Westron

A Língua da terra - Ele é um  idioma realmente falado no SdA, e efetivamente uma linguagem que estava no livro vermelho , embora neste, seu nome seja conhecido como idioma Adûni.

O que sabemos sobre esta língua é que tolkien a criou com base no castelhano, uma espécie de representação do terceiro mundo, na América latina. Sua intenção era que este idioma fosse falado por seus personagens ao oeste da terra media, me arisco a dizer que mais propriamente onde está a Espanha, Portugal, mais com certeza sua visão chegava até nossa américa. Quem  disse que nossa língua mãe não faz parte desta gigantesca obra que foi Silmarillion e seu futuro ( sda)?

No princípio, o westron era uma língua humana, enriquecida e dulcificada pela influencia elfica. Era da origem eldar que chamaram de Atani ( pai dos homens), especificamente o povo das três casas dos amigos dos elfos que, avançaram do oeste e entraram em beleriand durante a primeira era. 

Na segunda era , o dûnaico de númenor foi falado nos fortes portos que os númenoreanos fundaram nas costas da terra media, mesclando assim muitas palavras e línguas nobres menores. 

Quando ouve a queda de Beleriand muitos povos se misturaram entre si criando assim herdeiros de uma nova língua que foi a westron. Esta língua comum chegou a ser ampliada e muito mais enriquecida com palavras extraídas do adunaic e noldor(sindarin).

Sabemos muito pouco sobre o westron, pela simples razão de que Tolkien o traduziu para o inglês em quase tudo! Algumas palavras de westron genuíno são dadas no Apêndice F do SdA e (relativamente) muitas mais no The Peoples of Middle-earth. Tolkien traduziu até os nomes dos hobbits. Nunca existiram hobbits chamados Frodo, Sam, Pippin e Merry; seus nomes reais eram Maura, Ban, Razar e Kali. A própria palavra hobbit é apenas uma tradução da palavra kuduk da Terceira Era (derivada do inglês antigo holbytla "habitante de toca", o modo como acredita-se que kuduk venha da arcaica kûd-dûkan, com este significado, a forma kûd-dûkan ainda sendo preservada em rohirric). Maura ("Frodo") e seus amigos não conheciam a palavra "hobbit" como tal; eles diziam kuduk.

A respeito da fonologia e estrutura do westron, David Salo observa (comunicação privada): "os sons [consonantais] do adunaico tardio e do westron são quase os mesmos. Eles têm em comum p, b, t, d, k, g, m, n, ng, r, ph, th, s, z, h, y e l. É dito no SdA que o westron possui as palatais ch e sh, mas apenas sh foi exemplificada no material. O westron também possui hr-, hl-. Nenhum w é exemplificado no westron, mas a língua possui v, ao contrário do adunaico. De modo concebível, o westron poderia ter transformado w > v. As palavras em westron não são inteiramente diferentes das adunaicas: elas possuem o que podem ser palavras de raízes triconsonantais (gamba 'bode', tapuk 'coelho', galab 'jogo', laban 'bolsa', narag 'anão', zilib ou zilbi 'manteiga', e um grande número de biconsonantais: rama 'habitante do campo', zara 'velho', bana 'meio', rapha 'carrapicho'." 

As vogais constituem um sistema clássico em número de cinco: a, e, i, o, u curtos e â, î, ô, û longos; o ê longo não é realmente atestado em qualquer palavra, mas sua existência é implícita por uma nota de rodapé no Apêndice E. (Lá é afirmado que alguns falantes de westron usavam ei e ou, "mais ou menos como no inglês say no", ao invés de ê, ô - esta pronuncia, embora "bastante difundida", acreditava-se ser incorreta e rústica. Desnecessário dizer que esta era a pronúncia usual entre os hobbits.) De acordo com o relatado, o westron também tinha certas vogais reduzidas. 

O westron não possuía os sons ty e hy do quenya; os falantes gondorianos de alto-élfico substituíam ch (como em church) e sh. O westron também não possuía ch como no alemão ach; ver CI: 339. Portanto, a palavra sindarin pura Rochand, Rochan tornou-se Rohan na pronúncia gondoriana.Uma mudança fonológica tardia é mencionada em PM: 320: consoantes duplas (longas) eram reduzidas para consoantes simples entre vogais medianamente, tunnas "guarda" sendo pronunciada tunas (mas não escrita assim normalmente). Consoantes em certas combinações foram alteradas; a própria tunnas representa tudnas mais primitiva.

Desinências

Uma desinência agental -a é vista em palavras como pûta "soprador", batta "falador". A desinência -a era também uma desinência masculina (PM: 46), pelo menos no dialeto hobbit. Tolkien, ao traduzir o Livro Vermelho, anglicizou (isto é, tornou "ingleses" ) tais nomes ao mudar esta desinência para -o; ex: "Bilbo" para a palavra hobbit genuína Bilba. As desinências -o e -e eram femininas; Tolkien pode ter substituído -o por -a.

As desinências de plural parecem ser -in, como em cûbuc "hobbit" pl. cûbugin (PM: 49 - cûbuc modificado para kuduk no SdA publicado). Tolkien considerou várias desinências de plural antes de decidir-se por -in, tais como -a, -il, -en. (A idéia de oclusivas surdas tornando-se sonoras antes desta desinência de plural, como em cûbuc/cûbugin, aparentemente foi abandonada posteriormente.)

Parece que o westron, como os idiomas escandinavos, emprega um sufixo ao invés de um artigo definido independente: Sûza "Condado", Sûzat "o Condado".

O westron arcaico original parece ter tido desinências casuais, mas ao final da Terceira Era, as desinências perderam-se. Nargian em Phurunargian "Mina dos Anões" é uma forma antiquada do genitivo plural de narag "anão". David Salo teoriza: "Visto que o adunaico não possui um genitivo verdadeiro, supõem-se que, no decorrer da Terceira Era, o adunaico foi transformado (via aglutinação de sufixos) em um idioma de casos completos e então, subseqüentemente, perdeu as desinências casuais novamente. Nargian poderia ser *nargii (um radical plural, incorporando a antiga desinência adunaica -i) + an, o antigo indicador [adûnaico] 'genitivo', agora posposto ao invés de preposto."

As palavras raza "estranho" e razan "estrangeiro" parecem demonstrar a existência de uma desinência adjetiva -n.

O particípio passado pode ter a desinência -nin; ver karnin abaixo.

Não temos conhecimento de nenhum pronome em westron, mas sabemos alguma coisa sobre eles: "A língua westron fazia uma distinção nos pronomes de segunda pessoa (e muitas vezes também nos de terceira), independente de número, entre formas 'familiares' e 'respeitosas'. No entanto, uma das peculiaridades do uso do Condado era o fato de as formas respeitosas terem desaparecido no uso coloquial. Persistiam apenas entre os aldeões, especialmente da Quarta Oeste, que as usavam como termos carinhosos. Esta era uma das coisas que a gente de Gondor se referia quando falava da estranheza da fala dos hobbits. Peregrin Tûk, por exemplo, em seus primeiros dias em Minas Tirith, usava as formas familiares diante das pessoas de todas as classes, inclusive o próprio Senhor Denethor. Isto pode ter divertido o idoso Regente, mas deve ter espantado seus serviçais. Sem dúvida este uso liberal das formas familiares ajudou a espalhar o boato popular de que Peregrin era uma pessoa de altíssima classe em seu país." (Apêndice F) Mostrou-se impossível representar essas distinções pronominais do westron adequadamente na tradução de Tolkien do Livro Vermelho para o inglês.

Vocabulário

balc

horrível

ras

trompa

batta

tagarela

zîr

sábio

karnin

fendido

ba-, ban(a)

meio, metade

nas

povo

banakil

pequeno

nîn

água

Ban

Sam

adûni

westron

Banazîr

semi-sábio,

bara

apressado

Barabatta

Falador

bas/ galap

caça

Bilba

Bilbo

Bophîn

Boffin

bolg

salientar

Bralda-hîm

cerveja forte

branda

fronteira

Brandagamba

Marco buque

Branda-nîn

Água Limítrofe

Bunga

Bungo

Bunga Labingi

Bungo Bolseiro

castar

moeda

gad

ficar

Galbasi

Gamgi

gamba

bode

Brandagamba

Brandebuque

hamanullas

pequena flor azul

gul

vale

hîm

cerveja

hloth

choupana

hloth-ram

morador de chalé

Hlothran

Vila

kali

alegre, /marry

luthur

penugem

narag

anão

Phurunargian

Mina dos Anões

neg

fim

phârë

língua

sôval phârë

língua geral

phur

escavar

phûru

escavação

pûta

soprador

pût

soprar

ras

corneta

Raspûta

Corneteiro

raza

estranho

razan

estrangeiro

razar

maçã vermelha

ribadyan

nascido

sôval

geral, comum

sûza

Condado

tapuc

coelho

tarkil

númenoreano

tharantîn

quarto

tharni

quarta

Tud

observar

tudnas

guarda

zara

velho

 

 

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