Lição Nº 2: Extremes, breakdowns e inbetweens... Que raio quer dizer isto tudo ? :-)  
 
 Para este exemplo, vamos animar um pêndulo:
 
A geometria é muito simples, o único importante é tornar o braço "parent" da esfera ( ou juntar ambos como um só objecto ), mudar o pivot point para o topo, e mover tudo para a origem (0,0,0)
 
 Um à parte: a maioria dos programas cria por defeito interpolações "smooth "entre os keyframes. Para este exemplo recomendo ir às preferencias e mudar para "linear", para evitar confusões.
 
 
A animação:
 
 Para este exemplo, decidi criar um ciclo de 48 frames (2 segundos)... Que estou eu a fazer ao tomar esta decisão? Estou a definir o Timing da animação 
 
 Portanto, passo a animar,
 
 - Rodo o pendulo para a esquerda - 60 graus , faço um keyframe no frame 0
 - Como pretendo uma animação cíclica, avanço para o frame 48 e faço o mesmo keyframe
 (Se carregarmos em play agora, não temos um resultado muito interessante  )
 - passo para o frame 24, rodo para 60 graus e faço outro keyframe
 
 
Isto tudo diz-nos:
 
 O que são os extremes?
 São os pontos no extremo do percurso do objecto
 O que são os inbetweens?
 São os frames que não têm keyframes definidos, na animação tradicional, os estúdios Disney desenvolveram um processo de producção em que dividiam o trabalho entre os Key animators, mais experientes, que definiam a animação com desenhos chave, e os Inbetweeners, menos experientes, que desenhavam os restantes. No nosso programa 3d, o computador é o nosso inbetweener, e nós somos os Key animator's. De lembrar porém um animador da pixar que disse que "o computador é o mais estúpido dos inbetweeners" 
 
 O que nos falta? O breakdown / passing position...
 
 Se virmos o playback da animação até agora, reparamos que se bem que o Timing é o pretendido, falta algo... normalmente o pendulo deveria acelerar na descida e brandar na subida... Temos de definir o Spacing 
 
 Como fiz no exemplo anterior, vou criar keyframes a meio do percurso (12 e 36) , para me certificar, que o pendulo está exactamente onde eu quero (rotação 0 ) naquele momento. Isto é definir o breakdown, asseguro que o percurso entre os extremes é o que eu quero, neste caso, simetrico.
 
 Finalmente, acerto as splines, portanto o spacing, da seguinte forma e o resultado é bem mais fluido:
 
 

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