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O coqueiro (Cocos
nucifera L.) é uma planta arbórea, com caule ereto,
sem ramificações e com folhas terminais. Pertencendo a família
Palmae (Arecaceae), uma das mais importantes famílias da classe Monocotyledoneae,
que possui mais de 200 gêneros com mais de 200 espécies.
O coqueiro é uma das plantas mais úteis do mundo. Conhecida
como "a árvore da vida", ela tem um papel importante na vida das
pessoas que habitam as regiões tropicais úmidas e, indiscutivelmente,
tem tanta importância nos dias de hoje como em tempos passados. Constitui-se
na mais importante das culturas perenes possíveis de gerar um sistema
auto-sustentavél de exploração como provam vários
países do continente asiático.
O coqueiro é uma planta monóica produzindo
flores unissexuadas em uma inflorescência ramificada normalmente,
de 12 a 15 inflorescência por ano em intervalos de 24 a 30 dias.
Uma inflorescência paniculada, parte sempre da axila da folha e acha-se
envolta por por duas espatas, que a protege. A espata inferior tem cerca
de 60 cm de comprimento e a forma de cunha. Sobre ele repousa o ramo florífero.
A espata superior é cilíndrica e cobre a inflorescência.
A espata superior tem o nome de buso antes de abrir e o nome de cangaço
após aberta. O cacho florífero é o ingaço.
O crescimento da espata dura de 3 a 4 meses. A abertura da espata faz-se
longitudinalmente e em cerca de 24 horas.
A inflorescência propriamente dita, consta de um pedúnculo,
subcilíndrico flexível, e raque, que leva ramos em número
variável de de 15 a 30 em cada inflorescência. cada ramo,
na parte basal, possui corpo arredondado, com cerca de 15 mm de diâmetro,
que são os botões, de flores femininas. O número destes
varia de zero a nove, conforme a variedade e o estado nutricional do coqueiro.
Nos dois terços terminais do ramo acha-se flores masculinas, em
números que variam de dezenas e centenas em cada um; são
alongadas, menores que as femininas. Logo que a inflorescência abre-se,
desabrocham também as flores masculinas sucessivamente, a começar
pela base.
A flor masculina é composta de seis pequenas lâminas amarelas;
as três externas são sépalas e as três internas,
pétalas. No centro da flor, montadas em pequenos filamentos, estão
seis anteras, que abertas deixam escapar o pólen, elemento de fecundação
da das flores femininas para formação do fruto.
A flor feminina consta de uma espécie de botão, de coloração
amarelo-clara, como a flor masculina, de três brácteas duras,
curtas, seis folíolos esbranquiçados e um tanto carnudos,
dos quais os três externos são as sépalas e os três
internos são as pétalas.
O embrião da fruta encontra-se no meio sendo de coloração
branco, esférico e tenso. Este é o futuro mesocarpo. No centro
e na base do mesocarpo, encontra-se o óvulo sob a forma de um corpúsculo
pequenino. Os estigmas acham-se na parte apical do embrião, e constam
de três pequenas saliências.
A abertura das flores femininas não coincide, em geral, com a das
masculinas. As flores masculinas abrem progressivamente, começando
pela base,desde que a espata se abra. Em três a cinco semanas todas
as flores masculinas tem aberto e caídos. Enquanto isto, os botões
das flores femininas continuam o seu desenvolvimento e mantêm-se
fechadas. A fecundação nesse período é impossível.
Começa então a abertura a abertura das flores femininas.
Primeiro abrem as da base. A abertura é também progressiva
e dura cerca de uma semana. A fecundação deve se processar
nas primeiras 24 horas que seguem a abertura da flor. depois desse período
o estigma enegrece. caem as flores não fecundadas, persistindo
as fecundadas, que evoluem e forma a fruta.
No coqueiro gigante, em uma mesma inflorescência, as flores masculinas
abrem-se e disseminam o pólen antes que as flores femininas se tornem
receptivas, sendo normal a polinização cruzada.
No anão, as flores masculinas e femininas amadurecem aproximadamente
ao mesmo tempo, ocorrendo normalmente a auto-fecundação. No
entanto, entre as cultivares do coqueiro anão, o nível de auto-fecundação é variável e ocorre de acordo
com a variedade considerada.
O FRUTO
O coqueiro fornece não somente alimento, água
e óleo de cozinha, mas também folhas para telhados de palha,
fibras para cordas, tapetes e redes, casca que pode ser usada como utensílios
e ornamentos, açúcar e álcool podem ser feitos da
seiva de sua inflorescência e inúmeros outros produtos elaborados
de partes da planta. O coqueiro também é, muito utilizada
como planta ornamental em casas, parques e jardins. O desenvolvimento do fruto necessita de 12 meses, desde a diferenciação floral
até a maturação completa.
A folha do coqueiro é do tipo penada, sendo constituída
pelo pecíolo, que se continua pela raque, onde se prendem
numerosos folíolos, podendo a folha atingir até 6 metros
de comprimento. A inflorescência é paniculada, axilar, protegida
por bráctea grande, chamada espata; com flores masculinas e femininas
na mesma inflorescência. O fruto é uma drupa formado por uma
epiderme lisa ou epicarpo, que envolve o mesocarpo espesso e fibroso, ficando
mais para o interior uma camada muito dura, o endocarpo. A semente é
constituída de uma camada fina de cor marrom, o tegumento, que fica
entre o endocarpo e o albúmem sólido (carne) onde fica o
embrião; a cavidade interna é preenchida pelo albúmem líquido (água do coco).
SISTEMA RADICULAR
O coqueiro possui sistema radicular fasciculado, com maior concentração
nos primeiros 60 centímetros e raio de 150 centímetros. Seu
caule é do tipo estipe, não ramificado, muito desenvolvido
e bastante resistente, não apresentando crescimento secundário.
O coqueiro é constituído de uma única espécie
(Cocos nucifera), e pode ser dividido em três grupos:
Cada grupo contém um número de variedades. As variedades
são geralmente nomeadas de acordo com a sua suposta localidade de
origem. As variedades gigantes apresentam de modo geral, fecundação
cruzada; seu crescimento é rápido e fase vegetativa longa
(cerca de sete anos). As principais variedades existentes no Brasil são:
Coqueiro-Gigante
-
Gigante
da Praia do Forte -GBrPF
-Bahia
-
Gigante
do Oeste Africano -GOA
-Costa do Marfim
-
Gigante
de Renell,
-GRL  p; -Taiti
-
Gigante
da Malásia
-GML  p; -Malásia
Coqueiro-Anão
-
Amarelo-da-Malásia
-AAM -Malásia<
-
Vermelho-da-Malásia
-AVM -Mal&aacutte;sia
-
Vermelho-dos
Camarões -AVC -República dos
Camarões
-
Verde
do Brasil
-AVeB -Rio Grande do Norte
-
Amarelo
do Brasil
-AAB -Parraíba
-
Vermelho
do Brasil -AVB
-Paraíba
ESPAÇAMENTO,
COVEAMENTO & SOLOS
Os espaçamento mais recomendados são 7,5 m x 7,5 m
para as variedades anãs, 8,5 m x 8,5 m para os híbridos e
9,0 m x 9,0 m para as variedades gigantes em triangulo equilátero,
totalizando 205, 160 e 142 plantas por hectare
As covas devem ser abertas com dimensões de 0,80 m x 0,80 m x 0,80
m.
Os solos mais indicados para a cultura são os areno-argiloso, profundos,
com boa drenagem.
PLANTIO
O plantio deve ser realizado no início da estação
chuvosa, caso a cultura não seja irrigada, ou qualquer época
com irrigação. As mudas são colocadas no centro das
covas tendo-se o cuidado de deixar sobre a parte superior da semente uma
camada de terra suficiente para cobrí-la, mas sem permitir que o
colo da planta fique coberto.
IRRIGAÇÃO
O coqueiro se adapta a diversos sistemas de irrigação. Os
mais recomendados são:
No método de irrigação localizada,
a quantidade de água necessária é fornecida individualmente
a cada planta, sobre uma área limitada da zona radicular, através
de redes de tubulações. A água é aplicada no
solo através de emissores, em pequena intensidade e alta freqüência,
para manter a umidade próximo da ideal, que é a de capacidade
de campo, de modo que as perdas por percolação e por escoamento
superficial sejam minimizados. Os sistemas de irrigação por
gotejamento e microaspersão são os mais difundidos, sendo,
o primeiro o mais antigo no Brasil (1972) e, o segundo, o mais recente
(1982). Diferem entre si quanto ao sistema de aplicação.
Um sistema completo de irrigação localizada consta de conjunto
motobomba, cabeçal de controle, linhas de tubulações
(de recalque, principal, secundária e lateral), válvulas
e emissores (gotejadores ou microaspersores). O conjunto motobomba é
normalmente de menor potência, em virtude das pequenas alturas manométricas
e das pequenas vazões do sistema. O cabeçal de controle é
o cérebro do sistema. Nele ocorrem vários processos fundamentais,
tais como a filtragem da água, a mistura dos produtos para quimigação
e a distribuição da água para os vários setores.
É composto de filtros, válvulas, manômetros e injetor
de fertilizantes. Os filtros são de três tipos mais comuns:
de areia, de tela e de disco. O de areia é usado para reter o material
orgânico e partículas maiores e, por isso, é o primeiro
filtro do sistema. Sua limpeza é feita facilmente com a retrolavagem,
recomendada a cada aumento de 10 a 20% da perda de carga normal do filtro,
quando limpo (aproximadamente 20 kPa). Em algumas condições
especiais de qualidade da água ou mesmo em alguns sistemas de microaspersão,
pode-se dispensar seu uso. O filtro de tela tem grande eficiência
na retenção de pequenas partículas sólidas,
como a areia fina, porém entopem facilmente com algas. A tela usada
apresenta orifícios que podem variar de 0,074 mm (200 mesh ou malhas
por polegada) até 0,2 mm (80 mesh). Constitui, juntamente com o
filtro de areia, o sistema de filtragem mais usado. Os filtros de discos
têm forma cilíndrica e são colocados na linha, em posição
horizontal. O elemento filtrante é composto por um conjunto de pequenos
anéis, com ranhuras, presos sobre um suporte central cilíndrico
e perfurado. A água é filtrada ao passar pelos pequenos condutos
formados entre anéis consecutivos. A qualidade da filtragem vai
depender da espessura das ranhuras.
Na maioria dos coqueirais irrigados no Brasil
até a década de 80, com irrigação localizada,
dava-se preferência a irrigação por gotejamento, e
ainda hoje vem sendo utilizada, principalmente nos Estados da Paraíba
e Ceará. Atualmente a irrigação localizada por microaspersão,
vem sendo utilizada em grande escala, em razão das vantagens que
o próprio sistema apresenta como aumento da eficiência do
uso da água e nutrientes, além de melhor adequar o perfil
do bulbo úmido ao sistema radicular da cultura. A microaspersão
na cultura do coqueiro, se expande em todo o Pais, principalmente nos municípios
de Petrolina-PE, Juazeiro, Anagê, Bom Jesus da Lapa-BA, Varjota,
Paraibaba-CE, Norte de Minas, Platô de Neópolis–SE e São
Mateus, Vila Valério e São Gabriel da Palha–ES.
A cultura do coqueiro exige grande quantidade
de água durante seu desenvolvimento vegetativo e fase produtiva..
A irrigação, além de favorecer o desenvolvimento da
planta, contribui para a precocidade de floração, que ocorre
a um (01) e oito (08) meses que a partir daí produz continuamente.
O suprimento adequado de água a cultura promove aumento da
produtividade e a produção de frutos durante ano inteiro.
A cultura do coqueiro adapta-se bem a diversos métodos de irrigação,
dentre eles a irrigação por sulcos, a aspersão convencional
e a irrigação localizada.
No método de irrigação
localizada, a quantidade de água necessária a cultura é
fornecida individualmente a cada planta, sobre uma área limitada
da zona radicular, através de redes de tubulações.
A água é aplicada em pequena intensidade, e alta freqüência
para manter a umidade do solo na região explorada pelas raízes
próxima à umidade de capacidade de campo, de modo que as
perdas por percolação e por escoamento superficial sejam
minimizadas.
Atualmente, a irrigação localizada
vem sendo utilizada em grande escala, em razão das vantagens que
o próprio método apresenta, como aumento da eficiência
do uso da água e nutrientes, além de maior economia de mão-de-obra,
água e energia, pois, molha somente parte da superfície do
solo. Os sistemas de irrigação por gotejamento e microaspersão
são os mais difundidos, sendo, o primeiro o mais antigo no Brasil
(1972), e o segundo, o mais recente (1982). Diferem entre si quanto ao
sistema de aplicação.
No sistema por gotejamento, os gotejadores
normalmente trabalham com pressões de serviço de 10 a 30
mca, cujas vazões variam de e 2 a 16 l.h-1, sendo mais comum na
cultura do coqueiro, gotejadores com 4 l.h-1, dependendo do espaçamento
entre gotejadores Os gotejadores são mais sensíveis ao entupimento,
e proporcionam uma maior concentração do sistema radicular
do coqueiro.
No caso da microaspersão no cultivo
do coqueiro, os microaspersores normalmente também trabalham com
pressões de serviço de 10 a 30 mca, atingindo vazões
entre 20 a 100 l.h-1, sendo mais comum microaspersores com 30 a 50 l.h-1.
Eles são menos sensíveis ao entupimento quando comparados
aos gotejadores.
Na irrigação por gotejamento,
deve-se usar no mínimo dois (02) gotejadores por planta, enquanto
na irrigação por microaspersão usa-se apenas um (01) microaspersor
por cova.
Na opção por microaspersão
ou gotejamento, deve-se levar em consideração o tipo de solo,
a quantidade e qualidade da água a ser utilizada. Se a água
for escassa, e de baixa qualidade principalmente quanto à
salinidade, com possibilidade de promover salinização, e
se o solo for de textura média a argilosa deve-se dar preferência
ao gotejamento, por proporcionar melhor volume de solo umedecido e menor
incidência danoso dos efeitos da salinidade no solo e na cultura.
Nos solos arenosos, a microaspersão seria a mais recomendada, pois
propiciará maior volume de solo molhado, neste tipo de solo, pois
a água penetra e se move com maior velocidade, sendo necessário
uma área de umedecimento maior, beneficiando o sistema radicular
do coqueiro. Nas regiões com pouca possibilidade de salinização
e independente do tipo de solo, como é o caso das zonas litorâneas,
cerrados, etc, o mais recomendado seria a microaspersão. Deve-se
levar em consideração na momento de optar por um ou outro
sistema localizado, a qualidade da água de irrigação.
Água com alto teor de sais e matéria orgânica, pode
ao longo do tempo promover obstruções nos gotejadores ou
microaspersores.
Neste método a água é aplicada
na forma de chuva artificial com fracionamento do jato d’água, originando
gotas que espalham pelo ar e atingem o solo. É um sistema pressurizado
e sua distribuição envolve tubulações com derivações
que conduzem a água até os aspersores que direcionam o jato
e auxiliam seu fracionamento. os sistemas de irrigação por
aspersão convencional é bastante utilizado, sendo que no
extremo sul da Bahia estão usando, canhões e autopropopelidos
em pomares novos em formação e início de produção.
Este sistema consiste na distribuição
de água às áreas irrigadas utilizando a própria
superfície do solo para escoamento gravitacional, durante o tempo
necessário para que a água, infiltrada ao longo do sulco,
seja suficiente para umedecer o solo da zona radicular efetiva da cultura.
Este sistema prevalece em quase todas as áreas
de agricultura irrigada do mundo e também no Brasil, tendo sido
o primeiro sistema de irrigação usado na cultura do coqueiro.
Para a cultura do coqueiro, geralmente utiliza-se
um (01) a dois (02) sulcos por fileira de planta, o que resulta no molhamento
de 30 a 80% da superfície total da área irrigada, diminuindo
assim as perdas por evaporação, permitindo ainda realizar
os tratos culturais e colheita durante e após a irrigação.
Quanto a forma geométrica, a mais comum é “V”, com 15 a 20
cm de profundidade e 25 a 30 cm de largura, na parte superior, que normalmente
conduz uma vazão inferior a 2 l/s.
Este sistema de irrigação é
comum na região de Souza-PB, Juazeiro-BA, Petrolina-PE, Pentecoste
e Lima Campos-CE, em áreas de pequenos produtores localizadas em
perímetros irrigados.
PRODUÇÃO
Os frutos são grandes, em número de 50 a 80 por planta/ano
geralmente, variedades gigantes, e 150 a 240 frutos/planta/ano nas variedades
anãs . Os frutos se prestam tanto para o consumo “in natura” como
para a produção de copra para a indústria, pois, possuem
endocarpo espesso e firme.
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