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Afixos

O quenya faz uso extensivo de afixos, prefixos e sufixos, para formar palavras. Relativamente poucas palavras consistem de uma raiz nua. (Entretanto, algumas das formações são muito antigas; nem todas as desinências listadas abaixo eram realmente efetivas em quenya valinoreano ou exílico tardio. Alguns métodos de derivação que pertencem ao quendiano primitivo ao invés do quenya são ignorados, embora o vocabulário do quenya possa incluir descendentes de palavras assim derivadas.) Se os afixos listados abaixo forem usados para produzir novas palavras, deve-se tomar cuidado para evitar combinações (especialmente de consoantes) que são impossíveis em quenya. 

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Desinências nominais e abstratas

Esta é uma lista, sem a intenção de ser exaustiva, das desinências que ocorrem nos substantivos do quenya. Além das desinências listadas aqui, substantivos comuns podem ser produzidos a partir do radical puro ao se adicionar qualquer das vogais -a, -ë, -o ou (muito raramente) -u; este às vezes é combinado com o alongamento da vogal raiz, às vezes não:

porë "farinha" a partir de POR,

mírë "jóia" a partir de MIR,

róma "som alto" a partir de ROM,

malo "pólen" a partir de SMAL. (Os poucos substantivos em -i parecem ser femininos; ver Desinências femininas abaixo.) A consoante final do radical pode ser duplicada ou passar por infixação nasal antes que a vogal final seja adicionada:

quetta "palavra" a partir de KWET "dizer",

quinga "arco" a partir de KWIG; formas primitivas *kwettâ, *kwingâ).

-at: em hyapat "costa",

lanat "tecido",

sarat "letra rúmiliana" (SKYAP, LAN, WJ: 396). Significado básico desconhecido; pode representar simplesmente uma forma estendida do radical. Em alguns casos parece indicar algo produzido pela ação verbal correspondente, como lanat "tecido" a partir de LAN "tecer". Muito provavelmente, as palavras em -at são exemplos dos chamados radicais kalat, formados pela sufixação da vogal raiz e pela adição de um -t. Assim sendo, a desinência na verdade não é -at, mas apenas -t .  

m: romba "trombeta" a partir de ROM "ruído alto, sopro de chifre".

-ë combinada com o alongamento da vogal raiz, é usada para produzir o que são propriamente substantivos verbais. Algumas vezes o sentido das palavras produzidas vai do puro abstrato para o mais concreto, indicando um objeto ou fenômeno que é produzido pelo verbo correspondente:

nut- "atar",

nútë "nó" "atando",

lir- "cantar",

lírë "canção" "cantando"

sírë "rio" (etimologicamente "fluindo")

-a: aira "sagrado",

airë "santidade"

-: tengwestië "linguagem [como abstrata ou fenômeno]"

- incluem verië "audácia, ousadia"

verya "audaz, ousado"

voronwië "tolerância, qualidade durável"

voronwa "resistente, duradouro" (BORÓN).

sarna "de pedra" (SAR),

sarnië "seixo, leito de pedra".

olassië "apanhado de folhas, folhagem" (< lassë "folha"); o prefixo o- significa "junto" .

enquië "semana [de seis dias]" a partir de enquë "seis" se refere a uma unidade ou grupo de seis (dias, neste caso).

- é tipicamente usada para produzir substantivos verbais:

horta- "apressar, impelir",

hortalë "velocidade, encorajamento" (KHOR),

intya- "adivinhar, supor",

intyalë "imaginação",

vesta- "casar",

vestalë "casamento" (BES).

tailë "alongamento" (TAY [ou *TAI] "estender, tornar (mais) longo"),

cuilë "vida, estar vivo" (KUY "voltar a si").

mancalë "comércio" a partir de manca- "comercializar", que por sua vez é derivada de MBAKH "troca, permuta",

quentalë "narrativa, história" a partir de KWET- "falar".

oia "eterno, perpétuo",

oialë "[?era, idade] duradoura" (A caligrafia de Tolkien estava ilegível; OY),

aica "afiado",

aicalë "um pico" (AYAK),

merya "festivo", meryalë "festividade" (MBER).

corma "anel" a partir de KOR "redondo"

cormacolindor "Portadores do Anel" em SdA3/VI cap. 4/Letters: 308),

parma "livro" a partir de PAR "compor, reunir",

neuma "armadilha, cilada" a partir de SNEW "enredar".

alma = abstrata "boa sorte, prosperidade" ou mais concretamente "riqueza" (radical GALA "prosperar",

alya "próspero, rico").

melmë "amor" (mel- v. "amar"; MEL),

qualmë "agonia, morte" (KWAL "morrer com dor"),

hormë "urgência" (KHOR "incitar"),

milmë "cobiça" (MIL-IK),

nilmë "amizade" (NIL "amigo").

lúmë "tempo, hora"

lómë "noite" (LU e DO3, DÔ; significado das raízes não dado).

holmë "odor", enquanto que PQ *ñolmê (reconstrução minha) era o substantivo verbal "cheiro" derivado a partir de ÑOL "cheirar (intr.)", isto é, dar uma cheirada (cf. também laimë "sombra" a partir de DAY "sombra" "sombrear".

telmë "cobertura" também pode ser usada para um objeto concreto: "capuz" (TEL).

silmë "luz das estrelas" ,"luz de Silpion" (Telperion) a partir do radical SIL "brilhar como prata".

palmë "superfície" a partir de PAL "escancarado".

undumë "abismo" a partir de undu "abaixo",

erumë "deserto" a partir de ERE "estar sozinho, privado",

celumë "corrente, correnteza" a partir de KEL "ir, correr (especialmente de água)".

corna "redondo" (KOR) com o substantivo cornë "forma [redonda]"

aldëon "avenida" 

almarë "bem-aventurança" a partir de alma "boa sorte, prosperidade, riqueza

lapsë "bebê",

litsë "areia"

taxë (tacse) "prego" a partir de TAK "consertar, tornar rápido",

nixë (nicsë) "geada" a partir do radical nicu- "ficar frio, gelado",

tengwesta "gramática" (TEK) ou "sistema ou código de sinais"

tengwë "indicação, sinal, símbolo",

-wa: em lanwa "tear (subst.)" a partir de LAN "tecer";

-: basicamente abstratos, como voronwë "fidelidade" (CI: 340, 498), evidentemente a partir do radical BORÓN.

harwë "ferida" (primitiva *skarwê; provavelmente houve uma graduação semântica de "rasgar, rachar" completamente abstratas para uma concreta rent ou ferida).

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Desinências masculinas

Muitas, ou a maioria destas desinências, algumas vezes são agentais, indicando alguém que pratica o que o significado do radical expressa, como a desinência portuguesa -dor em pensador, produzida a partir de pensar, mas às vezes elas simples- mente indicam o gênero masculino.

lindo "cantor" a partir de  "cantar".

-indo: sufixo agental masculino, atestado em melindo "amante" (m.)

colindo "portador" (Cormacolindor "Portadores do Anel", SdA3/VI cap. 4). A desinência feminina correspondente é -indë.

-ion: em morion "o escuro", se referindo a Morgoth (LR: 72). Talvez na verdade -on (veja abaixo) sufixada à palavra antiga *mori "preto, negro" (> quenya morë como uma palavra independente, MOR). Fora isso, -ion é uma desinência patronímica significando "-filho" (YON). 

-mo: Ulmo era interpretado como 'o Vertedor' < *UL 'verter'.". Esta interpretação de Ulmo na verdade era outra etimologia popular élfica, pois o nome deste Vala foi adaptado do valarin Ulubôz, Ullubôz.) ciryamo "marinheiro", a desinência -mo não possui sentido agental;

cirya navio, de modo que o significado é literal- mente *"pessoa de navio" ou algo parecido.

Súlimo, título de Manwë, parece significar *"pessoa do vento" (súlë, súli- + mo).

sermo "amigo" a partir de SER "amar, gostar de (de afeição, amizade)"

ingolmo "mestre de tradição";

Irmo, "Desejoso"

otorno "irmão (de coração" (< TOR "brother"),

tirno "observador" a partir de TIR "observar, guardar" (cf. SKAL2),

samno "carpinteiro, armador, construtor"

tyaro "realizador, ator, agente" a partir do radical verbal tyar- "causar",

Pityo apelido *"o pequeno" a partir de pitya "pequeno" .  

-on: "desinência (de nomes masculinos)" (WJ: 400). Isto é tirado de um contexto em relação ao sindarin, mas esta desinência também é válida em quenya: compare os nomes Sauron e Ancalimon com os adjetivos saura "abominável" e ancalima "o(a) mais brilhante". De acordo com Letters: 380, Sauron originalmente era Thaurond (th lá sendo escrito com uma letra grega), e o d final pode ser preservado antes de uma desinência (ex: genitivo *Saurondo). Compare a palavra sindarin lhathron "ouvinte" a partir da primitiva *la(ns)ro-ndo (LAS2) e a palavra em quenya fion "?falcão" (a caligrafia de Tolkien estava ilegível) a partir do radical PHI; o plural é dado tanto como fioni como fiondi, de modo que a forma primitiva pode ter sido *phiondo (minha reconstrução). Também encontramos andon "grande portão" (andond-) a partir de ando "portão" (AD). Estas palavras indicam que a desinência -on não é usada exclusivamente em nomes. Cf. também aldëon "avenida" < adj. aldëa "sombreado por árvore" (LT1: 249), embora isto seja "qenya" muito primitivo e possa não possuir autoridade total. Estas palavras obviamente não são masculinas; elas nem mesmo indicam seres animados.

-r ou -ro: desinências agentivas (WJ: 371), como a portuguesa -or: ista- "saber, conhecer" > istar "mago, *conhecedor" (em Letters: 202, Tolkien traduz Istari como "aqueles que sabem"); *envinyata- "renovar" > Envinyatar "renovador". As desinências -r e -ro também podem ser adicionadas a substantivos: X-r(o), significando então "pessoa possuindo X, tendo a ver com X", como istya "conhecimento" > istyar "erudito, homem instruído". É possível que a desinência -r não indique sexo, enquanto que -ro é explicitamente masculina (como -é explicitamente feminina). Cf. ontaro, ontarë "progenitor (pai ou mãe)", m. e f., respectivamente (ONO). Parece que a desinência -ro forma seus plurais em -ri; visto que esta também seria a forma plural de -, a distinção de sexo se perde no plural: ontari "pais".

-u: desinência masculina, às vezes com sentido agental: ERE- "estar sozinho" > Eru "O Um, Deus", KHER- "governar, reinar" > heru "senhor". A palavra ainu é um caso especial. Esta palavra, indicando um dos espíritos angelicais originalmente trazidos à existência pelo Único Criador, na verdade era um empréstimo da palavra valarin ayanûz. Mas os elfos acharam que ainu parecia como uma forma pessoal, nominalizada do adjetivo (até então) não existente *aina, e assim eles realmente começaram a usar este adjetivo, dando a ele o significado "sagrado", a santidade sendo uma característica primária dos Ainur (WJ: 399). Esta etimologia popular indica que a desinência -u (junto com -o) era com freqüência muito usada para produzir formas pessoais, nominalizadas a partir de adjetivos. O equivalente feminino de -u parece ser -i; veja abaixo. (Mas formas plurais como Ainur evidentemente se referem à raça inteira, sem distinção de sexo. Isto provavelmente é verdadeiro para várias das desinências masculinas aqui dadas.)

-: de acordo com LR: 398, um "sufixo abstrato" que ocorre em nomes como Manwë, Elwë, Ingwë, Finwë. Contudo, Tolkien posteriormente decidiu que este era simplesmente um elemento significando "pessoa", "geralmente, mas não exclusiva- mente, masculina" (PM: 340 - o único caso atestada de uma mulher possuindo um nome em -é Elenwë). Em Letters: 282, Manwë é traduzido como "ser abençoado". (Isto também foi explicado como um empréstimo da palavra valarin Mânawenûz; ver WJ: 399.)

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Desinências femininas

Estas geralmente são contrapartes diretas das desinências masculinas. 

-ë: desinência feminina, evidentemente a contraparte da masculina -o: antë "doadora" a partir de anta- "dar" (o Etimologias, entrada ANA1, fornece anto "doador", embora no SdA seja dito que anto significa "boca"). Não confundir com a desinência abstrata ou adjetiva -ë.

-i: desinência feminina, evidentemente a contraparte da masculina -u. Compare heru senhor com heri senhora, cf. também tári "rainha", aini "ainu feminina".

-: desinência feminina. Valië "Vala feminina"; cf. também nomes femininos como Amárië. Como está evidente a partir do exemplo Vala/Valië, esta desinência pode retirar uma vogal final. Não confundir com a desinência abstrata -.

-iel: "filha", como em Uinéniel "Filha de Uinen" (CI: 207).

-issë: sufixo agental feminino, atestado em melissë "amante" (f.). Cf. também PM: 345.

-indë: sufixo agental feminino, aparentemente o equivalente feminino de -indo, atestado em Serindë "Bordadeira" (embora traduzido "Costureira" em PM: 333).

-llë: sufixo agental feminino, atestado apenas em Tintallë "Inflamadora" < tinta- "inflamar, fazer cintilar". Nota: -llë também é usada como uma desinência diminutiva; veja abaixo.

-: o equivalente feminino da desinência masculina -mo: sermë "amiga", sermo "amigo" - ambas a partir de SER "amar, gostar de (de afeição, amizade)". Esta desinência parece ser rara, talvez porque ela seja facilmente confundida com a desinên- cia nominal -.

-: desinência feminina, com significado agental em Vairë (*Weirê mais antigo, "Tecelã", radical WEY "tecer"), mas não em Ilmarë, o nome de uma Maia (a partir de Ilma "luz estelar"). Não confundir com a desinência abstrata - ou a desinência -indicando um grupo de alguma coisa.

Desinências adjetivas

Estas são bem numerosas. Note, entretanto, que adjetivos nunca terminam em -o ou -u em quenya maduro.

-a: desinência adjetiva geral: olórë "sonho", olórëa "sonhador, ilusório" (LT1: 259).

-arwa: "possuidor, no controle de", ex: aldarwa "arbóreo, árvores crescidas" a partir de alda "árvore" (3AR, em LR: 360).

-ba: talvez a forma -wa (veja abaixo) se pareça com m: himba "aderido, fincado" a partir de KHIM- "fincar, fender, aderir". Neste caso, a desinência assume um significado quase participial.

-ca: desinência adjetiva usada em radicais terminando em uma vogal: PHAU "bocejar, estar de boca aberta" > fauca "de boca aberta, sedento, ressecado", POY (significado não dado) > poica "limpo, puro". Cf. também GAYA- traduzido *gayakâ (chamada de uma "forma adjetiva" em PM: 363) > quenya aica "terrível, horrível, apavorante" após síncope. Esta desinência é muito antiga (quendiano primitivo *-) e pode não ser produtiva em quenya tardio. (Note que no Etimologias, Tolkien produziu aica a partir do radical AYAK, e não como posteriormente, a partir de GAYA- com esta desinência. A desinência como tal também é, apesar de tudo, encontrada no material do Etim.)

-da: ver -na abaixo.

-ë: desinência adjetiva rara; entre nossos poucos exemplos está lissë "doce", evidentemente produzido a partir do radical LIS "mel" (este adjetivo não é encontrado no Etimologias, mas ocorre no Namárië). Alguns adjetivos parecem exibir uma desinência mais longa -, como em carnë "vermelho", varnë "marrom (escuro)". Contudo, estas palavras também exemplifi- cam a desinência adjetiva -ë, pois o -n- é parte da raiz (KARÁN, BARÁN). Este -ë descende do *-i do élfico primitivo, uma desinência comum em adjetivos de cor. - Note que -ë também é uma desinência feminina e abstrata.

-ëa: representa tanto -ë + a, como em olórë "sonho" > olórëa "sonhador", como *-aya e *-oya mais primitivos, isto é, a desinência -ya (veja abaixo) adicionada a um radical terminando em alguma vogal: alda "árvore", adjetivo *aldaya/*aldaia (minha reconstrução) > aldëa "sombreado por árvore" (LT1: 249).

-ima: "X-ima" freqüentemente significa "X-ável", "apto a X" ou "merecedor de X": cf. alguns adjetivos com o prefixo privativo ú- "in-": a partir do radical verbal not- "contar" é produzida únótima "incontável", e a partir de quet- "falar" vem úquétima "indizível". Note que a desinência -ima faz a vogal raiz se tornar longa se não for seguida por um encontro consonantal (tyelima "final" [KYEL] e mirima "livre" [MIS] não se encaixam neste padrão; aqui e em alguns outros casos, -ima parece funcionar simplesmente como uma desinência adjetiva). Cf. também Fírimar, traduzido "aqueles capazes de morrer" em WJ: 387 (cf. fir- "desvanecer, morrer"). Aqui o adjetivo é usado como um substantivo e adota a desinência nominal de plural.

-in: em qualin, firin, ambas significando "morto" (KWAL, PHIR), cf. também quorin "afogado" (LT1: 264).

-ina é evidentemente uma forma mais longa de -in: malina "amarelo" (SMAL), telpina "de prata" (KYELEK). É confirmado que -ina deve ser compreendida como uma variante mais longa da desinência -in mencionada acima pelo fato de que um adjetivo significando "aberto, livre, limpo (de terra)" é dado como latin(a) sob LAT.

-inqua: desinência com o significado básico "cheio, completo": alcarinqua "glorioso" basicamente significa *"cheio de glória" (alcar "glória" + -inqua). WJ: 415 também menciona uma desinência alternativa *-unqua (na verdade, apenas a forma arcaica -uñkwâ é dada) que era usada para produzir adjetivos "aplicados a coisas pesadas, desajeitadas, feias ou ruins". Porém, tais adjetivos não são atestados.

-itë ou -ítë, desinência adjetiva rara: hanuvoitë "masculino", inimeitë "feminino" (INI). Cf. também maitë "útil, hábil, jeitoso" a partir de "mão" (MA3) e hloníti "fonético" (pl.; sing. *hlonítë; WJ: 395), claramente derivada de *hlon "som" (apenas o pl. hloni é atestado", WJ: 394).

-na: basicamente a desinência para o particípio passado (ou passivo), ainda usado em quenya, mas às vezes é difícil distinguir estes particípios de adjetivos, ou realmente impraticável apresentar esta distinção. Assim, harna "ferido" a partir de SKAR- "rasgar, rachar" (primitivo *skarnâ). Em cuina "vivo" a partir do radical KUY- "vir a si, despertar", o adjetivo descreve a condição na qual alguém se encontra ao completar a ação indicada pelo radical verbal (cf. a relação semântica entre o verbo português ir vs. o particípio passado correspondente ido). A desinência -na pode mudar para -da após L, como em helda "nu" a partir da primitiva *skelnâ (radical SKEL).

-rin: uma desinência encontrada freqüentemente nos nomes de idiomas, sindarin, vanyarin, valarin etc. Mas tais palavras também podiam ser usadas como adjetivos gerais: "Quando os historiadores precisaram de um adjetivo geral 'quendiano, pertencente aos elfos como um todo', eles criaram o novo adjetivo quenderin (no modelo de Eldarin, ñoldorin, etc)" (WJ: 407). Estas palavras podem ser chamadas de adjetivos étnicos. Algumas vezes expandidos para -rinwa: noldorinwa, sindarinwa.

-sa: em telepsa "de prata" (KYELEP). Provavelmente não produtiva em quenya.

-wa: desinência adjetiva que às vezes parece relacionada à desinência possessiva -va, às vezes não: anwa "real, verdadeiro" (ANA2), noldorinwa "noldorin" (ver -rin).

-vëa: desinência adjetiva com o significado específico de "ser como alguma coisa": él "estrela", elvëa "estelar", pl. elvië. (O é longo em él se torna curto antes do encontro lv.)

-viltë, -valta: "sem" (ver Parma Eldalamberon #11 pág. 23), evidentemente usada para produzir adjetivos como "inútil" etc., mas os adjetivos como tais não são atestados. Esta desinência pertence ao "qenya" muito primitivo, mas nenhuma desinência correspondente é conhecida em quenya maduro.

-ya: desinência adjetiva geral: númen "oeste", númenya "ocidental". (Nota: -ya também é uma desinência verbal freqüente, aparentemente não relacionada.) Veja também -ëa acima. Adjetivos em -ya (assim como outras desinências) também podem ser usados e declinados como substantivos. Attalya "bípedes" (WJ: 389) é claramente o adjetivo *attalya "de dois pés, de duas pernas" (atta "dois" + tal- "pé" + ya) com a desinência nominal de plural -r.  

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Desinências verbais

Existem apenas algumas desinências verbais. 

-ya: desinência verbal geral: sirya- "fluir" a partir do radical SIR, de sentido parecido. Esta desinência não parece modificar o significado do radical de qualquer modo. Ela não deve ser confundida com a freqüente desinência adjetiva -ya, que aparente- mente não é relacionada.

-sa: evidentemente uma desinência "freqüente", atestada em lapsa- "lamber (freqüentemente)" (LAB). O verbo normal lav- evidentemente significa lamber alguma coisa (geralmente no sentido de prová-la) uma vez. Não confundir com a desinência adjetiva -sa (que parece ser igualmente rara).

-ta: outra desinência verbal geral, algumas vezes tão geral como -ya, outras com um significado causativo: tul- "vir, chegar", tulta- "invocar" (= fazer vir) (TUL), airë adjetivo "sagrado", airita- "santificar" (= tornar sagrado) (de acordo com o Vinyar Tengwar #32 pág. 7, esta palavra ocorre no material não publicado). Mas em alguns casos, esta desinência parece ser esco- lhida apenas sobre o fundamento de eufonia, isto é, ela é freqüentemente usada em radicais que terminam em uma vogal ou semivogal: roita "perseguir" a patir de ROY "caçar", caita "estender, deitar" a partir de KAY "deitar" (o verbo caita não é dado no Etimologias, mas é atestado no Namárië).

Existem também exemplos de verbos sendo produzidos a partir de adjetivos, como cúna "curvado" > cúna- "curvar" (MC: 223), ou harna "ferido" > harna- "ferir" (SKAR).  

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Variadas

Algumas desinências de significado variado:

-il: em siril "córrego" a partir de sir- "fluir", a desinência parece indicar um agente impessoal (mas ela pode ser apenas uma forma variante da desinência diminutiva -llë; veja abaixo). Cf. também sicil "adaga, faca" a partir de SIK (significado da raiz não dado) e tecil "pena (de escrever)" a partir de TEK- "escrever"; a forma primitiva é dada como *tekla; o i evidentemente é inserido após a perda do *-acurto final para desmanchar o encontro final *-kl. Em pelo menos uma palavra, -il parece funcio- nar como uma desinência agental normal: *nacil "vencedor", atestada apenas (na forma -dacil) em palavras compostas como Hyarmendacil "Vencedor do Sul", o nome assumido por um rei gondoriano. Certamente este elemento vem a ser produzido a partir de *ndakla, o radical NDAK significando "matar" (LR: 375).

-incë: desinência diminutiva: atar "pai", atarincë "papai" (PM: 353) Em CI: 222, Zamîn se dirige à jovem Ancalimë como hérincë, significando evidentemente *"pequena senhora" (heri "senhora", veja KHER; mas é longo em hérincë pode sugerir que esta palavra é derivada de hér-, a forma de heru "senhor" que é usada antes de uma desinência [PM: 210], indicando que a desinência -incë não apresenta o sexo).

-llë: desinência diminutiva. Nandë "harpa", nandellë "pequana harpa" (ÑGAN. Também em nellë "riacho"? [NEN] Cf. nén "água" - de forma que *nen-lë > nellë, lit. *"pequena [corrente de] água"?) Não confundir com a desinência feminina em Tintallë.

-: um grupo de alguma coisa: carca "dente", carcanë "fileira de dentes" (KARAK).

-: desinência indicando um grupo das coisas em questão: fanya "nuvem", fanyarë "os céus... os ares superiores e as nuvens" (MC: 223). Poderia a desinência -, que parece ser de sentido similar, simplesmente uma leitura errada para -? Carcanë deveria ser lida *carcarë?

-ssë: sufixo indicando abstrato ou localidade, não confundir com a desinência locativa (embora esta possa estar relacionada). Exemplos de tal derivação incluem Vala "poder angelical, deus" > valassë "divindade" (BAL), laiqua "verde" > laiquassë "verdor" (LT1: 267), handa "inteligente" > handassë "inteligência" (KHAN), hópa "baía" > hopassë "ancoradouro" (KHOP; o ó longo de hópa é encurtado), findë "cabelo" > findessë "os cabelos; o cabelo de uma pessoa como um todo" (PM: 345). Cf. também celussë "regato, água caindo rapidamente de uma fonte rochosa" a partir da raiz kelu- "fluir rapidamente" (CI: 318).

-ya: "sufixo de afeto" mencionado em CI: 249, visto em Anardilya *"querido Anardil" (CI: 195). Não confundir com as desinências verbais e adjetivas -ya.

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Prefixos

O quenya possui alguns prefixos que podem ser adicionados a substantivos e verbos.

ala- "não-, des-": Alahasta "Desfigurado" (MR: 254). Este prefixo parece ter o poder de transformar o radical verbal seguinte em uma particípio passado mesmo se nenhuma desinência participial explícita estiver presente. Ao contrário de ú- (veja abai- xo), este prefixo não parece ter conotações negativas.

am- "prefixo am- acima" (AM2), visto em amortala "levantamento", literalmente *"levante", indubitavelmente am + ortala (MC: 222; orta- = "erguer, levantar"). Evidentemente se torna ama- antes de uma consoante; cf. amatixë, ponto (tixë) colo- cado sobre a linha de escrita, literalmente *"ponto-acima" ou *"sobre-ponto". Também amba- *"para cima" em Ambalotsë "Flor Ascendente" (WJ: 318; cf. amba "acima, para cima", AM2). 

an- "prefixo superlativo ou intensivo" (Letters: 279), de modo que ancalima "o mais brilhante", a partir de calima "brilhante".

apa- "após", em Apanónar "os Nascidos-depois" (um nome élfico para os homens, WJ: 387/Silm cap. 12), também em *apacenya "de previsão" (pl. apacenyë atestado em MR: 216; isto literalmente se refere a pós-visão - o que virá após o presente). Variante ep- em epessë "apelido" (lit. "pós-nome", isto é, um nome dado após o nome usual, CI: 301). Parece que ep- é usado ao invés de apa- quando a palavra a qual ela é prefixada começa em uma vogal.

ata-, at- "atrás-, novamente-, re-" (AT[AT]). De mera repetição, en- pode ser mais usual, mas ata- aparentemente também pode implicar reversão de algum tipo (cf. nota de Tolkien "atrás").

au- um prefixo que é melhor explicado comparado com -; veja abaixo.

ava- um prefixo que ocorre em certos adjetivos, indicando algo proibido ou perigoso: Tolkien compara avaquétima "para não ser dito, que não deve ser dito" e avanyárima "para não ser contado" com úquétima "indizível, impossível de dizer" e únyárima "impossível de relatar" (ex: porque os fatos não são conhecidos, e não porque alguém proibiu que se contasse o conto). (WJ: 370)

can- "quadri-" (KÁNAT), não atestado em qualquer palavra composta real; um exemplo poderia ser *cantil "quadrado" (cf. neltil "triângulo", ver nel-).

en- "re": enquat- "reencher" (futuro enquantuva no Namárië), entulessë "retorno" (CI: 193). Uma variante primitiva em "qenya" possuía, por sua vez, an-; ver LT1: 114, 184.

ep- "após", ver apa- acima.

et- "para fora, fora". Usado em um verbo, em ettul-, provavelmente *"sair, surgir" (SD: 290, cf. ET, TUL) 

- "fora, desde, dentre", prefixo usado em verbos. De acordo com WJ: 368, o "ponto de vista estava fora da coisa, lugar ou grupo em pensamento". O verbo hótuli- *"vir desde" significa assim vir de fora, "de modo a deixar um lugar ou grupo e entrar em outro no pensamento ou lugar do falante", e de maneira similar hóciri- *"cortar de" significa assim cortar, isolar "de modo a ter ou usar uma porção exigida". Compare o prefixo au-, que possui um significado parecido *"de, fora", mas aqui o ponto de vista permanece com a coisa, lugar ou grupo em questão. Auciri- também significa "cortar", mas agora para se livrar de uma porção.

il- prefixo de negação *"in-, des-"; ele "denota o oposto, o reverso, isto é, mais do que mera negação" (LT1: 255). Sob o radical PHIR temos firin "morto" e ilfirin "imortal"; pode ser visto que a forma negada não significa simplesmente "não mor-

lin- "muito" (LI), prefixado a adjetivos como lintyulussëa "tendo muitos choupos" (isto é, lin- "muitos" + tyulussë "choupo" + a desinência adjetiva -a). Lil- assimilado em lillassëa "muito folhoso" (pl. lillassië no poema Markirya), isto é lin- "muito" + lassë "folha" + a desinência adjetiva -a.

nel- "tri-" (NEL), neltil "triângulo" (TIL).

nu- *"sob" em nuhuinenna "sob a sombra" (SD: 246), provavelmente também em nucumna "humilhado" (SD: 246) - literalmente *"sob-inclinação".

nun- *"sob, abaixo, debaixo", atestado em nuntixë *"sob-ponto", um sinal abaixo da linha de escrita (TIK).

o- (vogal longa quando enfatizada: ó-) "um prefixo freqüente... usado em palavras que descrevem o encontro, junção, ou união de duas coisas ou pessoas, ou de dois grupos vistos como unidades. Assim: o-mentië (encontro ou junção das direções de duas pessoas) como na saudação familiar entre duas pessoas, ou duas companhias, cada uma indo por um caminho que acaba por se encontrar com a da outra: Elen síla lúmenna omentielvo! 'Uma estrela brilha sobre a hora do encontro de nossos caminhos.' ... Este prefixo geralmente não era enfatizado em verbos ou derivados de verbos; ou geralmente quando a próxima sílaba seguinte era longa. Quando enfatizado, ele possuía a forma ó-, como em ónoni 'gêmeos', além do adj. onóna 'nascido gêmeo', também usado como um substantivo 'um de um par de gêmeos'." (WJ: 367). Cf.também otorno *"com-irmão", isto é, um irmão de coração em oposição ou em acréscimo a um natural (toron, torn- "irmão"). Note que este prefixo, ao contrário de yo- (veja abaixo), se refere primeiramente a duas pessoas, coisas ou grupos. Contudo, este não parece o caso em olassië "grupo de folhas, folhagem" (< lassë "folha"), que aparentemente se refere a qualquer número de folhas reunidas (Letters: 282).

oa-, oar- *"distante, ausente", "ocasionalmente usado como um prefixo em palavras compostas de formação posterior" (WJ: 366). Oareldi *"Eldar-Ausentes", elfos que partiram de Beleriand para Valinor, em oposição àqueles que permaneceram lá (os sindar). (WJ: 363 cf. 360)

ter- "através". Usado em verbos, este prefixo pode indicar duração no tempo, de modo que termar- "através-permanecer" (CI: 340, 497) significa "permanecer" no sentido de "perdurar". Também no substantivo tercen "percepção", literalmente *"através-da-visão" (MR: 230).

ú- "não-, in-, des-" (GÛ) freqüentemente, embora não sempre, com conotações negativas: úquétima "indizível", (WJ: 370), únótimë "incontável" (pl., do Namárië). Também usado em substantivos: vanimo "belo", úvanimo "monstro", isto é, exata- mente o oposto (BAN). Usado em substantivos, ú também pode implicar ausência da coisa em questão: úner "homem ne- nhum" (CI: 244).

un- "descida, abaixo". Em untúpa "abaixo-topos" (= coberturas) (Namárië cf. RGEO: 67). Este prefixo pode bem ser pro- dutivo, de modo que podemos cunhar palavras como untul- "vir a baixo" = "descer".

undu- "abaixo" em undulávë "mergulhado" (Namárië cf. RGEO: 67). Esta aparentemente é uma forma mais longa de un- usada quando a última produziria um encontro consonantal não permitido em quenya como **nl neste caso. Em LR: 47 também encontramos um prefixo unu-, que pode ser tornado obsoleto por undu- do Namárië.

yo- é basicamente a preposição "com", junto com (SD: 56: yo hildinyar *"com meus herdeiros"); ele ocorre como um prefixo em yomenië "encontro, reunião" (de três ou mais vindo de diferentes direções). (WJ: 407) Compare com o- acima.

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Botânica

Esta é uma lista de palavras em qenya relacionadas à plantas, compilada por David Salo com base na lista de palavras mais antiga de Tolkien, o "Qenya Lexicon" (Léxico Qenya) de 1915. David também forneceu os nomes latinos.

Muitas destas palavras não parecem tão ruins em um contexto do quenya maduro, pelo menos quanto à fonologia. (Para "hera" devemos preferir etil a etl.) Porém ,a grafia não é a do quenya maduro: o q Tolkien posteriormente substituiu para qu (cf. o próprio nome do idioma!), e pelo menos no SdA, ele também usou c ao invés de k.  

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Flores

ailinon

nenúfar (fam. Nymphaeaceae)

fumella

papoula

fúmello valinórea

grande papoula

helilokte

glicínia, 'cacho violeta' 

helin

amor-perfeito

helinille

violeta 

kamillo

grande papoula 

kamilot

trevo vermelho

kampilosse

rosa silvestre

kankale-malina

narciso, 'riso amarelo

losse ou losille

rosa 

narwe

lírio doce

nénu

nenúfar amarelo

nieninqe

fura-neve 'lágrima branca

qinqenna

selo de Salomão

qiqilla

lírio do vale

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Árvores

aiqaire

abeto ou pinheiro

súke 

pinheiro

alalme

olmo 

ektar

espinho ou espinheiro

hóre

pinheiro 

kottule ou kotulwe

aveleira 

lindelokte

laburnum, 'cacho-cantor' 

mapalin

sicômoro, plátano

mapalin varivoite

sicômoro estrangeiro

mapalin fatsevoite

sicômoro franjado

mapalin rámavoite

sicômoro alado

mapalin tarukka

sicômoro córneo

mapalin wilwarinda

sicômoro borboleta

marinne ou marinde

uma árvore frutífera

mavoisi ou alda mavoite

castanheiro 

mavoisi tapatenda

castanheiro espanhola

neldor ou neldorin

faia 

nor ou norne

carvalho 

palapapte

plátano ou sicômoro

pinektar ou pipinektar

espinheiro ou espinheiro branco

piosenna

azevinho 

silqeléni

bétula prateada

silwin

bétula 

siqilisse

salgueiro chorão 

súke

pinheiro ou abeto

tamuril

teixo 

tarasse

espinheiro 

ektar e pinektar tasarin

salgueiro 

tyulusse

álamo, choupo

ulwe ou uluswe

amieiro 

vine ou vinne

qualquer conífera

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Frutas e Bagas

aipio

cereja 

kampin

ancas, as bagas da rosa silvestre

kolosta

pepino 

kulmarin

laranja 

marin

frutas como a maçã

melpo

frutas como a groselha

pio

frutas como cerejas e ameixas

piopin ou pipin

sebes, a fruta do espinheiro

piukka

amora silvestre

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Outras plantas

eldasilqe

avenca, 'cacho élfico

etl ou etil

hera 

felpa

alaga marinha

fen

junco

ilqe ou filinqe ou filimpef

samambaia 

inwetelumbe

cogumelo. 'abóbada das fadas'

líne

algodão (linha) 

liske

junco

orikon

urze 

orivaine

ervilha 

pole

aveia 

telumbe

cogumelo. 'abóbada'

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Corpo de Quenya

Amostras de quenya maduro

As amostras e o material das seguintes fontes estão mais ou menos em quenya perfeito, o quenya como Tolkien finalmente decidira que o idioma era (palavra simples encontradas aqui e ali não são listadas). As expressões aglutinadas de Barbárvore de elementos alto-élficos unidas de um modo élfico não são incluídas aqui, uma vez que isto não é o quenya correto (ver o artigo sobre entês . 

- Elen síla lúmenn' omentielvo, "uma estrela brilha sobre a hora do nosso encontro", uma saudação élfica dada em SdA1/I cap. 3. (A primeira edição do SdA tinha omentielmo, provavelmente a leitura do texto original de Frodo, traduzida para o inglês por Tolkien. Mas comentaristas gondorianos apontaram que omentielvo é a forma correta nestes contexto, e Tolkien usou a forma correta quando uma versão revisada do SdA foi publicada em 1966. Ver Letters: 447. Note que "omentilmo" em certas edições americanas é um erro de digitação.) Esta saudação também é apresentada em WJ: 367, aqui na forma elen síla lúmenna omentielvo, sem a omissão do a final em lúmenna. (Letters: 424 apresenta uma parte da saudação, omitindo elen, mas mais uma vez sem a omissão do a final.) Uma forma mais antiga da saudação é encontrada em RS: 324: Eleni silir lúmessë omentiemman "as estrelas brilham na hora do nosso encontro", modificada para Elen silë... "Uma estrela brilha..." Omentiemman com o genitivo em -n é "qenya", mas as formas verbais são interessantes (um bom exemplo do aoristo, tanto no sg. como no pl.).

- Arwen vanimelda, namárië! "Bela Arwen [lit. Arwen sua beleza], adeus!" - a despedida de Aragorn à Arwen em Cerin Amroth, repetida por ele ao recordar a cena no mesmo lugar muitos anos depois. A primeira edição possuía vanimalda ao invés de vanimelda. (SdA1/II, fim do cap. 6, traduzida em WJ: 369. A versão no SdA tem namarië ao invés de namárië, mas tanto WJ: 369 como outras fontes [uma delas no próprio SdA] confirma que a segunda vogal deve ser á, e não a.)

- Namárië, "Adeus", um longo (80 palavras) poema em quenya apresentado em SdA1/II, próximo ao final do cap. 8. Também conhecido como Lamento de Galadriel. Até a publicação do poema Markirya , este era o mais longo texto em quenya conhecido. O poema inteiro é apresentado duas vezes em RGEO: 66-67. Na primeira versão, Tolkien adicionou acentos ao texto, indicando todas as ênfases, grandes e pequenas. A segunda versão, com tradução entrelinhas, difere um pouco da versão encontrada no SdA. Tolkien explicou que "a ordem das palavras e o estilo [da versão do SdA] são 'poéticos', e fazem concessões à métrica". Ele reescreveu o poema para "um estilo mais normal e claro", nos possibilitando fazer uma comparação direta entre o estilo poético e o normal no alto-élfico.

- Aiya Eärendil Elenion Ancalima! "Salve Eärendil, a mais brilhantes das estrelas!" Um fragmento de um poema sobre Eärendil que Frodo foi inspirado a pronunciar quando usou o frasco de Galadriel na toca de Laracna (SdA2/IV cap. 10, traduzido em Letters: 385).

- A laita te, laita te! Andave laituvalmet! ... Cormacolindor, a laita tárienna! "Louvai-os, louvai-os! Por muito tempo iremos louvá-los! [Os] Portadores do Anel, louvai [-os] às alturas!" O louvor que Frodo e Sam receberam no Campo de Cormallen (SdA3/VI cap. 4, traduzido em Letters: 308).

- Et Eärello Endorenna utúlien. Sinome maruvan ar Hildinyar tenn' Ambar-metta! "Do Grande Mar vim para a Terra- média. Neste lugar vou morar, e também meus herdeiros, até o fim do mundo" - As palavras de Elendil quando chegou na Terra-média após a Queda de Númenor, repetidas por Aragorn em sua coroação (SdA3/VI cap. 5). Variantes mais primitivas são encontradas em SD: 56: Et Ëarello Endorenna lendien. Símane maruvan, ar hildinyar, kenn' Iluve-metta, modifica- da para Et Ëarello Endorenna nilendie. Sinome nimaruva yo hildinyar tenn' Ambar-metta. Estas variantes podem não estar em quenya maduro perfeito; em particular, parece que Tolkien abandonou o prefixo pronominal ni- ("eu") e provavel- mente a noção inteira de prefixos pronominais ao invés de sufixos.

- Yé! utúvienyes! "Encontrei-a!" Exclamação de Aragorn quando encontrou a muda da Árvore Branca (SdA3/VI cap. 5). não é traduzida, mas parece ser simplesmente a interjeição "ah!"

- A vanimar, vanimálion nostari "Ó seres belos, pais de belas crianças", saudação de Barbárvore a Celeborn e Galadriel, dada em SdA3/VI cap. 7 (a vírgula estava ausente na primeira edição do SdA, mas apareceu na segunda). Traduzida em Letters: 308 e SD: 73. (A última fonte apresenta a tradução "seres lindos geradores de seres lindos"; esta tradução é mais literal.) Uma versão mais antiga da mesma frase é dada em SD: 64: O vanimar vanimalion ontari. Esta versão confirma que a forma dada no Etimologias, "ontani" como o pl. de ontaro, ontarë, é um erro para ontari "pais" (LR: 379).

- Utúlie'n aurë! Aiya Eldalië ar Atanatári, utúlie'n aurë! "O dia chegou! Vejam, povo dos Eldar e Pais dos Homens, o dia chegou!" Grito de Fingon antes da Quinta Batalha (Silm cap. 20). Uma versão diferente em WJ: 166 tem Atanatarni para Atanatári.

- Auta i lóme! "A noite está passando!" O que o exército de Fingon respondeu (Silm cap. 20).

- Aurë entuluva! "O dia voltará!" O que Húrin posteriormente gritou quando estava claro que a batalha estava perdida (Silm cap. 20).

- A Túrin Turambar turún' ambartanen "Ó Túrin senhor do destino, pelo destino dominado", grito de Nienor Níniel quando descobriu que o homem com o qual ela havia casado era seu próprio irmão (CI: 155). No Silmarillion (próximo ao final do capítulo 21), turún' se tornou simplesmente turun. Surpreendentemente, Nienor usa a forma sindarin do nome de seu irmão, Túrin, ao invés da forma em quenya Turindo (LR: 395).

- O Juramento de Cirion, duas frases em quenya apresentadas em CI: 340, ao todo 26 palavras. Vanda sina termaruva Elenna·nórëo alcar enyalien ar Elendil Vorondo voronwë. Nai tiruvantes i hárar mahalmassen mi Númen ar i Eru i or ilyë mahalmar eä tennoio. "Este juramento há de permanecer em memória da glória da Terra da Estrela e da fé de Elendil, o Fiel, aos cuidados daqueles que se assentam sobre os tronos do Oeste e do Um que está acima de todos os tronos para sempre". (Literalmente, a segunda frase significa "que o guardem, aqueles que estão sentados sobre os tronos no Oeste e o Um que está acima de todos os tronos para sempre".) Tolkien adicionou algumas notas gramaticais interessantes (CI: 497).

- Anar kaluva tielyanna, "o sol brilhará sobre o seu caminho", uma saudação (CI: 10; ver CI: 455 para a tradução).

- Algumas frases e expressões em quenya encontradas em The War of the Jewels (WJ): áva kare "não faça isto!" (pág. 371), i karir quettar ómainen "aqueles que formam palavras com vozes" (pág. 391), á vala Manwë "que Manwë ordene", Valar valuvar "a vontade dos Valar será feita" (ambas na pág. 404).

- Algumas frases e expressões em quenya encontradas no The Peoples of Middle-earth (PM): Manen lambë Quendion ahyanë[?] "Como o idioma dos elfos mudou?" Mana i·coimas Eldaron[?] "O que é o 'coimas' dos Eldar?" (ambas na pág. 396), também 'Mana i·coimasin·Eldaron?' maquentë Elendil na pág. 403, não traduzida mas evidentemente significando *"'O que é o coimas [lembas] dos Eldar?', Elendil perguntou"; Sin Quente Quendingoldo Elendilenna (pág. 401), não traduzida mas evidentemente significando *"isto Pengolodh disse a Elendil" ou possivelmente *"assim falou Pengolodh a Elen- dil". Uma forma curta, Quentë Quengoldo, sucedendo um longo texto em PM: 404, é traduzida "Assim falou Pengolodh" na página seguinte, mas literalmente ela significa simplesmente *"disse Pengolodh".

- O poema Markirya em MC: 221-222, que realmente é o Oilima Markirya mencionado acima traduzido para o quenya maduro, provavelmente durante a última década da vida de Tolkien. Possuindo mais de 90 palavras, este é o texto em quenya mais longo que já foi publicado (em MC: 4, Christopher Tolkien o descreve como "uma das maiores peças do quenya"). Tolkien fez algumas revisões e adicionou um comentário glossarial. O poema é traduzido em MC: 214-215 (note a nota 8 em MC: 220).

Outras fontes importantes de informações sobre o quenya incluem as seguintes:

- O Etimologias em LR: 347-400. Esta é uma lista de cerca de seiscentas raízes primitivas seguidas por algumas das palavras que elas originaram em línguas posteriores, incluindo quenya; são mencionadas por volta de 1300 palavras em quenya. A lista na verdade representa um estágio muito tardio do "qenya" (por exemplo, existem numerosos exemplos de genitivos em -n ao invés de -o), mas o idioma do Etimologias é tão próximo do quenya maduro que se pode confiar nele em todos os casos em que não contradiz material tardio (apenas algumas palavras devem ser rejeitadas, tais como malda [radical SMAL] ao invés de malta como a palavra para "ouro", uma vez que a última ocorre no SdA). Com respeito ao vocabulário alto-élfico, o Etimologias permanecerá nossa fonte única mais importante (mas mesmo assim, deve-se perceber que menos da metade das palavras conhecidas vêm desta lista).

- A Carta Plotz. Esta é uma carta que Tolkien enviou a Dick Plotz, fundador da Tolkien Society da América. Ela data de mais ou menos 1966-67. Nesta carta, Tolkien estabelece a declinação do substantivo do quenya. Assim, este documento é uma das fontes mais importantes que temos. Ela foi publicada pela primeira vez por Jorge Quiñonez no Vinyar Tengwar #6.

- The Letters of J. R. R. Tolkien, editado por Humphrey Carpenter. Informações valiosas sobre o quenya são encontradas aqui e ali nestas cartas, em particular a respeito do prefixo superlativo (pág. 279) e o dual (pág. 427). A existência de radicais de verbos contínuos é confirmada (pág. 427) e aprendemos que consoantes finais são permitidas em quenya (pág. 425).

- Relato de Lowdham sobre o idioma adunaico (SD: 413-440). Apesar de centrado principalmente em outro idioma, alguma informação sobre o quenya ("avalloniano") também pode colhida ou suposta a partir deste relato: encontros consonan- tais iniciais não são permitidos e apenas um número limitado de combinações são toleradas mediamente (pág. 417- 418), bases biconsonantais são normais (pág. 416), as combinações mp,nt, nc e nw são favorecidas (pág. 420), e a infixação nasal é de considerável importância (pág. 433). Há também as palavras tyulma "mastro" aend hyóla "trump" (pág. 419); a última só é atestada aqui.

- Quendi and Eldar, um ensaio publicado em WJ:360-417. Ele abrange principalmente a "origem e significado das palavras élficas que se referem ao elfos e suas variedades" e inclui "apêndices sobre seus nomes para outros Encarnados". De particular interesse é uma discussão das funções do genitivo (desinência -o) vs. o possessivo (desinência -va) (págs. 368-369). Também aprendemos que há uma distinção entre verbos fortes e fracos (pág. 366).

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Amostras de qenya Primitivo

Estas são as amostras mais importantes de "qenya", vários materiais primitivos que podem não possuir autoridade total por causa das revisões posteriores de Tolkien:

- O conteúdo do Qenyaqetsa ou Qenya Lexicon (Léxico Qenya), uma lista de cerca de seiscentas raízes élficas e milhares de palavras em "qenya" derivadas delas, escrita por volta de 1915. Ver LT1: 246. Os Apêndices no LT1 e LT2 mencionam muitas palavras do Qenya Lexicon. Isto demonstra que muitas palavras conhecidas do quenya maduro remetem ao início mais remoto, mas ela freqüentemente contradiz a fonologia e o vocabulário estabelecido que conhecemos do quenya maduro. Algumas palavras do Qenya Lexicon podem ser "recuperadas" no idioma maduro, com adaptação fonológica onde necessário; outros itens primitivos de vocabulário são melhor ignorados. - Algumas palavras em qenya também são mencionadas no Gnomish Lexicon (Léxico Gnômico), escrito por volta de 1917. Os conteúdos do Gnomish e do Qenya Lexicon foram publicados no Parma Eldalamberon #11 e #12, respectivamente.

- O poema Narqelion. Um fragmento do poema foi publicado por Humphrey Carpenter em seu livro J. R. R. Tolkien - Uma Biografia, página 83: Ai! lintulinda Lasselanta / Pilingeve suyer nalla qanta / Kuluvi ya karnevalinar / V' ematte singi Eldamar. Nenhuma tradução sobreviveu, mas as palavras lasselanta "queda de folhas, outono" e Eldamar "Casadelfos" são conhecidas do quenya maduro. A palavra qanta é escrita errada no livro de Carpenter como "ganta"; nenhuma palavra em quenya (ou "qenya") começa com g. (qanta, posteriormente escrita quanta, significa "cheio".) O poema inteiro foi posterior- mente publicado no Parma Eldalamberon e Mythlore. Ele é datado de "novembro de 1915, março de 1916" e pode ser o texto élfico mais antigo que já foi publicado até agora. Ele sem dúvida é um dos textos élficos mais antigos que Tolkien já escreveu.

- Algumas frases curtas encontradas no "The Book of Lost Tales" (O Livro dos Contos Perdidos): Tulielto! "Eles vieram!", I·Eldar tulier "os Eldar vieram", I·kal' antulien "A luz retornou" (LT1: 114, 184). Estas frases parecem ter sido escritas bem cedo (antes de 1920).

- Oilima Markirya, "A Última Arca", um poema apresentado em duas versões, em MC: 213-214 e MC: 221-223. (Na ver- dade também há uma terceira versão, em MC: 220-221.) O idiomas da(s) primeira(s) versão(ões) do poema é muito diferente do quenya de O Senhor dos Anéis e d'O Silmarillion. Muitos anos após escrever Oilima Markirya, provavelmente durante a última década de sua vida, Tolkien criou uma nova versão deste poema, aquela em MC: 221-223. Esta foi na prática uma tradução do "qenya" para o quenya como ele agora concebia o idioma. Esta tradução demonstra que o quenya maduro é um idioma muito diferente do "qenya" mais primitivo de Tolkien - de fato, os dois idiomas provavelmente seriam mutuamente ininteligíveis, embora compartilhem o mesmo estilo fonético e alguns itens lexicais.

- Nieninque, um poema curto apresentado em MC: 215-216: Norolinde pirukendea / elle tande Nielikkilis, / tanya wende nieninquea / yar i vilya anta miqilis. / I oromandin eller tande / ar wingildin wilwarindëen, / losselie telerinwa, / tálin paptalasselindëen. "Saltitando levemente, rodopiando levemente, de lá veio a pequena Niéle, aquela donzela como uma fura-neve (Nieninqe), para quem o ar manda beijos. Os espíritos da floresta vieram de lá, e as fadas da espuma como borboletas, o povo branco das castas de Terradelfos, com pés como a música de folhas caindo". Este poema está escrito no mesmo idioma do Oilima Markirya acima. Assim, ele não nos diz muito sobre a gramática e o vocabulário do quenya maduro. Este poema foi escrito por volta de 1931, bem mais de vinte anos antes da publicação do SdA.

- Earendel (sic, e não Eärendil, embora a forma em i seja usada no próprio poema), um poema curto apresentado em MC: 216: San ninqeruvisse lútier / kiryasse Earendil or vea, / ar laiqali linqi falmari / langon veakiryo kírier; / wingildin o silqelossëen / alkantaméren úrio / kalmainen; i lunte linganer, / tyulmin talalínen aiqalin / kautáron, i súru laustaner. "Então sobre um cavalo branco navegou Earendel, sobre um navio sobre o mar, e as molhadas ondas verdes a garganta do navio do mar lascaram. As donzelas da espuma com cabelos brancos em flor o fizeram brilhar à luz do sol; o barco zuniu como uma corda de harpa; os altos mastros vergaram-se com as velas; o vento ressoou". Mesmo idioma e data do Nieninque acima.

- A frase "Koivienéni": Eldar ando kakainen Koivienenissen mennai Orome tanna lende i erenekkoitanie (com algumas versões variantes) - "Os elfos estavam dormindo há muito em Koivienéni até Orome lá chegar para que pudesse acordá-los". A frase foi encontrada nos manuscritos de Tolkien nos Arquivos da Universidade de Marquette. Esta frase, assim como a seguinte, foi provavelmente escrita em algum ponto dos anos trinta quando as idéias de Tolkien sobre o quenya ainda não estavam maduras (note "Koivienéni" para Cuiviénen).

- A frase "Duas Árvores": Valar empannen Aldaru mi kon-alkorin ar sealálan taro ar silankálan ve laure ve misil(mais uma vez com algumas versões variantes). Encontrada na mesma folha de papel da frase "Koivienéni". Não traduzida, mas significando provavelmente algo como *"os Valar plantaram as Duas Árvores em uma gramado abençoado, e elas cresceram altas e brilhavam como ouro [e] como prata". Estas duas frases (Koivienéni e Duas Árvores) forma publicadas no Vinyar Tengwar #27.

- A frase "Ártica": Mára mesta an ni véla tye ento, ya rato nea - "Adeus até que eu os veja de novo, e espero que seja logo". Isto não está afirmado como quenya, mas como "ártico" - uma amostra de um idioma usado no Polo Norte, apresentada em The Father Christmas Letters. Estas eram cartas supostamente escritas por Papai Noel para os filhos de Tolkien, mas na verdade escritas pelo próprio Tolkien. Ele nunca pretendeu que elas fossem publicadas (isto foi feito pela sua família após sua morte). Embora as Cartas de Papai Noel não tenham nada a ver com a Terra-média e não pertencem aos trabalhos sérios de Tolkien, está claro que a frase "Ártica" é na verdade um tipo de quenya (ou "qenya").

- A Canção de Fíriel: uma longa (quase 90 palavras) canção em quenya encontrada em LR: 72. Isto ainda é "qenya", mas muito mais próximo do estilo de quenya do SdA do que os três poemas do MC mencionados acima. Uma desinência verbal condicional -ie é muito usada, mas esta desinência provavelmente não é válida no estilo de quenya do SdA.

- Fragmentos de Alboin Errol em LR :47, com tradução entrelinhas: ar Sauron túle nahamna "e Sauron veio [*humilhado]" / lantier turkildi unuhuine "eles caíram, [os] Turkildi [*Reis dos Homens] sobre a Sombra" / tarkalion ohtakáre valannar "Tar-Calion [Ar-Pharazôn] guerra-fez contra-Poderes [Valar]" / herunúmen ilu terhante "Senhor-do-Oeste mundo partiu" / ëari ullier kilyanna "mares vertera em-Abismo" / Númenóre ataltane "Númenor caiu" / malle téra lende númenna ilya sí maller raikar "estrada reta foi em direção ao Oeste todas agora estradas curvas" / turkildi rómenna "Turkildi em direção ao leste" / nuruhuine mel-lumna "Morte-sombra nós-é-pesada" / vaháya sin atalante "longínqua agora Atalantë". Mesmo idioma da Canção de Fíriel.

- Fragmentos de Lowdham. Vários fragmentos de "qenya" apresentados em SD: 246-247 (note que também há material adûnaico aqui). Algumas partes destes fragmentos são praticamente idênticos àqueles de Alboin Errol citados acima: muito próximos do quenya maduro.

- Algumas frases ditas por Elendil e Herendil: Man-ie, atto? "O que é isto, pai?" Atarinya tye-meláne "Meu pai, eu te amo", A yonya inye tye-méla "E eu também, meu filho, te amo", E man antaváro? "O que de fato ele dará?" (LR: 59, 61, 63).

- Membros do Notion Club falando em outra língua (SD: 290): Es sorni heruion an! "As águias dos Senhores estão perto!" Sorni Númevalion anner! "As águias dos Poderes do Oeste estão perto!" (versão rejeitada: Soroni númeheruen ettuler!)

- Uma versão primitiva do Namárië (ver abaixo), apresentada em TI: 284-285: Ai! laurie lantar lassi súrinen / inyalemíne rámar aldaron / inyali ettulielle turme márien / anduniesse la míruvórion / Varda telúmen falmar kírien / laurealassion ómar mailinon. / Elentári Vardan Oiolossëan / Tintallen máli ortelúmenen / arkandavá-le qantamalle túlier / e falmalillon morne sindanórie / no mírinoite kallasilya Valimar. (O texto como dado no TI emprega mácrons ao invés de acentos para indicar vogais longas.) A maioria das palavras pode ser identificada, mas uma tradução fluente é difícil de dar. Anthony Appleyard supõe que isto são "meramente pedaços que vieram à mente de Tolkien conforme ele pensava, e ele pretendia interpolar outras partes posteriormente para completar o sentido; mas no final ele jogou fora tudo, exceto a linha 1". Por outro lado, David Salo argumenta que o texto é de fato completo. Aparentemente existem várias desinências declináveis não encontradas em nenhum outro lugar; muito provavelmente elas foram excluídas mais tarde. Ainda assim a versão variante do Namárië foi citada em An Introduction to Elvish pág. 5; isto é de particular valor porque registra nar "são/estão" como a forma de plural do verbo "é/está". Ver o artigo de David Salo no Tyalië Tyellelliéva #12 para uma discussão próxima à exaustiva de todos os vários estágios e versões do Namárië.

- Algumas declinações antigas forma publicadas no Vinyar Tengwar: a chamada declinação Entu, Ensi, Enta foi publicada e analisada (por Christopher Gilson) no VT #36. Evidências internas sugerem que ela foi escrita entre 1928 e 1936. Ela consiste de o que parecem ser algumas palavras conjugadas em todos os casos, mas nenhum caso é nomeado e nenhuma forma é traduzida. As desinências não concordam muito bem com o sistema conhecido do quenya maduro. A chamada Declinação Bodleian apareceu no VT #28; ela foi aparentemente escrita em 1936. Ela demonstra que a declinação de radicais em -a, -o e -e, mas os casos não são identificados. Aparentemente ela está mais próxima do quenya maduro do que Entu, Ensi, Enta, mas ainda existem algumas discrepâncias. Estes declinações são de pouco valor fora demonstrar que as idéias de Tolkien sobre o quenya estavam amadurecendo constantemente nos anos vinte e no início dos anos trinta, antes que um sistema quase maduro surgisse na segunda metade dos anos trinta.

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Algumas expressões em Quenya usadas por Tolkien: 

"Elen síla lúmenn' omentielvo"
Uma estrela brilha sobre a hora de nosso encontro
"Arwen vanimelda, namárië!"
Bela Arwen, adeus! 
"Aiya Eärendil Elenion Ancalima!"
Saudações, Eärendil, a mais brilhante das estrelas! 
"A laita te, laita te! Andave laituvalmet! ... Cormacolindor, a laita tárienna!" 
Benditos sejam!, Benditos sejam! Por muito devemos bendize-los! (Os) Portadores do Anel, louvai-os ao máximo! 
"Et Eärello Endorenna utúlien. Sinome maruvan ar Hildinyar tenn' Ambar-metta!" 
Do Grande Mar para a Terra-Média eu vim. Neste lugar eu irei morar, e meus herdeiros até o final do mundo. 
"Yé! utúvienyes!"
Eu encontrei! 
"A vanimar, vanimálion nostari"
Ó, belos pais de belos filhos. 
"Utúlie'n aurë! Aiya Eldalië ar Atanatári, utúlie'n aurë!"
O dia chegou! Contemplem, povos dos Eldar e Pais dos Homens, o dia chegou! 
"Auta i lóme!"
 A noite está passando! 
"Aurë entuluva!"
 O dia virá novamente!" 
"A Túrin Turambar turún' ambartanen"
Ó, Turin mestre do destino pelo destino controlado. 
"Anar caluva tielyanna"
Que o sol brilhe sobre o seu caminho. 
"Almarë" 
Saudações
"Hantalë"
Obrigado
"Namárië"
Adeus 
Cuiva nwalca Carnirassë! Nai yarvaxëa rasselya taltuva
ñotto-carinnar!
Acorde cruel Chifre Vermelho! Que seu chifre manchado de
sangue caia sobre as cabeças do inimigo'
Nini o Chithaeglir, lasto beth daer; Rommo nin Bruinen dan in Ulaer"
"Águas das Montanhas Sombrias, escutem a grande fala; faça fluir suas águas com grande ruído sobre os Nazgul"
Endorenna utúlien
Bem vindo a terra média
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Poemas

Hríveressë- Por Vicente Velasco (Tatyandacil)

Et marinyallo mallenna
vantan hríveressë helka,
nu fanyarë fuinehiswa,
lumboinen Naira nurtaina.
De minha casa para a rua
Eu caminho em um frio dia de inverno,sob os céus cinzentos,
o sol oculto pelas nuvens.
Hláranyë ringa Formessúrë,
asúy' aldassen úlassië,
alussa olbalissë nornë,
alamya ve Nuru-nainië.
Escuto o frio vento norte
soprando através das árvores sem folhas,sussurrando nos ramos retorcidos,soando como um lamento de morte.
Formessúrë-yalmë quéla,
ar Númello holtan hwesta
nísima asúya ninna,
ar nainië ahya lírinna.
O clamor do vento norte desvanece,e do oeste eu sinto o cheiro de um fragrante zéfiro soprando na minha direção, e o lamento muda para canção.
Kénan tuilindo awilë
Hyarmello úrima súrë,
nu rámaryat circa-cantë,
alir' aldannar úlassië.
Vejo uma andorinha voando
do sul, o vento quente sob suas asas em forma de foice cantando na direção das árvores sem folhas.
Autar i lumbor, ar Naira
kénan anúta Númenna,
et Rómello Tilion orta,
ar undómess' elen síla.
As nuvens passam, e vejo
o sol se pondo no oeste,
e do leste a lua se ergue,
e no crepúsculo a estrela brilha.
Ar lómelindë-lírinen,
entúlan yanna ettullen,
nu menel elentintaina,
hrívëo lómessë sina.
E pela canção do rouxinol
retorno para o lugar de onde vim,sob os céus estrelados,
nesta noite de inverno.
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Lindë Roccalassen -Canção à Éowyn - Por Ales Bican

Roccalas, linda lótë nórelyo,
anvanya yeldë Roccoliéva,
le calina ve Naira ilwessë;
le rín' anda laurëa loxenen,
caltala ve i calimë alcar,
Roccalas aranel turmawendë
Éowyn, linda flor de sua terra,
a filha mais bela dos povo dos cavalos, você [é] luz como [o] sol no céu; você [é] coroada por um longo cabelo dourado, brilhando como os raios brilhantes de luz, Éowyn princesa donzela-do-escudo
Elyë lantanë melmessë sonen;
merilyë melmerya, ness' aranel.
Arwen ëa óress' Elessarwa;
náro vëaner ar canya ohtar;
melilyes nan umiro melë le,
Roccalas aranel turmawendë
Você se apaixonou por ele;
você quer seu amor, jovem princesa.Arwen está no coração de Elessar;ele é um homem e um guerreiro corajoso;você o ama, mas ele não ama você, Éowyn princesa donzela-do-escudo
Utúlie'n i mórë; autantë
mahtien ohtassë hair' nóressen,
ar le hehtanentë i maressë:merintel tirië nissi, híni i artassen mí tárë oronti,Roccalas aranel turmawendë
A escuridão chegou; eles partem para lutar em uma guerra em terras distantes,e você eles deixaram em casa:eles querem você para vigiar mulheres, crianças nas fortalezas nas altas montanhas,Éowyn princesa donzela-do-escudo
Merilyë hirë metta nyérelyo;
essenen Haldatir sí lelyalyë
muilessë ve i sanya rocconer;
mí hiswë hendu perino cennë quén ú estelo i merë firë Roccalas aranel turmawendë
Você quer encontrar um fim para seu pesar;sob o nome [de] Dernhelm agora você parte secretamente como um [lit. o] cavaleiro normal;nos olhos cinzentos um pequeno viu alguém sem esperança que quer morrer Éowyn princesa donzela-do-escudo
Nu qualin roccorya cait' i aran i né ve atar len ar tornelyan;arwa macilo matsë yétalyë rúcim' ulundo acolë caurë; cuina nér úva pusta Loicoher Roccalas aranel turmawendë Sob seu cavalo morto jaz o rei
que era como um pai para você e para seu irmão; tendo uma espada em [suas] mãos você está olhando para um monstro terrível carregando medo; um homem vivo não deterá [o] Senhor de cadáveres,Éowyn princesa donzela-do-escudo
Roccalas, umilyë nér, nályë nís;náro pold', úmëa, morn' ar alta,turë or caurë ar Sauron or so;ortanelyë macil tárienna,rierya lantanë, alantiéro,Roccalas aranel turmawendë Éowyn, você não é um homem, você é uma mulher;ele é forte, maligno, sombrio e grande,
domina sobre o medo e Sauron sobre ele;você ergueu alto uma espada,sua coroa caiu, ele está caído,Éowyn princesa donzela -do-escudo
Mernelyë firë ar harya alcar;
mahtanelyë Heru Úlairion,
ar náro qualin nan sí caitalyë
ar' aranelya, lá cenilyéro;
umilyë hlarë teldë quettaryar,Roccalas aranel turmawendë
Você queria morrer e ter glória;
você lutou contra [o] Senhor dos Úlairi,e ele está morto mas agora você está ao lado de seu rei, você não o vê;você não escuta suas últimas palavras, Éowyn princesa donzela -do-escudo
Nályë laiw' ar nyérëa cuilenen;linyenwa nís quet' enwina nólë:i mát i aranwa envinyatar.Roccalas, collentë len er cuilë,nan lá alassë ar ëa-írë,Roccalas aranel turmawendë Você está fatigada e triste pela vida;uma mulher velha fala sabedoria antiga:as mãos do rei curam.Éowyn, elas levam a você apenas vida,mas não alegria e vontade de existir,Éowyn princesa donzela-do-escudo
I melmë arandurwa hirnelyë;
vantanéro ar quentéro yo le
imb' aldar ar lóti mareryassë;ar quentéro lenna meliro le;sí nályë envinyanta melmenen
Roccalas aranel turmawendë
O amor de um ministro você encontrou;ele andou e conversou junto com vocêentre árvores e flores em sua casa;ele lhe disse [que] a ama;agora você está curada pelo amor. Éowyn princesa donzela-do-escudo
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Ríanna - Por Vicente Velasco (Tatyandacil)

Namárië, Ríanna vanima, Heriméla!Antanelyë men melmë ar alassë,ar renuvammet oialë.Namárië, Ríanna vanima, Ardalótë!
Coacalinalya firnë ve lícuma súrinen,nó melmemma len úva firë indommassen.
Namárië, Ríanna vanima, Indotári!Sí wila Númenna rámainen laurië,ar nai fëalya seruva
oialmaressë
Adeus, bela Princesa, amada dama!Você nos deu amor e alegria,e lembraremos deles para sempre.Adeus, bela Princesa, Flor do Reino!A luz de seu lar se apagou como uma vela no vento,mas nosso amor por você não morrerá em nossos corações.Adeus, bela Princesa, Rainha dos Corações!
Voe agora para o oeste em asas douradas,e que sua alma descanse em glória eterna. 
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Markirya

Men cenuva fánë cirya métima hrestallo círa, i fairi nécë ringa súmaryassë ve maiwi yaimië? Man tiruva fána cirya, wilwarin wilwa, ëar celumessen rámainen elvië ëar falastala, winga hlápula rámar sisílala, cálë fifírula? Man hlaruva rávëa súrë ve tauri lillassië, ninqui carcar yarra isilmë ilcalassë, isilmë pícalassë, isilmë lantalassë ve loicolícuma; raumo nurrua, undumë rúma? Man cenuva lumbor ahosta  Menel acúna ruxal' ambonnar, ëar amortala, undumë hácala, enwina lúmë elenillor pella talta-taltala atalantië mindonnar? Man tiruva rácina cirya ondolissë mornë nu fanyarë rúcina, anar púrëa tihta axor ilcalannar métim' auressë? Man cenuva métim' andúnë? Quem verá um navio branco deixar a última costa,os pálidos fantasmas em seu seio frio como lamentosas gaivotas?

Quem prestará atenção a um navio branco, vago como uma borboleta,no mar fluente em asas como estrelas, o mar ondulando, a espuma soprando, as asas brilhando, a luz desvanecendo?

Quem ouvirá o vento urrante como folhas de florestas; as brancas rochas rosnando na lua brilhando, na lua minguando, na lua caindo um corpo de vela; a tempestade murmurando, o abismo movendo?

Quem verá as nuvens se juntarem, os céus se curvando sobre colinas desmoronando, o mar se erguendo, o abismo se abrindo, a antiga escuridão além das estrelas caindo sobre torres caídas?

Quem prestará atenção em um navio partido nas rochas negras sob céus partidos, um sol obscurecido piscando sobre ossos brilhando na última manhã?

Quem verá o último entardecer?

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Elbereth Gilthoniel

Este hino é o texto sindarin mais longo de SDA ,que se encontra no final do capítulo, onde os hobbits estão na casa da casa do Elrond e entram na sala do fogo. O hino a Elbereth  tem como sua inscrição em tengwar Aerlinn in Edhil o Imladris, (“Hino do elfos de Rivendel”)

A Elbereth Gilthoniel
silivren pennamíriel o menel aglar elenath!
Na-chaered palan-díriel  o galadhremmin ennorath, Fanuilos, le linnathon nef aear, sí nef aearon!

sí di-nguruthos! A tiro nin, Fanuilos!

A Elbereth Gilthoniel o menel palan-diriel, le nallon

   sí di-nguruthos! A tiro nin, Fanuilos!

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Canção de Fíriel

Esta é uma longa canção em quenya contendo 90 palavras , foi escrita em 1940. Tolkien não deu um título oficial, porque na narração para qual ela foi feita era cantada por uma mulher chamada Firel. Deste modo ficou tão conhecida que ele não desejou muda-la depois.

Ilu Ilúvatar en káre eldain a fírimoin ar antaróta mannar Valion: númessier. Toi aina, mána, meldielto - enga morion: talantie. Melko Mardello lende: márie. En kárielto eldain Isil, hildin Úr-anar

Toi írimar. Ilyain antalto annar lestanen Ilúvatáren. Ilu vanya, fanya, eari, i-mar, ar ilqa ímen. Írima ye Númenor. Nan úye sére indo-ninya símen, ullume; ten sí ye tyelma, yéva tyel ar i narqelion, íre ilqa yéva nótina, hostainiéva, yallume: ananta úva táre fárea, ufárea! Man táre antáva nin Ilúvatar, Ilúvatar enyáre tar i tyel, íre Anarinya qeluva?

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Vocabulário
Tolkien uma vez afirmou que havia "provado" alguns idiomas ao invés de estudá-los (MC: 192). Para fãs como nós isso também se vale de uma boa filosofia que é: conhecer, entender e aperfeiçoar. Portanto logo abaixo esta o primeiro passo para nossa filosofia, conhecer e caso você tenha  interesse na segunda parte, entre em contato conosco em dezembro o Conselho dos Nove irá fundar A MORDOR SCHOOL especializada em estudo das línguas.
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Pessoas
quendë  elfo Atan  homem
firya  mortal Nauco  anão
picinauco  anão pequeno orco /urco orc
quén  pessoa nér  homem
vëo /vëaner homem adulto nís /nissë/ nissi mulher/mulheres
hína  criança lapsë  bebê
seldo  menino wendë /vendë Donzela, menina
lië  povo Eldalië  o povo dos elfos
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Família
verno  marido vessë  esposa
indis  noiva atar /atto pai / papai
ammë /mamil mãe/mamãe yondo  filho
yeldë  filha toron /torni irmão/ irmãos
onónë /seler/selli irmã/irmãs indyo neto, descendente
onóna /ónomi gêmeo/gêmeos otorno companheiro
osellë companheira    
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Animais
celva animal que se move laman animais quadrúpedes
andamunda elefante huo cão
ronyo cão de caça hyalma ostra /concha
leuca cobra lingwë peixe
hala peixe pequeno lókë verme
angulókë dragão rámalókë dragão alado
urulókë dragão de fogo lingwilókë serpente do mar
máma carneiro morco urso
mundo boi /focinho nyaro rato
rá / rávi leão/leões ráca /narmo lobo
nauro lobisomem rocco cavalo
rusco raposa wilwarin borboleta
mëoi gato nier abelha
noldarë toupeira yaxë vaca
aiwë /filit pássaro pequeno alqua cisne
ammalë pássaro amarelo cu /cua pombo
halatir pescador lindo cantor
lómelindë rouxinol maiwë gaivota
sornë águia tambaro pica-pau
tuilindo andorinha quáco corvo
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Plantas
olva planta uilë planta rasteira
ëaruilë alga marinha salquë grama
sara grama seca lassë folha
olwa ramo, galho tussa arbusto
hwan esponja, fungo lótë flor
lossë flor de árvore nieninquë fura-neve
asëa aranion athelas, folha-do-rei alda árvore
alalmë olmo feren faia
ercassë azevinho malinornë mallorn
norno carvalho tasar salgueiro
tyulussë choupo, álamo    
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Metais, Substâncias, Elementos
erma/hröa matéria tinco/ rauta metal
malta ouro cullo ouro vermelho
telpë /tyelpë prata anga ferro
cemen terra, solo nén água
nárë chama, fogo vilya, wilma ar
lossë neve helcë gelo
litsë areia asto
ondo pedra/rocha rossë orvalho
hrávë carne sercë sangue
hyellë vidro
fallë espuma    
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Partes do Corpo
cár cabeça loxë /findë cabelo
anta face, rosto hén olho
lár par de orelhas nengwë nariz
anto boca lábio
nelet dente lamba língua
fanga barba lanco garganta
yat pescoço hón coração
indo coração simbólico ranco braço
mão cambë palma da mão
quárë punho lepsë dedo
tiuco coxa telco perna
tál tallunë sola do pé
axo osso ólemë cotovelo
aldamo costas    
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Títulos e Profissões
aran rei tári rainha
cundu príncipe aranel princesa
heru senhor heri senhora
arquen um nobre haryon herdeiro
roquen cavaleiro cáno comandante
tercáno arauto istyar erudito
sairon mago ingólemo sábio
lambengolmo mestre das línguas tano artesão, ferreiro
quentaro narrador samno carpinteiro, construtor
tyaro realizador, ator cemnaro agente
centano oleiro    
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Comida
apsa comida cozida, carne masta pão
sáva suco pirya caldo, xarope
lís mel yávë fruta
porë farinha de trigo culuma laranja
sulca raiz comestível coimas lembas
miruvórë bebida de valinor limpë vinho
sulpa sopa pio ameixa, cereja
piucca baga, frutinha tyuru queijo
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Termos Geográficos
nórë terra nórië país
arda reino ména região
men lugar réna fronteira
peler campo cercado panda cercado
oron montanha rassë e tildë pico, chifre
ambo colina cilya fenda
nandë vale tumbo vale profundo
yáwë ravina, desfiladeiro pendë encosta, declive
mallë estrada, rua tië caminho
taurë grande bosque ehtelë fonte, nascente 
ailin lagoa, lag ringë lago gelado
sírë rio nellë riacho
hópa porto hresta costa
falassë praia ëar mar
celma canal tol ilha
lóna ilha, terra remota Formen norte
Hyarmen sul Númen oeste
Rómen leste    
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Clima
mistë chuva fina fanya nuvem
lumbo nuvem súrë / vaiwa vento
árë luz do sol hísë / hísië neblina, bruma
raumo tempestade nixë geada
lúrë clima sombrio lúrëa escuro, nublado
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Objetos Celestiais
Anar /Naira  sol Isil /Rána lua
elen estrela tinwë /nillë estrela cintilante
tingilyë tb.estrela cintilante Eärendil Vênus
Carnil Marte Alcarinquë Júpiter
Nénar Netuno Luinil Urano
Lumbar Saturno Telumehtar Órion
Menelmacar Órion Valacirca Foice dos Valar
Wilwarin Borboleta/Cassiopéia menel os céus
fanyarë céus/ares superiores    
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Música, Poesia, Instrumentos
lindalë música lírë canção
lairë poema nainië um lamento
lir cantar, entoar nanda tocar harpa
nandë harpa nandellë pequena harpa
nandaro harpista nyello cantor
nyellë sino salma lira
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Guerra e armamento
ohta guerra ohtacar guerrear
mahta lutar ohtar/ ohtatyaro guerreiro
ehtyar lanceiro cotumo inimigo
macil espada lango espada larga
ecet espada de lâmina larga sicil adaga, faca
quinga /cú arco pilin flecha
nehtë ponta de lança ehtë / ecco lança
turma escudo cassa/carma elmo
hossë exército    
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Arquitetura
ataquë construção, edificação coa casa
ampano edifício, salão de madeira ando portão
andon grande portão fenda soleira
sambë quarto, câmara caimasan quarto de domir
tópa teto, telhado talan chão, assoalho
ramba muralha mindo torre (isolada
mindon grande torre osto cidade
opelë casa ou vila murada hróta habitação subterrânea
telma uma estrutura
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Tempo
uma época lúmë tempo, hora
vanwië o passado yárë dias anteriores
yalúmë épocas passadas aurë dia
lómë noite ló,mórë / Hui/Fui crepúsculo
ára aurora arin manhã
arië dia claro sinyë entardecer
tindómë / undómë crepúsculo/aurora anarórë nascer do sol
núro / andúnë pôr-do-sol asta mês
loa ano coranar ciclo solar
yén longo ano randa ciclo, era
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Estações
coirë agitação tuilë florescer
lairë verão yávië colheita
quellë dissipação hrívë inverno
lasselanta queda das folhas lassewinta dispersão das folhas
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Meses
Narvinyë janeiro Nénimë fevereiro
Súlimë março Víressë abril
Lótessë maio Nárië junho
Cermië julho Úrimë agosto
Yavannië setembro Narquelië outubro
Hísimë novembro Ringarë dezembro
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Cores
carnë vermelho culuina laranja
fána/ fánë branco helwa azul claro
laiqua verde laurëa dourado
lossë branco como a neve luin azul
malina amarelo morë/ morna preto
ninquë branco silma prateado
sindë cinza varnë marrom
ezella verde nasar vermelho
ulban azul tulca amarelo
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Adjetivos Comuns
vanya /vanima belo, lindo mára útil, bom
raica errado, torto ulca / úmëa mau
halla alto anda longo
sinta curto alta grande
úra largo úvëa abundante
titta pequenino pitya pequeno
parca seco mixa molhado
arca estreito nindë delgado
tiuca grosso, gordo lunga pesado
lissë doce sára amargo
quanta cheio lusta vazio
lauca quente ringa frio
forya direito hyarya esquerdo
vinya novo yerna velho, usado
nessa jovem linyenwa velho
cuina vivo coirëa vivente
qualin morto    
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Verbos
car fazer, criar harya possuir/ter
cen ver hlar ouvir
ista saber lelya ir
mat comer mer desejar, querer
móta trabalhar tul vir
quet falar hir encontrar
anta dar mel amar
sil brilhar    
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Preposições
amba, ama para cima an para, a
ana para, na apa depois de
ara ao lado de, fora de arta através de
enga salvo et fora de
arwa com hequa exceto, a não ser
ho de, proveniente imbë entre
mi em no
mir / minna para dentro de na para, em direção de
nu sob, abaixo de undu abaixo, sob, debaixo
or sobre ter, terë través, por meio de
ve como yo com
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