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RETORNO DO CAPITAL INVESTIDO COM A IRRIGAÇÃO
NA CULTURA DO COQUEIRO ANÃO: Uma Abordagem a Nível de Produtores
Rurais
I – INTRODUÇÃO
A Cultura do Coqueiro (Cocos nucifera L.) está
presente na maioria dos Estados Brasileiro, cobrindo áreas das Regiões
Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. As estatísticas oficiais
só não registram a existência de Coqueirais comerciais
no Sul do País. Este crescimento ocorreu, principalmente, em virtude
do Aumento da Demanda pela Água do Coco, comercialmente conhecida
como Água de Coco, para consumo in natura e uso na indústria
de envasamento, assim como também devido às condições
favoráveis de clima e solo. Os Produtores Brasileiro pretendem,
além do Mercado Nacional, atender também ao Mercado Internacional,
principalmente, durante o verão do Hemisfério Norte, período
em que a demanda interna se retrai em função do inverno.
Pesquisas tem indicado que Aumento da Produtividade gerado pela Irrigação
compensa os seus custos de investimento e manejo do sistema, tornando maior
a Rentabilidade do Empreendimento.
II – ÁREA CULTIVADA NO BRASIL
Atualmente, há no Brasil 60 mil hectares
implantados com a cultura do Coqueiro Anão Irrigado, sendo o Espírito Santo, o maior produtor, com 14 mil hectares, seguido pelo Bahia com 12
mil ha e, em terceiro o Ceará, com 5 mil hectares. A expansão
da Cultura na Região Sudeste cresce 10% ao ano e já apresenta
a maior produtividade do País, com 13 mil frutos/ha/ano.
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O Estado de Minas Gerais possui aproximadamente
1.950 hectares de área implantada com esta Cultura, distribuída
principalmente na Região Norte do Estado e Região Leste da
Zona da Mata Mineira, deste total, apenas 415 hectares se encontram em
plena produção.
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Na Região Leste da Zona da Mata, a cultura
foi introduzida em 1993, e hoje apresenta, uma área total implantada
em torno de 400 hectares. Estima-se uma Produtividade entre 150 a 200 frutos/coqueiro/ano,
o que pode ser considerada muito boa, devido essa região está
próxima dos centros consumidores, o que permite menores custos de
transporte e facilidade no escoamento da produção.
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Na Coqueiro Anão verde (subvariedade preferida
para produção de Água de Coco), a Rentabilidade é
considerada excelente, razão pela qual a Área Cultivada multiplicou-se
por seis, vezes nos 10 últimos anos.
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O consumo da Água de Coco Envasada cresce
20% ao ano e, mesmo tendo atingido a expressiva marca de 100 milhões
de litros em 1997, ainda não atende à Demanda. Isso sem contar
a série de Novos Produtos que a Indústria deve lançar
no mercado, como frapês e outras preparações combinadas
com frutas e refrescos.
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Indicadores da Associação Brasileira
de Produtores de Coco mostram que a Água de Coco representa hoje
1,5% do mercado de Refrigerantes, por isso algumas indústrias de
refrigerantes e outras Bebidas Envasadas, desenvolvem tecnologias para
envasamento da Água de Coco e assim, atingir esse grupo de clientes.
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Há no Nordeste do Brasil um complexo parque
industrial voltado para o envasamento da Água, localizado sobretudo
no Ceará e Alagoas, com metas para além de atender ao mercado
consumidor nacional e Internacional.
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Os produtores pretendem o mercado internacional,
principalmente durante o verão no Hemisfério Norte, período
em que a demanda interna se retrai.
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Com a expansão de novas áreas nas Regiões
Centro-Oeste e Sudeste, agricultores de regiões tradicionais, como
o Ceará, Paraíba e Pernambuco estão Perdendo Mercado,
principalmente pela Distância dos centros consumidores.
III - A CULTURA IRRIGADA
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Coqueiro requer uma precipitação pluvial
anual em torno de 1.500 mm, uniformemente distribuídos. Longos períodos
de seca são prejudiciais à planta, que se desenvolve melhor
em solos de textura média, com boas condições de drenagem.
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Em condições de seca, o crescimento
é retardado e a Produtividade é reduzida.
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É uma cultura que exige cuidados em relação
aos tratos culturais, principalmente a capina, a irrigação
e a adubação, importantes no Desenvolvimento, na Produção
e na Qualidade da Água.
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A ocorrência de déficit hídrico
na fase reprodutiva irá comprometer a diferenciação
floral e a polinização das flores, sendo necessária
suplementação de Água por meio da irrigação.
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Tem-se relatado Produtividade de 10.250 a 20.500
frutos/ha/ano para o coqueiro anão em condição de
sequeiro e de 30.750 a 61.500 frutos/ha/ano no sistema irrigado.
IV - RETORNO DO CAPITAL INVESTIDO
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Análise de sensibilidade, realizadas pelo
Centro de Pesquisa Agropecuário dos Tabuleiros Costeiros (CPATC/EMBRAPA),
sobre retorno de investimento da irrigação, mostram que a
partir do quinto ano já se tem Retorno Positivo, recuperando o total
dos custos acumulados na Cultura Irrigada, enquanto que para a Cultura
não Irrigada esse tempo foi de sete anos.
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Estudos realizados pela EMBRAPA - Agroindústria
Tropical na Estação Experimental do Vale do Curu, em Paraipaba-Ce,
mostraram que a utilização da Microirrigação
com manejo correto da irrigação (aplicação
de um volume de Água adequado para cada fase da cultura e clima
da região) e a aplicação freqüente de fertilizantes
via fertirrigação, podem antecipar o Início da Colheita
para dois anos e quatro meses, com uma Produção de até
122 frutos por planta no primeiro ano de colheita (terceiro ano de cultivo).
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Esta Produção por planta eqüivale
a uma produtividade de 25.000 frutos/ha, para um coqueiral plantado com
espaçamento de 7,5 x 7,5 x 7,5 m, em triângulo eqüilátero.
V – CONSIDERAÇÕES FINAIS
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As Vantagens de uma Estratégia de Cultivo
que priorize, antecipar a produção e atingir máxima
produtividade já são percebidas, quando se aplica a irrigação
à Cultura do Coco.
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Se a Técnica de Irrigação for
utilizada no Cultivo do Coco, o produtor terá um retorno do capital
investido, mais rápido do que sem essa técnica.
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Para um preço médio do Coco Verde ao
longo do ano variando de R$=0,18 a R$= 0,22 por fruto, o retorno do capital
investido ocorreria no Quarto Ano de Cultivo.
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A prática de irrigação é
viável e no cultivo em sequeiro, é o Produtor de Coco quem
lucra menos.
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Estima-se que para cada um 1 Real Investido na Irrigação
do Coqueiro há um Retorno de 1,7 Reais., considerando os Custos
Fixos e Variáveis com a Aquisição e Manejo da Irrigação.
Matéria Apresentada no IV Encontro
dos Produtores de Coco,
realizado em 23/11/2000, em Muriaé-MG.
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