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Diante desta realidade, a união dos conhecimentos da medicina interna e da psiquiatria fez-se necessário passando a ser utilizados junto as técnicas tradicionais de investigação e tratamento das doenças do corpo, de terapias psicológicas variadas, baseando-se no fato de que o corpo não pode ser curado sem levar-se em conta a mente, o ambiente social, as crenças religiosas e o sentido de vida de cada ser humano.
O SIGNIFICADO DA DOENÇA
A atividade intelectual ocorre no córtex cerebral, enquanto a experiência emocional é desencadeada pelo sistema límbico ( parte mais antiga do cérebro ), que possui apenas uma “linguagem orgânica” ou das sensações ao invés de idéias e palavras, características das áreas do cérebro de evolução mais recente como o córtex . A doença é um estado do ser humano, que, identifica no corpo um sentimento de desarmonia ou desordem. Esta desarmonia é expressa sob a forma de um sintoma, quaisquer que seja: depressão, ansiedade, taquicardia, palpitações, tontura, dormências, etc., e nos obriga a tomar consciência de uma linguagem que é puramente psicossomática, isto é, o corpo expressa-se, tornando visível a nós mesmos, e aos outros o que está ocorrendo à nível de nossa consciência ou psique. Quando deixamos de observar e interpretar os acontecimentos de nossas vidas e suas relações com nossos destinos, tornamo-nos vazios e insignificantes. A doença chama sobre si atenção, o interesse e a energia psíquica no sentido de conseguir fazer desaparecer a condição de desarmonia. Imaginemos o corpo como uma grande fábrica: quando algum fato grave ocorre em suas instalações, uma sirene de alarme dispara dando o alerta, chamando a atenção para algo de errado. Não podemos simplesmente desligar o alarme e ficarmos tranqüilos, é necessário descobrirmos que condição foi responsável pela emergência.
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Medicina Psicossomática 2 |




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CORPOMENTE |


