Gimli

O amigo dos elfos  - Foi o representante dos anões na Irmandade do Anel. Durante a missão do grupo, Gimli desenvolveu uma grande amizade, retribuída, por Legolas, o representante dos Elfos. Teve um papel importante na derrota das Forças do Mal e por isso foi recompensado. Filho de Gloín I, Gimli foi o anão eleito para integrar a Irmandade do Anel, o grupo de representantes de todas as raças existentes na Terra Média e que tinha como missão destruir o Anel do Mal. Desde os primeiros momentos em que assumiu aquela missão que Gimli foi tratado com todo o respeito, apesar de os anões serem um povo muito fechado. O respeito que os restantes membros de Irmandade do Anel tinham por Gimli foi bem visível quando o grupo entrou em Lothórien. Devido às antigas rivalidades que opunham os anões aos elfos, o pequeno ser foi obrigado a entrar no refúgio da floresta de olhos vendados. Mas para que o anão não se sentisse discriminado, todos os restantes elementos da Irmandade fecharam os olhos e deixaram-se conduzir até ao reino de Galadriel.

Foi, aliás, a rainha dos elfos que prestou uma importante homenagem a Gimli. Quando a Irmandade abandonou Lothórien, Galadriel entregou a cada um dos seus elementos um presente. Ao chegar a vez de Gimli, o anão não conseguiu resistir – estava verdadeiramente esmagado pela beleza da nobre senhora – e pediu a Galadriel uma madeixa do seu cabelo. A princesa dos elfos aceitou a solicitação do anão e deu-lhe um presente que muitos anos antes recusara oferecer a Fëanor, o artífice que criou os Silmarills.

Esta prova de boa vontade não foi alheia ao facto de, durante a cruzada da Irmandade do Anel, Gimli e o elfo Legolas terem desenvolvido uma longa amizade. A relação de ambos começou naqueles anos, mas perdurou para o resto das duas vidas. Foi por isso mesmo que Gimli acabou por ser conhecido pelo cognome Amigo dos Elfos.

Ao longo da missão da Irmandade, o representante dos anões teve um papel particularmente importante na Batalha dos Campos de Pelennor, mas em várias outras lutas o som do seu machado foi um verdadeiro terror para os soldados das Forças do Mal

Terminada a mais difícil missão da sua vida, Gimli liderou um movimento de vários anões que se instalaram nas cavernas do Abismo do Elmo. Em jeito de agradecimento e homenagem, o seu povo passou a chamar-lhe Senhor de Aglarond, “as cavernas reluzentes”. Humilde, Gimli só governou Aglarond até à morte do Rei Elessar, momento a partir do qual cedeu esta tarefa a outros anões.

Gimli pôde, então, reunir-se ao seu velho amigo Legolas, em Ithiline, o reino do elfo que integrou a Irmandade. Foi ali que ambos embarcaram no navio élfico e viajaram através do Grande Mar do Oeste até às Terras Imortais. Gimli tornou-se, assim, o primeiro anão a entrar no Extremo Ocidente.

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