Abodah Zarah 22a e bNOSSA INTERPRETAÇÃO E COMENTÁRIOS |
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22a I
Este é mais um trecho utilizado pelos contrários para diminuir e criar opinião depreciativa do Talmud. Interessante que eles retiram o texto do contexto sem nenhum critério o que indica a intenção de apenas difamar. Uma leitura nem muito profunda mas atenciosa por si só já deixa clara a má intenção de tais comentaristas.
Observações No contexto há dois tipos de notas uma, de cor marrom que são as notas talmúdicas que vieram no texto, nossos comentários estão em azul e algumas notas de rodapé que estão em azul mais claro.
— R. Simeon B Eleazar não tem em mente o princípio de [metayage] de qualquer modo; mas a razão por que ele permite no caso de um idólatra é porque, se lhe é dito para [abster-se de trabalhar em dias proibidos] ele obedece. Mas a um intelectual, também, se lhe é dito seguramente obedeceria! — Um que fosse intelectual não obedeceria; ele diria: 'Eu sou mais instruído que você!' Se isso é assim, por que então mencionar a objeção do campo que é chamado pelo nome do dono; ele poderia ter dado a razão de não estar colocando um tropeço perante o cego?1 — Ele menciona a razão como um adicional, como se dizer: Há uma razão de [estar colocando um tropeço] perante o cego, e também há a objeção do que é seu ser chamado pelo seu nome.
Uma discussão que já vem sendo feita versando sobre uma sociedade no cultivo de terra, seu trabalho e os lucros. A singularidade dessa sociedade é que ela é feita entre um israelita e um pagão – o dono da terra a ser cultivada. As considerações iniciais sobre o assunto apontam para clareza do acordo, inclusive ao se considerar sua não clareza como a de se colocar um tropeço diante de um cego e nesse trecho o israelita é visado porque se presume que seja conhecedor da lei. Observe que no parágrafo a seguir percebe-se a preocupação com a situação do pagão. Aparentemente a objeção sobre a terra ser chamado pelo nome do possuidor prende-se ao israelita, pois o trabalho na terra deveria também ser realizado no chabat o que é visto no próximo parágrafo.
Dois2 cultivadores de açafrão, [um de quem era] um pagão que se encarregou do campo no chabat sagrado, e [o outro] um Israelita que fez assim no domingo, vieram ante Rabah que declarou a sociedade como permissível. Porém, Rabina citou o seguinte em refutação à decisão judicial de Rabah: Se um Israelita e um pagão arrendaram um campo em sociedade, o Israelita não deve dizer subseqüentemente ao pagão, tome como teu a partilha do lucro em relação ao Chabat sagrado e eu levarei como meu o relativo a um dia da semana;3 só quando tal acordo foi feito originalmente isso é permitido. [Igualmente] se eles apenas calculam o lucro4 isto é proibido! Ao que ele [Rabah] se ruborizou. Subseqüentemente, o fato veio iluminar que os sócios realmente tinham estabelecido originalmente aquela condição.
Apesar de a decisão judicial aprovar a sociedade, aparentemente há uma irregularidade, ou seja; que o israelita fez do pagão um agente seu no trabalho do chabat. Contudo nas proibições de trabalhar no chabat nada é dito sobre o “sócio” senão sobre os servos, os filhos, os animais e o peregrino que não podem trabalhar no período (Chemot 20, 8 e 9). Ele todavia estabelece no acordo feito certa troca de dia de trabalho ao atribuir ao pagão que este arque com a responsabilidade do trabalho no chabat, por isso também é citado o caso de estar colocando um tropeço ante o cego [aquele que desconhece a lei] enquanto ele obtém para si o lucro de um dia da semana. A opinião de Rabina é explicada no parágrafo seguinte. Devemos ter cuidado aqui porque o comentarista malicioso poderá veicular a idéia de que o Talmud considera os não-judeus como cegos.
R Gabiha de Be-Kathil5 disse: Isso foi um caso de plantas de orlah6, o produto do qual o pagão foi comer durante os anos proibidos e o Israelita[1] durante [um número correspondente de] os anos permitidos e eles vieram ante Rabah que permitiu a sociedade.7 Mas Rabina não citou uma declaração em objeção para a decisão judicial de Rabah? — [Não,] isto foi feito para complementar sua decisão.8 Então por que Rabah se ruborizou[2]? — Uma vez que nada aconteceu.
Aparentemente a explicação de R Gabiha relaciona a segunda objeção de Rabina com as plantas de orlah vide Lev. 19, 23 o que evidentemente não ficou esclarecido na decisão judicial que validou a sociedade, talvez por isso Rabah tenha-se ruborizado. Contudo R Gabiha afirma que a declaração de Rabina na verdade complementa a sua decisão, ou seja; faltou citar as regras sobre as plantas incircuncisas nos seus frutos dos três primeiros anos da produção. Vemos nisso a preocupação com a conduta do israelita relativamente à Torah.
A pergunta foi feita: O que seria se nenhum arranjo fosse feito? — Venha e ouça [a passagem anterior]: Só quando tal condição foi originalmente prevista isto é permitido, conseqüentemente, se não havia nenhum arranjo isto é proibido[3]. Continue, então, com a próxima parte: 'Se eles calculassem o lucro isto é proibido', que implica que, se não havia nenhum[4] arranjo isto é permitido! — O fato é, nenhuma resposta pode ser deduzida desta passagem[5].
De fato, fora outros detalhes, não há uma resposta clara para esta passagem, contudo podemos entender sobre outras coisas envolvidas como a venda dos produtos das plantas de orlah. Será que do ponto de vistas da Torah, o israelita poderia obter o lucro destas terras durante os três primeiros anos? De fato a Torah proíbe ao israelita comer esses frutos e nada mais. Entendemos também aqui que a decisão rabínica quanto a este contrato parece dificultar a obediência à Torah.
CAPÍTULO II
Esta michnah é especificamente o alvo das críticas dos comentaristas contrários pelos assuntos abordados. Contudo basta uma leitura atenciosa para que se conclua pela sua imparcialidade ficando claro que ninguém é puro apenas pelo fato de ser israelita, mas sim de ser israelita pelo motivo de ter ido ao Sinai para receber a Torah e ser purificado. Nem só de israelitas se compunha a multidão que esteve no Sinai por isso muitos que eram pagãos foram ali purificados.
MICHNAH. A PESSOA NÃO DEVERIA COLOCAR GADOS NAS HOSPEDARIAS DE PAGÃOS[6],9 PORQUE ELES SÃO SUSPEITOS DE PRÁTICA IMORAL COM ANIMAIS. UMA MULHER NÃO DEVERIA ESTAR SÓ COM ELES, PORQUE ELES SÃO SUSPEITOS DE LASCÍVIA, NEM UM HOMEM DEVERIA ESTAR SÓ COM ELES, PORQUE ELES SÃO SUSPEITOS DE DERRAMAR SANGUE.
Antes que a Torah fosse dada aos homens, e para isso D’us escolhera aos israelitas, muitas coisas profanas e imorais, inclusive com animais, eram praticadas pelos pagãos em suas religiões idólatras. Ou seja o que era tido como divino estava contaminado pela luxúria. Não é preciso o Talmud dizer o que se fazia na época, e infelizmente mesmo após a Torah continuou a ser feito e ainda hoje é feito entre seres humanos e seres humanos e seres humanos e animais. Qualquer religião ou mesmo código de ética civil haverá de considerar tais atos como imundos até mesmo pela disseminação de doenças que tornarão ainda mais imundos seus praticantes. Quem quer que se ofenda com os assuntos aqui abordados aparenta insatisfação com os comentários que as reprovam. Todas as proposituras da michnah procedem em relação ao ambiente e a época em que ela foi escrita.
Comentários Talmúdicos
1 -Lev. 19, 14. V. supra. 6a. – evidentemente os contratos devem ser claros evitando que algum seja enganado ou fique nas trevas enquanto não sabe o que está acontecendo e isso seja algo que lhe traga ou faça o mal.
2 - Literalmente, 'estes.'
3 - Como a sociedade foi criada incondicionalmente, o dever de trabalhar o campo corresponde igualmente a ambos os sócios. O trabalho levado a cabo pelo pagão no Chabat sagrado é então terminado por ele, em relação a um meio, como o agente do Israelita.
4 - Se o Israelita aquinhoa os lucros até mesmo em relação ao Chabat sagrado para o pagão sem lhe dizer explicitamente que trabalhasse no Chabat sagrado isto é proibido igualmente, como na ausência de condições específicas, está a suposição que o pagão trabalha em nome do judeu no Chabat sagrado que está em— oposição direta a decisão jurídica de Rabah.
5 - [No Tigre, norte de Bagdá (Obermeyer, op. cit. p. 147).]
6- Literalmente, incircunciso', árvores recentemente plantadas, o produto de qual é proibido [ao israelita] comer durante os primeiros três anos. V. Lev. 19, 23.
7 - Isto está totalmente em ordem até mesmo durante os anos proibidos, o Israelita só é proibido de comer do produto, mas é permitido fazer o trabalho. Não há nenhuma objeção então quanto ao pagão estar trabalhando, embora ele faça como agente do Israelita.
8 - A declaração na citação de Rabina, onde a proibição não se alonga ao trabalho — como no caso de colocar as condições originalmente - o arranjo é permitido, distintamente apóia a decisão jurídica de Rabah com respeito a produto de árvores de orlah.
9 - (Na decadente reputação das hospedarias gregas e romanas.)
Abodah Zarah 22b
A questão primordial era a compra de animais para o ritual no Templo Santo, que segundo a Torah estavam envolvidos de critérios que os definissem como puros para tal prática, mesmo que nada foi dito na Torah relativamente a terem sido utilizados em praticas imorais, uma vez que tais ordens foram dadas aos israelitas que já haviam recebido o código de leis e sabiam que esses animais não poderiam ter sido envolvidos nestas práticas. Por isso a Gemarah disserta ainda sobre o tema relacionando estes animais também quanto a não terem sido consagrados ou utilizados em rituais idólatras.
GEMARAH. O seguinte foi citado em contradição: Uma pessoa pode comprar deles gado para sacrifício e não precisa temer com receio que tenha se comprometido, ou tenha sido usado em um ato imoral, ou tinha sido designado como uma oferenda a ídolos ou tenha sido adorado.1 Agora nós temos razão bastante para não temer sobre ter sido designado como um oferecimento a ídolos ou tendo sido feito um objeto de adoração, uma vez que se tinha sido designado assim ou tinha sido adorado, seu dono não o teria vendido; mas nós seguramente deveríamos temer sobre cometer um ato imoral!2
Na Gemarah são discutidos os pontos que invalidariam o animal para o ritual do Templo, ao mesmo tempo em que procura esclarecer o israelita que é possível comprar um animal de um pagão e que este esteja em condições de ser usado no ritual. A seguir nas discussões dos sábios percebemos que admitem que haja bom senso nos pagãos relativamente aos seus animais em quando são vendidos aos judeus, inclusive que aparentam saber que devem ser puros segundo os critérios da Torah. Ao mesmo tempo a Gemarah reconhece que o pagão também tem sua crença o que assegura ao israelita que ele, por devoção, não venderá um animal que tenha sido objeto de adoração ou consagração aos seus deuses. Conseqüentemente transmite a segurança de que por isso não há risco de adquirir um animal nas condições já referidas. Resta contudo uma dúvida quanto à condição de ter sido usado em atos imorais [sexuais]. O que se discute nos parágrafos a seguir.
— Disse R Tahlifa em nome de R Chila Ben Abina em nome de Rab: Um pagão teria consideração com o seu gado, com receio que não fique estéril.3 Isto garante realmente no caso de gados femininos mas que resposta você daria o caso de machos?
R Tahlifa considera o bom senso do pagão diante dos seus animais, e uma causa provável é que o resultado de uma relação imoral entre o homem e uma fêmea a tornaria estéril. Parece mesmo pela segurança da condição tratar-se isso na época de algo conhecido e portanto temido. O pagão teria seu lucro cessado e essa seria a causa de cometer o ato imoral. Evidentemente mesmo naquela época já era de bom senso dos comerciantes que a mercadoria agradasse o cliente. Seria evidente que os machos humanos profanassem as fêmeas dos animas, porém considerou-se a realidade de que também as mulheres pudessem contaminar os animais com práticas imorais. Por isso é proposta uma resposta a questão.
— Disse R Kahana: Porque tem um efeito de deterioração na carne do gado. Então o que sobre isso [Baraitha] tem sido ensinado: A pessoa pode comprar gado de qualquer pastor pagão; não devemos temer que ele usou o gado em um propósito imoral?4 — O pastor pagão teria medo de perder a sua remuneração. Que então sobre isto [outro Baraitha] tem sido ensinado: A pessoa não deveria confiar gados a um pastor pagão;5 por que não assume que o pastor pagão teria medo de perder a sua remuneração?
Semelhantemente R Kahana emite um parecer sobre os resultados das relações imorais entre mulheres e os machos dos animais, que também deixa claro haver uma cultura sobre a deterioração da carne do gado que evidentemente seria protegido pelo seu dono uma vez que visava o lucro, é o que cita nas palavras “O pastor pagão teria medo de perder a sua remuneração” ou sua taxa. Verificamos que há dois Baraitha sobre o assunto e parecem estar em contradição, mas um na verdade autoriza a compra e o outro trata de se confiar a um pagão a guarda do animal. O que realmente se discute no início do próximo parágrafo, de fato o que eles temem é perder o valioso cliente que imolava um grande número de animais continuamente. “Eles temem que o outro descubra”.
— Eles temem que o outro descubra desde que eles sabem o que é uma boa transação, mas eles não têm medo dos nossos, o qual não sabe muito sobre o assunto. Rabbah disse: Isto é o que o provérbio popular diz. Como a palha penetra a pedra assim uma mente esperta descobre o outro. Nem naquele caso, nós não deveríamos comprar gados6 masculinos de mulheres, por medo de que elas os teriam usado em prática imoral com elas!
Mas a questão também envolve mulheres que vendem animais e não apenas homens e nesse caso surge a dúvida se elas teriam utilizado estes animais. Não é novidade que estas práticas estiveram entre as mulheres inclusive até hoje em dia isso acontece com grande freqüência. No início do capítulo seguinte explica-se que a mulher que assim agir com animal corre o risco de ser perseguida por ele.
— Ela teria medo de ser seguida pelo animal. É então sobre isto que R Joseph ensina: Uma viúva não deveria criar cachorros, nem acomodar um estudante como um convidado? Agora está bastante claro no caso de um estudante em como ela poderia pensar na descrição dele,7 mas no caso de um cachorro por que não diz que ela teria medo de ser seguida por isto? — Considerando que a seguiria porque ele recebe dela um pedaço de carne, as pessoas dirão que é por causa de tais pedaços que a segue.
Os exemplos utilizados são clássicos e críticos, pois se utiliza de um personagem que tendo o costume em vida com seu marido o perde e por esta e outras razões poderia arranjar-se com os cachorros e também com outro homem [estudante], mas a questão é proposta considerando-se os prós e os contras de que o animal segue a mulher e quais são os seus objetivos. È muito mais provável que o façam por receberem pedaços de carne do que por outro motivo, no caso a luxúria. Toda discussão tem o motivo de eliminar prováveis pistas falsas e assegurar que a compra do animal é boa para os fins do ritual.
Por que nós não deveríamos deixar então somente animais femininos com pagãos femininos?8
Uma propositura que em tese elimina a oportunidade de que se use o animal para fins imoral. O que deixa dúvida porque os pagãos visitavam as mulheres dos seus vizinhos. Naquela época com menos freio do que hoje ou aos israelitas que já haviam recebido as 10 sentenças e por elas conhecido que não deviam cobiçar a mulher do próximo, o que não acontecia com os pagãos cujos líderes religiosos não conheciam tal código de ética. Essa é a idéia que se expressa no comentário abaixo.
— Disse Mar Ukba Ben Hama: Porque os pagãos freqüentam as esposas dos seus vizinhos, e se a pessoa não a achar em casa, mas encontra os gados lá, ele também os poderia usar imoralmente. Você também pode dizer que até mesmo se ele a achar em casa também pode usar o animal, como disse um Mestre: 9— Pagãos preferem os gados[7] de Israelitas às próprias esposas, por isto R. Johanan disse: Quando a serpente veio até Eva infundiu nela a luxúria imunda.10 Se isso é assim [o mesmo deve ser aplicado] também para Israel[8]! — Quando Israel esteve no Sinai a luxúria foi eliminada, mas a luxúria para os idólatras que não estiveram no Sinai não cessou.
Esse é o ponto em que os difamadores exploram o caso de Eva que recebeu da serpente a luxúria imunda e a transferiu a todos os seres humanos. Ora o Talmud inclui também os israelitas no contexto, pois todos são filhos de Eva! Mas há uma diferença e que não está no ser israelita apenas mas sim no israelita que foi purificado no Sinai pela presença divina e a Torah que lhe foi dada. Interessante notar que muitos dos que estavam com os israelitas não eram israelitas mas sim pessoas que vieram do Egito com eles e também os que foram anexados na caminhada. Por isso o difamador que extrai um texto do contexto para levantar uma calúnia somente pode estar mal intencionado sendo um inimigo gratuito de Israel e da Torah.
A pergunta foi feita: Como agir sobre aves?11 — Venha e ouça: Rab Judah disse em nome de Samuel em nome de R Hanina: Eu vi um pagão comprar um ganso no mercado, use imoralmente e então estrangule, asse e coma. Também R Jeremiah de Difti12 disse: Eu vi um árabe que comprou um lado [de carne], perfurou isto com a finalidade de praticar um ato imoral depois de qual ato ele assou e comeu.
Comentários Talmúdicos
1 - Qualquer dos usos que desqualificariam o animal com a finalidade de sacrifício (Tosef. 'A.Z. II). V. B.K. 40b.
2 - O Baraitha que desconsidera tal possibilidade está então em conflito com nosso Michnah. 3 - Conseqüentemente o Baraitha não suspeita prática imoral no caso dos próprios gados do pagão, enquanto nosso Michnah suspeita do gado que pertença a outras pessoas partindo da hospedaria de um pagão. 4 - Como os gados não pertencem a ele. 5 - Supra 15b, Tosef. A.Z. III. 6 - Para sacrifícios. 7 - Que o intimidaria de fazer isto conhecido. 8 - V. supra, 15b. 9 - Gittin 38a. 10 - Chabat 146a; Yebamot 103b. 11 - Faz a suspeita conectada com animais aplicável a eles? [Identificado com Dibtha debaixo do Tigris, S.E. Babilônia, Obermeyer, op. cit. p. 197.] [1] Observe que a proibição é feita sobre comer o fruto nos três primeiros anos e essa proibição se aplica ao israelita. Lev. 19, 23. [2] Rabah se ruborizou – aparentemente porque previu que os critérios da sociedade permitiriam situações de constrangimento ante a Torah. [3] Só quando tal condição foi originalmente o israelita estaria obrigado em vista do combinado. Ref Maimônides sobre a lei fora de Israel. [4] Não há nenhum arranjo e portanto calcula-se o lucro do montante. [5] O que explica as razões em oposição no mesmo assunto. Por outro lado se observa que nos dois casos não se levou em conta se é válido ao israelita obter lucros de algum trabalho efetuado no chabat. [6] Uma palavra equivalente a pagão utilizada no hebraico é “oved elilim” –עובד אלילים - (o que serve os ídolos). Quando esta Michnah foi escrita e o conceito sobre os idólatras foi estabelecido ainda não havia cristianismo, porém se os cristãos sentem-se atingidos pelas palavras considerem se estão na mesma situação dos que “servem os ídolos”, caso contrário não se ofendam. [7] Quando Israel esteve no Sinai .. Apenas após a Torah ser revelada os seres humanos souberam que era proibido juntar-se aos animais, antes disto tais coisas eram praticadas livremente, mesmo porque uma das causas do dilúvio foi essa. [8] Se isso é assim ... Evidentemente Israel, como todos os outros, é um descendente de Eva, por isso também Israel estava contaminado pela luxúria, mas ao receber a presença divina e a Torah no Sinai foi assim purificado e se entre Israel houve algum pagão, ali também foi ele purificado pelos mesmos motivos. Nós sabemos que nem todos que saíram do Egito eram israelitas, mas sim se anexaram aos israelitas, e ainda outros na jornada empreendida.
Mello Corrêa |