno, Inef�vel e Iincriado Pai de todas as coisas, conduzido no carro que desliza sem cessar pelos mundos que d�o sempiternas voltas; dominador das imensidades et�reas, onde est� ereto o trono do teu poder, sobre o qual teus olhos formid�veis descobrem tudo e teus belos e santos ouvidos escutam tudo, atende aos teus filhos, que amaste desde o nascimento dos s�culos; porque a tua dourada, grande e eterna majestade resplandece acima do mundo e do c�u das estrelas; est�s elevado acima delas, � fogo faiscante; a�, tu te acendes e te conservas a ti mesmo pelo teu pr�prio esplendor, e saem da tua ess�ncia regatos inesgot�veis de luz, que nutrem teu esp�rito infinito. Este esp�rito infinito alimenta todas as coisas e faz tesouro inesgot�vel de subst�ncia pronta � gera��o que elabora e que se apropria das formas de que a impregnaste desde o princ�pio. Deste esp�rito tiram tamb�m sua origem estes reis mui santos que est�o ao redor do teu trono e que comp�em a tua corte, � Pai universal! � �nico! � Pai dos felizes mortais e imortais."
"Criaste, em particular, pot�ncias que s�o maravilhosamente semelhantes ao teu eterno pensamento e � tua ess�ncia ador�vel; tu as estabeleceste superiores aos anjos, que anunciam ao mundo as tuas vontades; enfim, nos criaste na terceira ordem no nosso imp�rio elementar. Aqui, o nosso cont�nuo exerc�cio � louvar e adorar os teu desejos; aqui, ardemos incessantemente aspirando possuir-te. � pai! � m�e! � mais terna das m�es! � arqu�tipo admir�vel da maternidade e do puro amor! � filho, flor dos filhos! � forma de todas as formas, alma, esp�rito, harmonia e n�mero de todas as coisas!"

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