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Tudo o que !Editorial

 

Chegamos ao ponto de não concertarmos mais a nós mesmos e a metáfora como forma de exagero da palavra não passa de simples esforço de inteligência.

Nossas crianças mais queridas se tornaram assassinos perturbados, sem medo e nem piedade. O pingo cai em cima da merda, esta é a salvação da imagem. Onde tudo é imagem, a palavra é apenas uma provocação da imagem. Nossa sátira aniquiladora: – Animais se matando para porcos vêrem.

A sabedoria traçada em nanquim e vegetal. Habilidade para o desenho e boa escrita. Incrível escrita! Chegamos há uma época sem mais reciclagem. O lixo só se transformará em lixo. Estamos presos. Não descobrimos nada da alma. Apenas se aperfeiçoaram as ferramentas.

Belos projetos, mas a alma, onde está a alma?

Quero pensamentos pálpaveis, leguminados: – de quem é essa abóbora gigante?

Não me venham com mitos, estou cheio de destruílos. Agora que me veio na idéia; já sei porque destruímos mitos, pois não conseguimos ser que nem eles, e olha que os próprios são criações da nossa mente. Criatura! Não se mexa: Não tenho mais nada para reclamar.

Daniel Ferreira da Silva

 
 

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