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Datas:
desconhecidas, mas acredita-se que seja um imortal de Arda. Seguramente é
muito antigo.
Títulos:
O Senhor, O Mestre, Aquele que é
Outros
Nomes: Forn, Iarwain Ben-adar, Orald
Tom
é diferente de todos os outros personagens que Tolkien criou, e não
parece possível enquadrá-lo em nenhuma das raças existentes no universo
tolkieniano. Tom Bombadil é o maior mistério do trabalho de Tolkien.Era
antigo e poderoso. Conhecemos apenas alguns de seus
muitos
nomes: Tom Bombadil entre os Hobbits, Forn entre os Anões, Orald para os
Homens e Iarwain ben-Adar (o mais velho e sem pai) entre os Elfos. Graças
a essa aparente inconsistência, existe uma acalorada discussão sobre a
origem e a natureza de Tom Bombadil.
A julgar pela sua aparência, poderes e atitudes, é fácil perceber
que ele não era um Hobbit, um Anão ou um Homem, e certamente não
podemos supor que ele fosse um Ent, Orc, Troll, dragão ou uma das grandes
Águias. Alguns sugerem que Tom poderia ser um Elfo antigo e poderoso,
principalmente por causa de suas canções e sua sabedoria, mas essa hipótese
é facilmente descartada. Em primeiro lugar, Bombadil tem uma longa barba
castanha, algo extremamente incomum entre Elfos (só um
Elfo
é descrito como tendo barba: Círdan, o construtor de barcos). Além
disso, Tom é bem mais baixo que a maioria dos Elfos, e os poderes que ele
demonstra o colocam numa escala bem superior aos demais filhos de Ilúvatar.
Mas a principal evidência de que Tom não era um Elfo são suas próprias
palavras no capítulo 7 de “A Sociedade do Anel”, quando ele diz que
"'quando os Elfos foram para o Oeste, Tom já estava aqui...".
Isso mostra que, além de não ser um dos Primogênitos, Tom era
extremamente antigo, já que a Grande Jornada dos Elfos, a que ele se
refere, ocorrera muitos milhares de anos antes de seu encontro com os
Hobbits.
Uma outra hipótese aparentemente natural, rejeitada veementemente pelo próprio
Tolkien em uma carta escrita em 1954, é que Tom seria Eru Ilúvatar, o
Deus criador do Universo, “vestindo” uma forma humanóide para visitar
sua criação. A origem dessa suposição é a resposta que Fruta
d’Ouro, esposa de Tom, dá a Frodo sobre a identidade do marido: “Ele
é!” (semelhante à expressão bíblica “Eu sou aquele que sou”).
Tolkien, católico fervoroso, afirmou que jamais ousaria representar Deus
ou qualquer outro aspecto do cristianismo em sua obra.
A
hipótese mais popular diz que Tom Bombadil era um Maia, e muitos leitores
tendem a aceitar essa possibilidade como um fato concreto. As razões para
isso são fáceis de entender: os Maiar são seres antiqüíssimos e muito
poderosos, e a maior parte dos personagens misteriosos presentes no SdA
– Gandalf, Sauron, Saruman e o Balrog de Moria - eram na verdade Maiar.
Essa hipótese, embora atraente, apresenta algumas dificuldades impossíveis
de ignorar. A maior delas é o fato de Tom ser completamente imune ao
poder do Anel, sendo capaz até mesmo de enxergar Frodo quando este se
encontrava invisível. Todos os outros Maiar estavam sujeitos, em grau
maior ou menor, aos efeitos do Anel. Além disso, se ele fosse um dos
Maiar, ele certamente seria reconhecido como tal por outros seres de sua
espécie (coma Gandalf, Sauron e Saruman) e pelos Elfos que o teriam
conhecido em Aman (como Galadriel). E nenhum desses personagens parece
conhecer a verdadeira origem de Tom Bombadil.
A próxima teoria diz que Tom era um dos Valar, os Poderes de Arda, que
estaria vivendo na Terra-média, escondido e provavelmente disfarçado.
Isso poderia explicar a antiguidade de Tom, e talvez sua imunidade aos
poderes do Anel. Esta hipótese, no entanto, compartilha uma dificuldade
com a teoria que considera Tom como um Maia: Gandalf, Sauron e Saruman
deveriam ser capazes se reconhecer um Vala, já que haviam sido criados
junto convivido com os Valar e convivido com eles durante longas eras.
Existe ainda um outro problema, que decorre de uma das declarações de
Tom a respeito de si mesmo: “Mais velho, é o que sou... Tom se lembra
da primeira gota de chuva e do primeiro broto de árvore... Conheceu o
escuro sob as estrelas quando não havia medo - antes de o Senhor do
Escuro chegar de Fora.” Os Valar, assim como os Maiar, obviamente já
existiam antes da criação do mundo. Mas Tom afirma que ele estava em
Arda antes da chegada de Melkor (Morgoth), o primeiro Senhor do Escuro,
que foi o primeiro dos Ainur (“os Sagrados”, que incluíam os Valar e
os Maiar) a entrar no mundo recém-criado. A mesma idéia nos é
transmitida durante o Conselho de Elrond - "Nada seria deixado para
ele no mundo de Sauron", e no final até mesmo Tom cairia, "o Último
como ele fora o Primeiro". Se Melkor foi o primeiro Vala a entrar no
mundo, e Tom já estava aqui antes dele, somos forçados a admitir que Tom
não era um dos Valar. Ele teria que ser alguma outra coisa. Mas o quê?
Tom
é Aulë?
Entre os que consideram Tom Bombadil como um dos Valar, existe uma
unanimidade: Tom é Aulë, o Ferreiro. De fato, o único Vala que poderia
se enquadrar na figura generosa e despreocupada de Tom Bombadil seria Aulë,
o Vala criador dos Anões, idealizador e responsável pela criação de
todas as substâncias da terra: minerais, gemas e metais. Como Aulë, Tom
não é possessivo e distribui alegremente o que produz. Ambos desejam
conhecimento, não poder. Isso ajudaria a explicar a imunidade de Tom aos
poderes do Anel: este foi feito para dominar as mentes e as vontades, e
como Tom Bombadil não deseja possuir ou controlar nada, o Anel não tem
poder sobre ele. Se ele fosse Aulë, também seria possível explicar seu
controle sobre o Anel (Tom faz o Anel desaparecer no ar e é capaz de
enxergar Frodo, quando este estava invisível a todos os demais) –
afinal, Sauron era, no princípio, um servidor e “aprendiz” de Aulë.
E, como último ponto a favor dessa teoria, podemos notar diversas
semelhanças entre Fruta d’Ouro e Yavanna, esposa de Aulë: ambas são
protetoras da floresta, das plantas e animais.
Infelizmente, essa hipótese nos leva de volta aos mesmos problemas das
teorias anteriores. Nenhum Vala entrou no mundo antes de Melkor, e outros
personagens da história imediatamente reconheceriam Aulë, ainda que ele
estivesse usando uma outra forma. Isso se aplica especialmente a Sauron e
Saruman, discípulos de Aulë antes da criação do mundo. E Fruta
d’Ouro não poderia ser Yavanna, pois ela era “a filha do Rio” e Tom
diz que a encontrou pela primeira vez na floresta, muito tempo atrás (e não
nas Mansões Eternas, onde Aulë e Yavanna foram criados e se conheceram).
Mais uma vez, ficamos sem reposta.
Resta apenas uma outra hipótese bem desenvolvida sobre a identidade de
Tom, embora esta teoria tenha várias ramificações e interpretações:
ele seria um “espírito” ancestral e poderoso, porém diferente dos
Valar e Maiar. A idéia parece bastante válida, já que Tolkien diz, no
Silmarillion, a respeito dos Aratar (“os Altos de Arda”, os oito Valar
mais poderosos), que "...em majestade eles eram pares, sobrepujando
todos os outros além de comparação, mesmo os Valar e Maiar, ou de
qualquer outra ordem que Ilúvatar tivesse enviado para Eä."
Esse trecho está em perfeito acordo com outro texto que Tolkien escreveu
em meados dos anos 20, parte dos chamados “Contos Perdidos” encontrado
no livro The Book of Lost Tales: "...duendes, fadas, pixies,
leprechuans, e o que mais que não era nomeado, pois seu número era muito
grande... eles nasceram antes do mundo e eram mais antigos que seu mais
antigo, e não faziam parte dele, mas riam-se muito disso...". Estes
seres, porém, não aparecem nas obras publicadas por Tolkien nem nos seus
textos posteriores, o que não nos permite uma análise mais detalhada a
seu respeito. Mas uma dúvida imediatamente nos vem à cabeça quando
examinamos a possibilidade de Tom Bombadil ser um desses espíritos: se os
Maiar, que estavam entre os seres mais poderosos criados por Ilúvatar,
estavam sujeitos ao poder do Anel, por que motivo um duende também não
estaria? E como um destes seres teria tamanho poder? Seria possível que
uma dessas criaturas tivesse chegado a Arda antes de Melkor?
Uma variante dessa corrente tenta classificar Tom Bombadil como um tipo de
“espírito da natureza”, hipótese que parece encontrar amparo em um
carta que Tolkien escreveu em 1937 (bem anterior, portanto, ao SdA), em
que ele pergunta: "Você acha que Tom Bombadil, o espírito dos
campos (que estão desaparecendo) de Oxford e Berkshire, poderia ser
transformado no herói de uma história?". A natureza, como Tolkien a
descreve, parece ter uma certa dose de “consciência”, como se nota em
diversas passagens de seus livros. O monte Caradhras e a Velha Floresta,
por exemplo, demonstram isso de maneira bastante clara. Há vários outros
exemplos, e Legolas faz um comentário que se encaixa bastante bem nessa
visão (A Sociedade do Anel, II Capítulo 3, ‘O Anel Vai Para o Sul’):
"'Mas os Elfos desta terra eram uma raça estranha para nós do povo
das Árvores, e as árvores e a grama não mais se lembram deles.
Escutei apenas as pedras os lamentando...". Tom, com seus imensos
poderes naturais sua íntima comunhão com as forças da terra, poderia se
encaixar bem como uma personificação da natureza pura e intocada, da
terra como ela mesma, ou como uma espécie de divindade elemental. No
Conselho de Elrond se diz que "o Poder de desafiar nosso Inimigo não
está nele, a não ser que este poder estivesse na própria terra" e
"...agora ele é restrito a uma pequena terra, com limites que ele próprio
impôs, embora ninguém possa vê-los, esperando por uma mudança nos
dias, e ele não irá ultrapassá-las", o que parece indicar que ele
seria um espírito da natureza, confinado com a uma região restrita
devido à diminuição da Velha Floresta. Esta visão de Tom como um espírito
da natureza não-racional é bastante atraente e permitiria explicar por
que o Anel não tinha efeito sobre ele. Mas esta aparente explicação
talvez não corresponda à realidade, já que os limites de Tom não eram
marcados pelas fronteiras da floresta, mas impostos por ele mesmo.
E ele podia atravessar livremente aqueles limites, se assim quisesse; vale
lembrar que ele costumava visitar o Fazendeiro Maggot no Condado, além de
fazer outras viagens "antigamente, em dias dificilmente
lembrados" (no poema "Bombadil vai de barco"). Da mesma
forma, o fato de que Tom não tem o poder para desafiar Sauron não
significa necessariamente que tal poder não estava na terra: poderia ser
que, simplesmente, Tom não tivesse acesso ao poder da terra. Outro
problema em considerar Tom Bombadil como um “espírito natural primário”
é o fato de que ele é uma criatura humanóide, que come, bebe, e canta
alegremente com sua linda esposa, o que não parece combinar muito bem com
um ser que representa a própria força vital que anima a natureza, ou
pelo menos uma parte dela.
São essas as principais hipóteses a respeito de Tom Bombadil. Certamente
existem várias outras, mas todas podem ser refutadas com facilidade ainda
maior, e por isso não são discutidas aqui. Dentro da cosmologia de Arda,
portanto, Tom parece inexplicável, quase uma anomalia. Mas Tolkien tinha
uma razão para que Tom permanecesse na narrativa. O Professor explicou,
numa carta datada de 1954, que Tom tinha um papel a cumprir: "(...)
muitos o acharam um ingrediente estranho e verdadeiramente discordante. De
fato historicamente eu o coloquei porque já o havia inventado... e queria
uma “aventura” no caminho. Mas eu o mantive, e como ele era, porque
ele representa certas coisas que de outro modo ficariam de fora".
Embora pudesse ser retirado do Senhor dos Anéis Tom tinha uma importante
missão a desempenhar.
A
mensagem de Tom Bombadil:
Em várias de suas famosas cartas, Tolkien revelou seus sentimentos em
relação a Tom Bombadil. Não é possível descobrir sua origem nem seu
lugar como personagem na história da Guerra do Anel, mas é possível
perceber o que ele representa. Em duas cartas, Tom é descrito como
"uma alegoria, ou um exemplar, uma incorporação particular da pura
[real] ciência natural: o espírito que deseja conhecimento de outras
coisas, suas histórias e naturezas, porque são "outras" e
completamente indiferente com "fazer" exterminando com o
conhecimento: Zoologia e Botânica, não Criação de Gado ou
Agricultura." Apesar de não gostar de alegorias, Tolkien fez de Tom
a personificação da ciência pura, do desejo de se conhecer e aproveitar
as coisas pelo que elas são, sem dominá-las ou controlá-las. O poder de
Tom está sempre evidente, mesmo nos seus atos mais simples, mas ele
escolheu não dominar ou possuir, uma espécie de "voto de
pobreza" ou "uma visão natural pacifista", nas palavras do
Professor. Tom é o Mestre, mas entende que as coisas pertencem a si
mesmas. Por isso, ao contrário de todos os outros seres de Arda, ele não
é afetado pelo Anel, nem se sente tentado pelo seu poder. Outra carta de
1954, nos mostra claramente que Tolkien desejava que Tom permanecesse para
sempre como um mistério a ser descoberto. "Como uma história”,
ele diz, “eu acho bom que haja uma porção de coisas não explicadas
(especialmente se uma explicação de fato existe); E mesmo em uma Era mítica
deve haver alguns enigmas, como sempre há. Tom Bombadil é um deles
(intencional).” Na mesma carta, Tolkien diz que Tom não era uma pessoa
importante para a narrativa, mas tinha seu papel como “um comentário”.
E esse comentário existe apenas para nos mostrar que existem pessoas e
coisas no mundo para as quais a guerra, o poder, o domínio e a riqueza são
coisas distantes e sem importância. Tal como o grilo falante da história
de Pinóquio, Tom Bombadil fala com a voz da consciência do velho
Professor, para nos ensinar uma importante lição moral diante do poder,
do orgulho e da ambição.
Assim termina nossa análise deste personagem fascinante. Estudadas todas
as hipóteses, nós podemos chegar a duas conclusões. A primeira é que,
dentro do universo criado por Tolkien, a origem e a natureza de Tom
Bombadil permanecerão para sempre como um enigma propositalmente indecifrável,
parte integrante dos mistérios e maravilhas do mundo. A segunda conclusão
é que o alegre Bombadil, mais que um simples personagem, é a representação
viva de um ideal. Através dele, Tolkien nos ensina que o caminho para a
felicidade passa bem longe da ambição, da sede de poder, do desejo de
possuir e dominar; a verdadeira felicidade não é ter - é ser. E, como
bem disse Fruta d’Ouro, “Tom É”.
E pensar que tudo começou com um inocente boneco de casaco azul e botas
amarelas...
O
enigma de Arda - É a mais misteriosa de todas as personagens de Tolkien.
Tão misteriosa que, talvez por isso, Peter Jackson tenha optado por não
a incluir na adaptação cinematográfica de «O Senhor dos Anéis».
Independentemente das suas origens e da sua ausência no cinema, Tom
Bombadil tem que se lhe diga. Conhecido como O Mais Velho, Tom Bombadil é,
sobretudo, o grande enigma de Arda. Ao longo de «O Senhor dos Anéis» e
em todas as obras de Tolkien relacionadas com a trilogia, a origem e essência
deste ser nunca é explicitada. Talvez por isso, Peter Jackson tenha
optado por não transpor esta personagem para a adaptação cinematográfica
da obra de Tolkien. De Tom, sabe-se que era casado com Goldberry, a Filha
do Rio e de quem o marido diz ter poder sobre a chuva e as correntes de água.
A própria mulher dizia de Tom Bombadil: «Ele é. É o senhor da
floresta, da água e do monte». Na
verdade, o casal habitava em Withywindle, um pequeno afluente do Rio
Baranduin, que corria por entre a Velha Floresta, nas fronteiras do Shire.
Por isso, não é de estranhar que Frodo, Sam, Merry e Pippin se tenham
deparado pela primeira vez com Tom pouco depois de terem abandonado a sua
terra, em direcção a Bree [uma situação que não é incluída no filme
«A Irmandade do Anel»]. Ao tentaram escapar aos Cavaleiros Negros, os
hobbits entram na Floresta Negra, onde acabam por se deixar guiar pelas árvores.
É então que uma delas, o velho Salgueiro-Homem, os coloca inconscientes
e quase os destrói.O quarteto de hobbits é salvo por alguém que parece
ser um velho homem, vestido com roupas coloridas e que canta alegremente,
sobretudo acerca do seu amor por Goldberry. Aliás, é através de uma canção
que esta figura consegue fazer com que o Salgueiro-Homem liberte Frodo,
Sam, Merry e Pippin.Depois do resgate, os hobbits ficam alguns dias com
Tom e Goldberry. Fascinado com este ser, Frodo tenta saber quem é Tom
Bombadil. «O Mais Velho é o que eu sou. Tom estava aqui antes do rio e
das árvores, Tom recorda-se das primeiras chuvas e da primeira bolota.
Ele percorreu os caminhos antes das Grandes pessoas e viu as Pequenas
pessoas chegar. Ele já cá estava antes dos Reis, das sepulturas e dos
seres das montanhas. Quando os elfos foram para o Ocidente, Tom já cá
estava, antes de os mares submergirem.
Ele
sabia da escuridão debaixo das estrelas quando ela ainda não assustava,
antes de o Senhor das Trevas existir», responde o seu interlocutor.Outra
das curiosidades de Tom Bombadil é que este ser não é afectado pelo
Anel do Poder: quando o coloca no dedo não se torna invisível, ao contrário
do que acontece com os hobbits, e não tem qualquer desejo de o possuir.
Aliás, durante a estada de Frodo em Withywindle, Tom segura o Anel do Mal
e nada lhe acontece. O misterioso ser acaba por o devolver a Frodo com um
simples sorriso, num sinal de pureza maior do que aquela que é característica
dos próprios hobbits. Certo é que Tom Bombadil ajuda os seres da Terra Média,
e em particular Frodo, a lutar contra as Forças do Mal. Depois de os
quatro hobbits abandonarem Withywindle, Tom irá novamente salvá-los,
desta vez dos Espectros das Antas. É que quando chegam às Antas, Frodo,
Sam, Merry e Pippin caem sob o poder daqueles espíritos demoníacos. Em
resposta a um pedido de socorro de Frodo que ecoa a grande distância, Tom
exorcisa os espíritos e liberta os hobbits. Depois de salvar o
grupo, Tom acompanha-os até à orla da floresta e encaminha-os para a
estrada que conduz até Bree. A pureza de Tom, a sua falta de desejo de
poder ou de qualquer desejo nas profundezas do seu coração, fazem deste
ser uma espécie de Adão, de acordo com alguns estudiosos da obra de
Tolkien. Tom é como Adão, o primeiro homem, que viveu como senhor de
todas as coisas criadas, mas em harmonia com elas e não numa relação de
domínio.
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