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Caixa
Chiclina
Era uma vez um planeta chamado Anozelândia. Era
lindo, tinha muitas plantas maravilhosas, o céu estava sempre azul e tudo
era verde e limpo. Este planeta era habitado por anões simpáticos,
cuidadosos e muito respeitadores da Natureza. Viviam felizes e recebiam de
braços abertos qualquer pessoa ou animal que por lá aparecesse.
Certo
dia, aterrou na Anozelândia uma nave. Os anões, assustados, viram sair
de lá de dentro um ser estranho , gigantesco. Tinha pernas de rã, cabeça
quadrada e a boca era esquisita: enorme, azul e com cinco filas de dentes.
Ultrapassada
a surpresa inicial, os anões tornaram-se bons amigos do gigante e este
ajudava-os muito nos trabalhos mais difíceis.
Tudo
corria bem na paz dos anõezinhos, mas, pouco a pouco, as coisas começaram
a mudar, porque este gigante tinha um péssimo hábito: mastigava
constantemente uma substância ácida e pegajosa que depois cuspia
para o chão. O verde morreu e
o pavimento das ruas começou a ficar escuro, sujo e escorregadio; muitos
anões caiam e só se viam anões de pernas partidas e com braços ao
peito. Os anões pediam-lhe que não fizesse aquilo, mas ele não ligava.
Este
problema aumentou de tal forma que os anões, pacíficos e tolerantes por
natureza, foram obrigados a tomar uma atitude drástica: decidiram
expulsar o gigante da Anozelândia.
Reuniram-se
todos na maior praça da capital, e o rei dos anões falou ao gigante da
seguinte forma:
- Amigo, não mereces a nossa amizade, porque
estragaste o nosso planeta. Poluíste-o. Agora os campos não são verdes,
as plantas morreram e, para nós, o Sol já não brilha da mesma forma.
Por isso, decidimos expulsar-te.
-
Por favor, majestade, não me expulseis. Reconheço que fiz mal, não
pensava que ia causar tanto
tormento e tristeza a este planeta. Concedei-me outra oportunidade. –
suplicou o gigante.
- Só com uma
condição: deixares de cuspir para o chão essa substância viscosa a que
chamas chiclete. – exigiu o rei.
- Farei o que
vossa alteza ordena. Construirei eu próprio recipientes onde deitarei as
minhas chicletes. Posso usar os restos da minha nave ?- pediu.
- Sim, mas antes disso terás de limpar tudo o que
sujaste.
Entusiasmado,
tomou a palavra o mago da corte:
- Tenho uma ideia! ... CAIXA CHICLINA!!! É isso mesmo. Tu
deitas as tuas chicletes na caixa chiclina e eu transformo esse elástico
pegajoso e nojento em adubo que irá fertilizar os nossos campos.
- É uma ideia brilhante, excelente! – exclamou o rei.
O gigante cumpriu a sua palavra e o mago faz diariamente a
reciclagem do conteúdo das caixas chiclinas. Felizmente, tudo acabou bem
e a Anozelândia é hoje um planeta saudável, limpo e verde e livre dos
perigos da poluição.
Esta
história ensina-nos que devemos estar muito atentos a tudo o que possa
destruir a Natureza .
Atenção
às chicletes!!!
5ºA
da escola EB2,3 de Gualtar-Trabalho colectivo
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