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Quenya
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| Afixos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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O quenya faz uso extensivo de afixos, prefixos e sufixos, para formar palavras. Relativamente poucas palavras consistem de uma raiz nua. (Entretanto, algumas das formações são muito antigas; nem todas as desinências listadas abaixo eram realmente efetivas em quenya valinoreano ou exílico tardio. Alguns métodos de derivação que pertencem ao quendiano primitivo ao invés do quenya são ignorados, embora o vocabulário do quenya possa incluir descendentes de palavras assim derivadas.) Se os afixos listados abaixo forem usados para produzir novas palavras, deve-se tomar cuidado para evitar combinações (especialmente de consoantes) que são impossíveis em quenya. Desinências
nominais e abstratas Esta
é uma lista, sem a intenção de ser exaustiva, das desinências que
ocorrem nos substantivos do quenya. Além das desinências listadas aqui,
substantivos comuns podem ser produzidos a partir do radical puro ao se
adicionar qualquer das vogais -a,
-ë,
-o
ou (muito raramente) -u;
este às vezes é combinado com o alongamento da vogal raiz, às vezes não: porë
"farinha" a partir de POR, mírë
"jóia" a partir de MIR, róma
"som alto" a partir de ROM, malo "pólen" a partir de SMAL. (Os poucos substantivos em -i parecem ser femininos; ver Desinências femininas abaixo.) A consoante final do radical pode ser duplicada ou passar por infixação nasal antes que a vogal final seja adicionada: quetta
"palavra" a partir de KWET "dizer", quinga
"arco" a partir de KWIG; formas primitivas *kwettâ,
*kwingâ).
-at:
em hyapat
"costa", lanat
"tecido", sarat
"letra rúmiliana" (SKYAP, LAN, WJ: 396). Significado básico
desconhecido; pode representar simplesmente uma forma estendida do
radical. Em alguns casos parece indicar algo produzido pela ação verbal
correspondente, como lanat
"tecido" a partir de LAN "tecer". Muito
provavelmente, as palavras em -at
são exemplos dos chamados radicais kalat,
formados pela sufixação da vogal raiz e pela adição de um -t.
Assim sendo, a desinência na verdade não é -at,
mas apenas -t
. m:
romba
"trombeta" a partir de ROM "ruído alto, sopro de
chifre". -ë combinada com o alongamento da vogal raiz, é usada para produzir o que são propriamente substantivos verbais. Algumas vezes o sentido das palavras produzidas vai do puro abstrato para o mais concreto, indicando um objeto ou fenômeno que é produzido pelo verbo correspondente: nut-
"atar", nútë
"nó" "atando", lir-
"cantar", lírë
"canção" "cantando" sírë
"rio" (etimologicamente "fluindo") -a:
aira
"sagrado", airë "santidade" -ië:
tengwestië
"linguagem [como abstrata ou fenômeno]" -ië
incluem verië
"audácia, ousadia" verya
"audaz, ousado" voronwië
"tolerância, qualidade durável" voronwa
"resistente, duradouro" (BORÓN). sarna
"de pedra" (SAR), sarnië
"seixo, leito de pedra". olassië "apanhado de folhas, folhagem" (< lassë "folha"); o prefixo o- significa "junto" . enquië
"semana [de seis dias]" a partir de enquë
"seis" se refere a uma unidade ou grupo de seis (dias, neste
caso). -lë
é tipicamente usada para produzir substantivos verbais: horta-
"apressar, impelir", hortalë
"velocidade, encorajamento" (KHOR), intya-
"adivinhar, supor", intyalë
"imaginação", vesta-
"casar", vestalë "casamento" (BES). tailë
"alongamento" (TAY [ou *TAI] "estender, tornar (mais)
longo"), cuilë
"vida, estar vivo" (KUY "voltar a si"). mancalë
"comércio" a partir de manca-
"comercializar", que por sua vez é derivada de MBAKH
"troca, permuta", quentalë
"narrativa, história" a partir de KWET- "falar". oia
"eterno, perpétuo", oialë
"[?era, idade] duradoura" (A caligrafia de Tolkien estava
ilegível; OY), aica "afiado", aicalë
"um pico" (AYAK), merya
"festivo", meryalë
"festividade" (MBER). corma
"anel" a partir de KOR
"redondo" cormacolindor
"Portadores do Anel" em SdA3/VI cap. 4/Letters: 308), parma
"livro" a partir de PAR "compor, reunir", neuma
"armadilha, cilada" a partir de SNEW "enredar". alma = abstrata "boa sorte, prosperidade" ou mais concretamente "riqueza" (radical GALA "prosperar", alya
"próspero, rico"). melmë
"amor" (mel-
v. "amar"; MEL), qualmë
"agonia, morte" (KWAL "morrer com dor"), hormë
"urgência" (KHOR "incitar"), milmë
"cobiça" (MIL-IK), nilmë
"amizade" (NIL "amigo"). lúmë
"tempo, hora" lómë "noite" (LU e DO3, DÔ; significado das raízes não dado). holmë
"odor", enquanto que PQ *ñolmê
(reconstrução minha) era o substantivo verbal "cheiro"
derivado a partir de ÑOL "cheirar (intr.)", isto é, dar uma
cheirada (cf. também laimë
"sombra" a partir de DAY "sombra"
"sombrear". telmë
"cobertura" também pode ser usada para um objeto concreto:
"capuz" (TEL). silmë
"luz das estrelas" ,"luz de Silpion" (Telperion) a
partir do radical SIL "brilhar como prata". palmë
"superfície" a partir de PAL "escancarado". undumë
"abismo" a partir de undu
"abaixo", erumë "deserto" a partir de ERE "estar sozinho, privado", celumë
"corrente, correnteza" a partir de KEL "ir, correr
(especialmente de água)". corna
"redondo" (KOR) com o substantivo cornë
"forma [redonda]" aldëon
"avenida" almarë
"bem-aventurança" a partir de alma
"boa sorte, prosperidade, riqueza lapsë
"bebê", litsë
"areia" taxë
(tacse)
"prego" a partir de TAK "consertar, tornar rápido", nixë
(nicsë)
"geada" a partir do radical nicu-
"ficar frio, gelado", tengwesta
"gramática" (TEK) ou "sistema ou código de
sinais" tengwë
"indicação, sinal, símbolo", -wa:
em lanwa
"tear (subst.)" a partir de LAN "tecer"; -wë:
basicamente abstratos, como voronwë
"fidelidade" (CI: 340, 498), evidentemente a partir do
radical BORÓN. harwë "ferida" (primitiva *skarwê; provavelmente houve uma graduação semântica de "rasgar, rachar" completamente abstratas para uma concreta rent ou ferida). Muitas,
ou a maioria destas desinências, algumas vezes são agentais,
indicando alguém que pratica o que o significado do radical expressa,
como a desinência portuguesa -dor
em pensador,
produzida a partir de pensar,
mas às vezes elas simples- mente indicam o gênero masculino. lindo
"cantor" a partir de "cantar". -indo:
sufixo agental masculino, atestado em melindo
"amante" (m.) colindo
"portador" (Cormacolindor
"Portadores do Anel", SdA3/VI cap. 4). A desinência
feminina correspondente é -indë.
-ion: em morion "o escuro", se referindo a Morgoth (LR: 72). Talvez na verdade -on (veja abaixo) sufixada à palavra antiga *mori "preto, negro" (> quenya morë como uma palavra independente, MOR). Fora isso, -ion é uma desinência patronímica significando "-filho" (YON). -mo:
Ulmo
era interpretado como 'o Vertedor' < *UL 'verter'.". Esta
interpretação de Ulmo
na verdade era outra etimologia popular élfica, pois o nome deste
Vala foi adaptado do valarin Ulubôz,
Ullubôz.)
ciryamo
"marinheiro", a desinência -mo
não possui sentido agental; cirya
navio, de modo que o significado é literal- mente *"pessoa de
navio" ou algo parecido. Súlimo,
título de Manwë, parece significar *"pessoa do vento" (súlë,
súli-
+ mo).
sermo
"amigo" a partir de SER "amar, gostar de (de afeição,
amizade)" ingolmo "mestre de tradição"; Irmo,
"Desejoso" otorno
"irmão (de coração" (< TOR "brother"), tirno
"observador" a partir de TIR "observar, guardar"
(cf. SKAL2), samno
"carpinteiro, armador, construtor" tyaro
"realizador, ator, agente" a partir do radical verbal tyar-
"causar", Pityo
apelido *"o pequeno" a partir de pitya
"pequeno" . -on: "desinência (de nomes masculinos)" (WJ: 400). Isto é tirado de um contexto em relação ao sindarin, mas esta desinência também é válida em quenya: compare os nomes Sauron e Ancalimon com os adjetivos saura "abominável" e ancalima "o(a) mais brilhante". De acordo com Letters: 380, Sauron originalmente era Thaurond (th lá sendo escrito com uma letra grega), e o d final pode ser preservado antes de uma desinência (ex: genitivo *Saurondo). Compare a palavra sindarin lhathron "ouvinte" a partir da primitiva *la(ns)ro-ndo (LAS2) e a palavra em quenya fion "?falcão" (a caligrafia de Tolkien estava ilegível) a partir do radical PHI; o plural é dado tanto como fioni como fiondi, de modo que a forma primitiva pode ter sido *phiondo (minha reconstrução). Também encontramos andon "grande portão" (andond-) a partir de ando "portão" (AD). Estas palavras indicam que a desinência -on não é usada exclusivamente em nomes. Cf. também aldëon "avenida" < adj. aldëa "sombreado por árvore" (LT1: 249), embora isto seja "qenya" muito primitivo e possa não possuir autoridade total. Estas palavras obviamente não são masculinas; elas nem mesmo indicam seres animados. -r ou -ro: desinências agentivas (WJ: 371), como a portuguesa -or: ista- "saber, conhecer" > istar "mago, *conhecedor" (em Letters: 202, Tolkien traduz Istari como "aqueles que sabem"); *envinyata- "renovar" > Envinyatar "renovador". As desinências -r e -ro também podem ser adicionadas a substantivos: X-r(o), significando então "pessoa possuindo X, tendo a ver com X", como istya "conhecimento" > istyar "erudito, homem instruído". É possível que a desinência -r não indique sexo, enquanto que -ro é explicitamente masculina (como -rë é explicitamente feminina). Cf. ontaro, ontarë "progenitor (pai ou mãe)", m. e f., respectivamente (ONO). Parece que a desinência -ro forma seus plurais em -ri; visto que esta também seria a forma plural de -rë, a distinção de sexo se perde no plural: ontari "pais". -wë: de acordo com LR: 398, um "sufixo abstrato" que ocorre em nomes como Manwë, Elwë, Ingwë, Finwë. Contudo, Tolkien posteriormente decidiu que este era simplesmente um elemento significando "pessoa", "geralmente, mas não exclusiva- mente, masculina" (PM: 340 - o único caso atestada de uma mulher possuindo um nome em -wë é Elenwë). Em Letters: 282, Manwë é traduzido como "ser abençoado". (Isto também foi explicado como um empréstimo da palavra valarin Mânawenûz; ver WJ: 399.) Estas geralmente são contrapartes diretas das desinências masculinas. -ë:
desinência feminina, evidentemente a contraparte da masculina -o:
antë
"doadora" a partir de anta-
"dar" (o Etimologias,
entrada ANA1, fornece anto
"doador", embora no SdA seja dito que anto
significa "boca"). Não confundir com a desinência abstrata
ou adjetiva -ë.
-i:
desinência feminina, evidentemente a contraparte da masculina -u.
Compare heru
senhor
com heri
senhora,
cf. também tári
"rainha", aini
"ainu feminina". -ië: desinência feminina. Valië "Vala feminina"; cf. também nomes femininos como Amárië. Como está evidente a partir do exemplo Vala/Valië, esta desinência pode retirar uma vogal final. Não confundir com a desinência abstrata -ië. -iel:
"filha", como em Uinéniel
"Filha de Uinen" (CI: 207). -issë:
sufixo agental feminino, atestado em melissë
"amante" (f.). Cf. também PM: 345. -indë:
sufixo agental feminino, aparentemente o equivalente feminino de -indo,
atestado em Serindë
"Bordadeira" (embora traduzido "Costureira" em PM:
333). -llë: sufixo agental feminino, atestado apenas em Tintallë "Inflamadora" < tinta- "inflamar, fazer cintilar". Nota: -llë também é usada como uma desinência diminutiva; veja abaixo. -më:
o equivalente feminino da desinência masculina -mo:
sermë
"amiga", sermo
"amigo" - ambas a partir de SER "amar, gostar de (de
afeição, amizade)". Esta desinência parece ser rara, talvez porque
ela seja facilmente confundida com a desinên- cia nominal -më.
-rë:
desinência feminina, com significado agental em Vairë
(*Weirê
mais antigo, "Tecelã", radical WEY "tecer"), mas não
em Ilmarë,
o nome de uma Maia (a partir de Ilma
"luz estelar"). Não confundir com a desinência abstrata -rë
ou a desinência -rë
indicando um grupo de alguma coisa. Estas
são bem numerosas. Note, entretanto, que adjetivos nunca terminam em -o
ou -u em quenya maduro. -a:
desinência adjetiva geral: olórë
"sonho", olórëa
"sonhador, ilusório" (LT1: 259). -arwa:
"possuidor, no controle de", ex: aldarwa
"arbóreo, árvores crescidas" a partir de alda
"árvore" (3AR, em LR: 360). -ba:
talvez a forma -wa
(veja abaixo) se pareça com m:
himba
"aderido, fincado" a partir de KHIM- "fincar, fender,
aderir". Neste caso, a desinência assume um significado quase
participial. -ca:
desinência adjetiva usada em radicais terminando em uma vogal: PHAU
"bocejar, estar de boca aberta" > fauca
"de boca aberta, sedento, ressecado", POY (significado não
dado) > poica
"limpo, puro". Cf. também GAYA- traduzido *gayakâ
(chamada de uma "forma adjetiva" em PM: 363) > quenya aica
"terrível, horrível, apavorante" após síncope. Esta
desinência é muito antiga (quendiano primitivo *-kâ)
e pode não ser produtiva em quenya tardio. (Note que no Etimologias,
Tolkien produziu aica
a partir do radical AYAK, e não como posteriormente, a partir de GAYA-
com esta desinência. A desinência como tal também é, apesar de tudo,
encontrada no material do Etim.) -da:
ver -na
abaixo. -ë: desinência adjetiva rara; entre nossos poucos exemplos está lissë "doce", evidentemente produzido a partir do radical LIS "mel" (este adjetivo não é encontrado no Etimologias, mas ocorre no Namárië). Alguns adjetivos parecem exibir uma desinência mais longa -në, como em carnë "vermelho", varnë "marrom (escuro)". Contudo, estas palavras também exemplifi- cam a desinência adjetiva -ë, pois o -n- é parte da raiz (KARÁN, BARÁN). Este -ë descende do *-i do élfico primitivo, uma desinência comum em adjetivos de cor. - Note que -ë também é uma desinência feminina e abstrata. -ëa:
representa tanto -ë
+ a,
como em olórë
"sonho" > olórëa
"sonhador", como *-aya
e *-oya
mais primitivos, isto é, a desinência -ya
(veja abaixo) adicionada a um radical terminando em alguma vogal: alda
"árvore", adjetivo *aldaya/*aldaia
(minha reconstrução) > aldëa
"sombreado por árvore" (LT1: 249). -ima:
"X-ima" freqüentemente significa "X-ável",
"apto a X" ou "merecedor de X": cf. alguns adjetivos
com o prefixo privativo ú-
"in-": a partir do radical verbal not-
"contar" é produzida únótima
"incontável", e a partir de quet-
"falar" vem úquétima
"indizível". Note que a desinência -ima
faz a vogal raiz se tornar longa se não for seguida por um encontro
consonantal (tyelima
"final" [KYEL] e mirima
"livre" [MIS] não se encaixam neste padrão; aqui e em
alguns outros casos, -ima
parece funcionar simplesmente como uma desinência adjetiva). Cf. também
Fírimar,
traduzido
"aqueles capazes de morrer" em WJ: 387 (cf. fir-
"desvanecer, morrer"). Aqui o adjetivo é usado como um
substantivo e adota a desinência nominal de plural. -in:
em qualin,
firin,
ambas significando "morto" (KWAL, PHIR), cf. também quorin
"afogado" (LT1: 264). -ina é evidentemente uma forma mais longa de -in: malina "amarelo" (SMAL), telpina "de prata" (KYELEK). É confirmado que -ina deve ser compreendida como uma variante mais longa da desinência -in mencionada acima pelo fato de que um adjetivo significando "aberto, livre, limpo (de terra)" é dado como latin(a) sob LAT. -inqua:
desinência com o significado básico "cheio, completo": alcarinqua
"glorioso" basicamente significa *"cheio de glória"
(alcar
"glória" + -inqua).
WJ: 415 também menciona uma desinência alternativa *-unqua
(na verdade, apenas a forma arcaica -uñkwâ
é dada) que era usada para produzir adjetivos "aplicados a coisas
pesadas, desajeitadas, feias ou ruins". Porém, tais adjetivos não são
atestados. -itë
ou -ítë,
desinência adjetiva rara: hanuvoitë
"masculino", inimeitë
"feminino" (INI). Cf. também maitë
"útil, hábil, jeitoso" a partir de má
"mão" (MA3) e hloníti
"fonético" (pl.; sing. *hlonítë;
WJ: 395), claramente derivada de *hlon
"som" (apenas o pl. hloni
é atestado", WJ: 394). -na: basicamente a desinência para o particípio passado (ou passivo), ainda usado em quenya, mas às vezes é difícil distinguir estes particípios de adjetivos, ou realmente impraticável apresentar esta distinção. Assim, harna "ferido" a partir de SKAR- "rasgar, rachar" (primitivo *skarnâ). Em cuina "vivo" a partir do radical KUY- "vir a si, despertar", o adjetivo descreve a condição na qual alguém se encontra ao completar a ação indicada pelo radical verbal (cf. a relação semântica entre o verbo português ir vs. o particípio passado correspondente ido). A desinência -na pode mudar para -da após L, como em helda "nu" a partir da primitiva *skelnâ (radical SKEL). -rin:
uma desinência encontrada freqüentemente nos nomes de idiomas,
sindarin,
vanyarin,
valarin
etc. Mas tais palavras também podiam ser usadas como adjetivos
gerais: "Quando os historiadores precisaram de um adjetivo geral 'quendiano,
pertencente aos elfos como um todo', eles criaram o novo adjetivo quenderin
(no modelo de Eldarin,
ñoldorin,
etc)" (WJ: 407). Estas palavras podem ser chamadas de adjetivos étnicos.
Algumas vezes expandidos para -rinwa:
noldorinwa,
sindarinwa.
-sa:
em telepsa
"de prata" (KYELEP). Provavelmente não produtiva em quenya.
-wa:
desinência adjetiva que às vezes parece relacionada à desinência
possessiva -va,
às vezes não: anwa
"real, verdadeiro" (ANA2), noldorinwa
"noldorin" (ver -rin).
-vëa:
desinência adjetiva com o significado específico de "ser como
alguma coisa": él
"estrela", elvëa
"estelar", pl. elvië.
(O é
longo em él
se torna curto antes do encontro lv.)
-viltë,
-valta:
"sem" (ver Parma
Eldalamberon #11 pág. 23), evidentemente usada para produzir
adjetivos como "inútil" etc., mas os adjetivos como tais não são
atestados. Esta desinência pertence ao "qenya" muito primitivo,
mas nenhuma desinência correspondente é conhecida em quenya maduro. -ya:
desinência adjetiva geral: númen
"oeste", númenya
"ocidental". (Nota: -ya
também é uma desinência verbal freqüente, aparentemente não
relacionada.) Veja também -ëa
acima. Adjetivos em -ya
(assim como outras desinências) também podem ser usados e declinados
como substantivos. Attalya
"bípedes" (WJ: 389) é claramente o adjetivo *attalya
"de dois pés, de duas pernas" (atta
"dois" + tal-
"pé" + ya)
com a desinência nominal de plural -r.
Existem apenas algumas desinências verbais. -ya:
desinência verbal geral: sirya-
"fluir" a partir do radical SIR, de sentido parecido. Esta desinência
não parece modificar o significado do radical de qualquer modo. Ela não
deve ser confundida com a freqüente desinência adjetiva -ya,
que aparente- mente não é relacionada. -sa:
evidentemente uma desinência "freqüente", atestada em lapsa-
"lamber (freqüentemente)" (LAB). O verbo normal lav-
evidentemente significa lamber alguma coisa (geralmente no sentido de prová-la)
uma
vez. Não confundir com a desinência adjetiva -sa
(que parece ser igualmente rara). -ta:
outra desinência verbal geral, algumas vezes tão geral como -ya,
outras com um significado causativo: tul-
"vir, chegar", tulta-
"invocar" (= fazer vir) (TUL), airë
adjetivo "sagrado", airita-
"santificar" (= tornar sagrado) (de acordo com o Vinyar
Tengwar #32 pág. 7, esta palavra ocorre no material não publicado).
Mas em alguns casos, esta desinência parece ser esco- lhida apenas sobre
o fundamento de eufonia, isto é, ela é freqüentemente usada em radicais
que terminam em uma vogal ou semivogal: roita
"perseguir" a patir de ROY
"caçar", caita
"estender, deitar" a partir de KAY
"deitar" (o verbo caita
não é dado no Etimologias,
mas é atestado no Namárië).
Existem
também exemplos de verbos sendo produzidos a partir de adjetivos, como cúna
"curvado" > cúna-
"curvar" (MC: 223), ou harna
"ferido" > harna-
"ferir" (SKAR). Algumas
desinências de significado variado: -il: em siril "córrego" a partir de sir- "fluir", a desinência parece indicar um agente impessoal (mas ela pode ser apenas uma forma variante da desinência diminutiva -llë; veja abaixo). Cf. também sicil "adaga, faca" a partir de SIK (significado da raiz não dado) e tecil "pena (de escrever)" a partir de TEK- "escrever"; a forma primitiva é dada como *tekla; o i evidentemente é inserido após a perda do *-acurto final para desmanchar o encontro final *-kl. Em pelo menos uma palavra, -il parece funcio- nar como uma desinência agental normal: *nacil "vencedor", atestada apenas (na forma -dacil) em palavras compostas como Hyarmendacil "Vencedor do Sul", o nome assumido por um rei gondoriano. Certamente este elemento vem a ser produzido a partir de *ndakla, o radical NDAK significando "matar" (LR: 375). -incë:
desinência diminutiva: atar
"pai", atarincë
"papai" (PM: 353) Em CI: 222, Zamîn se dirige à jovem Ancalimë
como hérincë,
significando evidentemente *"pequena senhora" (heri
"senhora", veja KHER; mas é
longo em hérincë
pode sugerir que esta palavra é derivada de hér-,
a forma de heru
"senhor" que é usada antes de uma desinência [PM: 210],
indicando que a desinência -incë
não apresenta o sexo). -llë:
desinência diminutiva. Nandë
"harpa", nandellë
"pequana harpa" (ÑGAN. Também em nellë
"riacho"? [NEN] Cf. nén
"água" - de forma que *nen-lë
> nellë,
lit. *"pequena [corrente de] água"?) Não confundir com a desinência
feminina em Tintallë.
-në:
um grupo de alguma coisa: carca
"dente", carcanë
"fileira de dentes" (KARAK). -rë:
desinência indicando um grupo das coisas em questão: fanya
"nuvem", fanyarë
"os céus... os ares superiores e as nuvens" (MC: 223).
Poderia a desinência -në,
que parece ser de sentido similar, simplesmente uma leitura errada para -rë?
Carcanë
deveria ser lida *carcarë?
-ssë:
sufixo indicando abstrato ou localidade, não confundir com a desinência
locativa (embora esta possa estar relacionada). Exemplos de tal derivação
incluem Vala
"poder angelical, deus" > valassë
"divindade" (BAL), laiqua
"verde" > laiquassë
"verdor" (LT1: 267), handa
"inteligente" > handassë
"inteligência" (KHAN), hópa
"baía" > hopassë
"ancoradouro" (KHOP; o ó
longo de hópa
é encurtado), findë
"cabelo" > findessë
"os cabelos; o cabelo de uma pessoa como um todo" (PM: 345).
Cf. também celussë
"regato, água caindo rapidamente de uma fonte rochosa" a partir
da raiz kelu-
"fluir rapidamente" (CI: 318). O
quenya possui alguns prefixos que podem ser adicionados a substantivos e
verbos. ala-
"não-, des-": Alahasta
"Desfigurado" (MR: 254). Este prefixo parece ter o poder de
transformar o radical verbal seguinte em uma particípio passado mesmo se
nenhuma desinência participial explícita estiver presente. Ao contrário
de ú-
(veja abai- xo), este prefixo não parece ter conotações negativas. am- "prefixo am- acima" (AM2), visto em amortala "levantamento", literalmente *"levante", indubitavelmente am + ortala (MC: 222; orta- = "erguer, levantar"). Evidentemente se torna ama- antes de uma consoante; cf. amatixë, ponto (tixë) colo- cado sobre a linha de escrita, literalmente *"ponto-acima" ou *"sobre-ponto". Também amba- *"para cima" em Ambalotsë "Flor Ascendente" (WJ: 318; cf. amba "acima, para cima", AM2). an-
"prefixo superlativo ou intensivo" (Letters:
279), de modo que ancalima
"o mais brilhante", a partir de calima
"brilhante". apa-
"após", em Apanónar
"os Nascidos-depois" (um nome élfico para os homens, WJ:
387/Silm cap. 12), também em *apacenya
"de previsão" (pl. apacenyë
atestado em MR: 216; isto literalmente se refere a pós-visão
- o que virá após
o presente). Variante ep-
em epessë
"apelido" (lit. "pós-nome", isto é, um nome dado
após o nome usual, CI: 301). Parece que ep-
é usado ao invés de apa-
quando a palavra a qual ela é prefixada começa em uma vogal. ata-,
at-
"atrás-, novamente-, re-" (AT[AT]). De mera repetição,
en-
pode ser mais usual, mas ata-
aparentemente também pode implicar
reversão de algum tipo (cf. nota de Tolkien "atrás"). au-
um prefixo que é melhor explicado comparado com hó-;
veja abaixo. ava-
um prefixo que ocorre em certos adjetivos, indicando algo proibido ou
perigoso: Tolkien compara avaquétima
"para não ser dito, que não deve ser dito" e avanyárima
"para não ser contado" com úquétima
"indizível, impossível de dizer" e únyárima
"impossível de relatar" (ex: porque os fatos não são
conhecidos, e não porque alguém proibiu
que se contasse o conto). (WJ: 370) can-
"quadri-" (KÁNAT), não atestado em qualquer palavra composta
real; um exemplo poderia ser *cantil
"quadrado" (cf. neltil
"triângulo", ver nel-).
en-
"re": enquat-
"reencher" (futuro enquantuva
no Namárië),
entulessë
"retorno" (CI: 193). Uma variante primitiva em "qenya"
possuía, por sua vez, an-;
ver LT1: 114, 184. ep-
"após", ver apa-
acima. et- "para fora, fora". Usado em um verbo, em ettul-, provavelmente *"sair, surgir" (SD: 290, cf. ET, TUL) hó-
"fora, desde, dentre", prefixo usado em verbos. De acordo com WJ:
368, o "ponto de vista estava fora da coisa, lugar ou grupo em
pensamento". O verbo hótuli-
*"vir desde" significa assim vir
de fora, "de modo a deixar um lugar ou grupo e entrar em outro no
pensamento ou lugar do falante", e de maneira similar hóciri-
*"cortar de" significa assim cortar,
isolar "de modo a ter ou usar uma porção exigida". Compare
o prefixo au-,
que possui um significado parecido *"de, fora", mas aqui o ponto
de vista permanece com a coisa, lugar ou grupo em questão. Auciri-
também significa "cortar", mas agora para se livrar de uma
porção. il- prefixo de negação *"in-, des-"; ele "denota o oposto, o reverso, isto é, mais do que mera negação" (LT1: 255). Sob o radical PHIR temos firin "morto" e ilfirin "imortal"; pode ser visto que a forma negada não significa simplesmente "não mor- lin-
"muito" (LI), prefixado a adjetivos como lintyulussëa
"tendo muitos choupos" (isto é, lin-
"muitos" + tyulussë
"choupo" + a desinência adjetiva -a).
Lil-
assimilado em lillassëa
"muito folhoso" (pl. lillassië
no poema Markirya),
isto é lin-
"muito" + lassë
"folha" + a desinência adjetiva -a.
nel-
"tri-" (NEL), neltil
"triângulo" (TIL). nu-
*"sob" em nuhuinenna
"sob a sombra" (SD: 246), provavelmente também em nucumna
"humilhado" (SD: 246) - literalmente *"sob-inclinação".
nun- *"sob, abaixo, debaixo", atestado em nuntixë *"sob-ponto", um sinal abaixo da linha de escrita (TIK). oa-,
oar-
*"distante, ausente", "ocasionalmente usado como um prefixo
em palavras compostas de formação posterior" (WJ: 366). Oareldi
*"Eldar-Ausentes", elfos que partiram de Beleriand para
Valinor, em oposição àqueles que permaneceram lá (os sindar). (WJ: 363
cf. 360) ter- "através". Usado em verbos, este prefixo pode indicar duração no tempo, de modo que termar- "através-permanecer" (CI: 340, 497) significa "permanecer" no sentido de "perdurar". Também no substantivo tercen "percepção", literalmente *"através-da-visão" (MR: 230). ú-
"não-, in-, des-" (GÛ) freqüentemente, embora não sempre,
com conotações negativas: úquétima
"indizível", (WJ: 370), únótimë
"incontável" (pl., do Namárië).
Também usado em substantivos: vanimo
"belo", úvanimo
"monstro", isto é, exata- mente o oposto (BAN). Usado em
substantivos, ú
também pode implicar ausência da coisa em questão: úner
"homem ne- nhum" (CI: 244). un-
"descida, abaixo". Em untúpa
"abaixo-topos" (= coberturas) (Namárië
cf. RGEO: 67). Este prefixo pode bem ser pro- dutivo, de modo que
podemos cunhar palavras como untul-
"vir a baixo" = "descer". undu-
"abaixo" em undulávë
"mergulhado" (Namárië
cf. RGEO: 67). Esta aparentemente é uma forma mais longa de un-
usada quando a última produziria um encontro consonantal não permitido
em quenya como **nl
neste caso. Em LR: 47 também encontramos um prefixo unu-,
que pode ser tornado obsoleto por undu-
do Namárië.
yo- é basicamente a preposição "com", junto com (SD: 56: yo hildinyar *"com meus herdeiros"); ele ocorre como um prefixo em yomenië "encontro, reunião" (de três ou mais vindo de diferentes direções). (WJ: 407) Compare com o- acima. |
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| Botânica | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Esta
é uma lista de palavras em qenya relacionadas à plantas,
compilada por David Salo com base na lista de palavras mais antiga de
Tolkien, o "Qenya Lexicon" (Léxico Qenya) de 1915. David também
forneceu os nomes latinos. Muitas
destas palavras não parecem tão ruins em um contexto do quenya maduro,
pelo menos quanto à fonologia. (Para "hera" devemos preferir etil
a etl.)
Porém ,a grafia não é a do quenya maduro: o q
Tolkien posteriormente substituiu para qu
(cf. o próprio nome do idioma!), e pelo menos no SdA, ele também usou c
ao invés de k. |
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| Flores | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Voltar | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Árvores | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Voltar | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Frutas e Bagas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Voltar | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Outras plantas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Voltar | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Corpo de Quenya | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Amostras
de quenya maduro As amostras e o material das seguintes fontes estão mais ou menos em quenya perfeito, o quenya como Tolkien finalmente decidira que o idioma era (palavra simples encontradas aqui e ali não são listadas). As expressões aglutinadas de Barbárvore de elementos alto-élficos unidas de um modo élfico não são incluídas aqui, uma vez que isto não é o quenya correto (ver o artigo sobre entês . -
Elen
síla lúmenn' omentielvo, "uma estrela brilha sobre a hora do
nosso encontro", uma saudação élfica dada em SdA1/I cap. 3. (A
primeira edição do SdA tinha omentielmo,
provavelmente a leitura do texto original de Frodo, traduzida para o inglês
por Tolkien. Mas comentaristas gondorianos apontaram que omentielvo
é a forma correta nestes contexto, e Tolkien usou a forma correta
quando uma versão revisada do SdA foi publicada em 1966. Ver Letters:
447. Note que "omentilmo" em certas edições americanas é um
erro de digitação.) Esta saudação também é apresentada em WJ: 367,
aqui na forma elen
síla lúmenna omentielvo, sem a omissão do a
final em lúmenna.
(Letters: 424 apresenta uma parte da saudação, omitindo elen,
mas mais uma vez sem a omissão do a
final.) Uma forma mais antiga da saudação é encontrada em RS: 324: Eleni
silir lúmessë omentiemman
"as estrelas brilham na hora do nosso encontro", modificada
para Elen
silë... "Uma estrela brilha..." Omentiemman
com o genitivo em -n
é "qenya", mas as formas verbais são interessantes (um bom
exemplo do aoristo,
tanto no sg. como no pl.). -
Arwen
vanimelda, namárië!
"Bela Arwen [lit. Arwen sua beleza], adeus!" - a despedida
de Aragorn à Arwen em Cerin Amroth, repetida por ele ao recordar a cena
no mesmo lugar muitos anos depois. A primeira edição possuía vanimalda
ao invés de vanimelda.
(SdA1/II, fim do cap. 6, traduzida em WJ: 369. A versão no SdA tem namarië
ao invés de namárië,
mas tanto WJ: 369 como outras fontes [uma delas no próprio SdA] confirma
que a segunda vogal deve ser á,
e não
a.) -
Namárië,
"Adeus", um longo (80 palavras) poema em quenya apresentado em
SdA1/II, próximo ao final do cap. 8. Também conhecido como Lamento de
Galadriel. Até a publicação do poema Markirya
, este era o mais longo texto em quenya conhecido. O poema inteiro é
apresentado duas vezes em RGEO: 66-67. Na primeira versão, Tolkien
adicionou acentos ao texto, indicando todas as ênfases, grandes e
pequenas. A segunda versão, com tradução entrelinhas, difere um pouco
da versão encontrada no SdA. Tolkien explicou que "a ordem das
palavras e o estilo [da versão do SdA] são 'poéticos', e fazem concessões
à métrica". Ele reescreveu o poema para "um estilo mais normal
e claro", nos possibilitando fazer uma comparação direta entre o
estilo poético e o normal no alto-élfico. -
Aiya
Eärendil Elenion Ancalima!
"Salve Eärendil, a mais brilhantes das estrelas!" Um
fragmento de um poema sobre Eärendil que Frodo foi inspirado a pronunciar
quando usou o frasco de Galadriel na toca de Laracna (SdA2/IV cap. 10,
traduzido em Letters: 385). -
A
laita te, laita te! Andave laituvalmet! ... Cormacolindor, a laita tárienna!
"Louvai-os, louvai-os! Por muito tempo iremos louvá-los! [Os]
Portadores do Anel, louvai [-os] às alturas!" O louvor que Frodo e
Sam receberam no Campo de Cormallen (SdA3/VI cap. 4, traduzido em Letters:
308). -
Et
Eärello Endorenna utúlien. Sinome maruvan ar Hildinyar tenn' Ambar-metta!
"Do Grande Mar vim para a Terra- média. Neste lugar vou morar, e
também meus herdeiros, até o fim do mundo" - As palavras de Elendil
quando chegou na Terra-média após a Queda de Númenor, repetidas por
Aragorn em sua coroação (SdA3/VI cap. 5). Variantes mais primitivas são
encontradas em SD: 56: Et
Ëarello Endorenna lendien. Símane maruvan, ar hildinyar, kenn'
Iluve-metta, modifica- da para Et
Ëarello Endorenna nilendie. Sinome nimaruva yo hildinyar tenn'
Ambar-metta. Estas variantes podem não estar em quenya maduro
perfeito; em particular, parece que Tolkien abandonou o prefixo pronominal
ni-
("eu") e provavel- mente a noção inteira de prefixos
pronominais ao invés de sufixos. -
Yé!
utúvienyes!
"Encontrei-a!" Exclamação de Aragorn quando encontrou a
muda da Árvore Branca (SdA3/VI cap. 5). Yé
não é traduzida, mas parece ser simplesmente a interjeição
"ah!" -
A
vanimar, vanimálion nostari "Ó seres belos, pais de belas crianças",
saudação de Barbárvore a Celeborn e Galadriel, dada em SdA3/VI cap. 7
(a vírgula estava ausente na primeira edição do SdA, mas apareceu na
segunda). Traduzida em Letters: 308 e SD: 73. (A última fonte apresenta a
tradução "seres lindos geradores de seres lindos"; esta tradução
é mais literal.) Uma versão mais antiga da mesma frase é dada em SD:
64: O
vanimar vanimalion ontari. Esta versão confirma que a forma dada no Etimologias,
"ontani" como o pl. de ontaro,
ontarë,
é um erro para ontari
"pais" (LR: 379). -
Utúlie'n
aurë! Aiya Eldalië ar Atanatári, utúlie'n aurë! "O dia
chegou! Vejam, povo dos Eldar e Pais dos Homens, o dia chegou!" Grito
de Fingon antes da Quinta Batalha (Silm
cap. 20). Uma versão diferente em WJ: 166 tem Atanatarni
para Atanatári.
-
Auta
i lóme!
"A noite está passando!" O que o exército de Fingon
respondeu (Silm
cap. 20). -
Aurë
entuluva!
"O dia voltará!" O que Húrin posteriormente gritou quando
estava claro que a batalha estava perdida (Silm
cap. 20). -
A
Túrin Turambar turún' ambartanen "Ó Túrin senhor do destino,
pelo destino dominado", grito de Nienor Níniel quando descobriu que
o homem com o qual ela havia casado era seu próprio irmão (CI: 155). No Silmarillion
(próximo ao final do capítulo 21),
turún'
se tornou simplesmente
turun.
Surpreendentemente, Nienor usa a forma sindarin do nome de seu irmão, Túrin,
ao invés da forma em quenya
Turindo (LR: 395). -
O Juramento de Cirion, duas frases em quenya apresentadas em CI: 340, ao
todo 26 palavras. Vanda
sina termaruva Elenna·nórëo alcar enyalien ar Elendil Vorondo voronwë.
Nai tiruvantes i hárar mahalmassen mi Númen ar i Eru i or ilyë mahalmar
eä tennoio. "Este juramento há de permanecer em memória da glória
da Terra da Estrela e da fé de Elendil, o Fiel, aos cuidados daqueles que
se assentam sobre os tronos do Oeste e do Um que está acima de todos os
tronos para sempre". (Literalmente, a segunda frase significa
"que o guardem, aqueles que estão sentados sobre os tronos no Oeste
e o Um que está acima de todos os tronos para sempre".) Tolkien
adicionou algumas notas gramaticais interessantes (CI: 497). -
Anar
kaluva tielyanna, "o sol brilhará sobre o seu caminho", uma
saudação (CI: 10; ver CI: 455 para a tradução). -
Algumas frases e expressões em quenya encontradas em The
War of the Jewels (WJ): áva
kare
"não faça isto!" (pág. 371), i
karir quettar ómainen "aqueles que formam palavras com
vozes" (pág. 391), á
vala Manwë "que Manwë ordene", Valar
valuvar "a vontade dos Valar será feita" (ambas na pág.
404). -
Algumas frases e expressões em quenya encontradas no The
Peoples of Middle-earth (PM): Manen
lambë Quendion ahyanë[?] "Como o idioma dos elfos mudou?" Mana
i·coimas Eldaron[?] "O que é o 'coimas'
dos Eldar?" (ambas na pág. 396), também 'Mana
i·coimasin·Eldaron?' maquentë Elendil na pág. 403, não traduzida
mas evidentemente significando *"'O que é o coimas
[lembas] dos Eldar?', Elendil perguntou"; Sin
Quente Quendingoldo Elendilenna (pág. 401), não traduzida mas
evidentemente significando *"isto Pengolodh disse a Elendil" ou
possivelmente *"assim falou Pengolodh a Elen- dil". Uma forma
curta, Quentë
Quengoldo, sucedendo um longo texto em PM: 404, é traduzida
"Assim falou Pengolodh" na página seguinte, mas literalmente
ela significa simplesmente *"disse Pengolodh". -
O poema Markirya em MC: 221-222, que realmente é o Oilima
Markirya mencionado acima traduzido para o quenya maduro,
provavelmente durante a última década da vida de Tolkien. Possuindo mais
de 90 palavras, este é o texto em quenya mais longo que já foi publicado
(em MC: 4, Christopher Tolkien o descreve como "uma das maiores peças
do quenya"). Tolkien fez algumas revisões e adicionou um comentário
glossarial. O poema é traduzido em MC: 214-215 (note a nota 8 em MC:
220). Outras
fontes importantes de informações sobre o quenya incluem as seguintes: -
O
Etimologias em LR: 347-400. Esta é uma lista de cerca de seiscentas
raízes primitivas seguidas por algumas das palavras que elas originaram
em línguas posteriores, incluindo quenya; são mencionadas por volta de
1300 palavras em quenya. A lista na verdade representa um estágio muito
tardio do "qenya" (por exemplo, existem numerosos exemplos de
genitivos em -n
ao invés de -o),
mas o idioma do Etimologias
é tão próximo do quenya maduro que se pode confiar nele em todos os
casos em que não contradiz material tardio (apenas algumas palavras devem
ser rejeitadas, tais como malda
[radical SMAL] ao invés de malta
como a palavra para "ouro", uma vez que a última ocorre no
SdA). Com respeito ao vocabulário alto-élfico, o Etimologias
permanecerá nossa fonte única mais importante (mas mesmo assim, deve-se
perceber que menos da metade das palavras conhecidas vêm desta lista). -
A
Carta Plotz. Esta é uma carta que Tolkien enviou a Dick Plotz,
fundador da Tolkien Society da América. Ela data de mais ou menos
1966-67. Nesta carta, Tolkien estabelece a declinação do substantivo do
quenya. Assim, este documento é uma das fontes mais importantes que
temos. Ela foi publicada pela primeira vez por Jorge Quiñonez no Vinyar
Tengwar #6. -
The
Letters of J. R. R. Tolkien, editado por Humphrey Carpenter. Informações
valiosas sobre o quenya são encontradas aqui e ali nestas cartas, em
particular a respeito do prefixo superlativo (pág. 279) e o dual (pág.
427). A existência de radicais de verbos contínuos é confirmada (pág.
427) e aprendemos que consoantes finais são permitidas em quenya (pág.
425). -
Relato
de Lowdham sobre o idioma adunaico (SD: 413-440). Apesar de centrado
principalmente em outro idioma, alguma informação sobre o quenya ("avalloniano")
também pode colhida ou suposta a partir deste relato: encontros consonan-
tais iniciais não são permitidos e apenas um número limitado de combinações
são toleradas mediamente (pág. 417- 418), bases biconsonantais são
normais (pág. 416), as combinações mp,nt,
nc
e nw
são favorecidas (pág. 420), e a infixação nasal é de considerável
importância (pág. 433). Há também as palavras tyulma
"mastro" aend hyóla
"trump" (pág. 419); a última só é atestada aqui. - Quendi and Eldar, um ensaio publicado em WJ:360-417. Ele abrange principalmente a "origem e significado das palavras élficas que se referem ao elfos e suas variedades" e inclui "apêndices sobre seus nomes para outros Encarnados". De particular interesse é uma discussão das funções do genitivo (desinência -o) vs. o possessivo (desinência -va) (págs. 368-369). Também aprendemos que há uma distinção entre verbos fortes e fracos (pág. 366). |
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Amostras
de qenya Primitivo |
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Estas
são as amostras mais importantes
de "qenya", vários materiais primitivos que podem não possuir
autoridade total por causa das revisões posteriores de Tolkien: -
O conteúdo do Qenyaqetsa
ou Qenya
Lexicon (Léxico Qenya), uma lista de cerca de seiscentas raízes élficas
e milhares de palavras em "qenya" derivadas delas, escrita por
volta de 1915. Ver LT1: 246. Os Apêndices no LT1 e LT2 mencionam muitas
palavras do Qenya Lexicon. Isto demonstra que muitas palavras conhecidas
do quenya maduro remetem ao início mais remoto, mas ela freqüentemente
contradiz a fonologia e o vocabulário estabelecido que conhecemos do
quenya maduro. Algumas palavras do Qenya Lexicon podem ser
"recuperadas" no idioma maduro, com adaptação fonológica onde
necessário; outros itens primitivos de vocabulário são melhor
ignorados. - Algumas palavras em qenya também são mencionadas no Gnomish
Lexicon (Léxico Gnômico), escrito por volta de 1917. Os conteúdos do
Gnomish e do Qenya Lexicon foram publicados no Parma
Eldalamberon #11 e #12, respectivamente. -
O poema Narqelion.
Um fragmento do poema foi publicado por Humphrey Carpenter em seu livro J.
R. R. Tolkien - Uma Biografia, página 83: Ai!
lintulinda Lasselanta / Pilingeve suyer nalla qanta / Kuluvi ya
karnevalinar / V' ematte singi Eldamar. Nenhuma tradução sobreviveu,
mas as palavras lasselanta
"queda de folhas, outono" e Eldamar
"Casadelfos" são conhecidas do quenya maduro. A palavra qanta
é escrita errada no livro de Carpenter como "ganta"; nenhuma
palavra em quenya (ou "qenya") começa com g.
(qanta,
posteriormente escrita quanta,
significa "cheio".) O poema inteiro foi posterior- mente
publicado no Parma
Eldalamberon e Mythlore.
Ele é datado de "novembro de 1915, março de 1916" e pode ser o
texto élfico mais antigo que já foi publicado até agora. Ele sem dúvida
é um dos textos élficos mais antigos que Tolkien já escreveu. -
Algumas frases curtas encontradas no "The Book of Lost Tales" (O
Livro dos Contos Perdidos): Tulielto!
"Eles vieram!", I·Eldar
tulier
"os Eldar vieram",
I·kal' antulien "A luz retornou" (LT1: 114, 184). Estas
frases parecem ter sido escritas bem cedo (antes de 1920). -
Oilima
Markirya, "A Última Arca", um poema apresentado em duas
versões, em MC: 213-214 e MC: 221-223. (Na ver- dade também há uma
terceira versão, em MC: 220-221.) O idiomas da(s) primeira(s) versão(ões)
do poema é muito diferente do quenya de O
Senhor dos Anéis e d'O
Silmarillion. Muitos anos após escrever Oilima
Markirya, provavelmente durante a última década de sua vida, Tolkien
criou uma nova versão deste poema, aquela em MC: 221-223. Esta foi na prática
uma tradução do "qenya" para o quenya como ele agora concebia
o idioma. Esta tradução demonstra que o quenya maduro é um idioma muito
diferente do "qenya" mais primitivo de Tolkien - de fato, os
dois idiomas provavelmente seriam mutuamente ininteligíveis, embora
compartilhem o mesmo estilo fonético e alguns itens lexicais. -
Nieninque,
um poema curto apresentado em MC: 215-216: Norolinde
pirukendea / elle
tande Nielikkilis, / tanya
wende nieninquea / yar
i vilya anta miqilis. / I
oromandin eller tande / ar
wingildin wilwarindëen, / losselie
telerinwa, / tálin
paptalasselindëen. "Saltitando levemente, rodopiando levemente,
de lá veio a pequena Niéle, aquela donzela como uma fura-neve (Nieninqe),
para quem o ar manda beijos. Os espíritos da floresta vieram de lá, e as
fadas da espuma como borboletas, o povo branco das castas de Terradelfos,
com pés como a música de folhas caindo". Este poema está escrito
no mesmo idioma do Oilima
Markirya acima. Assim, ele não nos diz muito sobre a gramática e o
vocabulário do quenya maduro. Este poema foi escrito por volta de 1931,
bem mais de vinte anos antes da publicação do SdA. -
Earendel
(sic, e não Eärendil,
embora a forma em i
seja usada no próprio poema), um poema curto apresentado em MC: 216: San
ninqeruvisse lútier /
kiryasse Earendil or vea, / ar
laiqali linqi falmari / langon
veakiryo kírier; / wingildin
o silqelossëen / alkantaméren
úrio / kalmainen;
i lunte linganer, / tyulmin
talalínen aiqalin / kautáron,
i súru laustaner. "Então sobre um cavalo branco navegou
Earendel, sobre um navio sobre o mar, e as molhadas ondas verdes a
garganta do navio do mar lascaram. As donzelas da espuma com cabelos
brancos em flor o fizeram brilhar à luz do sol; o barco zuniu como uma
corda de harpa; os altos mastros vergaram-se com as velas; o vento
ressoou". Mesmo idioma e data do Nieninque
acima. -
A frase "Koivienéni": Eldar
ando kakainen Koivienenissen mennai Orome tanna lende i erenekkoitanie
(com algumas versões variantes) - "Os elfos estavam dormindo há
muito em Koivienéni até Orome lá chegar para que pudesse acordá-los".
A frase foi encontrada nos manuscritos de Tolkien nos Arquivos da
Universidade de Marquette. Esta frase, assim como a seguinte, foi
provavelmente escrita em algum ponto dos anos trinta quando as idéias de
Tolkien sobre o quenya ainda não estavam maduras (note "Koivienéni"
para Cuiviénen).
-
A frase "Duas Árvores":
Valar
empannen Aldaru mi kon-alkorin ar sealálan taro ar silankálan ve laure
ve misil(mais uma vez com algumas versões variantes). Encontrada na
mesma folha de papel da frase "Koivienéni". Não traduzida, mas
significando provavelmente algo como *"os Valar plantaram as Duas Árvores
em uma gramado abençoado, e elas cresceram altas e brilhavam como ouro
[e] como prata". Estas duas frases (Koivienéni e Duas Árvores)
forma publicadas no Vinyar
Tengwar #27. -
A frase "Ártica": Mára
mesta an ni véla tye ento, ya rato nea - "Adeus até que eu os
veja de novo, e espero que seja logo". Isto não está afirmado como
quenya, mas como "ártico" - uma amostra de um idioma usado no
Polo Norte, apresentada em The
Father Christmas Letters. Estas eram cartas supostamente escritas por
Papai Noel para os filhos de Tolkien, mas na verdade escritas pelo próprio
Tolkien. Ele nunca pretendeu que elas fossem publicadas (isto foi feito
pela sua família após sua morte). Embora as Cartas de Papai Noel não
tenham nada a ver com a Terra-média e não pertencem aos trabalhos sérios
de Tolkien, está claro que a frase "Ártica" é na verdade um
tipo de quenya (ou "qenya"). - A Canção de Fíriel: uma longa (quase 90 palavras) canção em quenya encontrada em LR: 72. Isto ainda é "qenya", mas muito mais próximo do estilo de quenya do SdA do que os três poemas do MC mencionados acima. Uma desinência verbal condicional -ie é muito usada, mas esta desinência provavelmente não é válida no estilo de quenya do SdA. -
Fragmentos
de Alboin Errol em LR :47, com tradução entrelinhas: ar
Sauron túle nahamna "e Sauron veio [*humilhado]" / lantier
turkildi unuhuine
"eles caíram, [os] Turkildi [*Reis dos Homens] sobre a Sombra"
/ tarkalion
ohtakáre valannar "Tar-Calion [Ar-Pharazôn] guerra-fez
contra-Poderes [Valar]" / herunúmen
ilu terhante "Senhor-do-Oeste mundo partiu" / ëari
ullier kilyanna "mares vertera em-Abismo" /
Númenóre ataltane "Númenor caiu" / malle
téra lende númenna ilya sí maller raikar "estrada reta foi em
direção ao Oeste todas agora estradas curvas" / turkildi
rómenna "Turkildi em direção ao leste" / nuruhuine
mel-lumna "Morte-sombra nós-é-pesada" / vaháya
sin atalante "longínqua agora Atalantë". Mesmo idioma da
Canção de Fíriel. -
Fragmentos
de Lowdham. Vários fragmentos de "qenya" apresentados em SD:
246-247 (note que também há material adûnaico aqui). Algumas partes
destes fragmentos são praticamente idênticos àqueles de Alboin Errol
citados acima: muito próximos do quenya maduro. -
Algumas frases ditas por Elendil e Herendil: Man-ie,
atto? "O que é isto, pai?" Atarinya
tye-meláne
"Meu pai, eu te amo", A
yonya inye tye-méla
"E eu também, meu filho, te amo", E
man antaváro?
"O que de fato ele dará?" (LR: 59, 61, 63). -
Membros do Notion Club falando em outra língua (SD: 290): Es
sorni heruion an! "As águias dos Senhores estão perto!" Sorni
Númevalion anner! "As águias dos Poderes do Oeste estão
perto!" (versão rejeitada: Soroni
númeheruen ettuler!) -
Uma versão primitiva do Namárië
(ver abaixo), apresentada em TI: 284-285: Ai!
laurie lantar lassi súrinen / inyalemíne rámar aldaron / inyali
ettulielle turme márien / anduniesse la míruvórion / Varda telúmen
falmar kírien / laurealassion ómar mailinon. / Elentári Vardan Oiolossëan
/ Tintallen máli ortelúmenen / arkandavá-le qantamalle túlier / e
falmalillon morne sindanórie / no mírinoite kallasilya Valimar.
(O texto como dado no TI emprega mácrons ao invés de acentos para
indicar vogais longas.)
A maioria das palavras pode ser identificada, mas uma tradução
fluente é difícil de dar. Anthony Appleyard supõe que isto são
"meramente pedaços que vieram à mente de Tolkien conforme ele
pensava, e ele pretendia interpolar outras partes posteriormente para
completar o sentido; mas no final ele jogou fora tudo, exceto a linha
1". Por outro lado, David Salo argumenta que o texto é de fato
completo. Aparentemente existem várias desinências declináveis não
encontradas em nenhum outro lugar; muito provavelmente elas foram excluídas
mais tarde. Ainda assim a versão variante do Namárië
foi citada em An
Introduction to Elvish pág. 5; isto é de particular valor porque
registra nar
"são/estão" como a forma de plural do verbo ná
"é/está". Ver o artigo de David Salo no Tyalië
Tyellelliéva #12 para uma discussão próxima à exaustiva de todos
os vários estágios e versões do Namárië.
- Algumas declinações antigas forma publicadas no Vinyar Tengwar: a chamada declinação Entu, Ensi, Enta foi publicada e analisada (por Christopher Gilson) no VT #36. Evidências internas sugerem que ela foi escrita entre 1928 e 1936. Ela consiste de o que parecem ser algumas palavras conjugadas em todos os casos, mas nenhum caso é nomeado e nenhuma forma é traduzida. As desinências não concordam muito bem com o sistema conhecido do quenya maduro. A chamada Declinação Bodleian apareceu no VT #28; ela foi aparentemente escrita em 1936. Ela demonstra que a declinação de radicais em -a, -o e -e, mas os casos não são identificados. Aparentemente ela está mais próxima do quenya maduro do que Entu, Ensi, Enta, mas ainda existem algumas discrepâncias. Estes declinações são de pouco valor fora demonstrar que as idéias de Tolkien sobre o quenya estavam amadurecendo constantemente nos anos vinte e no início dos anos trinta, antes que um sistema quase maduro surgisse na segunda metade dos anos trinta. |
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Algumas expressões em Quenya usadas por Tolkien: |
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| Poemas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Hríveressë- Por Vicente Velasco (Tatyandacil) |
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Lindë
Roccalassen -Canção
à Éowyn |
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Ríanna - Por Vicente Velasco (Tatyandacil) |
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Este
hino é o texto sindarin mais longo de SDA ,que se encontra no final do capítulo,
onde os hobbits estão na casa da casa do Elrond e entram na sala do fogo. O
hino a Elbereth tem como sua inscrição em tengwar Aerlinn in Edhil o
Imladris, (“Hino do elfos de Rivendel”) |
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Esta é uma longa canção em quenya contendo 90 palavras , foi escrita em 1940. Tolkien não deu um título oficial, porque na narração para qual ela foi feita era cantada por uma mulher chamada Firel. Deste modo ficou tão conhecida que ele não desejou muda-la depois. |
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| Vocabulário | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Família | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Animais | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Plantas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Metais, Substâncias, Elementos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Partes do Corpo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Títulos e Profissões | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Comida | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Termos Geográficos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Clima | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Objetos Celestiais | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Música, Poesia, Instrumentos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Guerra e armamento | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Arquitetura | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Tempo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Estações | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Meses | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Cores | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Adjetivos Comuns | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Preposições | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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