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As
Leis dos Eldar
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[Os
eldar cresciam em forma física mais lentamente que os homens,
porém com mais rapidez em mente. Eles aprendiam a falar antes
de completarem um ano de idade; e ao mesmo tempo eles aprendiam
a andar e dançar, pois suas vontades logo vinham ao domínio
de seus corpos. Na verdade, havia poucas diferenças entre as
duas Famílias, elfos e homens, na infância; e um homem que
observasse crianças élficas brincando, poderia muito bem
acreditar que elas fossem filhas de homens, de algum povo belo
e feliz. Pois nos seus primeiros dias, as crianças élficas
deleitavam-se constantemente com o mundo ao redor delas, e o
fogo de seus espíritos não as havia consumido ainda, e o
fardo da memória ainda era leve sobre elas. Este mesmo observador poderia ter assombrado-se com a estatura e os pequenos membros destas crianças, ao julgar suas idades por suas habilidades com as palavras e graça ao mover-se. Pois ao final do terceiro ano, as crianças mortais começavam a superar os elfos rapidamente em estatura máxima, enquanto os elfos cresciam lentamente na primeira parte da infância. Os Filhos dos Homens podiam alcançar sua altura máxima enquanto os eldar da mesma idade ainda eram fisicamente como mortais de não mais que sete anos de idade. Os eldar não atingiam a estatura e forma, nas quais suas vidas seriam suportadas posteriormente, até o décimo quinto ano, e algumas centenas de anos passariam antes que se tornassem adultos.] |
| Casamento |
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Os
eldar casavam-se em sua maioria na juventude e logo após o décimo quinto
ano. Eles tinham poucos filhos, mas estes eram muito caros a eles. Suas
famílias, ou casas eram mantidas unidas por amor e por um sentimento
profundo pelo parentesco em mente e corpo; e as crianças necessitavam de
pouca supervisão ou ensinamentos. Era raro haver mais de quatro crianças
em cada casa, e o número crescia menos com o passar das eras; mas nos
dias antigos, enquanto os eldar eram poucos e ansiavam por aumentar sua raça,
Fëanor foi renomado por ser pai de sete filhos, e as histórias não
mencionam ninguém que o tenha superado. Os
eldar casavam-se apenas uma vez em vida, e por amor ou pelo menos por
livre vontade de cada parte. Mesmo quando nos dias posteriores, como as
histórias revelam, muitos dos eldar na Terra-média tornaram-se
corrompidos, e seus corações escurecidos pela sombra que estendia-se
sobre Arda, raramente qualquer conto fala de atos de luxúria entre eles. O
casamento, salvo por raros males ocasionais ou por estranhos destinos, era
o curso natural da vida de todos os eldar. Acontecia dessa maneira.
Aqueles que posteriormente se casariam podiam escolher um ao outro ainda
na juventude, mesmo como crianças (e de fato isto acontecia freqüentemente
em dias de paz); mas a não ser que eles desejassem logo estarem casados e
fossem da idade apropriada, o noivado aguardaria o julgamento dos pais de
ambas as partes. A
seu devido tempo, o noivado era anunciado em um encontro das duas casas
envolvidas, e os noivos entregavam alianças de prata um ao outro. De
acordo com as leis dos eldar, este noivado estava então comprometido a
durar pelo menos um ano, e freqüentemente durava mais. Durante este período,
ele poderia ser anulado por um retorno público das alianças, sendo as
alianças então derretidas e não usadas novamente para um noivado. Tal
era a lei; mas o direito de anulação era raramente usado, pois os eldar
não erravam levianamente em tal escolha. Eles não são enganados
facilmente pela sua própria raça; e sendo seus espíritos senhores de
seus corpos, eles são raramente dominados apenas pelos desejos do corpo,
pois eles são por natureza firmes e inabaláveis. Apesar
de tudo, entre os eldar, mesmo os de Aman, o desejo pelo casamento não
era sempre realizado. Amor não era sempre correspondido; e mais de um
poderia desejar outra por esposa. Cientes disto, o único motivo pelo qual
a mágoa entrou na bem-aventurança de Aman, os valar ficaram em dúvida.
Alguns sustentavam que isto vinha do desfiguramento de Arda, e da Sombra
sob a qual os eldar despertaram; pois daí (eles diziam) vinha somente
pesar e desordem. Alguns sustentavam que isto vinha do próprio amor, e da
liberdade de cada fëa, e era um mistério da natureza dos Filhos de Eru. Após
o noivado, cabia aos noivos indicar a época de seu casamento, quando pelo
menos um ano tivesse passado. Então em um banquete, novamente
compartilhado pelas duas casas, o matrimônio era celebrado. Ao final do
banquete, os noivos levantavam-se, e a mãe da noiva e o pai do noivo
juntavam as mãos do casal e os abençoavam. Pois esta benção era uma
forma solene, mas nenhum mortal jamais a presenciou; contudo, os eldar
dizem que Varda era nomeada como testemunha pela mãe e Manwë pelo pai; e
que, além disso, o nome de Erü era pronunciado (como raramente fora
feito em outras épocas). Os noivos então recebiam de volta um do outro
suas alianças de prata (e as entesouravam); mas eles davam em troca finos
anéis de ouro, que eram colocados no dedo indicador da mão direita. Entre
os noldor também era um costume que a mãe da noiva devia dar ao noivo
uma jóia em uma corrente ou colar; e o pai do noivo devia dar um presente
semelhante à noiva. Estes presentes eram algumas vezes dados antes do
banquete. (Assim, o presente de Galadriel a Aragorn, uma vez que ela
estava no lugar da mãe de Arwen, era em parte um presente nupcial e
sincero do casamento que posteriormente foi consumado). Mas
estas cerimônias não eram ritos necessários para o casamento; elas eram
somente um modo gracioso pelo qual o amor dos pais era manifestado, e a
união era reconhecida como a que uniria não somente os noivos, mas também
suas casas. Era o ato de união corporal que concluía o casamento, e após
o qual a união indissolúvel estava completa. Em dias felizes e em tempos
de paz, era considerado descortês e desdenhoso para a família abster-se
das cerimônias, mas era lícito para os eldar em todos os tempos, ambos
sendo solteiros, casar dessa maneira de livre consentimento um com o outro
(salvo as bênçãos trocadas e a invocação do Nome); e a união então
consumada era semelhantemente indissolúvel. Nos dias antigos, em tempos
de dificuldades, em fuga, exílio e peregrinações, tais casamentos eram
freqüentemente realizados. Quanto
à concepção e nascimento dos filhos: um ano passa entre a concepção e
o nascimento de uma criança élfica, de modo que os dias de ambos são os
mesmos ou muitos próximos, e é o dia da concepção que é relembrado
ano a ano. Pois a maior parte destes dias vinha na primavera. Pode ser
pensado que, uma vez que os eldar não envelhecem fisicamente (como crêem
os homens), eles podem dar à luz a uma criança a qualquer momento de
suas vidas. Mas isto não é assim. Pois os eldar de fato envelhecem,
mesmo que vagarosamente: o limite de suas vidas é a vida de Arda que,
embora longa além do cômputo dos homens, não é interminável, nem as
eras. Além disso, seu corpo e espírito não são separados, mas coesos.
Assim como o peso dos anos, com todas suas mudanças de desejo e
pensamento, aumenta no espírito dos eldar, os impulsos e a disposição
de seus corpos também mudam. A isto os eldar se referem quando falam de
seus espíritos consumindo-os; e eles dizem que, antes que Arda termine,
todos os eldalië na terra terão se tornado como espíritos invisíveis
aos olhos mortais, e só serão vistos entre alguns homens em cujas mentes
eles possam entrar diretamente. Os
eldar também dizem que na concepção, e ainda mais no nascimento dos
filhos, uma grande parte da força de seu ser, tanto em mente como em
corpo, exaure-se, muito mais do que com crianças mortais. Por estas razões,
o que se sucedia é que os eldar davam à luz a poucas crianças; e também
que a época de sua regeneração era na sua juventude, a não ser que
destinos estranhos e árduos acontecessem-lhes. Mas com qualquer idade que
casassem, seus filhos nasciam dentro de um curto espaço de anos após seu
casamento.* Pois quanto à regeneração, o poder e a vontade entre os
eldar não são distinguíveis um do outro. Sem dúvida eles manteriam por
muitas eras o poder de regeneração, se a vontade e o desejo não fossem
satisfeitos; mas com o exercício do poder, o desejo logo cessa, e a mente
volta-se para outras coisas. A união do amor é para eles, de fato, uma
grande alegria e prazer, e os "dias dos filhos", como eles os
chamam, permanecem em sua memória como o maior contentamento em vida; mas
eles possuem muitos outros poderes de corpo e mente que sua natureza
instiga-os a satisfazer. *
Curto no modo como os eldar contam o tempo. No cálculo mortal, havia freqüentemente
um longo intervalo entre o casamento e o nascimento do primeiro filho, e
mais longo ainda entre um filho e outro. Assim,
embora o casal permanecesse casado para sempre, eles não moravam
necessariamente juntos o tempo todo; pois sem se considerar as
eventualidades e separações dos dias malignos, marido e mulher, embora
unidos, permaneciam pessoas únicas, tendo cada um talentos mentais e
corporais que diferiam. Contudo, pareceria a qualquer eldar algo doloroso
se um casal fosse separado no nascimento de uma criança, ou enquanto os
primeiros anos de sua juventude durassem. Por essa razão os eldar
gerariam crianças somente em dias de felicidade e paz se pudessem. Quanto a outras questões, podemos falar dos costumes dos noldor (dos quais grande parte é conhecida na Terra-média). Entre os noldor, pode ser visto que o preparo de pães é feito principalmente pelas mulheres; e o preparo de lembas é reservado à elas por uma antiga lei. Mesmo a arte culinária e o preparo de outros alimentos é geralmente uma tarefa e satisfação para os homens. As nissi são freqüentemente mais habilidosas no cultivo de campos e jardins, na execução de instrumentos musicais, e na fiação, tecimento, confecção, e adorno de todas as linhas e tecidos; e a respeito das tradições, elas adoram a maioria das histórias dos eldar e das casas dos noldor; e todos os assuntos de parentesco e descendência são mantidos por elas na memória. Mas os neri são mais habilidosos como ferreiros e artesãos, como entalhadores de madeira e pedra, e como joalheiros. São eles que compõem na maior parte as músicas e fazem os instrumentos, ou desenvolvem novos; eles são os principais poetas e estudantes de idiomas e inventores de palavras. Muitos deles se deleitam com a silvicultura e com o conhecimento das florestas, buscando a amizade de todas as coisas que crescem e vivem lá em liberdade. Mas todas essas coisas, e outros assuntos de trabalho e divertimento, ou de conhecimento mais profundo do ser e da vida no mundo podem, em épocas diferentes, serem perseguidos por quaisquer elfos entre os noldor, sejam eles neri ou nissi. |
| Morte para os Eldar |
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Deve
ser compreendido que o que já foi dito a respeito do casamento eldarin
refere-se à sua natureza e curso normal em um mundo não-desfigurado, ou
aos costumes daqueles não-corrompidos pela Sombra e aos dias de paz e
ordem. Mas nada, como foi dito, evita completamente a Sombra sobre Arda ou
é completamente intocado, a fim de prosseguir inabalado em seus caminhos
naturais. Nos Dias Antigos, e nas eras anteriores ao Domínio dos Homens,
houve épocas de grande dificuldade e muitos sofrimentos e acasos
malignos. E a morte atingiu todos os eldar, como o fez a todas as coisas
vivas em Arda, salvo apenas os valar: pois a forma visível dos valar
origina-se de sua própria vontade e com o intuito de tornar o seu
verdadeiro ser mais parecido com as vestimentas de elfos e homens do que
aos seus corpos. Ora,
os eldar são imortais dentro de Arda de acordo com sua própria natureza.
Mas se um fëa (ou espírito) habita e mantém-se unido a um hröa (ou
corpo físico) que não é de sua própria escolha, mas sim ordenado, e é
feito da carne ou substância da própria Arda, então o sucesso desta união
seria vulnerável pelos males que infligem dor a Arda, mesmo se esta união
fosse pela natureza e com propósito permanente. Pois a despeito desta união,
que é de um tipo que, segundo a natureza não-desfigurada, nenhuma pessoa
viva (encarnada) pode existir sem um fëa, nem sem um hröa, mesmo o fëa
e o hröa não são a mesma coisa; e embora o fëa não possa ser partido
ou desintegrado por qualquer violência exterior, o hröa pode ser ferido
e completamente destruído. Se
então o hröa é destruído, ou tão ferido que sua saúde cesse, cedo ou
tarde ele "morre". Isto é: torna-se doloroso para o fëa habitá-lo,
não sendo nem um auxílio à vida e à vontade, nem uma satisfação usá-lo,
de forma que o fëa abandona-o e, sua função chegando a um fim, a coesão
é desfeita, e ele retorna novamente à forma (matéria física) geral de
Arda. Então o fëa torna-se, como no início, desabrigado, e fica invisível
a olhos físicos (embora claramente perceptível pela consciência por
outros fëar) Esta
destruição do hröa, causando a morte ou o desalojamento do fëa, foi
logo experimentada pelos imortais eldar, quando despertaram no escurecido
e desfigurado reino de Arda. Realmente, nos seus primeiros dias, a morte
vinha mais facilmente, pois seus corpos eram então pouco diferentes dos
corpos dos homens, e o domínio de seus espíritos sobre seus corpos menos
completo. Este
domínio era, apesar de tudo, em qualquer época maior do que já foi
entre os homens. Desde o início, a principal diferença entre os elfos e
homens está no destino e na natureza de seus espíritos. Os fëar dos
elfos eram destinados a habitar Arda por toda a vida de Arda, e a morte da
carne não anulava este destino. Seus fëar eram tenazes por causa da vida
"na vestimenta de Arda", e de longe excediam os espíritos dos
homens em poder sobre esta "vestimenta", mesmo desde os
primeiros dias, protegendo seus corpos de muitas enfermidades e agressões
(tais como doenças), e curando-os rapidamente de ferimentos, de modo que
eles recuperavam-se de ferimentos que se mostravam fatais aos homens. Com
o passar das eras, o domínio de seus fëar sempre aumentava,
"consumindo" seus corpos (como já foi mencionado). O final
desse processo é a sua "passagem", como os homens o chamaram;
pois o corpo torna-se finalmente, como o era, uma mera memória mantida
pelo fëa; e este fim já foi alcançado em muitas regiões da Terra-média,
de modo que os elfos são de fato imortais e não podem ser destruídos ou
mudados. Tal o é que, quanto mais longe voltamos nas histórias, mais
freqüentemente lemos sobre a morte dos elfos de antigamente; e nos dias
quando as mentes dos eldalië eram jovens e ainda não totalmente
despertas, a morte entre eles parecia diferir pouco da morte dos homens. O
que acontecia então ao fëa desabrigado? A resposta a esta pergunta os
elfos não sabiam por natureza. Nos seus primórdios (assim eles relatam)
eles acreditavam, ou imaginavam, que eles "entravam no Nada", e
terminavam como as outras coisas vivas que conheciam, mesmo como uma árvore
que fora derrubada e queimada. Outros imaginavam mais sombriamente que
eles passavam para o "Reino da Noite" e para o poder do
"Senhor da Noite". Essas opiniões eram claramente derivadas da
Sombra sob a qual eles despertaram; e foi para libertá-los desta sombra
em suas mentes, mais do que dos perigos de Arda desfigurada, que os valar
desejaram levá-los para a luz de Aman. Foi
em Aman que aprenderam de Manwë que cada fëa era imperecível dentro da
vida de Arda, e que seu destino era habitar Arda até o seu fim. Aqueles fëar,
portanto, que no desfiguramento de Arda sofreram uma separação anormal
de seus hröar, ainda permaneciam em Arda e no Tempo. Mas neste estado,
eles estavam abertos à instrução e comando direto dos valar. Tão logo
estivessem sem corpo, eles eram convocados a deixar os lugares de sua vida
e morte e ir para os "Salões da Espera": Mandos, no reino dos
valar. Se obedecessem a esta convocação, diferentes oportunidades apresentar-se-iam diante deles. O tempo que eles ficavam na Espera dependia parte da vontade de Námo, o Juiz, senhor de Mandos, parte de sua própria vontade. A maior das felicidades, eles julgavam, era após a Espera, renascer, pois então o mal e a tristeza que sofreram no encurtamento de seu curso natural podia ser reparado. |
| Reencarnação para os Eldar |
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Ora,
os eldar diziam que, para cada criança élfica, um novo fëa é dado, não
aparentado aos fëar dos pais (exceto pertencer à mesma ordem e
natureza); e este fëa ou não existia antes do nascimento, ou é o fëa
de alguém renascido. O
novo fëa, e portanto no seu início todos os fëar, eles acreditavam vir
diretamente de Eru e de além de Ëa. Logo, muitos deles sustentavam que não
podia se afirmado que o destino dos elfos é estar confinado em Arda
eternamente e com ela cessar sua existência. Esta última opinião eles
inferiram de seu próprio pensamento, pois os valar, não tomando parte na
concepção dos Filhos de Eru, não sabem completamente os propósitos de
Eru a respeito deles, nem os objetivos finais que ele prepara para eles. Mas
eles não chegaram a estas opiniões de uma vez ou sem discordância. Em
sua juventude, enquanto seu conhecimento e experiência eram pequenos e
ainda não haviam recebido a instrução dos valar (ou não a tinham
compreendido completamente), muitos ainda sustentavam que na criação de
sua raça, Eru entregou-lhes este poder: gerar crianças iguais a eles em
todos os aspectos, corporal e espiritualmente; e que, portanto, o fëa de
uma criaça vinha de seus pais, assim como o hröa. Contudo,
alguns sempre discordaram dizendo: "De fato, uma pessoa viva pode
parecer-se com os pais e ser vista como uma combinação, em vários
graus, destes dois; mas esta semelhança é mais logicamente relacionada
ao hröa. Ele é mais forte e mais nítido na juventude, enquanto o corpo
é dominante e mais semelhante aos corpos de seus pais." (Isto é
verdadeiro para todas as crianças élficas.) "Visto que em todas as
crianças, apesar de que em algumas possa ser mais marcante e logo
aparente, existe uma parte da personalidade não compreendida pelo
parentesco, ao qual pode ser inteiramente contrária. Esta diferença é
mais claramente atribuída ao fëa, novo e não aparentado com os pais;
pois ela torna-se mais forte e mais clara enquanto a vida prossegue e o fëa
aumenta em supremacia." Posteriormente,
quando os eldar tornaram-se cientes do renascimento, este argumento foi
adicionado: "Se os fëar das crianças fossem normalmente derivados
dos pais e a eles aparentados, então o renascimento seria antinatural e
injusto. Pois ele privaria os novos pais, sem consentimento, de metade de
sua linhagem, colocando em sua família uma criança em parte estranha a
eles." Apesar
de tudo, a opinião mais antiga não foi totalmente invalidada. Pois todos
os eldar, estando cientes disto em si próprios, falavam da passagem de
muita força, mental e corporal, para suas crianças, na concepção e no
nascimento. Logo, eles sustentavam que o fëa, embora não criado, extrai
energia dos pais antes do nascimento da criança: diretamente do fëa da mãe
enquanto ela carrega e nutre o hröa, e igualmente através do pai, cujo fëa
está unido com o da mãe e o suporta. Era
por esta razão que todos os pais desejavam viver juntos no ano da gestação,
e consideravam a separação nessa época como uma tristeza e aflição,
privando a criança de uma parte de sua família. "Pois", diziam
eles, "apesar da união dos fëar do casal não ser quebrada pela
distância de lugares, mesmo em criaturas que vivem como espíritos
encarnados, fëa somente comuna com fëa em sua totalidade quando os
corpos estão juntos". Um
fëa desabrigado que escolhera, ou ao qual fora permitido retornar à
vida, entrava novamente no mundo encarnado através do parto. Somente
desse modo ele poderia retornar.* Pois é evidente que a provisão de um
lar corpóreo para o fëa, e a união do fëa com o hröa, era feita por
Eru aos Filhos, para ser completada no ato da concepção. *
Salvo em raros e estranhos casos: isto é, onde o corpo que o fëa tivesse
abandoado fosse intacto, e ainda permanecesse coeso e incorrupto. Mas isto
poderia raramente acontecer; pois a morte contra a vontade somente podia
ocorrer quando uma grande violência fosse causada ao corpo; e na morte
pela vontade, tal como ocasionalmente acontecera por causa de cansaço
absoluto ou grande pesar, o fëa não desejaria retornar, até que o
corpo, deixado pelo espírito, estivesse dissolvido. Isto acontecia
rapidamente na Terra-média. Somente em Aman não havia deterioração.
Assim, Míriel lá foi realojada em seu próprio corpo, como é contado
mais adiante. Quanto
a esse renascimento, ele não era uma opinião, mas conhecido e certo.
Pois o fëa renascido de fato torna-se uma criança, desfrutando uma vez
mais de todas as maravilhas e novidades da infância; mas lentamente, e
somente após ter adquirido um conhecimento do mundo e o domínio de si
mesmo, sua memória despertaria; até que, quando o elfo renascido fosse
adulto, recordasse toda sua vida anterior, e então a antiga vida, e a
"espera", e a nova vida tornassem-se uma identidade e uma história
ordenada. Esta memória possuiria assim uma satisfação dobrada pela infância,
e também uma experiência e conhecimento maiores do que os anos de seu
corpo. Deste modo, a violência ou pesar que o renascido sofrera eram
reparados e seu ser era enriquecido. Pois os renascidos são duplamente
instruídos e duplamente aparentados**, e possuem duas memórias da
alegria de despertar e descobrir o mundo dos vivos e o esplendor de Arda.
Sua vida é, portanto, como se um ano tivesse duas primaveras e, embora um
frio fora de época seguisse-se após a primeira, a segunda primavera e
todos os verões posteriores eram mais belos e abençoados. **
Em alguns casos, um fëa renascido poderia novamente ter os mesmos pais.
Por exemplo, se seu primeiro corpo tivesse morrido muito jovem. Mas isto não
acontecia freqüentemente; nem um fëa reingressava necessariamente na sua
antiga família (ou casa), pois normalmente um grande espaço de tempo
passava-se antes que desejasse ou lhe fosse permitido retornar. Os
eldar dizem que o renascimento por mais de uma vez é raramente
registrado. Mas as razões para isto eles não sabem completamente.
Talvez, seja ordenado pela vontade de Eru; enquanto os renascidos (eles
dizem) são mais fortes, possuindo maior domínio de seus corpos e sendo
mais resignados quanto ao sofrimento. Mas muitos, sem dúvida, que tenham
morrido duas vezes, não desejam retornar. O
renascimento não é o único destino dos fëar desabrigados. A Sombra
sobre Arda não causava apenas infortúnios e danos ao corpo. Ela podia
corromper a mente; e aqueles entre os eldar que foram escurecidos em espírito
realizavam feitos não naturais, e eram capazes de ódio e malícia. Nem
todos que morreram sofreram inocentemente. Além disso, alguns fëar
pesarosos e cansados abandonavam a esperança e, afastando-se da vida,
abdicavam de seus corpos, mesmo que estes pudessem ser curados ou
estivessem de fato ilesos.*** Poucos destes posteriormente desejavam
renascer, não até que ficassem um longo período na "espera";
alguns nunca retornavam. Dos outros, os culpados, muitos eram mantidos por
muito tempo na "espera", e a alguns não era permitido retomar
suas vidas novamente. ***
Apesar das tristezas poderem ser grandes e completamente não merecidas, e
a morte (ou particularmente o abandono da vida) pudesse ser, então,
compreensível e inocente, dizia-se que a recusa de retornar à vida, após
o repouso em Mandos, era um erro, mostrando uma fraqueza ou falta de
coragem do fëa. Pois
havia, para todos os fëar dos Mortos, um período de Espera, no qual,
como quer que tenham morrido, eles eram corrigidos, instruídos,
fortalecidos, ou confortados, de acordo com suas necessidades ou
merecimento. Se eles assim o consentissem. Mas o fëa em sua nudez é
obstinado, e permanece vinculado à sua memória e aos seus antigos propósitos
(especialmente se estes eram malignos). Aqueles
que eram curados poderiam renascer, se o desejassem: ninguém é renascido
ou mandado de volta à vida contra a vontade. Os outros permaneciam, por
desejo ou por ordem, fëar sem forma, e podiam apenas observar o
desenrolar do Conto de Arda de longe, não tendo efeito algum neste. Pois
era uma sentença de Mandos que apenas aqueles que retornavam à vida
podiam operar em Arda, ou comunicar-se com os fëar dos Vivos, mesmo com
aqueles que haviam sido caros a eles. A
respeito do destino de outros elfos. especialmente dos elfos-escuros que
recusaram o chamado à Aman, os eldar pouco sabem. Os renascidos relatam
que em Mandos existem muitos elfos, e entre eles muitos dos Alamanyar (no
Silmarillion, Úmanyar), mas que há, nos Salões da Espera, pouca mistura
ou comunicação de raça com raça ou, na verdade, de qualquer fëa com
outro. Pois o fëa desabrigado é solitário por natureza, e somente
volta-se na direção daqueles com os quais, talvez, tivesse formado
fortes laços de amor em vida. O
fëa é único e, no final, impregnável. Ele não pode ser levado a
Mandos. Ele é convocado; e a convocação procede apenas da autoridade, e
é imperativa; ainda assim, ela pode ser recusada. Entre aqueles que
recusaram a convocação (ou melhor dizendo, convite) dos valar à Aman
nos primeiros anos dos elfos, recusas às convocações a Mandos e aos Salões
da Espera são,os eldar dizem, Freqüentes. Isto era menos freqüente,
entretanto, nos dias antigos, enquanto Morgoth estava em Arda, ou seu
servo Sauron depois dele; pois então o fëa desabrigado fugiria
aterrorizado da Sombra para qualquer refúgio - a não ser que já
estivesse comprometido com a Escuridão e passado ao seu domínio. De
qualquer maneira, mesmo alguns daqueles dos eldar que tornaram-se
corrompidos recusavam a convocação, e então possuiam pouco poder para
resistir às contraconvocações de Morgoth. Mas
pareceria que nestes dias posteriores mais e mais elfos, sejam eles dos
eldalië em origem, sejam de outras raças, que demoram-se agora na
Terra-média recusam a convocação de Mandos, e vagam desabrigados no
mundo†, negando-se a deixá-lo e incapazes de habitá-lo, assombrando árvores,
fontes ou lugares ocultos que conheciam. Nem todos destes são amigáveis
ou intocados pela Sombra. De fato, a recusa à convocação é em si um
sinal de mácula. †
Pois apenas aqueles que desejavam ir a Mandos podiam renascer. O
renascimento é uma graça, e vem do poder que Eru entregou aos valar para
governar Arda e a reparação de seu desfiguramento. Ele não situa-se no
poder de qualquer fëa em si. Somente retornam aqueles que, após Mandos
ter pronunciado a sentença de liberação, Manwë e Varda abençoam. É,
portanto, algo imprudente e arriscado, além de ser um ato errado proibido
justamente pelos Governantes de Arda, os vivos tentarem se comunicar com
os desencarnados, embora os desabrigados possam desejá-lo, especialmente
os mais indignos entre eles. Pois os desencarnados, vagando pelo mundo, são
aqueles que no mínimo recusaram a porta da vida e continuaram pesarosos e
auto-piedosos. Alguns são preenchidos com rancor, desgosto e inveja.
Alguns eram escravizados pelo Senhor do Escuro e ainda fazem o seu
trabalho, apesar de ele ter partido. Eles não dirão verdades ou
sabedoria. Apelar-lhes é uma tolice. Tentar dominá-los e fazê-los
servos da própria vontade de alguém é perversidade. Tais práticas são
as de Morgoth; e os necromantes são da hoste de Sauron, seu servo. Alguns
dizem que os desabrigados desejam corpos, apesar de não quererem fazê-lo
legalmente pela submissão ao julgamento de Mandos. Os perversos entre
eles tomarão corpos, se puderem, contra a lei. O perigo de comunicar-se
com eles não é, entretanto, apenas o risco de ser iludido por fantasias
ou mentiras: há também o perigo da destruição. Pois algum dos famintos
desabrigados, se lhe for permitido a amizade de alguém vivo, pode
procurar expulsar o fëa de seu corpo; e no duelo pelo domínio, o corpo
pode ser gravemente ferido, mesmo se não for arrancado de seu habitante
de direito. Ou o desabrigado pode implorar por abrigo e, se lhe for
concedido, então ele procurará escravizar seu hospedeiro e usar tanto
sua vontade como seu corpo para seus próprios propósitos. É dito que
Sauron realizou tais atos, e ensinou seus seguidores com fazê-los. [Assim pode ser visto que, aqueles que em dias posteriores acreditam que os elfos são perigosos para os homens e que é estupidez ou reprovável procurar conversar com eles, não o dizem sem razão. Pois como, pode ser perguntado, pode um mortal distinguir as raças? De um lado, os desabrigados, rebelam-se pelo menos contra os Governantes, e talvez mesmo mais profundamente sob a Sombra; do outro, os hesitantes, cujas formas corpóreas não podem mais ser vistas por nós mortais, ou enxergadas apenas vagamente e esporadicamente. Mesmo assim a resposta, na verdade, não é difícil. O mal não é uma coisa entre os elfos e outra entre os homens. Aqueles que dão conselhos malignos, ou pronunciam-se contra os Governantes (ou se ousarem, contra o Uno), são corrompidos, e devem ser evitados, encarnados ou desencarnados. Além disso, os hesitantes não são desabrigados, embora possam parecer. Eles não desejam corpos, nem procuram abrigo, nem aspiram ao domínio sobre corpo ou mente. De fato, eles não procuram conversar com os homens de nenhuma maneira exceto, talvez, raramente, para o feito de algum bem, ou porque percebem no espírito de um homem algum amor pelas coisas antigas e belas. Então eles podem revelar-lhe suas formas (apesar de que talvez sua mente compreenda apenas exteriormente), e ele irá contemplá-los em sua beleza. Destes ele pode não ter medo, embora possa sentir um temor por eles. Pois os desabrigados não possuem formas para revelar, e mesmo se estivesse ao alcance de seus poderes (como alguns homens dizem) imitar formas élficas, iludindo as mentes dos homens com fantasias, tais visões seriam distorcidas pelo mal de seu intento. Pois os corações de homens verdadeiros enchem-se de alegria ao contemplar as verdadeiras imagens dos Primogênitos, sua família mais antiga; e esta alegria nenhum mal pode reproduzir. Assim falou Ælfwine.] |
| Sobre os nomes |
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Esta
é a maneira pela qual o nome dos filhos era obtido entre os noldor. Logo
após o nascimento, a criança era nomeada. Era o direito do pai escolher
este primeiro nome, e era ele que anunciava o nome para os parentes da
criança de ambos os lados. Este é chamado, por este motivo, o nome-pai,
e este vinha primeiro, se outros nomes fossem adicionados posteriormente.
Ele permanecia inalterado*, pois ele não recaia na escolha da criança. *
Exceto por mudanças como as que aconteciam na sua forma falada com o
passados longos anos; pois (como é contado em outro lugar) mesmo as línguas
dos eldar estavam sujeitas à mudanças. **
A lámatyávë era tida como uma marca de individualidade e, de fato, mais
importante do que outras, como estatura, cor, e traços faciais. Em
tempos antigos, o "Nome Escolhido", ou segundo nome, era
geralmente idealizado despreocupadamente e, embora moldado conforme a
estrutura da linguagem da época, ele freqüentemente não possuía
sentido prévio. Em eras posteriores, quando havia uma grande abundância
de nomes já em existência, ele era mais freqüentemente selecionado a
partir de nomes que eram conhecidos. Mas, ainda assim, alguma modificação
do antigo nome podia ser feita. Ora,
estes dois nomes, o nome-pai e o nome escolhido, eram "nomes
verdadeiros", não apelidos; mas o nome-pai era público, e o nome
escolhido era privado, especialmente quando usado sozinho. Privado, não
secreto. Os nomes escolhidos eram considerados pelos noldor como parte de
sua propriedade pessoal, como (dizem) seus anéis, taças, ou facas, ou
outras possessões que eles pudessem emprestar, ou partilhar com a família
e amigos, mas que não podiam ser pegos sem permissão. O uso do nome
escolhido, exceto por membros da mesma casa (pais, irmãs e irmãos), era
um sinal de estreita intimidade e amor, quando permitido. Era, portanto,
atrevimento ou um insulto usá-lo sem permissão.*** ***
Este sentimento não tinha, assim, nada a ver com "magia" ou com
tabus, como são encontrados entre os homens. Uma
vez que, entretanto, os eldar eram por natureza imortais dentro de Arda,
mas não eram absolutamente imutáveis, após algum tempo alguém poderia
desejar um novo nome.† Ele podia então criar para si mesmo um novo nome
escolhido. Mas este não anulava o nome anterior, que permanecia parte do
"título completo" de qualquer noldo: esta é a seqüência de
todos os nomes que foram adquiridos no decorrer da vida. †
Os eldar sustentavam que, à parte dos casos de doença e da destruição
de seus corpos eles podiam, no decorrer de seus anos, exercitar e
aproveitar todos os variados talentos de sua raça, de habilidade ou de
tradição, embora em ordem e graus diferentes. Com tais mudanças de
"modo mental" ou inwisti, sua lámatyávë também podia mudar.
Mas tais mudanças ou progressões eram na verdade vistas principalmente
entre os néri, pois as nissi, ainda que alcançassem a maturidade mais
cedo, permaneciam então mais estáveis e menos desejosas por mudanças.
[De acordo com os eldar, a única "marca" de qualquer pessoa que
não estava sujeita a mudança era a diferença de sexo. Pois isto eles
acreditavam pertencer não somente ao corpo (hröa), mas também à mente
(indo) igualmente: isto é, à pessoa como um todo. Esta pessoa ou indivíduo,
eles freqüentemente chamavam essë (que é "nome"), mas ela
também era chamada erdë, ou "singularidade". Aqueles que
retornavam de Mandos, entretanto, após a morte de seu primeiro corpo,
retornavam sempre ao mesmo nome e ao mesmo sexo como anteriormente]. Estas
mudanças deliberadas do nome escolhido não eram Freqüentes. Havia outra
fonte da variedade de nomes usados por qualquer um dos eldar, que na
leitura de suas histórias, pode parecer-nos confusa. Esta era encontrada
nos Anessi: os nomes dados (ou adicionados). Destes, os mais importantes
eram os chamados "nomes-mãe". As mães freqüentemente davam
aos seus filhos nomes especiais de sua própria escolha. Os mais notáveis
destes eram os "nomes de discernimento", essë tercenyë, ou de
"previdência", apacenyë. Na hora do nascimento, ou em alguma
outra ocasião de momento, a mãe podia dar um nome ao seu filho,
indicando alguma característica dominante de sua natureza percebida por
ela, ou alguma visão de seu destino especial. Estes nomes tinham
autoridade, e eram considerados nomes verdadeiros quando conferidos
solenemente, e eram públicos, não privados, se postos (como às vezes
era feito) imediatamente após o nome-pai. Todos
os outros "nomes dados" não eram nomes autênticos e, de fato,
podiam não ser reconhecidos pela pessoa a qual eles eram aplicados, a
menos que eles fossem adotados ou dados a si próprio. Nomes ou apelidos
desse tipo podiam ser dados por qualquer pessoa, não necessariamente por
membros da mesma casa ou família, em memória de alguma façanha, ou
evento, ou em sinal de alguma característica marcante de corpo ou mente.
Eles raramente eram incluídos o "título completo", mas quando
o eram, por causa de seu amplo uso e fama, eles eram postos no final em
alguma forma como esta: "por alguns chamado Telcontar" (que é
Passolargo); ou "às vezes conhecido como Mormacil" (que é
Espada Negra). Os
amilessi tercenyë, ou nomes-mãe de discernimento tinham uma posição
elevada, e no uso geral substituíam algumas vezes, tanto dentro como fora
da família, o nome-pai e o nome escolhido, embora o nome-pai (e o
escolhido, entre aqueles dos eldar que tinham o costume da essecilmë)
permanecesse sempre o nome verdadeiro ou primário, e uma parte necessária
de qualquer "título completo". Os "nomes de
discernimento" eram dados mais freqüentemente nos dias antigos dos
eldar, e naquela época eles caiam mais facilmente no uso público, pois
ainda era o costume o nome-pai de um filho ser a modificação do nome do
pai (como Finwë/Curufinwë) ou um patronímico (como Finwion "filho
de Finwë"). O nome-pai de uma filha era freqüentemente derivado do
nome da mãe. Exemplos
célebres destas situações são encontrados nas histórias antigas.
Assim Finwë, primeiro senhor dos noldor, primeiramente chamou seu filho
mais velho de Finwion; mas posteriormente, quando seu talento foi
revelado, este foi modificado para Curufinwë. Mas seu nome de
discernimento que sua mãe Míriel lhe deu na hora do nascimento foi Fëanáro,
"Espírito de Fogo ††", e por este nome ele tornou-se
conhecido por todos, e assim ele é chamado em todas as histórias. (É
dito que ele também tomou este nome como seu nome escolhido, em honra de
sua mãe, que ele nunca viu.) Elwë, senhor dos teleri, tornou-se muito
conhecido pelo anessë ou nome dado Sindicollo, "Manto
Cinzento", e daí em diante, na forma modificada da língua sindarin,
ele foi chamado Elu Thingol. Thingol, de fato, era o nome mais usado para
ele por outros, embora Elu ou Elu-thingol permanecesse seu título correto
no seu próprio reino. †† Embora a forma Fëanor, que é a mais usada com freqüência, fosse uma combinação do quenya Fëanáro e do sindarin Faenor. |
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