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Quarta Era do Sol
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Os Reinos Élficos: Nos primeiros meses após a queda da Torre Negra e do desaparecimento de Sauron, a Sombra foi retirada de todos os corações dos que se opunham a ele, mas o medo e o desespero tomaram seus servidores e aliados. Três vezes Lórien foi atacada por forças remanescentes de Dol Guldur, mas, além da coragem dos elfos daquela região, o poder que lá morava era forte demais para ser derrotado por quem quer que fosse, a não ser que o próprio Sauron atacasse Lórien. Embora as orlas da bela floresta tenham sido seriamente danificadas, os ataques foram repelidos; então, Celeborn avançou e conduziu o exército de Lórien pelo Anduin em muitos barcos. Tomaram Dol Guldur, e Galadriel derrubou suas muralhas e pôs a descoberto suas cavidades; a floresta foi purificada. No norte também houvera guerra e maldade. O reino de Thranduil foi invadido, e houve uma longa batalha sob as arvores e uma grande devastação causada pelo fogo; mas no fim Thranduil conquistou a vitória. E, no dia do Ano Novo dos elfos Celeborn e Thranduil encontram-se no meio da Floresta das Trevas, rebatizando-a de Eryn Lasgalen, A Floresta das Folhas Verdes. Thranduil tomou como parte de seu reino toda a região norte até as montanhas que nascem na floresta, e Celeborn tomou toda a floresta do sul, abaixo dos Estreitos, dando-lhe o nome de Lórien Oriental. Toda a ampla floresta intermediária foi doada aos beornings e aos homens da floresta Mas, após a passagem de Galadriel para o Oeste, depois de alguns anos Celeborn cansou-se de seu reino e partiu para Imladris [Valfenda], onde morou com os filhos de Elrond. Na Floresta das Folhas Verdes os elfos da Floresta não foram mais molestados, e prosperaram. Mas em Lórien, apenas alguns do antigo povo permaneceram, em melancolia, e já não havia mais luz ou música em Caras Galadon. Ao
mesmo tempo em que grandes exércitos cercavam Minas Tirith, um
exército dos aliados de Sauron, que por muito tempo ameaçara
as fronteiras do rei Bard, atravessou o rio Carnen, e Bard foi
expulso de volta para Valle. Ali teve auxilio dos anões de
Erebor, e houve uma grande batalha aos pés da Montanha. Por
três dias a luta não cessou, e no final o rei Bard e Dáin
Pé-de-Ferro foram ambos mortos, ficando a vitória para os
orientais. Mas eles não puderam tomar o Portão e muitos,
tanto homens quanto anões, refugiaram-se em Erebor, onde
resistiram a um cerco. Quando a notícia das grandes vitórias no sul chegaram a região, o exército norte de Sauron se encheu de desânimo; os sitiados irromperam dos portões de Erebor e os expulsaram. Uma parte deles fugiu para o leste e deixou de molestar Valle. Então Bard II, filho de Bard, tornou-se rei de Valle. Thorin III, Elmo de Pedra, filho de Dáin, tornou-se rei-sob-a-montanha. Ambos enviaram embaixadores para a cerimônia de coroação do rei Elessar, e seus reinos permaneceram sob a proteção do Rei do Oeste Gimli,
filho de Glóin, famoso por ter integrado a Sociedade do Anel,
ficou na companhia do rei Elessar [Aragorn] durante toda a
guerra. Foi chamado de Amigo-dos-elfos devido a amizade com
Legolas, filho do rei Thranduil, e por causa de sua reverência
pela Senhora Galadriel. Legolas,
seu amigo, também trouxe para o sul alguns elfos da Floresta
Verde, e eles moraram em Ithilien, que se tornou outra vez o
lugar mais belo de todas as Terras do Oeste. Quanto o rei
Elessar faleceu, Legolas e Gimli partiram da Terra-média e
navegaram atravessando o Mar, rumo ao Oeste. Os Reinos de
Ithilien ficaram sobre a guarda e governo do Príncipe Faramir,
irmão de Boromir e de sua esposa Éowyn irmã de Éomer, o
governante de Rohan após a morte de Théoden nas batalhas de
Pelennor. Ali a paz foi conquistada e muito prosperou. Na
época de Éomer, os homens da Terra dos Cavaleiros desejaram
paz, e a tiveram. E o seu povo cresceu nos vales e nas
planícies, e seus cavalos se multiplicaram. Éomer honrou o
juramento de seu antepassado, Eorl, no suporte a Gondor, que
mesmo após a destruição de Sauron, precisou subjugar muitos
inimigos remanescentes antes que a paz definitiva fosse
conquistada. E, para onde quer que o rei Elessar conduzisse uma
guerra, o rei Éomer o acompanhava, e além do Mar de Rhûn e
nos distantes campos do sul, o trovão da cavalaria dos
rohirrim foi ouvido, e o estandarte do Cavalo Branco sobre um
Campo Verde tremulou em muitos ventos até, Éomer ficar velho. A
Reconstrução Nos
dias seguintes à sua coroação, o Rei Elessar sentou-se em
seu trono, no palácio dos Reis, e pronunciou seus julgamentos.
Embaixadas vieram de muitas terras, representando muitos povos,
do leste e do sul e das fronteiras da floresta das Trevas, e da
Terra Parda no oeste. E o rei perdoou os orientais que se
haviam rendido e os mandou embora em liberdade, e fez as pazes
com o povo de Harad; os escravos de Mordor ele libertou,
dando-lhes todas as terras ao redor do lago Núrnen, para que
lhes pertencessem. Após
restabelecer a união entre os reinos de Gondor (sul) e Arnor
(norte), Elessar dedicou especial atenção a região do
condado. No ano de 1427 [do calendário do Condado] o Rei
promulgou um edito proibindo que os homens entrassem no
Condado, o qual se tornou uma Terra Livre sob a proteção do
Cetro do Norte. Samwise se tornou prefeito por inúmeros
mandatos, bem como Peregrin se tornou "O Tûk". Em
1436 o rei Elessar viajou para o norte, residindo por um tempo
ao lado do lago Vesperturvo. Por fim, em 1452, o Marco
Ocidental das Colinas Distantes até as Colinas das Torres [Emyn
Beraid], foi anexado ao Condado mediante uma doação do rei.
Muitos hobbits se mudam para lá, inclusive Fastred, esposo de
Elanor, filha de Samwise. Através de Fastred e Elanor se
originaram os Lindofilhos das Torres, das colinas das Torres os
guardiões do Livro Vermelho [onde muitas historias e relatos
da Terra-média estão anotados] após a passagem de Sam para o
Oeste, pelos Portos Cinzentos. Com
a morte do rei Elessar, o último dos 9 companheiros que haviam
se reunido para enfrentar Sauron e destruir o Um anel deixaram
por fim a Terra-média. Longos anos viveu Elessar, que por fim
deixou a coroa alada de Gondor e o cetro real de Arnor a seu
filho Eldarion. Estes foram os últimos anos de paz e
prosperidade. Cerca de 122 anos após a queda de Sauron. Resquícios
do Mal Mesmo
tendo o rei Elessar conquistado a paz com os povos do leste e
de Harad, bem como limpado o mal de Mordor, o eterno inimigo
jamais foi destruído. Em Umbar um pequeno grupo de
resistência ainda mantinha o ódio vivo. Conhecidos como A
irmandade de Malithôr [em reverencia ao antigo lacaio de
Sauron que influenciava a região de Umbar durante o governo de
Isildur e mais tarde foi chamado de a Boca de Sauron].. No
passado aquelas terras eram influenciadas pelo Númenoreanos
Negros, que serviam a Sauron. Ali, uma antiga legião de seus
descendentes se escondeu após a queda de Sauron, e por
gerações espalhou seu ódio e corrupção por toda a área de
influência de Umbar. Através de seus atos e influencias,
guildas de adoradores das trevas sobreviveram e perpetuaram
suas ações. Estas guildas agiram durante o governo do rei
Elessar em secreto se especializando em furtos pelas estradas e
no assassinato e seqüestro de ricos e poderosos. Muitos de
seus membros eram treinados com fervor religioso contra o reino
unido de Gondor e Arnor. A guilda mestre manteve seus domínios
escondidos em Umbar, exercendo certo controle sobre membros da
administração local, através do medo. Com
a morte de Elessar, as temidas hordas de Orcs ressurgiram das
profundezas inexploradas de Moria, clamando novos domínios nas
antigas terras de Lórien, profanando seu solo e destruindo
muito do antigo povo. Ali, entre a floresta e as Montanhas, os
viajantes passaram a temer a ousadia do povo negro que utiliza
seu covil em Moria como base de operações. Por mais que o Rei
enviasse suas tropas contra tais criaturas, o temor pelo reino
perdido dos anões era maior, e eles relutavam em invadir as
profundezas das minas. Nesta época, muitos anões das Cavernas
Cintilantes consideravam que era chegada a hora de recuperarem
o reino de Moria. Mesmo assim, poucos acreditavam que isto
seria possível. Outros, contudo, partiram em segredo para
iniciar as primeiras sondagens sobre uma possível reocupação
de Moria. A
Nova Sombra Aos
poucos, o mal retornou sobre a Terra Média, colocando em
perigo antigos locais de poder, e plantando a semente da
discórdia entre os povos do reino unificado. O mal, que antes
havia agido de forma poderosa, passou a caminhar com cuidado,
espalhando sua mácula entre os que já haviam esquecido as
antigas ameaças. Em Minas Morgul, uma estranha chama voltou a
queimar, e certas regiões mais escuras, em Ithilien, passaram
a contar histórias de medo. O temor, aos poucos, dividiu os
fieis seguidores do rei. E as antigas tradições começaram a
se perder, consumidas pelo mal que crescia nos corações dos
homens. Assim,
uma nova sombra passou a se acercar do coração dos temerosos
e descontentes com o novo rei e com o futuro. Uma voz maligna e
sedutora espalhou-se entre todos os que viravam suas costas
para a justiça dos reis do oeste. Ouviu-se um sussurro nas
trevas, seu nome: Herumor. Ao sul, nos postos do Pelargir e
Ethir, pescadores e homens fiéis desapareciam sem que se
soubesse como ou porquê. Também ali, aos poucos, o medo e o
descontentamento se espalharam, e as costas de Umbar voltaram a
abrigar piratas e corsários. O
Rei Eldarion reuniu-se constantemente com seus conselheiros.
Mas seu coração pulsava ressentido por não contar com os
grandes conselheiros de seu Pai, que há muito partiram para o
oeste. Seus esforços para constatar o povo de Valfenda
falharam, e a Nova Sombra parecia estar se alastrando em
segredo, como um veneno que aos poucos consome os mais fracos. No
extremo norte das Montanhas das Sombras, na região de Gundabad,
a terra tremou quando os gigantes de pedra que habitavam os
picos da região desceram e tomaram o caminho que ligava o
oeste [Arnor] e o leste [as montanhas cinzentas e Erebor]. A
tempos não se ouvia falar deles, pois habitavam solitários no
alto das montanhas. Desta, porém, estavam organizados, e
tomaram parte da região, matando os que ousavam aventura-se
por seus caminhos. Assim não havia pelo norte nenhum caminho
para o oeste, a não ser a Trilha da Montanha, um caminho de
pedras escorregadias, vento e neve. Novamente
as tropas do Rei marcharam contra inimigos, em busca dos
gigantes, mas pouco conseguiram já que suas moradas e
refúgios ainda estavam encravadas secretamente na montanha. E
assim o caminho de Gundabad se tornou sinônimo de medo,
enquanto na antiga região de Angmar novas hordas de Orcs e
Trolls passaram a habitar, e a efetuar avanços esporádicos
sobre assentamentos a norte. Do povo originário ra região de
Angmar conhecemos apenas seu território e uma pitada de sua
história. São descendentes dos povos que surgiram e
declinaram na história do Oeste, e na Quarta Era, este mesmo
povo passou a ser oprimido e escravizado por Orcs e Trolls,
cheios de ódio por terem que habitar regiões remotas,
evitando ainda os grandes exércitos de Gondor e Arnor. Com
o extremo norte ameaçado, e tomado por seres negros, e o sul
acossado por mistérios e saques de ladrões e piratas, as
forças do Reino unido se dividiram em várias frentes que,
isoladas, não podiam manter afastado para sempre o mal que se
espalhava. E assim, muitos povos, cujos antepassados foram
mortos ou derrotados pelo Rei Elessar, passaram a se aliar em
secreto, renegando o juramento de paz e ameaçando o Reino
novamente com levantes e revoltas. Eram, em sua maioria,
habitantes de Harad Distante, e Orientais da região do mar de
Rhûn. Estes, avançaram sobre o povo do lago Núrnen, antigos
escravos de Sauron, a quem acossaram com ataques e saques
constantes. Ali o medo ainda imperava, mesmo com a Torre Negra
destruída. Lendas falavam dos monstros que viviam sobre as
Ephel Duath, e que cultuavam a Rainha das Sombras. Cinco
anos após a morte de Elessar, o grande inverno trouxe
prejuízos aos habitantes do sul. Faltou comida, e o Reino
Unido enfraqueceu-se ainda mais, colocando o rei Eldarion em
dificuldades com seu povo. De longe ele podia ver que novos
conflitos chegariam a sua casa. O povo Gondor ainda lhe era
fiel, mas as vastas terras a sul e leste escondiam o mal que
crescia invisível ou traiçoeiro. É nestes primeiros 20 após
a morte do Rei Elessar que se conta as historias da Nova Sombra
e de talvez o ultimo reinado do Reino Unificado, que Tolkien
iniciou mas abandonou após algumas páginas. AS
REGIÕES NA QUARTA ERA
Eriador
ficava entre duas cadeias montanhosas, as Ered Luin e as
Hithaeglir [Picos Sombrios]. A borda sul da região consistia
dos rios Glaunduin e Gwathlo. Grande parte da região consistia
de colinas, algumas das quais chamadas "baixadas", um
tipo de colina formada pela erosão de sedimentos leves. As
baixadas eram longas cadeias, mas não eram [nas passagens em
que Tolkien as descreve] simplesmente cortes de pedra expostos
ao tempo. Eles eram agrupados bastante próximas. Os
rios principais de Eriador eram o Mitheithel [que formava a
origem do Gwathlo com o Bruinen, o rio de delimitava Imladris]
e o Baranduin [rio marrom, chamado Brandevin pelos hobbits]. O
rio Lhun, que corria para o sul perto das Ered Luin para o
Golfo de Lhun [após a Primeira Era], era algumas vezes chamado
de divisa de Eriador, que na Terceira Era, era quase um
sinônimo com o reino Dúnedain de Arnor. Anteriormente
densamente arborizado, Eriador foi desnudado de árvores na
Guerra de Elfos e Sauron no meio da Segunda Era, mas ao final
da Terceira Era [cerca de 4700 anos depois] a área tinha se
recuperado em muitas regiões. Os Elfos viveram em Eriador por
muitos anos antes das Guerras de Elfos e Sauron. Mas na
Primeira Era clãs de Homens começaram a se fixar em certas
regiões e os nandor retiraram-se antes deles. Foi na Segunda
Era que a terra tornou-se dividida entre Elfos e Homens, pois o
Baranduin marcava uma fronteira entre suas terras. Os
Dúnedain fixaram-se nas terras entre o Lhun e o Baranduin, nas
Colinas de Evendim, perto do Lago Nenuial [do qual o Baranduin
corria] e nas Baixadas Norte e Sul para o leste da área. Eles
governavam outros Homens que migraram para o norte durante a
Segunda Era. Existiram
três Reinos Élficos em Eriador: o Reino de Gil-galad, que
permaneceu até o final da Segunda Era; o reino de Eregion, que
permaneceu aproximadamente de 700 a 1700 da Segunda Era; e o
refúgio de Imladris, que foi fundado após a queda de Eregion
nas Guerras dos Elfos e Sauron e permaneceu até a Quarta Era.
O Reino de Arnor foi estabelecido pelos Dúnedain ao final da
Segunda Era, reunindo sob uma coroa todas as terras que naquele
momento não estavam sob domínio Élfico. Muitos dos Dúnedain
eram descendentes dos Beorians da Andunie, pois naquela região
vivia a maioria dos Fiéis antes da Queda de Númenor. Quando
aproximadamente um terço da Terceira Era havia se passado, o
Reino de Arnor foi dividido em três reinos: Arthedain,
Cardolan e Rhudaur. Em um certo tempo Cardolan retornou à
Coroa de Arthedain, mas Rhudaur foi conquistado pelo Rei-Bruxo
de Angmar, que havia estabelecido um reino nas montanhas ao
norte. O Reino Restaurado de Arnor lutou com a ajuda dos Elfos
para sobreviver, mas antes do ano 2000 o reino foi tomado e
destruído. Com a queda de Angmar no ano seguinte [1975] o
último grande poder no norte da Terra-média foi encerrado.
Mais tarde a região degenerou, com apenas um punhado de
enclaves sobrevivendo até Aragorn II restabelecer Arnor como
parte do Reino Reunido [na Quarta Era]. Desde
então, as terras têm sido povoadas aos poucos. A maioria dos
Elfos partiu dos portos Cinzentos para o Oeste. Mas Imladris ou
Valfenda se manteve como morada de Celeborn e dos filhos de
Elrond [Elladan e Elrohir]. Também em Eriador encontra-se o
Condado, onde o antigo povo prospera. Talvez um dos poucos
lugares onde as lembranças do passado estão sempre na mente
de seu povo e todos os dias são de festa. Lugares conhecidos de Eriador Imladris
[Valfenda]: O
Ultimo refugio e reino dos altos Elfos na Terra Média. No
passado Valfenda foi um local de conhecimento, tradição e
poder. Um ponto de resistência e paz para os que lutaram
contra Sauron. Valfenda se localiza em um vale entre montanhas
extensas em um trecho cor de urze e cheio de pedras com manchas
de ver-grama e verde-musgo, indicando ao viajante que há um
rio por ali. Após um certo tempo, o viajante se depara com
vales inesperados, estreitos e com paredes íngremes, que se
abrem de repente diante de seus pés, e, descendo os olhos se
pode fintar com surpresa árvores e água correndo em seu
fundo. Ali se encontram gargantas que quase podem ser
transpostas com um salto, cachoeiras e ravinas escuras que se
erguem abruptamente. Há charcos verdes e agradáveis a vista,
com flores largas e coloridas, mas difíceis de ser
percorridos. A terra se estendia do vau até as montanhas
sombrias. A única trilha era marcada com pedras brancas,
algumas pequenas, outras meio cobertas de musgo e urzes. Mais
acima do vale e do rio, onde carvalhos e pinheiros se erguem,
se encontra uma clareira não muito acima do rio. Ali estava a
casa que no passado foi chamada da ultima casa amiga das terras
ocidentais. O tempo não parece correr em Valfenda e em suas
extensões um pouco do antigo Povo Élfico ainda canta e
relembra suas historias. Bri:
A estalagem do Pônei Saltitante: Bri
é uma aldeia antiga, a mais importante da região. Na época
da guerra do anel era pequena e pouco habitada, semelhante a
uma ilha cercada por terras desertas. Hoje (na Quarta Era) a
vila tem crescido com a migração de povos vindos do sul em
busca de antigas e novas moradas. Ao redor de Bri está o
Valão, um vale profundo mais a leste, e Archet, na beirada da
Floresta Chet. Há um grande intercambio entre Bri e o Condado,
principalmente no que se diz respeito ao comercio da Erva Fumo.
Alguns Hobbits, principalmente da parte dos Brandeburques vivem
por ali perto. Na aldeia há centenas de casas grandes de
pedra, a maioria acima da estrada, que cruza um poço fundo.
Descendo esta mesma estrada se chega a uma grande estalagem,
construída a muito tempo pelo comercio anterior a guerra do
anel e que hoje colhe bons frutos, servindo uma das melhore
cervejas da região. Conhecida como Pônei Saltitante é
formada por uma serie de salões com lareiras e dormitórios na
parte fundos, bem como estábulos. Seu atual dono é
Cercadinho, neto de Carrapicho. Condado
[terra dos Hobbits]: Área
de cerca de 47000 quilômetros quadrados em Eriador entre o Rio
Baranduin e as Colinas Distantes, originalmente uma parte
fértil e bem trabalhada de Arnor. No decorrer do esvaziamento
do reino do Norte a área foi abandonada, e em 1601 da Terceira
Era foi cedida pelo Rei Argeleb II de Arthedain aos Hobbits,
liderados por Marcho e Blanco. Em 1630 a maioria dos Hobbits na
Terra-média já vivia no Condado, o qual eles dividiram em
quatro Quartas, subdivididas em um grande número de regiões.
Os Hobbits vivem confortavelmente em sua nova terra; as únicas
adversidades que eles enfrentaram na terceira Eram foram a
Grande Praga de 1636, a Batalha dos Campos verdejantes em 2474,
o Grande Inverno e os Dias de Escassez em 2758-2760, o
terrível Inverno de 2911 e a dominação do Condado por Lotho
Sacola-Bolseiro, durante a Guerra do Anel. De fato, os Hobbits
do Condado tiveram sucesso em ignorar o mundo exterior por
tanto tempo que quase esqueceram que ele existia, mesmo embora
a Grande Estrada do Leste atravessasse o meio do Condado. Em
parte, esta segurança foi devido à proteção incessante dos
Dúnedain do norte. Devido à superpopulação, os Velhobuques
de Marish cruzaram o Brandevin em 2340 e fixaram-se na Terra
dos Buques. Antes da morte de Arvedui, o Condado reconhecia o
governo do Rei, mas estava tão afastado dos assuntos externos
que seu governo era apenas nominal. Após o fim do Reino do
Norte os Hobbits escolheram um Thain para governar até o
retorno do Rei; os deveres do Thain eram em sua maioria
cerimoniais. O único oficial com deveres ativos era o Prefeito
de Michel Delving, que tinha o encargo de tomar conta dos
serviços de Mensageiros. A estrutura social do Condado parece
bastante simples. Existiam poucos membros de uma classe social
mais elevada, que tinham o suficiente para não precisar
trabalhar, mas a maioria dos Hobbits eram fazendeiros,
comerciantes ou trabalhadores. Existiam alguns pobres, mas suas
dificuldades não eram extremas. O Condado era primordialmente
agrícola. O genuíno nome Hobbit do Condado era Sûza. No ano
de 17 da Quarta Era, o Rei Elessar emitiu um decreto fazendo do
Condado uma terra livre sob sua proteção e proibindo
quaisquer Homens de entrar ali. Em 32, Elessar formalmente
adicionou a Terra dos Buques ao Condado e também deu aos
Hobbits o Marco Ocidental, estendendo-se das Colinas Distante
até as Colinas das Torres. A
Floresta Velha: Na
Quarta Era, a Floresta Velha parece ter se apaziguado. Tom
Bombadil parece ter deixado a região, para lugares
desconhecidos. As velas árvores se acalmaram. Mesmo assim, os
hobbits evitam andar na região pois as antigas lendas ainda
existem, embora como um eco de um passado remoto. Gondor
[Terra de Pedra]: Gondor
era propriamente um nome de reino e não uma região, mas as
terras interiores de Gondor ficavam ao longo da costa da
Terra-média e ao longo do curso sul do Anduin, cercando as
Ered Nimrais [Montanhas Brancas]. Gondor também incluía uma
terra Élfica e cercava várias terras-natais de muitos povos:
Drúedain em Druwaith Iaur [no oeste, perto do Cabo de Andrast]
e na Floresta Drúedain [no lado leste das Ered Nimrais];
Homens dos Vales das Ered Nimrais [de onde vieram os
Terrapardenses e os Homens de Bree em Eriador]; povos
pesqueiros; e talvez alguns povos dos Edain. O
Reino de Gondor foi estabelecido ao mesmo tempo em que Arnor
pelos Dúnedain de Númenor, e era habitado pelos Dúnedain e
por outros povos que já estavam ali antes da chegada dos
Numenoreanos. O porto Élfico de Edhellond, foi eventualmente
absorvido em Gondor. Edhellond situava-se perto da foz do rio
Morthond [Raiz Negra], o segundo maior rio de Gondor. Durante
um tempo Gondor se estendeu ao norte até a divisa de Cardolan,
para leste até o Mar de Rhûn e para o Sul até as terras de
Harad. Até mesmo governou a região de Mordor por muitos
séculos. Com
o Rei Elessar as terras de Gondor e Eriador foram reunidas
novamente sobre a Bandeira Branca dos Reinos Unidos, e sua
capital, Minas Tirith ficou sendo o centro do governo. A cidade
que teve seus portões destruídos durante a guerra com Rei
Bruxo hoje (na Quarta Era) ergue-se imponente. A leste se
encontra Ithilien a qual foi dada como presente ao príncipe
Faramir, onde uma parte do belo povo Élfico veio morar após a
guerra do anel. Gondor
ainda faz uso constante da navegação pelo rio Anduin mantendo
seu porto mais importante na cidade de Pelagir. Em Lamedon há
o predomínio da agricultura e em sua região mais montanhosa o
pastoreio simples. Já em Libennin o comercio e os mercados
públicos cresceram muitos nos últimos anos, o que trouxe
também grupos menores de ladrões e maus negociantes, sempre
visando os menos atentos. Apesar
do grande crescimento e dos tempos de paz após as ultimas
Batalhas do Rei Elessar, Gondor ainda guarda certos lugares
onde o temor pelo oculto é grande. Dizem que no passado o Rei
viajou pelas Sendas dos Mortos, uma região a muito esquecida e
amaldiçoada, chegando a Erech após percorrer um grande
corredor entre as montanhas. Ali ele convocou os mortos que
não serviram ao juramento de Isildur e por isto jamais haviam
encontrado a paz, mesmo após a morte. Diz-se que após
cumprirem seu juramento, nos momentos finais da Guerra do Anel,
nunca mais voltaram a região, encontrando descanso. Mas,
algumas historias dão conta de que a região e a própria
Sendas dos Mortos ainda guardam temores ainda maiores e
criaturas malditas rondam seu corredor. Gondor:
Lugares conhecidos ou de destaque Ramas
Echor:
Assim os homens de Gondor chamam a muralha externa da cidades
reais, construídas à custa de grande trabalho, depois que
Ithilien caíra sob a sombra de Sauron. A muralha se estende
por dez milhas, saindo dos pés das montanhas Brancas e depois
retornando, fechando em seu interior os campos de Pelennor:
belas e férteis regiões nas longas encostas e patamares que
desciam até os níveis inferiores do Anduin. Estas são
regiões ricas, com amplas lavouras e muito pomares, e fazendas
com fornos e silos, currais e estábulos, e muitos riachos
ondulando através do verde, descendo das regiões mais altas
até o Anduin. Perto da muralha externa, se localizam os cais e
desembarcadouros do Harlond, para embarcações que sobem a
correnteza vindo dos feudos do sul. O
Feudo de Belfalas: Alem
dos altos vales das fronteiras montanhosas em Lossarnach,
morava um povo forte, homens antigos de Gondor, cujo sangue dos
antepassados se mesclou com os povos locais. Pessoas baixas e
morenas que moravam ali antes dos reis do oeste chegarem. Um
pouco alem destas terras se encontra o feudo de Belfalas, onde
Imrahil II, da casa do Príncipe Imrahil, governa (na Quarta
Era). Do alto do castelo de Dol Amroth, próximo ao mar, o povo
de sangue nobre, de homens grandes e altivos, com olhos da cor
do mar, governam com amizade e louvor a Gondor. Imrahil lutou
ao lado do Rei Elessar nas batalhas contra Sauron e desde
sempre suas terras prestam juramento de lealdade a Gondor. Mas,
recentemente, este feudo tem sido tomado por problemas com
piratas e com divisões internas, pois Imrahil II perdeu seu
filho e sua esposa, vítimas de um ataque de corsários a
embarcação na qual viajavam. Sem descendentes, a intriga
corre a corte e coloca em risco o governo de paz e o poder de
Belfalas. Minas
Tirith: A
grande cidade real, cujos portões de mithril e aço reluzem
sobre suas varias muralhas, sempre tomadas por jardins
cultivados pelos Elfos do povo de Legolas, foi construída em
sete níveis, escavados no flanco das Montanhas Nebulosas. Ao
redor de cada nível se ergue uma muralha, e em cada murava há
um portal florido e brilhante. Contudo, estes portões não
são alinhados: O Grande Portão da Cidade fica no ponto leste
do circuito, mas o seguinte voltava-se parcialmente para o sul,
e o terceiro parcialmente para o norte, e assim, ora de um
lado, ora do outro, dispunham-se os portões na subida, de modo
que o caminho pavimentado que ia na direção da cidadela
virava-se primeiro para um lado e depois para o outro pela
encosta da colina. Dessa forma se atinge finalmente o Pátio
Alto e a praça da Fonte diante dos pés da Torre Branca: alta
e elegante, noventa metros da base até o pináculo, onde a
bandeira do Reino Unido tremula trezentos metros acima da
planície. Ali, no Pátio da Fonte, está a Árvore Branca,
símbolo do Reino Unido, plantada pelo Rei Elessar: o símbolo
da vitalidade dos Reis de Gondor e uma lembrança das arvores
que iluminaram o mundo e cresceram em Númenor. No sexto
círculo se encontram os belos estábulos onde são mantidos
alguns cavalos velozes, presentes de Rohan. Uma guarda
especial, cujo uniforme possui as Sete estrelas, as sete pedras
e a árvore branca sendo que a Guarda da Torre de Gondor é o
grupo militar de maior prestígios da cidade.. Nos círculo
mais baixo, na rua dos Lampioneiros [Rath Celerdain] se
encontra a Velha Hospedaria onde, recém reformada e ampliada,
o viajante recebe uma boa cama e historias da cidade, do Rei e
do reino. Também no sexto círculo se encontra a Fen Hollen,
uma porta aos fundos que se mantém sempre fechada, exceto em
ocasiões de funerais, e apenas o Rei pode usar este caminho,
ou aqueles que usam o símbolo das tumbas e cuidam das casas
dos mortos. Alem da porta se estende uma rua sinuosa que desce
em muitas curvas para a região estreita sob a sombra do
precipício do Mindolluin, onde ficam os túmulos dos Reis
mortos e dos seus Regentes. Ali Denethor, o ultimo regente,
faleceu queimado pela loucura, e após sua reconstrução
tornou-se também a última morada do Rei Elessar. No interior
das tumbas, em Rath Dínem, entre abóbadas pálidas e salões
vazios, ergue-se as imagens de homens mortos a muito tempo,
muitas fileiras de mesas esculpidas no mármore onde os homens
são sepultados. Ithilien:
A
leste de Minas Tirith, nas fronteiras do norte, repousa
Ithilien, um belo lugar de florestas em encostas e riachos
velozes. Por toda a sua volta se encontra pequenos bosques de
árvores resinosas, abetos, cedros e cipreste. Ao sul e ao
oeste, este jardim da para os vales mornos mais abaixo do
Anduin, protegidos ao leste pelas Ephel Dúath, ficando,
contudo, livre da sombra da montanha, protegidos ao norte pelas
Emyn Muil, aberto aos ares do sul e aos ventos úmidos do Mar
distante. Lar do belo povo Élfico da antiga Floresta das
Trevas, que veio junto com legolas para ali residirem e
construírem suas moradas entre arvores e grutas. Uma guarda de
Batedores, escolhidos pela casa real do Príncipe Faramir vigia
a região e a estrada real que liga o sul ao norte. Henneth
Annûn;
a Janela do Pôr-do-sol: escondida como uma fortaleza, por
sobre a qual corre a mais bela de todas as cachoeiras de
Ithilien, numa terra de muitas fontes, esta Henneth Annûn. Uma
caverna embaixo da cachoeira, onde os raios de sol reluzem
formando uma cortina de cordões de ouro na água que cai a
diante de uma de suas entradas. Uma gruta secreta, onde os
vigias de Ithilien podem descansar e manter vigilância. Poucos
conhecem suas duas únicas entradas, que são sempre vigiadas
por arqueiros. Visitantes de fora, são vendados quanto
preciso, pois mesmo após a queda de Sauron, Henneth Annên se
mantém como um símbolo de proteção contra o mal. Minas
Morgul: Um
local de trevas, terror e medo absoluto. Certos lugares foram
mantidos erguidos, mesmo após a queda de Sauron, Minas Morgul
é um deles. O vale de Minas Morgul, Cirith Ungol, era uma
ameaça de terror mesmo quando o Inimigo estava banido, e
Ithilien ainda estava quase totalmente em poder de Minas Tirith.
Esta cidade já foi um lugar forte, altivo e belo, chamado
Minas Ithil, a Torre da lua, irmã gêmea de Minas Tirith. Lar
de Isildur, que foi tomada por homens cruéis que o Inimigo
dominara durante sua primeira demonstração de força. Depois
que Sauron partiu, a cidade se encheu de parias e de seres
estranhos que habitavam seus pontos mais internos onde o mal
nunca acaba. Ali os Nazgûl habitaram, inclusive o Rei Bruxo. A
simples menção de seu nome é um terror para os mais velhos.
A ponte que cruzava o abismo negro que circunda a entrada da
cidade foi destruída, e a encruzilhada que levava a seu
interior, queimada. Mesmo assim algumas criaturas conseguem
cruzar o caminho e assaltar viajantes que se perdem das trilhas
mais afastadas. Na Quarta Era, o Rei Elessar planejou
reconstruir a cidade, mas os grandes investimentos necessários
para reunificar o reino, e para apaziguar as terras longínquas
foram gigantescos, e o sonho de repovoar Minas Ithil tornou-se
apenas uma idéia vaga. Na época da morte de Elessar, a cidade
era uma imensa ruína, esconderijo de bandidos e criaturas
solitárias. Os
Argonath, os Pilares dos Reis: Descendo
o Anduin vindo do norte e antes das Sar Gebir estão os
Argonath. Dois pilares que se apresentam ao viajante como dois
gigantes cinzentos, silenciosos mas ameaçadores. O caminho
até ali passa por grandes encostas rochosas às quais se
agarram saliências e fendas estreitas e bosques de arvores
retorcidas. Nas proximidades dos pilares o canal fica mais
estreito e o Rio mais rápido até que de avista as colinas de
Emyn Muil e os dois pilares. Foram moldados em um passado
distante como esculturas gigantes, sobre grandes pedestais
alicerçados nas águas profundas, na forma de reis de pedra,
com olhos turvos e cenhos gretados, voltavam-se para o norte. A
mão esquerda de cada um deles esta levantada, com a palma para
fora, num gesto de advertência, e cada mão direita empunhava
um machado; sobre cada uma das cabeças pode ser ver um elmo e
uma coroa, já se desintegrando. Guardiões silenciosos do
reino que voltou a estar unido na Quarta Era. Suas figuras
representam Isildur e Anárion e transmitem medo e reverencia
aos que passam por eles. Tol
Brandir:
cercado a esquerda pelo Amon Lhaw e à direita pelo Amon Hen,
está a colina da Audição e da Visão. Na época dos grandes
reis, havia tronos altos sobre elas. Hoje (na Quarta Era) uma
nova guarda foi ali destacada e o trono, no qual Aragorn, o Rei
Elessar, se sentou, mantém-se alto e poderoso, e é visitado
por seu filho em busca de visão e conselhos. Rohan
[A Terra dos cavaleiros]: Uma
terra de planícies verdes e campos de pasto, dominada pelos
senhores dos cavalos. Localizada ao norte de Gondor. Fundada
por Eorl o Jovem, senhor dos Homens de Éotheod. Essa região
ficava perto das nascentes do Anduin, entre as cadeias mais
distantes das Montanhas Sombrias. Foi habitada posteriormente
por descendentes do povo que habitava o extremo norte, que no
governo de Léod, pai de Eorl, tornara-se bastante numeroso.
Durante a invasão do exército de bárbaros no ano de 1510 da
Terceira Era, o Regente de Gondor pediu ajuda a este povo,
contando com a grande amizade entre os homens do Vale do Anduin
e o povo de Gondor. Mas nas proximidades de Gondor, eles eram
poucos e estavam espalhados, e demoraram para prestar auxilio.
Por fim, Eorl recebeu noticias sobre a dificuldade de Gondor e,
embora parecesse muito tarde, partiu com um grande exercito de
cavaleiros. Como
recompensa pela ajuda que salvou o povo de Gondor, o Regente
doou a região de Calenatdhon, entre o Anduin e o Isen, a Eorl
e seu povo. Deram a nova terra um novo nome, Terra dos
Cavaleiros, e passaram a se autodenominar eorlingas; mas em
Gondor sua terra era chamada Rohan, e seu povo rohirrim [ou
seja, Senhores dos Cavalos]. Eorl foi seu primeiro rei, e
Éomer assumiu o trono, após a morte de Théoden, nas
Travessias do Isen, quando ao lado de Aragorn combatia o
exercito de Sauron. Ele reinou por sessenta e cinco anos, mais
tempo do que todos os reis dos rohirrim. A
maioria das moradas dos rohirrim fica sob as bordas das
Montanhas Brancas, sempre cobertas por nevoas. Em suas terras
correm os cavalos mais belos, fortes e velozes da Terra Média,
sendo seu povo habilidosos guerreiros que combatem sempre sobre
cavalos. Os eorlingas são voluntariosos e cheios de orgulho,
mas têm o coração sincero, são generosos em pensamentos e
ações, destemidos mas não cruéis; sábios mas incultos,
não tendo o domínio da escrita. Suas histórias, no entanto,
foram guardadas em muitas canções. Rohan:
Lugares conhecidos ou de destaque Meduseld
o Palácio Dourado e Edoras: Em
direção ao Desfiladeiro de Rohan, a planície coberta de
relva ondula contra as colinas das grandes montanhas.
Imediatamente a frente dos viajantes, o mais amplo dos vales se
abre como um golfo comprido entre as colinas. Mais a dentro se
pode vislumbrar uma massa montanhosa disforme, com um único
pico alto. Na estrada desde vale se ergue uma, em cujos pés
corre um fio de prata, o rio que sai do vale. Mais além
pode-se ver o faiscar sol, num cintilar de ouro. Estes são os
telhados dourados de Meduseld, o Palácio real de Rohan. A
cidade é protegida por um fosso, e por uma poderosa muralha
formada por uma cerca-viva de espinhos. Por de trás destas
cercas se erguem os telhados de varias casas, tendo como o seu
centro Meduseld. Os seus pátios centrais são chamados de
Edoras, onde cavalos e guardas protegem o Rei. O
Abismo de Helm: A
algumas milhas dos altos picos de Thrihyrne, no lado oposto do
Vale do Folde Ocidental, fica uma garganta verde, uma grande
reentrância no meio das montanhas, que se transforma num
precipício entre elas. Os homens daquela região deram-lhe o
nome de Abismo de Helm, em homenagem a um herói de antigas
guerras que se refugiara ali. Partindo do norte a garganta
afundava, cada vez mais íngreme e estreita dentro das sombras
do Thrihyrne, até o ponto onde os penhascos assomam como
torres poderosas dos dois lados, bloqueando a luz. No recém
erguido Portão de Helm, diante da entrada do Abismo, há um
esporão de pedra que o penhasco norte projeta para fora. Ali,
na sua extremidade, erguem-se altas muralhas de pedra antiga, e
por detrás delas é possível ver uma alta torre. Os homens
dizem que nos tempos longínquos da glória de Gondor, muito
antes do Rei Elessar, os reis dos mares tinham construído ali
sua fortaleza com mãos de gigantes. Chama-se Forte da
Trombeta, pois se tal instrumento fosse tocado na torre, o som
ecoava no Abismo e atrás dela. Ali, na época da Guerra do
Anel, morou Erkenbrand, senhor do Folde Ocidental. Isengard:
Para
se chegar a Isengard os viajantes devem seguir pelo Nan Curunir,
o Vale do Mago, por onde o rio Isen corre, alimentando muitos
riachos e rios menores. Nos primeiros anos da Quarta Era, esta
região encontra-se devastada devido a ação da Saruman. A
antiga Torre, feita pelos construtores de antigamente, que
aplainaram o círculo de Isengard, é magnífica. Um pico e uma
ilha de pedra, negros e de um brilho estonteante: quatro
pilares multifacetados foram unidos num só, mas perto do topo
eles se abriam em chifres escancarados, seus pináculos agudos
como as pontas de lanças, as bordas cortantes como facas.
Entre eles havia um espaço estreito, e ali, sobre um chão de
pedra polida e com inscrições estranhas, um homem poderia
ficar de pé cento e cinqüenta metros acima da planície. Esta
era Orthanc, a cidadela de Saruman, um dos Istari que vieram do
oeste para confrontar a sombra de Sauron. Saruman se corrompeu
e desejou o Um anel para si. Após enganar o rei de Rohan,
armou-se de um grande exercito de Orcs que atacaram Rohan. Por
fim, com a ajuda dos Ents, seu reino veio a baixo, e uma nova
floresta começou a crescer onde antes fora a morada de Saruman.
Na época da morte de Elessar, todo o circulo que havia em
torno de Orthanc foi destruído e removido, e a terra dentro
dele foi transformada num jardim cheio de pomares e árvores,
atravessado por um rio, mas no meio de tudo havia um lago de
águas límpidas, e dele ainda surgia a torre de Orthanc, alta
e impenetrável. Este é o Jardinárvore de Orthanc uma
lembrança da guerra entre os Ents e Saruman. Apesar de nenhum
Ent não ter sido mais visto na Terra-média, dizem que as
noites alguns ainda guardam a torre, e que o mal de Saruman
permanece em seu interior, aprisionado pelas belezas de fora. Cavernas
Cintilantes: Gimli
fiou preso nas cavernas do Abismo de Helm durante a batalha
contra os Orcs de Saruman na Terceira Era. Ali ele encontrou um
novo reino para o seu povo. Lá, quando as tochas são acessas,
se pode caminhar pelo seu chão arenoso sob cúpulas
reverberantes, pedras e cristais. Lá existem colunas brancas e
de um amarelo-alaranjado, e também de um rosa matinal,
estriadas em formas de sonho, que surgem aos poucos dos
assoalhos multicoloridos para encontrar os ornatos reluzentes
que caem do teto. Inúmeros salões e lagos refletem a beleza
deste novo reino dos Anões, cujo senhor foi por muito tempo
Gimli. Das obras mais belas deste povo estão os portões de
Minas Tirith. Rhovanion
[Terras Selvagens]: Rhovanion
era o antigo nome das terras que ficavam a leste de Hithaeglir,
a oeste de Carnen [Rio Vermelho] e do mar interior de Rhûn.
Mais tarde a região foi tomada por um reino de Homens do
Norte, que perdurou entre 1200 e 1850 da Terceira Era. Os dois
grandes rios de Rhovanion eram o Celduin, que corria para o sul
a partir de Erebor [a Montanha Solitária] e se unia ao Carnen
e ao Anduin [Grande Rio], os quais corriam ao sul a partir das
Montanhas Cinzentas. Anduin ficava entre o Hithaeglir e a
grande floresta conhecida como a Grande Floresta Verde,
Floresta das Trevas e finalmente Eryn Lasgalen [Floresta das
Folhas Verdes]. Embora
os Eldar tenham passado pela região durante a Grande Jornada,
alguns dos Teleri foram para o sul e seguiram o Anduin para
outras terras. Mais tarde, uma porção desses Teleri [os
Nandor] migraram para o norte ao longo do rio, separando-se em
dois grupos. A eles se juntaram alguns Avari e Eldar durante a
passagem do tempo e se tornaram os Elfos da Floresta. O
Reino de Lórien foi o mais antigo Reino Élfico a sobreviver
na Terra-média após a queda de Gil-galad, ao final da Segunda
Era. Ficava numa pequena floresta perto do Hithaeglir. Os Elfos
da Grande Floresta Verde gradualmente se mudaram para o norte
durante a Segunda e Terceira Eras até que finalmente
estabeleceram o Reino de Mirkwood Norte, que se tornou o
último dos Grandes Reinos Élficos. Os
Homens dos Vales do Anduin, parentes dos Edain que se fixaram
em Elenna, espalharam-se por todo o sul da Floresta das Trevas
e nos vales do Anduin e Celduin. Estabeleceram muitas tribos e
reinos, mas ao final da Terceira Era apenas três grandes
grupos restaram: os Beornings, os Homens da Floresta, os Homens
de Valle e Esgaroth. O
Sul da Floresta das Trevas foi também utilizada com uma base
por Sauron, que estabeleceu uma fortaleza na colina Amon Lanc,
que originalmente era uma cidade dos Elfos da Floresta. Desta
base Sauron foi capaz de ameaçar Gondor, Lórien e a parte
norte da Floresta das Trevas. Contudo ao fim da Guerra do Anel
a paz sobreveio a esta região. No Valle e Erebor, homens e
anões lutaram e venceram o inimigo e os Reis Élficos de
Lórien e da Floresta das Trevas expulsaram o mal de Amom Lanc.
Mas ainda na Quarta Era,não se pode afirmar que a região
esteja 100% livre do mal. Regiões inexploradas da floresta
ainda se mantêm escuras. Das
Terras do Leste de Rhûn, chegam noticias de que grupos de Orcs
organizados têm dominado o povo bárbaro. Outros ainda falam
do despertar de um antigo dragão e de um exercito negro de
antigas criaturas, que foram esquecidas. Por isto as terras do
Leste de Rhûn e de Rhovanion ainda são vista como distantes e
cercadas de grande misticismo. Rhovanion:
Lugares conhecidos ou de destaque Floresta
de Lothlórien: Seguindo
o Veio da Prata que parte das Montanhas das Sombras e do
portão oposto de Moria, se chega a morada mais bela de todo o
povo Élfico. Mesmo que após a Guerra do Anel seus senhores a
tenham abandonado, a olhos humanos não há lugar como este. O
lugar onde a magia fez-se presente por milênios ainda guarda
beleza, mistério e poder. Não há árvores como as desta
terra. Pois no outono as folhas não caem, mas se tornam
douradas. Só na primavera, quando aparecem as novas folhas
verdes, é que elas caem, então os ramos ficam carregados de
flores amarelas, e o chão da floresta é dourado, e dourado é
o teto, os pilares são prateados, pois os troncos das árvores
são lisos e cinzentos. Ali correr o Nimrodel, o riacho a
respeito do qual os elfos fizeram muitas canções, que o povo
do norte ainda canta. Alguns poucos Elfos ainda moram em
plataformas de madeira construídas acima do solo, entre as
arvores, chamados de flet, ou na língua dos Elfos: talan.
Escadas escondidas levam até os talan, e dali se pode observar
bem a região ao redor das arvores. O coração deste reino
antigo é chamado de Cerin Amroth, a colina onde em dias mais
felizes foi construída a bela casa dos senhores Élficos. Ali
também está Caras Galadhon, a antiga cidade dos Galadhrim,
onde morou o Senhor Celeborn e Galadriel, a Senhora de Lórien.
Hoje (na Quarta Era) a floresta se tornou ainda mais mística.
Poucos se aventuram por ali, onde dizem estar o tumulo da
Rainha Arwen, esposa do Rei Elessar. O povo Élfico que ainda
mora em seus caminhos mantém a floresta protegida e viva. Um
mundo a parte da Terra Média. Dol
Guldur: Descendo
pelo rio Anduin, a nordeste de Lórien se chega a uma das
antigas morada de Sauron, hoje totalmente arrasada e cercada
pelos escombros. O mal se foi, e apenas seus restos infames
ainda se espalham pela floresta. Pois ali ele se enraizou por
muito tempo. Ali, ao sul da Floresta das Trevas, a mata de
abetos escuros, onde as árvores lutavam umas contra as outras
por um pouco de sol, e seus ramos apodreciam e definham, se
ergue à ruína de Dol Guldur. Localizada em meio a uma colina
rochosa, onde o ar era podre. Mesmo na Quarta Era, poucos se
aventuravam nas proximidades deste lugar. Tornou-se um símbolo
da mácula de Sauron. A
Grande Floresta Verde; Outrora a Floresta das Trevas:
A maior floresta da Terra Média. Ali, a norte, esta o reino do
Rei Thranduil, pai de Legolas. Sobre o rio Da Floresta seu povo
sempre mantém comercio com os homens do Valle. Após cerca de
um terço dos anos da Terceira Era do mundo, uma escuridão foi
cobrindo lentamente a floresta, em sua parte do sul; e o medo
passou a caminhar ali por atalhos sombrios. Animais ferozes e
criaturas cruéis passaram a habitar a escuridão da floresta.
Com a queda de Dol Guldur, novas estradas foram abertas e a paz
voltou a reinar na floresta. Mas... O
Valle e a Montanha Solitária dos Anões: No
passado a região do Valle e a Montanha solitária de Erebor
foram um local de prosperidade entre anões de Thráin, o rei
sobre a montanha, e Girion o senhor do Valle. Muitas riquezas
foram produzidas na montanha e nas regiões ao sul dentro do
vale do Rio Corrente onde a cidade do povo de Girion foi
construída. Mas Smaug o grande Dragão veio sobre a região,
expulsou a todos e tornou tudo desértico e sem vida. Somente
anos mais tarde, com a ajuda de Bilbo Bolseiro é que Smaug foi
morto por Bard, o arqueiro, e o reino dos anões e dos humanos
foi restabelecido. No final da Terceira Era, novas tropas
colocaram a região em perigo, e com muita luta seus habitantes
conseguiram sobreviver aos ataques das hordas de Orcs e
Easterlings. Hoje (no início da Quarta Era) o Valle retorna a
sua prosperidade e paz, apesar das noticias do possível reino
construído por Orcs na região a leste de Rhûn. Mordor
[Terras Negras]: Mordor,
situava-se entre os braços das Ered Lithui [Montanhas de
Cinzas] e Ephel Duath [Muros de Sombras]. Esta região era
aberta para o lado leste, para as terras de Rhûn, as quais
eram controladas por Sauron. Dentro de seus limites Mordor era
dividida em três áreas: Udûn, Gorgoroth e Nurn. Udûn
era um enorme vale no canto nordeste de Mordor. A área era
rochosa e em forma de tigela, mas provavelmente não
completamente inóspita a plantas e vida animal. Gorgoroth era
dividida em duas áreas. O canto noroeste era virtualmente
desprovido de vida, dominado pelo Amon Amarth, o enorme vulcão
que Sauron utilizou para forjar o Um Anel e para lançar a
nuvem para bloquear o sol durante seu ataque a Gondor ao final
da Terceira Era. As terras ao redor do vulcão eram cheias de
cinzas e estéreis. O
resto de Gorgoroth não era muito melhor, mas talvez suportasse
algumas plantas e vida animal. Era um grande platô que se
estendia através do terço mais ao norte de Mordor, quase no
final das Ered Lithui. Nurn situava-se ao sul de Gorgoroth. À
parte oeste de Nurn era chamada Lithlad. As regiões sul e
leste de Nurn eram dominadas por um pequeno mar interior,
Nurnen, e pelos rios que o alimentavam. Estas terras eram
bastante férteis e Sauron mantinha muitos escravos ali para
cultivar alimentos para os seus grandes exércitos. Com a queda
do Senhor do Escuro, os escravos de Nur foram libertados e
ganharam a região de Nurnen como moradia. Na
Quarta Era, uma questão ainda paira sobre as Ephel Duath, onde
restos das torres de observação de Sauron ainda estão de
pé. Ali, resquícios do mal reinam, se espalhando até a
região de Minas Morgul. Na época da morte de Elessar, o mal
que Mordor simbolizava ainda está enraizado em seus habitantes
mais próximos, mas esquecido da mente do povo de Gondor que ri
das historias do passado. Mas poucos têm coragem de prosseguir
viagem por esta terra de ruínas e pobreza. Até mesmo o ar de
Mordor ainda não foi completamente purificado, e segundo dizem
os mais sábios, nunca será. Rhûn
[o Leste]: Rhûn
deixou de ser uma terra esquecida na Quarta Era. Após a queda
de Mordor, e das vitórias dos homens do norte, a região foi
invadida pelos exércitos do Oeste, na tentativa de exterminar
os últimos resquícios do mal. Batalhas seguiram-se por 20
anos, mas então foi preciso retornar, deixando para trás
bandos de Orcs e Trolls, e até mesmo alguns membros da
comitiva negra de Saruman. Estes recuaram ainda mais, e
desenvolveram assentamentos nestas terras. Os humanos que
resistiram a estas invasões tiveram que aceitar alianças com
as cidades e povoados dos Orcs. Após a morte de Elessar,
poucas notícias chegaram ao ouvido do Rei em Gondor. E entre
os rumores está a notícia de que os Orcs estão novamente
crescendo e dominando os povos do leste. Harad
Próximo [Sul Próximo]:
Estas terras tem sido descritas como desoladas por muitos
comentaristas, mas esta interpretação das áreas vazias dos
mapas de Tolkien não é consistente com o fato de que muitos
povos viviam ali. O Harad Próximo é uma região de muitos
reinos ou tribos, espalhados por rios, planícies, florestas e
colinas. As terras controladas pela Cidade dos Corsários no
Cabo de Umbar, eram parte do Harad Próximo. Na Quarta Era,
Umbar foi pacificada pelos exércitos de Gondor. No entanto,
com o passar dos anos, o orgulho ferido dos últimos
representantes dos Numenoreanos Negros, e nasceu na forma de
cultos malignos, que exerceram certa influência entre a classe
regente de Umbar, e também entre certas tribos de Harad. Harad
Distante [Sul Distante]: O
Harad Distante foi, como o Harad Próximo, pobremente descrito
por Tolkien em suas obras. Ficava além de Umbar e
aparentemente era bastante quente. Sabe-se, a partir de mapas
antigos, que existia uma cadeia de montanhas nas regiões
ocidentais do Harad Distante. Estas montanhas eram chamadas de
Montanhas Cinzentas [mas não eram relacionados às Montanhas
Cinzentas ao norte de Endor]. Na
Segunda Era os Numenoreanos estabeleceram portos e fortalezas
nas terras que mais tarde foram chamadas de Harad Distante.
Eles conquistaram muitos povos ao longo da costa e entraram em
conflito com os aliados de Sauron que habitavam além da costa.
Alguns desses domínios aparentemente sobreviveram na Terceira
Era para se tornarem inimigos de Gondor. As costas lestes do
Harad distante eram dominadas pelas Montanhas Amarelas, uma
característica que é apenas nomeada em uma pequena porção
de fontes e sobre as qual não sabemos nada. CAPITULO
3: SOCIEDADES SECRETAS E A REALEZA Sociedades
Secretas: A
Irmandade de Malithôr: No
passado Umbar foi um porto importante para Númenor e ali um
grupo de numenoreanos se estabeleceu e ao longo dos anos foi
corrompido por Sauron. Segundo dizem, Malithôr, mas conhecido
como a Boca de Sauron era um dos líderes desde grupo que
passou a ser conhecido como Numenoreanos Negros. Com a queda de
Sauron e as posteriores batalhas perdidas em confronto com o
Rei Elessar o sentimento de vingança e ódio cresceu entre os
sobreviventes que acabaram fundando seitas, cuja mais poderosa
era a Irmandade de Malithôr. Os membros se comunicam por um
idioma secreto e simples, baseado em gestos. Também através
de gestos e toques de mãos é possível reconhecer um outro
membro da guilda. Após a morte de Elessar, muitos foram
enviados para montarem núcleos em outras cidades. O símbolo
da Irmandade é um anel de ouro com símbolos Rúnicos. Os
fieis de Anduinë:
Na Quarta Era, o culto aos Valar retornou a pedido do Rei
Elessar, que honrou sua descendência com a Ordem dos Fieis de
Anduinë, a antiga morada de Isildur e de sua família em
Númenor. A ordem é dividida em 5 graus de iniciação e
regida pelo Conselho dos 15 de Almaren. Cada conselheiro
representa um dos 15 Valar. Responsável pela cura e religião
na Quarta Era, os Fieis de Anduinë são homens honrados que
espalham os antigos ensinamentos dos Valar sobre as terras de
Gondor e também em reinos distantes. Atualmente os Fieis tem
confrontado as sociedades secretas adoradoras de Morgoth e
Sauron. A
Ordem Negra do Inominável: Sauron
liderou um culto Negro a Morgoth durante a 2ª era em Númenor.
Muitos dos fieis desde culto sobreviveram em assentamentos da
Terra Média, e passaram longos anos entre os Numenoreanos
Negros de Umbar. Mas, nos últimos anos da Terceira Era, eles
se separaram da Guilda de Malithôr e voltaram suas atenções
para fortalecer seu próprio culto. Seus membros são altamente
fanáticos e perigosos e alguns dizem que os anos de estudo e
contemplação desenvolveram em seus seguidores o uso de
poderes negros e rituais perigosos. A Ordem tem se mantido
extremamente secreta, visitando em peregrinações aos locais
sombrios da Terra-média, buscando reunir forças para trazer
seu senhor de volta a Terra Média. Seu símbolo é a coroa de
Morgoth. A
Realeza: Nos
primeiros cem anos da Quarta Era, os três reinos mais
poderosos são o Reino Unido [Arnor e Gondor], sobre a bandeira
branca das duas arvores, cujo rei é Eldarion, filho de Elessar
[Aragorn]; Rohan, a terra dos cavaleiros, governada pelo jovem
Théoden II, neto de Éomer; e Valle, governado por Bergir, da
casa de Bard, o arqueiro que matou Smaug, neto de Bard II. No
Reino Unido, pode-se notar que os antigos costumes numenoreanos
foram fortalecidos. O poder do Rei é limitado em vários
graus, pela lei e pelos Conselhos. Não é o Rei que cria as
leis, mas sim o Conselho. Em
Rohan e no Valle a coroa real simbolizava a proximidade do Rei
e de seus súditos em uma relação de códigos morais
legítimos. O Rei inspira confiança, lealdade e de certa forma
uma certa visão divina da coragem e sabedoria. O conselho tem
um poder mais fraco, assumindo as decisões ligadas ao
comercio. Abaixo
do Rei em autoridade estavam os lordes do reino. Estes homens
mantêm terras [feudos] da coroa. Em Gondor ao final da
Terceira Era, os vassalos dos Regentes incluíam os Lordes de
Lossarnach, Vale Ringlo, Morthond, Lamedon e Anfalas, e o
príncipe de Dol Amroth. Estes lordes possuíam suas terras
através de sucessão hereditária, como a Coroa e a Regência.
De suas linhagens saíam importantes oficiais reais, ou mesmo
sucessores ao trono. Eles também tinham um cargo no Conselho
de Gondor, cujo conselho os Reis ou Regentes são obrigados a
considerar, em questões domésticas ou externas. Os
lordes mantêm o poder localmente, administrando a lei e
organizando as forças e defesas de seus feudos. Seu principal
dever para com a coroa é o militar: levando homens de seus
feudos para agrupamentos reais e agindo como capitães dessas
forças. Em Rohan a situação era similar. O rei tinha sob ele
vários lordes [por exemplo, o Senhor do HarrowDale]. Os
Marechais dos Marcos eram os tenentes-chefe do rei; estes três
postos eram preenchidos por pessoas relacionadas ao Rei ou por
vassalos. Nos reinos de Helm e Théoden mostram que os reis
mantinham Conselhos, formado por seus marechais e principais
capitães. |
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