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Díli, 9 de Setembro.de 2001 Uma expedição minuciosamente preparada para vencer o Ramelau (com cerca de 3000 metros de altitude) e que integrou dois altos funcionários do BNU e cinco importantes clientes deste banco alcançou esse objectivo de forma total e completa. no passado dia 8 do corrente.
O grupo expedicionário partiu da cidade de Díli pelas 10 horas da manhã tendo chegado à Vila de Maubisse pelas 13 horas. Depois de se ter retemperado com uma última refeição quente na Pousada dessa Vila iniciou a aproximação à base do Ramelau. Cerca das 18 horas e depois de pequenas contrariedades apenas vencidas pela notável capacidade de improvisação do grupo alcançou-se o sopé da montanha e iniciou a escalada.. |
O Ramelau |
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Durante cerca de 3 longas e penosas horas decorreu a difícil caminhada, parte desta em noite cerrada, como havia sido sabiamente planeado para que os expedicionários náo se apercebessem dos enormes precipícios que ladeavam o estreita e íngreme pista que inconscientemente venciam.
A meio da subida alguns terão ouvido uma voz que ribombava dizendo; Quem são vocês, que já com idade para terem juízo querem vencer os picos que são meus ?
Era a versão moderna e cínica do Adamastor. Ninguém respondeu. O silêncio foi a melhor forma de mostrar o seu desprezo perante a provocação. Alguns tremeram, mas de frio, não temendo o mostrengo sedeado na montanha. |
![]() Os expedicionários no topo do Ramelau na alvorada de 09.Set.2001 |
A escalada prosseguiu. O piloto, de graça João, que havía sido contratado no último porto (Hatobilico) não era tão experiente como se esperava e, assim os expedicionários passaram pelo porto de abrigo onde estava prevista a pernoita, sem o perceberem e quando deram por eles estavam no pico. Eram cerca das 21 horas. Demasiado tarde para descer e procurar o porto de abrigo. A decisáo foi unânime: passarem ali a noite, não obstante as condições inóspitas. Depois de uma frugal refeição baseada em sandochas de carne assada de que se releva o requinte da mostarda e de azeitonas genuinamente portuguesas, os expedicionários enfiaram-se nos sacos camas gentilmente cedidos pelo comandante do batalhão português e prepararam-se para descansar. |
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Durante a madrugada o mostrengo voltou à carga. O vento frio e de enorme intensidade, soava como o oceano em feroz tempestade. Em certo momento o mostrengo desistiu atemorizado. Apercebeu-se que os expedicionários eram portadores de genes dos Cabrais, dos Gamas, dos Dias, dos Cães, dos Albuquerques, dos Castros e de muitos outros que o haviam vencido nas partes mais longínquas do mundo nos últimos 600 anos. Se insistisse arriscava-se a ser papado ao pequeno almoço. Na madrugada seguinte os expedicionários depois de usufruirem da beleza do nascer do sol iniciaram o caminho de regresso, também muito penoso e perigoso dado o declive acentuado. E eis que surge o primeiro problema sério. Uma das expedicionárias desiquilibra-se, tomba no solo e quebra uma perna. Quando foi alijada da carga constatou-se que se encontrava sobrecarregada com uma enorme variedade de víveres: maçãs, laranjas, comida enlatada, etc. O mesmo erro, de há 500 anos atrás, aquando da nau de abastecimento de nome Bérrio, da armada do Vasco da Gama, que se afundou por ter excedido a sua capacidade de carga. |
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A evacuação da Bérrio |
A dificuldade nesta emergência foi a de transportar até ao sopé da montanha uma nau de carga bojuda na ré e com o velame fracturado. Dois expedicionários seguiram em frente para pedirem auxílio, enquanto os restantes permaneceram para apoio à sinistrada. Os apoio obtidos foram notáveis desde indígenas trazendo bebidas quentes, comida e improvisando uma padiola, médicos e paramédicos da AMI - Portugal ocasionalmente no local, mas de que se destaca o eficiente e pronto apoio do garboso exército português que com um destacamento de 6 elementos transportou a sinistrada numa maca até à base da montanha.. O caminho de regresso processou-se no melhor estilo português de procissão com o andor no centro. |
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É ainda de salientar que no local foi encontrado um importante achado arqueológico que, pela técnica do carbono 14, se estima como tendo mais de um quarto de século, com os seguintes dizeres: Portugal – Alto Império que o Sol logo em nascendo vê primeiro. Os expedicionários - que mais uma vez honram os seus antepassados e garantem que as suas virtudes serão transmitidas de geração em geração - são: João Tubal Gonçalves, Maria Júlia Vasconcelos, Virgílio Pena da Costa, Isabel Mendes, Hugo Lourenço, Carmo Rei Bérrio e Álvaro Duarte.
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Achado aqueológico |