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CRONOLOGIA
HISTÓRIA
DO CORPO DE BOMBEIROS
1850
Ocorre um incêndio
na Rua do Rosário (atual Rua XV de Novembro), o incêndio é
extinto por uma bomba manual emprestada por um francês
chamado Marcelino Gerard.
1852
Em decorrência
de tal incêndio, é apresentado na Assembléia Provincial,
pelo então Brigadeiro Machado de Oliveira um Projeto de Lei
de um Código sobre Prevenção de Incêndios. Nesse Código
estavam regulamentados os serviços de prevenção e extinção
de incêndios, ficando o povo, por lei, obrigado a cooperar
com a Policia nos dias de incêndio.
1856
Surge o Corpo
de Bombeiros da Corte (atual Corpo de Bombeiros do Rio de
Janeiro).
1861
Ocorre um incêndio
em uma livraria na Rua do Carmo.
1863
Novo incêndio,
desta vez na Rua do Comércio em uma loja de ferragens.
1870
Um barril de
pólvora explode no centro da cidade de São Paulo.
1875
É criada uma
"Turma de Bombeiros" com 10 homens egressos do Corpo
de Bombeiros da Corte e que ficaram adidos à Cia de Guarda de
Urbanos.
1880
Um incêndio
na Faculdade de Direito, determina a criação Oficial do
Corpo de Bombeiros (10 de março de 1880). O então Alferes
José Severino Dias é designado em 24 de julho Comandante da
Seção de Bombeiros com 20 homens (praças) oriundos da Cia
de Urbanos.
1883
Ocorre a 1ª
troca de comando.
1888
O efetivo da
Seção de Bombeiros aumenta para 30 praças.
1890
Elevação a
categoria de "Companhia de Bombeiros". O efetivo
aumenta para 60 homens. O Comandante passa a ser um Capitão.
É criada a 6ª
Zona de Bombeiros no município de Santos (atual 6º
Grupamento de Incêndio).
1891
O’Connel
Jersey assume o comando.
É criado a
Estação Oeste de Bombeiros (2ª Zona) - atual 2º Grupamento
de Incêndio responsável pelo atendimento dos bairros da
Barra Funda, Campos Elíseos e Lapa e a Estação Norte de
Bombeiros (3ª Zona).
1893
Os movimentos
de tropas federalistas no sul do país e a situação agitada
do povo diante dos acontecimentos subversivos (Revolta da
Armada), faziam com que os brasileiros temessem uma guerra
civil.
Um
contingente do Corpo de Bombeiros segue para Santos integrando
a Força Policial, juntando-se às tropas em defesa da causa
republicana.
1895
É inaugurada
a 3ª Zona de Bombeiros, responsável pelo atendimento dos
bairros da Moóca, Brás, Belém, Penha e Vila Prudente (atual
3º Grupamento de Incêndio).
1896
São
inauguradas as estações do Norte e Oeste, inicia-se o
funcionamento do 1º Sistema de Alarmes, o "GENERST".
1900
Unem-se todas
as forças policiais em uma só "FORÇA PÚBLICA".
É criado o Corpo Municipal de Bombeiros de Campinas, seu
efetivo inicial era de 8 homens.
1906
A Força Pública
recebe instrução de uma missão francesa.
1909
É impresso o
1º Manual de Instrução. Chegam os primeiros veículos automóveis.
Inaugura-se o 2º Sistema de Alarmes, o "GAMEWELL".
1911
São
colocadas em todos os bairros da cidade de São Paulo 160
novas caixas de avisos de incêndio.
1912
Começam a
funcionar as Oficinas do Corpo de Bombeiros, cuidando de suas
viaturas e equipamentos.
1915
É impresso o
2º Manual de Instrução.
1917
O Coronel
Soares Neiva deixa o Corpo de Bombeiros para comandar a Força
Pública.
1924
O Corpo de
Bombeiros é transformado em Batalhão de Bombeiros Sapadores.
1929
Ocorre uma
grande compra de automóveis e equipamentos.
1930
Afonso Luiz
Cianciulli assume o Comando do Batalhão de Bombeiros
Sapadores.
1931
Volta a
denominação "Corpo de Bombeiros".
1932
Mulheres são
empregadas no Corpo de Bombeiros para suprir a falta de
efetivo, que estava sendo empregado nas frentes de luta
durante a Revolução Constitucionalista.
O Corpo de
Bombeiros entrega a sua Invernada ao Regimento de Cavalaria
por não possuir mais cavalos ou muares.
1935
Os serviços
de extinção de incêndios são transferidos para o Município
da Capital.
1936
O Corpo de
Bombeiros deixa a tutela do Estado e passa a ser administrado
pelo município. É impresso o 3º Manual de Instrução.
1942
É firmado o
primeiro convênio entre o Estado e a Prefeitura de São
Paulo. O Corpo de Bombeiros passa a ser Estadual.
1947
Ocorre a
manifestação de desejo de autonomia. É destacada em Santos
a 6ª Companhia do Corpo de Bombeiros (hoje 6º Grupamento de
Incêndio).
1948
As oficinas
do Corpo de Bombeiros são transferidas para a Força Pública.
1949
Pela 1ª vez
um Oficial do Corpo de Bombeiros segue em viagem de estudos
para os EUA.
1951
Entra em
funcionamento a Escola de Bombeiros.
1952
O Corpo de
Bombeiros recebe 9 viaturas importadas dos EUA e Alemanha.
1954
São editados
os novos Manuais de Instrução em vários volumes.
É criado o 4º
Grupamento de Incêndio com sede na região da Vila Mariana,
na capital.
1955
É inaugurada
a rede de rádio do Corpo de Bombeiros.
1957
Vários
Oficiais do Corpo de Bombeiros são transferidos.
1959
São lançados
ao mar 10 lanchas destinadas ao Serviço de Salvamento.
1961
O Serviço de
bombeiros atravessa uma grande crise gerada por fatores políticos
e econômicos que atingem a Força Pública como um todo.
Jovens Oficiais do Corpo de Bombeiros iniciam uma greve, ao
final frustada, mas que paralisaram os serviços de bombeiros
por cerca de 24 horas. O motivo principal da greve eram os salários
que se apresentavam em níveis insuportáveis. De imediato o
Corpo de Bombeiros perde toda uma geração de Oficiais, que
por haverem participado do movimento por melhores salários,
é transferida para outras unidades principalmente no
interior. Há, em consequência uma quebra na transmissão das
técnicas e da experiência, obrigando que o aprendizado a nível
de Oficiais voltasse à estaca zero.
1964
Grande compra
de Auto-Bombas (Os famosos "Volta ao Mundo").
É fundada a
Companhia Escola de Bombeiros, seu 1º Comandante e fundador,
foi o Capitão PM Luis Sebastião Malvásio.
1967
Inicia-se a
demolição da Estação Central.
É criado o 8º
Grupamento de Incêndio, na região do ABCD.
1970
É criado o
10º Grupamento de Incêndio, com sede no município de Marília.
1972
Em 24 de
fevereiro, ocorre o incêndio do Edifício Andraus de 31
andares, 16 pessoas morrem e 375 ficam feridas, o Corpo de
Bombeiros envia 31 viaturas e dezenas de carros pipas. O Incêndio
provoca o surgimento de um Grupo de Trabalho para estudar e
propor reforma dos Serviços de Bombeiros.
1973
É criado o 2º
Grupamento de Busca e Salvamento, na zona sul da capital.
1974
Em 01 de
fevereiro ocorre o incêndio do Edifício Joelma de 23
andares, 189 pessoas morrem, o Corpo de Bombeiros envia ao
local 26 viaturas e 318 bombeiros.
É criado o 1º
Grupamento de Busca e Salvamento, na área central da Capital.
1975
Ocorre a
preconizada reestruturação dos serviços de bombeiros. Em
razão do incêndio do Joelma, é publicado o novo Código de
Obras de São Paulo.
É criado o 9º
Grupamento de Incêndio, com sede no município de Ribeirão
Preto.
1979
Entra em
funcionamento o 3º Sistema de Alarmes, o telefone 193. É
firmado convênio entre o Estado e a Prefeitura.
Médicos do
Hospital das Clínicas da USP preocupados com a alta
mortalidade nos Pronto-Socorros, produzidas pela ineficiência
e inadequação do atendimento pré-hospitalar e transporte de
vítimas, começam a se interessar no gerenciamento do
atendimento das emergências em geral.
1981
Em 14 de
fevereiro, ocorre um incêndio na Av. Paulista, no edifício
Grande Avenida de 23 andares, o Corpo de Bombeiros envia ao
local 20 viaturas e 300 bombeiros, 17 pessoas morrem e 53 são
feridas, entre elas 11 bombeiros e 10 do efetivo do Comando de
Operações Especiais da PM.
1983
É
oficializado pela Secretaria Estadual da Saúde a CRAP -
Comissão de Recursos Assistenciais de Pronto Socorro, com a
participação de inúmeros órgãos ligados ao atendimento
das vítimas, contando com a partuicipação do Corpo de
Bombeiros.
1985
É criado o 3º
Grupamento de Busca e Salvamento, responsável pelas
atividades de Prevenção de Afogamentos e Salvamento Marítimo,
com sede no município do Guarujá.
1986
Através da
Associação de Intercâmbio entre EUA e Brasil, denominada
"Companheiros da América", o Corpo de Bombeiros
envia um grupo de 4 Oficiais, juntamente com 01 Oficial da
Defesa Civil e 3 médicos à cidade de Chicago, para a realização
de um Curso de Técnicos em Emergências Médicas.
1987
É criado a
CAMEESP - Comissão de Atendimento Médico às Emergências do
Estado de São Paulo, que apresentou proposta para a criação
de um projeto piloto de atendimento pré-hospitalar denominado
"SISTEMA INTEGRADO DE ATENDIMENTO ÀS EMERGÊNCIAS DO
ESTADO DE SÃO PAULO.
1988
É criado o
Projeto Salva-Mar (3º GBS), criando um novo perfil do
"Guarda-Vidas" no litoral paulista possibilitando
uma cobertura mais abrangente e eficiente, com a aquisição
de novos equipamentos e maior grau de instrução, dimunuindo
o número de óbitos por afogamento.
1989
Os Secretários
Estaduais da Segurança e da Saúde assinam a resolução
Conjunta SS/SSP Nº 42, que definia as formalidades de
implantação do PROJETO RESGATE.
São criados
os 13º, 14º, 15º e 16º Grupamentos de Incêndio.
1990
É colocado
em prática o Serviço de Resgate com atuação na Grande São
Paulo e em 14 municípios do estado, sendo empregadas 36
Unidades de resgate, 02 Unidades de Suporte Avançado e 01
helicóptero.
1991
É formada
uma turma de 40 "bombeiras", entre elas, 05
Oficiais, denominadas "Pioneiras do Fogo".
1992
O Corpo de
Bombeiros promove o 3º Seminário Nacional de Bombeiros na
cidade de Ribeirão Preto.
1994
O Serviço de
Resgate do Estado de São Paulo é consolidado através do
Decreto Lei nº 38.432, garantindo sua operacionalização
através da Polícia Militar do Estado de São Paulo, por
intermédio do Corpo de Bombeiros e do Grupamento de Rádiopatrulha
Aérea.
É criado o 1º
Grupamento de Incêndio (Comando de Bombeiros da Capital).
1995
Em 29 de
janeiro, ocorre uma explosão em uma loja de fogos no bairro
de Pirituba na Capital, 33 casas são atingidas e 15 pessoas
morrem, o Corpo de Bombeiros enviou ao local 15 viaturas e 62
bombeiros.
O Corpo de
Bombeiros realiza o seu 1º Seminário de Agilização da
intervenção Operacional com a presença de mais de 300
bombeiros entre Oficiais e Praças.
1996
É implantado
o Sistema de Despacho assistido por computador no Centro de
Operações de Bombeiros (COBOM) na Capital.
É criado o
12º Grupamento de Incêndio (sede em Bauru).
Ocorre em 11
de junho uma explosão no Shopping Center Plaza de Osasco
causada por vazamento de GLP sob o piso da área de
restaurantes, 41 pessoas morrem e mais de 48o
pessoas são feridas, o Corpo de Bombeiros envia para o local
38 viaturas e 167 bombeiros.
Ocorre em 31
de outubro a queda da aeronave Fokker 100 da TAM no bairro do
Jabaquara, 99 pessoas morrem, o Corpo de Bombeiros envia para
o local 28 viaturas e 107 bombeiros. O Corpo de Bombeiros
realiza o seu 2º Seminário de Agilização da intervenção
Operacional com a presença de mais de 300 bombeiros entre
Oficiais e Praças.
1997
É
lançado o MANUAL DE FUNDAMENTOS do Corpo de Bombeiros.
Com mais de 360 páginas e mais de 880 ilustrações, o MANUAL
aborda 18 temas ligados às principais áreas de atuação dos
serviços de bombeiros.
A
SIRENE, popularmente conhecida como BITONAL
(dois tons lá-lá/ré-ré), com 4 (quatro) cornetas, frequência
de 435/450 Hz e 580/600 Hz, com intensidade de som de 113 dh,
a aproximadamente 7 (sete) metros, passa a ser destinada, para
uso exclusivo e restrito aos veículos pertencentes ao CORPO
DE BOMBEIROS da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Seguindo uma nova filosofia de atendimento à grandes emergências
- SICOE (Sistema de Comando de Operações em Emergência).
É
apresentada a nova viatura de "COMANDO DE OPERAÇÕES,
destinada a ser empregada em grandes ocorrências servindo
sempre como Posto de Comando e oferecendo ao Comandante das
Operações todo o suporte técnico necessário ao
planejamento estratégico e à coordenação tática das ações
inerentes à emergência.
O
Corpo de Bombeiros realiza o seu 3º Seminário de Agilização
da intervenção Operacional com a presença de mais de 300
bombeiros entre Oficiais e Praças.
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