
Em 1982, durante sua expedição para a Amazônia, o oceanógrafo Jaques Cousteau, fez uma declaração que parecia uma premonição: "Hoje, o mundo está preocupado com uma guerra nuclear, mas esta ameaça desaparecerá. A guerra do futuro será entre aqueles que defendem a natureza contra aqueles que a destroem. A Amazônia será o "olho do furacão". Cientistas, políticos e artistas visitarão a Amazônia para ver o que está sendo feito com a floresta."
O porta-voz de Cousteau, Francisco Ritta Bernardino,
dono de um hotel em Manaus, onde o explorador francês e sua equipe
se hospedaram, memorizaram aquela pronunciamento profético. Em 1986,
três anos antes da queda do Muro de Berlim que apagou a ameaça
nuclear, ele começou construindo um pequeno hotel na selva (somente
quatro apartamentos) nas margens do Rio Negro, três horas de barco
de Manaus. Dez anos depois, Ritta Bernardino lidera um negócio que
fatura $1,5 millhões por ano, um número que pode aumentar
até o ano de 2000. Único na sua categoria porque é
construído nas árvores, o Ariau Jungle Towers tem hospedado
pessoas como O Chanceler alemão Helmut Kohl, o Primeiro
Ministro Norueguês Gro Harlem Brundtland.
Estou me preparando para uma onda que está por vir. Este é um negócio promissor e será um excelente negócio, disse um senhor de 60 anos. Pioneiro na exploração do turismo ecológico empresta a Ritta Bernardino um protótipo de um novo modelo de um empreendimento amazônico.
Ele está anos longe dos seringueiros dos anos
90 e especialmente da orda de imigrantes que invadiram a região
vinte anos atrás, encorajados pelo projeto do regime militar que
almejava ocupar a região a qualquer preço. Este novo empreendimento
sabe como tirar vantagem das riquezas sem fim da
amazônia sem deixar qualquer traço de
devastação.