Os Elementais da Água estão connosco há muito e muito tempo... Desde a barriga da nossa mãe... Não foi na água que estivemos os nove meses de gestação?

Assim como os Gnomos estão limitados na sua função, as Ondinas (nome dado aos Elementais da Água) funcionam na essência invisível e espiritual chamada éter húmido (ou líquido). Na sua faixa vibratória ela está próxima ao Elemento Água, e assim, as ondinas podem controlar em grande parte o curso e função deste fluído na natureza. A beleza parece ser uma nota-chave dos espíritos da água. Onde quer que as encontremos representadas na arte e nas esculturas, elas são caracterizadas pela simetria e pela graça. Controlando o Elemento Água – que sempre foi um símbolo feminino -, é natural que os Espíritos da Água sejam com mais frequência simbolizados como fêmea.

Existem muitos grupos de Ondinas. Algumas habitam nas cataratas, onde podem ser vistas entre os vapores; algumas, vivem nos riachos, nas fontes, no orvalho das folhas sobre as águas e nos musgos; outras tem o seu habitat nos pântanos, charcos e brejos, entretanto outras, ainda, vivem em claros lagos de montanha.

Segundo os filósofos da Antiguidade, cada fonte tinha a sua Ninfa, cada onda de mar a sua Oceânida. Os Espíritos da Água eram conhecidos com nomes como Oréiades, Nereiadas, Naiades, Fadas da Água, Sereias e Potâmides. Frequentemente as Ninfas tinham nomes derivados dos rios, lagos e mares que habitavam. Ao descrevê-las, os antigos diziam que todas as Ondinas pareciam-se com seres humanos na forma e tamanho, embora aquelas que habitavam rios e fontes menores tivessem proporções correspondentemente menores. As Ondinas servem e amam sua rainha, Necksa. Elas são antes de tudo seres emocionais, amigáveis para com a vida humana e que gostam de servir à humanidade. Às vezes são representadas cavalgando golfinhos marinhos e o
utros peixes grandes, e parecem ter um amor especial pelas flores e plantas, às quais servem de maneira tão devotada e inteligente quanto os Gnomos. Acreditava-se que esses Espíritos da Água fossem ocasionalmente capazes de assumir a aparência de seres humanos normais e realmente associar-se com homens e mulheres. Existem muitas lendas sobre esses espíritos e sua adoção pelas famílias de pescadores, mas em quase todos os casos as Ondinas ouviam o chamamento das Águas e voltavam ao reino de Neptuno, o rei dos Mares. Os antigos poetas diziam que as canções das Ondinas eram ouvidas no vento oeste e que sua vidas eram consagradas ao embelezamento da Terra material.

Para pedir a sua ajuda, o melhor momento é o final da tarde.

Vestido com roupas verdes ou azuis em tons bem claros, vá a uma praia e fixe o seu olhar numa onda.

Aprecie o movimento dessa onda até que ela desapareça na imensidão da água. Ou então vá até um rio, uma cachoeira ou qualquer outra concentração natural de água e olhe fixamente para um ponto na água, enquanto dirige seu pensamento para as Ondinas.

INVOCAÇÃO ÀS ONDINAS

Eu vos saúdo, Ondinas,
Que constituis a representação do Elemento Água.
Conservai a pureza da minha alma,
Como o elemento mais precioso
Da minha vida e do meu organismo.
Fazei-me pleno de sua criação fecunda,
E dai-me sempre intuição de forma nobre e correta.
Mestres da Água, eu vos saúdo fraternalmente.



ORAÇÃO DAS ONDINAS.

"Rei terrível do mar, vós que tendes as chaves das cataratas do céu e que encerrais as águas subterrâneas nas cavernas da terra; rei do dilúvio e das chuvas da primavera, a vós que abris as nascentes dos rios e das fontes, a vós que ordenais à humidade, que é como o sangue da terra, de tornar-se seiva das plantas, nós vos adoramos e vos invocamos. A nós, vossas móveis e variáveis criaturas, falai-nos nas grandes comoções do mar e tremeremos diante de vós; falai-nos também no murmúrio das límpidas águas, e desejaremos o vosso amor.
Ó imensidade na qual vão perder-se todos os rios do ser, que sempre renascem em vós! Ó oceano das perfeições infinitas! Altura que vos mirais na profundidade; profundidade que exalais na altura, levai-nos à verdadeira vida pela inteligência e pelo amor! Levai-nos à imortalidade pelo sacrifício, a fim de que sejamos considerados dignos de vos oferecer, um dia, a água, o sangue e as lágrimas, para remissão dos erros."
 


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