A abordagem Sitêmico-Relacional

 

DESCRIÇÃO TEÓRICA:

       É centrada nos problemas interativos das crises de relacionamento de casal ou no interior da família.

       As tensões negativas e os vários ressentimentos impedem a recíproca colaboração dentro do sistema e a comunicação baseia-se amiúde em mensagens paradoxais (a assim chamada "dupla constrição"), que criam na família membros gravemente perturbados (esquizofrenia, anorexia, alcoolismo, drogas, comportamentos anti-sociais).

       A terapia tem curta duração, com cerca de quinze sessões em média, e nela se utilizam, a fim de provocar mudanças evolutivas em relação dinâmica, as teorias cibernéticas, e sistêmicas e paradoxais.

       As intervenções são do tipo reorganizativo e mitopoético (dramatização do romance familiar).

 

APLICAÇÕES METODOLÓGICAS:

       O terapeuta pode intervir ficando do lado de fora, e dali procurando melhorar a comunicação e a expressão emotiva dos membros do grupo familiar, para reconstruir entre eles uma clara hierarquia de poder (Halley), ou então intervir do lado de dentro, como parte integrante do processo terapêutico, promovendo ações criativas e tornando a família o verdadeiro artífice e protagonista da própria transformação (Minuchin).

       Pode também favorecer a individualização de cada membro, através da diferenciação e da interdependência recíproca (Bowen).

       Também é possível haver um homem e uma mulher terapeutas que trabalhem em co-terapia junto à família.

 

 

CORPOMENTE

Formas de Psicoterapia                     7

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