Trabalho Colectivo - 5ºA

Escola E.B.2,3 de Gualtar

1º Prémio 2ª fase - 2000/2001

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Caixa Chiclina

Era uma vez um planeta chamado Anozelândia. Era lindo, tinha muitas plantas maravilhosas, o céu estava sempre azul e tudo era verde e limpo. Este planeta era habitado por anões simpáticos, cuidadosos e muito respeitadores da Natureza. Viviam felizes e recebiam de braços abertos qualquer pessoa ou animal que por lá aparecesse.

Certo dia, aterrou na Anozelândia uma nave. Os anões, assustados, viram sair de lá de dentro um ser estranho , gigantesco. Tinha pernas de rã, cabeça quadrada e a boca era esquisita: enorme, azul e com cinco filas de dentes.

Ultrapassada a surpresa inicial, os anões tornaram-se bons amigos do gigante e este ajudava-os muito nos trabalhos mais difíceis.

Tudo corria bem na paz dos anõezinhos, mas, pouco a pouco, as coisas começaram a mudar, porque este gigante tinha um péssimo hábito: mastigava constantemente uma substância ácida e pegajosa que depois cuspia  para o chão. O verde morreu  e o pavimento das ruas começou a ficar escuro, sujo e escorregadio; muitos anões caiam e só se viam anões de pernas partidas e com braços ao peito. Os anões pediam-lhe que não fizesse aquilo, mas ele não ligava.

Este problema aumentou de tal forma que os anões, pacíficos e tolerantes por natureza, foram obrigados a tomar uma atitude drástica: decidiram expulsar o gigante da Anozelândia.

Reuniram-se todos na maior praça da capital, e o rei dos anões falou ao gigante da seguinte forma:

- Amigo, não mereces a nossa amizade, porque estragaste o nosso planeta. Poluíste-o. Agora os campos não são verdes, as plantas morreram e, para nós, o Sol já não brilha da mesma forma. Por isso, decidimos expulsar-te.

- Por favor, majestade, não me expulseis. Reconheço que fiz mal, não pensava que ia  causar tanto tormento e tristeza a este planeta. Concedei-me outra oportunidade. – suplicou o gigante.

 - Só com uma condição: deixares de cuspir para o chão essa substância viscosa a que chamas chiclete. – exigiu o rei.

 - Farei o que vossa alteza ordena. Construirei eu próprio recipientes onde deitarei as minhas chicletes. Posso usar os restos da minha nave ?- pediu.  

- Sim, mas antes disso terás de limpar tudo o que sujaste.

Entusiasmado, tomou a palavra o mago da corte:

- Tenho uma ideia! ... CAIXA CHICLINA!!! É isso mesmo. Tu deitas as tuas chicletes na caixa chiclina e eu transformo esse elástico pegajoso e nojento em adubo que irá fertilizar os nossos campos.

- É uma ideia brilhante, excelente! – exclamou o rei.

O gigante cumpriu a sua palavra e o mago faz diariamente a reciclagem do conteúdo das caixas chiclinas. Felizmente, tudo acabou bem e a Anozelândia é hoje um planeta saudável, limpo e verde e livre dos perigos da poluição.

 

Esta história ensina-nos que devemos estar muito atentos a tudo o que possa destruir a Natureza .

 Atenção às chicletes!!!

 

5ºA da escola EB2,3 de Gualtar-Trabalho colectivo

 

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