Seja bem vindo a nossa Confraria dos Protetores Solidários. Participe conosco, você pode fazer a diferença.

 


 

Relatos de Protetores

 

PUBLICADO EM 07/03/2008 - DEVIDAMENTE AUTORIZADO

 

Nós e os Animais: o mundo de ponta-cabeça

Muitas vezes acho que o mundo está de ponta-cabeça. Eu observo algum
fato e espero determinadas atitudes das pessoas, mas tudo acontece ao
contrário.

Gosto de animais e não consigo ficar indiferente ao seu sofrimento e por
isto, sempre que posso, ajudo um animal abandonado e procuro lhe
proporcionar uma vida feliz em um lar seguro.

Mas, quando iniciei minha atuação como protetora independente, recordo
que ficava sempre me explicando e justificando, como se precisasse me
desculpar por escolher este caminho.

Isto aconteceu há mais de 12 anos e naquela época eu queria que as
pessoas soubessem que, apesar da minha escolha eu era jovem, casada,
tinha filhos, uma profissão e uma vida tranqüila. Bem diferente do
estereótipo que atribuem aos protetores que são vistos como velhos,
solitários, sem vida particular e desequilibrados. Quando o assunto é
proteção animal surge sempre aquela imagem preconceituosa que identifica
os protetores com pessoas que não querem ou conseguem viver sua própria
vida e então precisam se identificar com um ser necessitado.

Eu discordo deste ponto de vista e sempre me perguntei: por que nossas
escolhas não podem ser feitas por amor? Conheço várias pessoas que
decidiram fazer alguma coisa para melhorar o mundo, justamente por se
sentirem realizadas.

Depois de algum tempo, cansei de me justificar e entendi que uma pessoa
de bem com a vida pode e deve fazer alguma coisa por aqueles que ama.

Mas, até hoje, depois de anos de experiência, muitas atitudes dos
humanos ainda me chocam, pois quase sempre espero uma resposta positiva,
mas ela raramente acontece.

Todas as vezes que a mídia deu destaque ao nosso trabalho, (meu e de
minhas parceiras) tivemos um bom retorno. Várias pessoas elogiaram nossa
atitude; outras se identificaram e escreveram dizendo que também
gostariam de fazer a mesma coisa pelos animais; alguns quiseram nos doar
ração ou ajudar na divulgação; poucos adotaram; mas a grande maioria
pediu para resgatar um cão ou gato que estava na porta de sua casa.

Então, você conclui que sua atitude provoca efeito contrário, ela dá
oportunidade para que algumas pessoas se aproveitem da situação e se
sintam aliviadas por encontrar alguém que assuma seu problema.

Se as pessoas tivessem um mínimo de sensatez saberiam que você,
exatamente pelo trabalho que faz, precisa doar os animais que estão sob
seus cuidados e não acolher novos. Muitos dizem que não podem ajudar
determinado animal, pois já tem um ou dois em casa e se esquecem que os
protetores cuidam de dezenas deles!

O problema é que a maioria das pessoas não assume suas responsabilidades
e o exemplo mais comum com o qual convivemos diariamente é: vou me mudar
para um apartamento, mas não posso levar meu cãozinho que viveu comigo
10 anos. Ele é muito amoroso e bonzinho e eu o amo muito, mas se você
não o pegar hoje, vou ter que encaminhá-lo à Zoonozes.

Além de tentar transferir o problema, este indivíduo ainda faz chantagem
emocional, pois sabe que o sofrimento dos animais nos atinge diretamente.

Por isto, é muito comum encontrarmos protetores que se desequilibram
emocionalmente. Sempre digo aos mais jovens que eles precisam aprender a
dizer não para proteger sua saúde mental e os animais que estão sob seus
cuidados.

É preciso fazer um trabalho educativo e ensinar como doar os animais,
como utilizar a Internet e os sites de adoção, que são muito visitados.
É preciso dar dicas de comportamento, alimentação, cuidados, mas não
devemos acolher o animal sempre.

Algumas pessoas pensam que temos a obrigação de assumir todos os casos
que aparecem, mas isto é impossível, mesmo que tivéssemos para gastar
verba do Estado e também de particulares. Todas as instituições
beneficentes têm um limite para sua atuação, imagine então os protetores
que usam dinheiro de seu próprio bolso.

Por atender aos inúmeros apelos que chegam, muitos protetores se
endividam, perdem seus bens, se privam de tudo e acabam sem recursos
para cuidar de seus próprios animais.

Apesar de sua luta diária, muitas pessoas também te olham atravessado
como se você fizesse um trabalho menos qualificado por não cuidar de
gente, mas sim de bicho.

Existe uma escala de valores que foi estipulada pelos seres humanos onde
estes, apesar de todas suas deficiências, aparecem em primeiro lugar na
hierarquia e todos os outros seres vivos aparecem em segundo plano.

Aqueles que criticam a atuação dos protetores não entendem como eles
podem gastar seu tempo e dinheiro para cuidar de um animal, enquanto
tantas crianças estão nas ruas precisando de ajuda.

Acredito que a pessoa que se dispõe a ajudar pode escolher entre várias
opções, todas elas necessitadas e dignas de ajuda. Quem luta por um
mundo melhor pretende que não existam crianças e cachorros pelas ruas
passando necessidades e implorando por comida e um teto.

O que normalmente ocorre é que a pessoa que quer mudar o mundo vai
batalhar por quem tem mais empatia, sem menosprezar nenhuma espécie em
particular.

Por isto me identifico com aqueles que vão à luta e saem de seus
redutos, de seus casulos e têm a coragem de ajudar crianças, idosos ou
animais.

Mas, neste mundo de ponta-cabeça em que vivemos, os que escolhem ajudar
os animais não são valorizados, ao contrário, são encarados como
lixeiros. O trabalho que eu e outros protetores independentes fazemos é
exatamente este: recolher o que muitos insistem em jogar fora.

Muitas pessoas encaram os animais como objetos, quando na verdade eles
são seres senscientes que sofrem, amam, sentem medo e dor e não devem
nunca ser descartados.

Mas, se muitos humanos jogam fora seus próprios filhos, por que iriam se
preocupar com o destino dos animais?

No caso das crianças, você tem pelo menos como reagir ao abandono:
aciona a Polícia e a criança é recolhida e encaminhada para um hospital
ou é levada para uma creche.

Já no caso dos animais, a situação é bem mais complicada. Como todos os
abrigos existentes, que são quase todos particulares, estão lotados, as
pessoas acionam o Centro de Zoonozes de sua cidade e os cães ou gatos
são sacrificados alguns dias depois, ou seja, não lhes é oferecida
nenhuma chance.

Alguns irão se lembrar que os animais são tutelados pelo Estado, isto
quer dizer que o Poder Público deveria ser responsável por todos que se
encontram nas ruas, responsável por sua sobrevivência e seu bem-estar.

Mas, a realidade é que se você cidadão não fizer a sua parte, os animais
estarão à mingua, morrendo a cada esquina, fato que infelizmente está
acontecendo cada vez com mais freqüência.

Aqueles que não se incomodam com esta situação são as mesmas pessoas que
não se importam se o planeta está sendo destruído ou se muitas espécies
estão em processo de extinção. Esta é a triste realidade, mas as pessoas
estão tão voltadas para seu mundinho particular que não têm uma visão do
todo e se esquecem que este todo é essencial para a preservação de nossa
própria espécie.

E você, quando decide lutar por alguma causa, ainda é visto como
diferente ou maluco, pois ao tomar esta atitude estará fugindo do padrão
aceito pela maioria. Ninguém entende como alguém pode se dedicar a
salvar vidas e não utilizar seu precioso tempo para consumir ou cultuar
a beleza e a juventude.

Além de diversos outros fatores, este descaso para com a vida que
presenciamos o tempo todo acontece porque existem duas falhas gritantes
na nossa educação: não fomos capazes de transmitir as noções de
responsabilidade e de respeito às novas gerações. Eu me refiro à
responsabilidade individual e intransferível que cada um de nós tem para
com sua família, seus animais, sua cidade, seu país e o planeta.

A outra falha gritante é a ausência de respeito a todas as formas de
vida, princípio que deveria reger as nossas atitudes.

Sem estes dois parâmetros norteando nossa conduta, o mundo como nós o
conhecemos irá se extinguir.

Tentei, mas não consegui dar um tom a este texto: ele por vezes soa como
um apelo, outras vezes parece um desabafo.

Mas, acho que a palavra certa para defini-lo é Perplexidade.


Maria Augusta Toledo

 

Postado em 11/03/2008 - MAIS UM DESABAFO
AMIGOS, mais uma vez AS PESSOAS QUE NO INÍCIO disseram ajudar nesse caso SUMIRAM. Um humilde conselho, se vc não tem como ajudar, nada prometa, qdo vc ter como contribuir, AI SIM, não ficar falando antes que vai fazer uma coisa e depois tem a cara de pau de sumir, ESTOU ME REFERINDO AQUELES QUE SÃO DA TURMINHA DOS QUE PROMETEM, espero que ficou claro. RESUMINDO, estou com mais uma dívida de 256,00 e sem ter como pagar.
Agradeço a todos da turma dos que prometem, durmam em paz, pois nada tem feito pelos ANIMAIS, promessas não enche barriga de ninguém, tomará a DEUS que o xxxxxx não precisa retornar, o retorno não é pago, OK, mas os medicamentos são, AMIGOS QUERIDOS, QUE ESTÃO ENDIVIDADOS assim COMO EU, repassem ao menos meu e-mail.
















 

 
Hosted by www.Geocities.ws

1