Númenor

Terra da Dádiva , Atalantë, Elenna, A Terra da Dádiva, Mar-nu-Falmar, Númenórë, A Terra Caída, Andûnê

O grande reino de Númenor foi erguido pelo poder dos Valar, ele foi a recompensa recebida pelos homens por terem lutado juntamente com os elfos contra Morgoth. Essa imensa ilha foi criada no ano 32 de Segunda Era, ela media mais de 700 Km de ponta a ponta e estava situada no meio do grande mar de Belegaer, entre a Terra-média e o continente de Aman. Nela a raça dos Dúnedain encontrou prosperidade e paz, sendo liderados por Elros, irmão de Elrond meio-elfo. Elros foi o primeiro Rei de Númenor tendo assumido o nome de Piche-Minyatur. Com a liderança de Elros e de seus descendentes, os Númenoreanos (como passaram a se chamar) se tornaram a nação mortal mais poderosa que jamais existiu em Arda. Cerca de 600 anos após deixarem a Terra-média o primeiro navio de Númeroneanos voltou ao velho continente, lá foram construídos portos e cidades costeiras. Os homens do mar fizeram amizade com os tribos semi-bárbaras que viviam lá e lhes ensinaram muitos segredos, que por sua vez lhes tinham sido ensinados (em parte) pelos elfos de Aman.

Os homens de Númenor eram conhecidos por sua grande longevidade. Suas vidas raramente eram inferiores a 300 anos, e a linhagem dos Reis era ainda mais abençoada, pois chegavam a viver até 400 anos sem nunca saber o que era a doença ou a fadiga de viver, e partindo por suas próprias vontades. Alguns acreditavam que em parte isso era devido a proximidade das Terras Imortais, que mesmo de longe podia enobrecer aqueles que viviam a sua volta. Mas com o aumento de seu poder, Númenor passou a se tornar orgulhosa. Seus reis cada vez mais perseguiam o poder e a autoridade, seus navios que iam a Terra-média passaram a cobrar impostos ao invés de levar ensinamentos, e os homens passaram a invejar a imortalidade dos elfos e ver a morte como uma maldição e não um presente de Ilúvatar.

Com o passar dos anos a arrogância dos Reis aumentava na mesma proporção que o medo da morte, a amizade com os elfos esfriou e eles passaram a não ser mais bem vindos nos portos de Númenor. Então no ano 3255 da Segunda Era, o último Rei de Númenor subiu ao trono. Ele tomou o nome de Ar-Pharazôn e usurpou o trono da rainha Míriel casando-se a força com ela. Pouco tempo depois Ar-Pharazôn soube do poder de Sauron na Terra-média e decidiu fazer a guerra contra ele movido pela arrogância cega. Uma grande armada navegou para o velho continente, e Sauron se espantou com o poder dos Númenoreanos. Mais espantados ainda ficaram os habitantes da Terra-média quando Sauron se rendeu a eles (pois sabia não ter chance numa luta) e foi levado acorrentado a Númenor. Sauron era esperto e mesmo entre inimigos soube se aproximar do Rei, menos de quatro anos depois de chegar acorrentado ele já era seu principal conselheiro.

Com o passar dos anos Ar-Pharazôn foi envelhecendo e vendo a morte se aproximar. Cada vez mais ele se desesperava, e seu medo era compartilhado por quase todos em Númenor. Nestes dias sombrios os Dúnedain não iam mais a Terra-média nem para levar ensinamentos nem para cobrar tributos, mas apenas para a guerra. Os seus navios carregados de guerreiros atacavam vilas e pilhavam cidades, e os homens que lá viviam eram escravizados e acorrentados aos remos dos navios até a morte por exaustão. Os corações e mentes deste povo já estavam em sua maioria corrompidos pelo medo e pelo orgulho, e Sauron falando ao Rei o enganou dizendo que os Valar tinham medo de seu poder, e que se fosse a guerra contra eles iria vencer e se tornar imortal governando para sempre as terras de toda Arda.

Em 3319 da Segunda Era, Ar-Pharazôn atacou Valinor com a maior esquadra já vista no Belegaer. Manwë sobre a Montanha Branca, Taniquetil, invocou Ilúvatar; e naquele momento os Valar renunciaram à sua autoridade sobre Arda. Ilúvatar porém, usou seu poder e mudou a aparência do mundo: abriu-se então no mar um imenso precipício entre Númenor e as Terras Imortais; as águas jorraram para dentro do abismo. O estrondo e a espuma das cataratas subiram aos céus e o mundo foi abalado. Toda a esquadra dos númenorianos foi arrastada para o abismo, afundando e sendo engolida para sempre. O Rei e os guerreiros mortais jazem soterrados na terra de Aman, presos nas Grutas dos Esquecidos até a Última Batalha e o Juízo Final. E Andor, a terra da Dádiva, Númenor dos Reis, Elenna da Estrela de Eärendil, foi totalmente destruída pois estava perto do lado oriental da enorme fenda; seus alicerces foram revirados fazendo-a tombar e cair na escuridão; ela não existe mais.

Essa tragédia ocorreu numa hora inesperada pelos homens: o trigésimo nono dia da passagem da esquadra. De repente a Meneltarma (a Coluna dos Céus, o pico da qual ficava o Local Sagrado de Eru, o ponto mais alto de Númenor) explodiu em chamas. Veio um vento fortíssimo e um tumulto na terra, os céus tremeram e as colinas deslizaram, Númenor afundou no oceano com todas as suas crianças, esposas, donzelas e damas altivas; com todos os seus jardins, salões e torres; seus túmulos e tesouros; suas jóias, seus tecidos, seus objetos pintados e esculpidos, seu riso, sua alegria e sua música; seus conhecimentos e sua tradição: tudo desapareceu para sempre.

E em último lugar, a onda que se avolumava, verde, fria e com uma crista de espuma, subindo pela terra, levou para seu seio Tar-Míriel, a Rainha, mais bela que prata, marfim ou pérolas. Era tarde demais quando ela se esforçou por subir as trilhas íngremes da Meneltarma até o local sagrado; pois as águas a alcançaram, e seu grito se perdeu no bramido do vento. Sauron foi apanhado em meio a seu júbilo, havia rido muito, pensando no que iria fazer do mundo, agora livre para sempre - pensava ele - do estorvo dos Edain. E ele, em sua cadeira negra no centro do Templo, acabou caindo no mesmo abismo que tragou Númenor, afundando nessas profundezas tumultuosas.

Sauron, entretanto, não era de carne mortal, seu espírito se elevou das profundezas e passou como uma sombra destituída de forma, um vento escuro, por cima do mar, voltando à Terra-média e a Mordor, que era seu lar. Ali, em Barad-dûr, permaneceu, sinistro e mudo, até inventar para si uma nova aparência, uma imagem de perversidade e ódio tornados visíveis; e poucos conseguiam encarar o Olho de Sauron, o Terrível. Aos poucos Sauron descobriu que o poder de Gil-galad se tornara imenso nos anos de sua ausência cobrindo vastas regiões do norte e do oeste, tendo ultrapassado as Montanhas Nevoentas (Hithaeglir, as Montanhas Brumais) e o Grande Rio Anduin até chegar aos limites da Grande Floresta Verde, aproximando-se dos locais fortificados aonde, no passado, ele se sentira seguro. Recolheu-se então Sauron à sua fortaleza na Terra Negra e começou a planejar a guerra.

Em oposição ao Númenorianos Fiéis de Pelargir, Arnor e Gondor - no Norte, temos os Númenorianos Negros de Umbar, em Harad - no Sul da Terra-média, que, seduzidos pelo poder das Trevas, renderam culto e se colocaram a serviço de Sauron, o Senhor dos Anéis. Númenorianos aliados a Sauron como Senhores dos Povos de Harad no sul da Terra-média em Umbar. A ameaça dos "Negros", em oposição aos "Elendili" (Amigos-dos-elfos) de Arnor e Gondor, durou mil anos, mas no fim foram reduzidos a nada pela ação enérgica de Eärnil e, mais tarde, de Ciryaher, o Hyarmendacil de Gondor, nos sécs. X e XI da Terceira Era (T.E.), respectivamente (Anais de Gondor).

Não se sabe se alguns dos Númenorianos Negros sobreviventes da queda de Númenor tentaram impor o uso do Adûnaic entre os povos da Terra-média, mas os Haradrim (povos do Sul) tentaram preservar a forma mais pura do Adûnaic, pelo menos como língua nobre de uso exclusivo entre eles próprios.

A ilha de Númenor assemelha-se em contornos a uma estrela de cinco pontas, de fato, seu curioso formato lhe valeu o nome de "terra da estrela" entre alguns povos. A sua parte central era como um pentágono medindo cerca de 400 Km de norte a sul e de leste a oeste, nos quais se projetam cinco promontórios peninsulares, que eram regiões distintas, com climas e vegetações próprios.

Esses promontórios eram considerados regiões separadas e chamavam-se:

Forostar : Sempre foi conhecida por ser a parte menos fértil de Númenor. Era um terreno pedregoso e com poucas árvores, exceto nas encostas ocidentais das altas charnecas cobertas de urzes, onde havia muitos abetos e lariços.

Andustar : Também era rochosa nas partes setentrionais, com altas matas de abetos sobranceiras ao mar. Tinha três pequenas baias voltadas para o ocidente e recortadas nas terras altas, mas aí havia grandes penhascos que não ficavam a beira mar e tinham uma terra íngreme a base.

Hyarnustar :era na sua parte ocidental uma região montanhosa, com grandes penhascos nas costas ocidental e meridional, mas a leste havia grandes vinhedos em uma terra quente e fértil .

Orrostar: Era uma terra mais fria, mas estava protegida dos ventos do nordeste por terras altas que defendiam como fortalezas suas encostas, e nas suas regiões interiores cultivavam-se muitos tipos de cereais de onde provia a maior parte da alimentação dos Númenoreanos.

Milttamar: As terras do interior... e não tinha costas exceto na terra próxima a Rómena e da cabeça do seu estuário. Uma pequena parte de Mittalmar estava separada do restante, e era chamada de Arandor; a terra do Rei. Em Arandor ficavam o porto de Rómenna, o Meneltarma, e Armenelos conhecida como a cidade dos Reis, esta foi em todos os tempos a região mais populosa de Númenor

________________________________________

Copyright © 2002 Conselho dos Nove 9

Todos os direitos reservados

1
Hosted by www.Geocities.ws