A gravidade do aquecimento global

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Calcula-se que o planeta Terra exista há cerca de 4,5 bilhões de anos sendo nesse tempo que a pequena semente que deu origem a todo o Universo, desenvolveu aqui uma jóia preciosa e raríssima e um ambiente perfeitamente equilibrado e adaptado à vida com toda a sua diversidade de espécies. Durante os primeiros 1,5 bilhões de anos, o planeta teria esfriado até atingir temperaturas e ambiente constantes dentro de uma média ótima e a partir dessa etapa criou-se condições favoráveis para subsistência biológica, embora muito simples. No decorrer dos seguintes milhões de anos, várias espécies de vida frágil experimentaram esse ambiente otimizado também por períodos de alguns milhões de anos, como os dinossauros que, por exemplo, dominaram como espécies por cerca de 200 milhões de anos. Embora sendo feras assustadoras para outras formas de vida, eram frágeis formas de vida carnal dependente de um ambiente criticamente equilibrado; constando de atmosfera adequada, a necessária alimentação periódica e a água não contaminada. Acerca de mais ou menos 60 a 70 milhões de anos, a vida terrestre contaria com a presença de formas diferenciadas de vida que deram origem aos mamíferos de cuja espécie fazemos hoje parte. Em certo sentido as formas de vida terrestre assemelham-se com peixinhos num aquário, repletas de necessidades, cuidados e fragilidade, só que no caso da Terra um imenso viveiro. Adicionalmente, considerando que de acordo com medições avançadas e exaustivas pesquisas no espaço, utilizando sofisticados e precisos equipamentos de sondagem não se observa sequer sinais de outro planeta como o nosso, seja no sistema planetário em que vivemos, em que nossos vizinhos aparentam estarem mortos, como também em outros sistemas observados no resto da galáxia. Apenas na tradição se cogitam de tais mundos, que o Talmud estima em 10 milhões, mas até hoje ninguém sabe a sua localização.

 

A espécie humana

 

Segundo pesquisas recentes e mais exatas, calcula-se que a espécie humana, como a conhecemos deve ter por volta de 20 a 100 mil anos. De fato encontraram-se fósseis de alguns milhões de anos, porém com certeza não eram de seres humanos como nós. A era tecnológica como a conhecemos, sinalizada pelo primeiro computador tem um pouco mais de 40 anos. Agora veja a novidade: Nos últimos 100 anos, a temperatura do planeta subiu, segundo certa fonte científica 0,6ºC. Contudo observe que esses 0,6ºC, não subiram de forma uniforme, mas os primeiros 0,2ºC levaram cerca de 70 anos enquanto os últimos 0,4ºC levaram apenas 30 anos!

 

Segundo essa mesma fonte essa é uma das causas do aquecimento global e conseqüentemente aumento dos recentes fenômenos naturais inclusive no Brasil o que é bem atípico! Para que possamos avaliar esses dados, devemos fazer uma comparação com esses números, tentar entender o que se fez em cada um deles e então tentar entender o que está acontecendo. A pergunta seria: O que isso significa? A resposta pode ser dada pela fórmula:

 

 

Ou seja, a temperatura variou para maior, nos últimos 30 anos numa proporção aproximada de 11 para 1 em relação à variação dos primeiros 70 anos.

 

Os números

 

Considerando que o planeta levou 4,5 bilhões de anos desde a sua formação para produzir o quadro ideal de temperatura e condições outras, favoráveis à vida e que em apenas 100 anos a humanidade conseguiu desequilibrar criticamente esse ambiente, vamos avaliar as proporções entre esses números para observar as velocidades em que esses efeitos têm aparecido. Relação com a vida dos dinossauros:

 

Se considerarmos esses 4,5 bilhões como uma hora, esses 22,5 representam um pouco mais de 2 minutos! Contudo até aqui devemos considerar que o ambiente não teria sofrido nenhum tipo de dano, ou se sofreu teria sido irrelevante para as condições de vida que surgiriam a seguir, o que permite concluir que a longa e ativa vida dessas maravilhosas criaturas, não trouxe o menor prejuízo ao ambiente. O restante da vida do planeta que corresponde aos - vamos assumir a cifra de 65 milhões de anos é o período em que, no seu final, as condições e temperatura parecem oferecer riscos à vida em sua superfície. Observemos essa relação com a idade estimada do planeta:

 

 

Aplicando o mesmo raciocínio acima, observamos que esse resultado representa relativamente menos de um minuto estando, portanto na casa de segundos. Agora que já conhecemos o período total, precisamos considerar que os danos reais à temperatura, observados atualmente, ocorreram nos últimos 100 anos, e não nos 64.999.900 anos que os precedem. Considerando que a espécie humana, como a conhecemos hoje tenha 20.000 anos descobrimos que nos 80.000 anos que precedem esse número, as condições ideais à manutenção da vida do planeta não sofreram alterações significativas que pusessem em risco a sobrevivência das espécies. Observemos a relação entre a data estimada do aparecimento do ser humano e a idade do planeta:

 

 

Ou seja, corresponde aproximadamente a dez mil vezes a razão calculada pela existência dos dinossauros e literalmente 225.000. Se usarmos o mesmo raciocínio acima, teremos que esse número é aproximadamente 2,6e-4 sendo relativamente desprezível e não sabemos em que divisão horária se enquadra, é como se não existisse em nossa realidade de baixas velocidades, podendo ter significado, se for o caso, em interações atômicas! Imaginemos agora o número 100, em que os danos supostamente irreversíveis ao ambiente tem sido causados. Calculando a relação entre a idade do planeta e esse número:

 

 

Ou literalmente quarenta e cinco milhões é a razão entre esses valores! Aplicando o mesmo raciocínio acima, esse tempo de 100 anos significa uma hora dividir por 45.000.000 o que resultaria em aproximadamente 1,4e-6 e aí ficamos devendo explicações se há na natureza alguma interação em qualquer nível da matéria universal que se dê nesse hipotético período! Se alguém quer avaliar esses resultados em termos horários, deve em cada caso citado, fazer as conversões para o sistema horário. Essa, portanto é a razão entre esses dois períodos.  Para efeito de estudo, observemos o gráfico abaixo decorrente dos números analisados. Vamos considerar ainda para efeito de estudos que a temperatura no início dos cem anos considerados seja um número (t) adequado às condições de vida e do ambiente propício à vida no planeta.

 

Figura I – Gráfico da variação aproximada da temperatura em 0,6Cº graus nos últimos 100 anos.

 

Segundo a mesma fonte, essa variação de 0,6ºC é a causa do aumento dos fenômenos e efeitos indesejados das condições atmosféricas atuais e de temperatura no planeta, bem como o aumento do nível dos oceanos. Mas o que admira é o curtíssimo espaço de tempo em que esses fenômenos estão acontecendo! Observe a curva da variação de temperatura e a sua performance nos últimos trinta anos! Subiu 0,4ºC em trinta anos, contra os 0,2ºC em setenta anos! Isso indica que não somente está aumentando como também aumentou a razão da sua variação de 0,0289 para 0,134 o que significa que avança uma casa decimal para maior, ou seja, multiplicada por dez (10) oferecendo suporte para que aumente mais rapidamente[1]! Aumenta a temperatura e aumenta a velocidade em que ocorre essa variação. Ora não é novidade que experimentamos hoje uma tremenda confusão de temperaturas na superfície do planeta. Não faremos mais nenhuma comparação numérica com a idade da Terra, contudo é fácil observar pelo gráfico a acentuada elevação de temperatura nos últimos 30 anos.

 

A expectativa

 

A pergunta seria: O que acontecerá se a temperatura continuar subindo nessa escala? Segundo a mesma fonte, se a variação da temperatura atingir a cifra de 1,5ºC, o nível dos oceanos subirá e muitas ilhas e litorais serão completamente submersos na água! Fora tal inconveniente é provável que a humanidade de pele branca estará condenada a viver nas sombras de edifícios e/ou túneis ou morrer paulatinamente cozida em algumas décadas e as outras de outro tipo de pele, da mesma forma em algumas décadas mais à frente. Antes disso é provável que grande parte da vida no planeta, que nos serve de alimento venha se extinguir fazendo de áreas produtivas grandes desertos, e conseqüentemente é provável que muitos seres humanos venham a morrer de fome e sede antes! A pergunta seria: Haverá solução para os danos causados ao ambiente e a possibilidade de reversão das conseqüências desses danos? A outra pergunta seria: Haveria tempo para isso? Isso precisa ser conhecido logo e se houver uma forma de reverter essa situação, os procedimentos devem ser aplicados de imediato, mas se não houver como reverter o processo, então a humanidade deverá se consolar em saber que um dia num passado distante habitou um lar maravilhoso e que tudo isso poderia ter sido maravilhosamente diferente. É preciso acontecer algo, embora isso signifique correr atrás do prejuízo, mas que o que temos observado é que falta vontade para resolver o problema, mesmo que tenha solução. Agora o mais contundente nisso tudo, é que a espécie humana que admite ser a imagem e semelhança do Criador está preparando essa cama de gato para seus próprios filhos! Tristemente observamos a intransigência diante desses riscos reais para a humanidade, por parte dos governos e da maioria dos segmentos, que para viabilizar lucros, se valem da emissão massiva de poluentes no ambiente e nos mananciais e dos que cultivam a prática frenética de desmatamento.

 

Conclusão

 

Falamos em atitudes, mas será que alguma atitude poderia ser tomada? Parece que sim, contudo o segmento com maior poder de decisão que poderia tomar essa decisão é quem mais oferece resistência ao controle da poluição no planeta; os Estados Unidos da América, hoje representado no seu presidente Sr J. Bush. Todos souberam da sua posição quanto ao relatório de Kioto que tratava da poluição do planeta, dos perigos do aquecimento global e do aumento do chamado buraco nas camadas de ozônio cuja uma das causas foi o uso indiscriminado de produtos domésticos que emitem poluentes no ar, principalmente no seu país. Além de recusar-se a participar do congresso, as palavras do eminente dignitário foram as seguintes: - O que for bom para os Estados Unidos, será bom para o resto do mundo.  Ele não errou no que disse, apenas confundiu o objeto, pois ao invés da saúde do planeta e o destino futuro das vidas humanas, tinha em mente os lucros e vantagens (?) do modus vivendi americano caracterizado pelo consumismo compulsivo. Mas por quê o Sr Bush pensaria assim? Embora não se conceba isso com racionalidade, há uma forte razão, é que ele é membro de uma igreja cristã de evangélica fundamentalista, cujos membros se recusam sequer deixar que nas escolas regulares das suas cidades se abordem conhecimentos científicos relacionados com a formação do planeta, da vida, pesquisas espaciais, aquecimento global, etc. De fato essa é a orientação do seu partido político que muitas vezes decide o futuro da nação na escola dominical! Acerca dessa doutrina puramente cristã, já ouvimos da imprensa que as guerras efetuadas contra nações árabes foram encaradas por alguns dos correligionários do Sr Bush e da sua Igreja como Guerra Santa. Evidentemente muito semelhante às cruzadas. Citamos os EUA porque hoje seria o país com poder real de decidir essas questões por meios políticos ou mesmo intervencionistas, inclusive em território alheio. Não é isso que tem feito para eliminar os seus inimigos? Redigi esse artigo, um pouco fora do que tenho feito, mas é que percebi que a relação entre os números acima parece indicar que a humanidade conseguirá (ou já conseguiu?) destruir esse ambiente em um tempo Record, tão desprezível relativamente à formação do planeta, que seu significado invertido é como se ele nunca existisse; como se nunca houvesse abrigado qualquer forma vida! Seria talvez por essas razões que o eminente cientista Albert Einstein tenha dito que provavelmente a vida não passe de uma ilusão, embora persistente?


[1] O que já se expressou na fórmula inicial em este número está na razão de onze para um (11:1).

 

Mello Corrêa

 
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