Richard Wagner | Festspielhaus | A Valquíria 

 

 

O Autor...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Local...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Obra...

 

 

 

 

Richard Wagner nasceu em Leipzig, na Alemanha, em 22 de maio de 1813, e morreu em 13 de fevereiro de 1883 na cidade de Veneza, Itália.

Não muito interessado nos estudos regulares, aprendeu por si próprio piano e composição. Com dezoito anos já escrevia suas primeiras peças musicais, e aos 21 completou sua primeira ópera, "As Fadas".

Uma característica marcante em seu trabalho era a busca pela síntese perfeita entre música e drama, sendo reconhecido na Europa como o representante máximo do neo-romantismo alemão. Wagner revolucionou a forma tradicional da ópera, deixando de escrevê-las, e as substituindo por outra concepção cênica: o Drama Musical, uma obra de arte integral que reunia elementos da pintura, da poesia, da arquitetura e da música. As suas experiências no campo tonal, à procura do atonalismo, onde a música deixa de repousar sobre uma só escala, deram às suas obras uma originalidade marcante.

Podemos destacar certas características nas suas obras, como:

- lendas e mitos alemães e europeus

- ópera contínua (sem divisão em números)

- harmonia ultracromática

- melodia infinita

- virtuosidade vocal e orquestral

- uso do "motivo condutor" (leitmotiv) - que é um pequeno tema musical que simboliza um elemento (personagem, sentimento, etc) que tenha alguma importância na trama, sendo constantemente relembrado e usado conforme a necessidade do enredo.

Entre seus mais importantes trabalhos estão O Holandês Voador (1843), Tannhäuser (1845), Lohengrin (1850), Tristão e Isolda (1865), Os Mestres Cantores (1868), Parsifal (1882) e sua grande tetralogia, O anel dos Nibelungos (1869-76) - composta por quatro óperas: Ouro do Reno (1869), As Valquírias (1870), Siegfried (1876) e O Crepúsculo dos Deuses (1876). 

 

No ano de 1872, o compositor Richard Wagner lança a pedra fundamental para a construção de sua casa de espetáculos na pequena cidade de Bayreuth, a meio caminho entre a Baviera e a Prússia.

Com o apoio de Ludwig II, rei da Bavária e de várias "sociedades Wagner" espalhadas por toda a Europa, o músico construiu a Festspielhaus, a sede dos Festivais. O teatro seguia o modelo do teatro grego (em anfiteatro), concebido para unificar gestos, luz, cenário, figurino e música , tudo sob a direção do maestro.

 A intenção inicial do era construir uma casa de espetáculos especialmente para o Der Ring des Nibelungen. Seria um prédio para um único festival wagneriano, gratuito para estudantes e apaixonados pela sua música. A idéia, exótica para a época, ficou na teoria. Ninguém queria financiar uma construção que fosse destruída pouco tempo depois.

Em meados dos anos 1860, o rei Ludwig II da Baviera fez amizade com o jovem compositor alemão e começou a financiar seu projeto.  A escolha acabou recaindo sobre Bayreuth, mantendo-se a idéia de um teatro praticamente provisório, que não teria requintes no auditório, mas investiria nos recursos cênicos. O arquiteto Otto Brückwald, aluno de Gottfried Semper (famoso pela ópera de Dresden), foi incumbido de chefiar o projeto.

No Festspielhaus, a platéia atua como caixa de ressonância, disposta como num anfiteatro, e num plano inclinado sobre um vácuo entre madeiras. Entre o público e o palco, está o fosso, um espaço misterioso em que se posta a orquestra, invisível para o público. O som da orquestra se projeta para os cantores e só então rebate no fundo do palco e volta para o público, numa grande defasagem de tempo.

   

croquis e desenhos do teatro

 

O Anel dos Nibelungos é uma peça composta por quatro óperas (O Ouro do Reno, A Valquíria, Sigfried e O Crepúsculo dos Deuses) que, apesar de poderem ser vistas separadamente, estão ligadas, formando uma história contínua. Para escrever o libreto, Wagner baseou-se em histórias da mitologia alemã e nórdica.

A Valquíria foi produzida entre 1852 e 1856, sendo estreada em Munique, Alemanha, em 1870, e apresentada no Festspielhaus em 1876.

Nesta parte da tetralogia pode-se perceber duas histórias que se desenvolvem paralelamente e em conjunto. De um lado temos a história de Siegmund e Sieglinde e do outro a de Wotan e sua filha, a Valquíria Brünnhilde, que dá título a ópera. A famosa música "Cavalgada das Valquírias" corresponde ao começo do terceiro ato desta ópera quando as Valquírias (em número de nove) levam a Valhalla - a casa dos deuses -  os heróis mortos em batalha para servir a Wotan em seu exército celestial.

Equipe:
 

André L. R. Leite | Gabriel Gallarza | Otto Braz

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