CAUSAS DA QUEDA PREMATURA DE FRUTOS DO COQUEIRO ANÃO


As espécies vegetais cultivadas exigem condições específicas de clima, suprimento de água e nutrientes, em quantidade e distribuição adequada, para desenvolverem-se e atingirem máxima produção. Na cultura do coqueiro, a exigência é intensificada, já que a planta produz continuamente, durante todo o ano. Caso essas condições seja adequadas, o coqueiro emite uma nova folha a cada 21 dias e junto a ela uma inflorescência. A diferenciação das flores femininas ocorre no palmito e a sua emissão dura em torno de doze meses, quando esta abre-se e é polinizada, ocorrendo o pegamento, o fruto desenvolve-se e é colhido seis meses após a abertura da espata. A conseqüência do padrão de desenvolvimento da inflorescência em uma planta de coqueiro anão será a reação imediata ao não atendimento das exigências de clima, água e nutrientes  é uma redução na produtividade, uma vez que haverá uma queda prematura de frutos, os quais a planta não será capaz de manter até o ponto de colheita. Outro fator importante relacionado também à queda de frutos prematuros são os ataques de insetos e pragas, devido a um inadequado manejo de controle fitossanitário. Na cultura do coqueiro, um dos baixos índices de produtividade é devido a elevada queda prematura de frutos. É comum ocorrer na cultura a queda, de até 75 % dos frutos jovens da emergência da espádice e até algumas semanas após a polinização. A queda de frutos na cultura do coqueiro se deve à associação de uma série de fatores.

Destacam-se entre esses, os relacionados a seguir:
 

No coqueiro anão, as flores masculinas e femininas amadurecem aproximadamente ao mesmo tempo, ocorrendo normalmente autofecundação. No entanto, entre as cultivares do coqueiro anão, o nível de autofecundação é variável e ocorre de acordo com a variedade considerada. Sendo assim alguns frutos caem por falhas de polinização, sendo atribuídas a causas fisiológicas, que determinam uma queda normal, comparável àquela das árvores frutíferas em geral. Muito pouca queda ocorre em seguida a esse período inicial, a não ser que as condições sejam extremamente desfavoráveis.
Há também variação sazonal no número de flores femininas formadas em cada inflorescência consecutiva e, portanto no número de frutos que amadurecem.
 


A condição nutricional da cultura do coqueiro e extremamente importante à produção. A quantidade de nutrientes extraídos pela cultura poderá atingir valores elevados, considerando-se que a produtividade pode situar-se entre 150 a 200 frutos/planta/ano a partir do 3o ano de produção ( 5o ano de cultivo). Esta estando em deficiência ocasiona considerável queda dos frutos e baixa produtividade, já que o pegamento dos frutos determinam o tamanho da safra. Verifica-se também que o índice de pegamento de frutos diminui após uma safra abundante, como conseqüência de condição nutricional exaurida. Para manter uma produção constate, evitando a queda prematura deve-se realizar além da análise química uma análise foliar, uma vez que existe relação entre a quantidade de nutrientes nas folhas e a produção da cultura. A adubação deve ser realizada anualmente, baseada nos resultados das análises de solo associados aos da análise foliar, para repor os nutrientes retirados pela colheita.
 


O coqueiro é uma palmeira tropical, e seu desenvolvimento é favorável em climas quentes e úmidos, os quais são encontrados entre as latitudes 20o N e 20o S.
A temperatura de 27o C é considerada ótima para o coqueiro, o qual tem seu desenvolvimento prejudicado se as temperaturas mínimas diárias forem inferiores a 15o C. Temperaturas maiores que a ótima são toleráveis pela cultura se não houver baixa umidade relativa do ar.
A umidade relativa do ar em torno de 80% é adequada ao desenvolvimento do coqueiro. Se a umidade atmosférica for menor que 60% e estiver associada a ventos quentes e secos, poderá haver prejuízo no desenvolvimento da cultura, devido a uma alta taxa de transpiração foliar, a qual não poderá ser compensada pela absorção de água através das raízes. Uma umidade relativa maior que 90% também pode prejudicar a planta, porque reduz a absorção de nutrientes devido à menor transpiração, provocando queda prematura de frutos, além de favorecer a propagação de doenças.
A luz é outro fator importante para o bom desenvolvimento da  cultura. Considerando-se como ideal uma insolação anual de 2.000 horas com, no mínimo, 120 horas/mês. Entretanto, a intensidade dessa luz também é importante. Em dias nublados, as nuvens reduzem a radiação solar, o que pode interferir negativamente na fotossíntese do coqueiro.
A cultura do coqueiro anão produz continuamente durante o ano todo. E a partir da polinização os frutos são colhido em torno de 6 meses, conclui-se que qualquer estresse, nesse período pode afetar a produção. Um déficit hídrico prolongado (mais de 03 meses com precipitações abaixo de 50 mm) pode provocar queda prematura de frutos, daí a importância da irrigação sobre o rendimento da cultura. Por outro lado, chuvas excessivas também prejudicam a cultura devido às menores insolação, eficiência de polinização e aeração do solo e da maior lixiviação de nutrientes.
 


O coqueiro pode ser atacado, na fase de produção, por diversas pragas e doenças, e este é um dos fatores importantes para a redução da produtividade da cultura. Os mais importantes estão relacionados abaixo.

INSETOS:


DOENÇAS
 

Apesar da incidência (ocorrência e da severidade (grau de ataque) de cada inseto/doença varia de região para região, alguns cuidados devem ser tomados pelos produtores, a fim de minimizar o efeito desses agentes. Esses cuidados envolvem a utilização de mudas sadias, a realização de tratos culturais e adubações adequadas e a correta identificação das causas dos problemas da cultura, que podem ser, além de fisiológicos, nutricionais, ambientais e fitossanitário. Outro cuidado, a fim de identificar os precocemente as possíveis pragas/doenças, é a fiscalização mensal da cultura, observando rigorosamente eventual ocorrência.

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